Visões da Morte
– Volker e G retch mataram o…
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.
Param édicos o levaram ao Jordan Hospital com tetrodotoxina no sangue.
A boca de Elizabeth trem ia quando ele descreveu o vídeo de
segurança.
– Nós não sabíam os.
– Com o você tam bém não sabia quando fez o m esm o com igo.
Ela não respondeu; parecia arrasada.
Ele pegou um troféu de bronze em form ato de cérebro. De acordo
com a gravura no pedestal, era um prêm io do Departam ento de Neurologia
para Luria, por excelência de ensino. Ele sentiu seu peso sólido, batendo-o
contra a palm a da m ão e pensando qual seria a sensação de esm agar o
rosto dela, se ela gritasse.
– Faz três anos que isso aconteceu, antes de term os o aparelho de
ressonância m agnética. Não tínham os ideia de que seu cérebro ainda estava vivo. E essa é a verdade. – Em um a prateleira atrás dela havia outra
foto de seu filho sobre um pônei, com Elizabeth de pé ao lado dele,
sorrindo.
– Então, você sim plesm ente o levou para Sagam ore Beach e enterrou-
o na areia.
– Porque era isso que ele queria. Escreveu o m esm o lugar no
questionário.
A despeito de si m esm o, Zack sentiu um nó na garganta. Onde eles se
sentiam m ais conectados com o universo. O lugar em que haviam sido
m ais felizes com o um a fam ília. – Só que ele escavou a areia e saiu. – E
Zack havia revivido tudo em sua cabeça e, depois, na noite anterior, de
verdade. – Isso tudo foi um a arm ação desde o início. Você tinha os
padrões cerebrais de m eu pai no registro e, quando ele m orreu, você foi
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
atrás de m im , esperando que, se eu atravessasse, eu fizesse contato com
ele. Tudo porque você queria segredos dos m ortos. Bem , você conseguiu –
disse ele. – E o segredo é que ele não estava m orto.
Elizabeth olhou para ele sem expressão e não disse nada.
– De quem são as cinzas sobre a lareira da m inha m ãe?
– De ninguém .
– De ninguém ? Então, quem era o irm ão Albani?
– Bruce.
– Bruce? Então, você enterrou o m eu pai vivo, depois enviou aquela
m aldita aberração vestida de m onge para contar para a m inha m ãe um a
história idiota de com o ele m orreu dorm indo, segurando seu crucifixo. E
por três anos nós pensam os que aqueles eram os seus restos m ortais, m as,
provavelm ente, é de um dos coitados de quem você fritou o cérebro no
laboratório, reduzindo a carvão.
– Eu não m ereço isso.
– Não, senhora, você m erece algo m uito pior. Você destruiu a vida de
pessoas em busca de reles glória.
– Não foi por glória. A atividade no cérebro de seu pai era
extraordinária. E a sua tam bém , com circuitos idênticos. Esperávam os que
você transcendesse e fizesse contato com ele.
– Eu fiz – disse ele. Mas ele não era o pai que eu
esperava. Novam ente, a dor aguda em seu lado esquerdo. Ele estrem eceu
e endireitou-se. – Com o foi que você acabou colocando-o nos testes?
– Ele se ofereceu.
– Chega de m entir.
– Eu não estou m entindo. Com eçam os a fazer varreduras cerebrais
em pessoas que afirm avam ser espiritualizadas. Isso nos levou a grupos
religiosos, incluindo freiras carm elitas e m onges beneditinos do m osteiro
de seu pai. Quando lhe dissem os o que estávam os fazendo, ele se ofereceu
para ser testado.
– Por quê?
– Porque queria entrar em contato com seu irm ão.
Zack não conseguia definir exatam ente o sentim ento, m as seu coração
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
se apertou em um reflexo prim itivo de ciúm e. Seu pai sem pre preferira
Jake. O delicado, inteligente, confiante Jake, pensou com am argura.
– Nós nunca conseguim os descobrir se ele conseguiu – continuou
Luria. – Quando lem os sobre você, vim os um a oportunidade de testar as
possibilidades genéticas, esperando que você se fundisse com ele.
– E eu fiz isso. – E ele é um assassino psicopata.
– E isso foi incrível. – Os olhos dela se ilum inaram de novo. – Zack, a
nossa intenção não era prej udicar as pessoas. Não estávam os realizando
algum tipo de experim entação nazista.
– Então, o que m e diz disto, m ein Führer? – Ele tirou do bolso
fotocópias dos artigos sobre as pessoas que se suicidaram ou m orreram ;
todas com tetrodotoxina no sangue.
Ela exam inou os artigos.
– Estas m ortes não foram intencionais. Eu j uro.
– Certo. – Ele sentiu outro golpe em seu lado. Ele tinha de sair. O
tem po estava se esgotando. – Com o é que o bom reverendo concilia essas m ortes com a Palavra de Deus?
– Esses foram acidentes técnicos.
– Isso não responde à m inha pergunta.
– Ele não ficou satisfeito.
– E quanto à noite passada?
– Ele não faz ideia.
– Mas foram os hom ens dele que m e sequestraram .
– Eles são guardas de segurança que trabalham para o laboratório.
Liguei para eles.
– Com o foi que vocês transform aram Dam ian em um m aldito Judas?
Trinta m oedas de prata?
– Não lhe pagam os nada. Lem os sobre você nos j ornais, e ele
concordou em nos colocar em contato com você. Tudo o que ele sabia é
que estávam os à procura de pessoas com poderes espirituais para nossos
testes. E essa é a verdade.
– Com o você o encontrou?
– Em um dos serm ões do reverendo Gladstone.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
As peças foram se encaixando no lugar com o se fossem m agnetizadas.
De certo m odo, Zack não estava surpreso. Desde o prim eiro dia, sentira que estava participando do plano de j ogo de outra pessoa.
– Algum a vez lhe ocorreu que o que você fazia naquele laboratório era
errado? Que talvez estivesse indo atrás do fruto proibido? Que você estava
brincando de Deus?
– Eu estava brincando de Deus. Eu queria encontrar o que todas as
pessoas que j á passaram pela face da Terra sem pre desej aram : a esperança
de continuar. Esperança de que exista algo além desta vida. Esperança de
j untar-se aos entes queridos novam ente. E ontem à noite você nos deu
provas conclusivas de que seu pai ainda existe em algum plano. Que nada
deixa de existir. Nada! Eu creio nisso agora de todo coração.
– E você não deixou que coisas com o sequestro e assassinato a
detivessem .
– Mas eles m orreram apenas no corpo.
– Então, ainda por cim a, você é um a salvadora.
Ele colocou o prêm io de volta na m esa e saiu.
Nada deixa de existir. Nada!
As palavras dela ressoavam em sua cabeça com o um órgão de igrej a
quando ele saiu do escritório e cam inhou pelo corredor até as escadas que
levavam à área de estacionam ento.
Sarah ainda estava no carro, atrás do volante do Murano. Quando o
viu, m udou-se para o banco do passageiro, e ele ficou na direção.
– Nós tem os de ir – disse ele, consultando o relógio.
– Aonde?
– Eu conto quando chegarm os lá.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
71
Naquela mesma manhã, Roman teve notícias de Norman Babcock, comsua
próxim a m issão. Dessa vez, o endereço de entrega do pacote era o
estacionam ento do Fresh Pond Mall, perto da Whole Foods, às sete da
m anhã. No pacote, além dos habituais 15 m il dólares, separados em m aços
de notas de cem , havia outro telefone celular seguro. E o alvo seguinte
vivia com a esposa em um a fazenda histórica em Arlington,
Massachusetts, que tinha um cartaz que dizia: ‚Aproxim adam ente 1706'.
Encontrou o hom em duas horas m ais tarde, de j oelhos, do outro lado
de um m uro de pedra, cuidando de um canteiro de flores.
– Doutor Morris Stern?
O hom em olhou para cim a.
– Sim . – Ele se levantou. Vestia um m oletom verm elho da Tufts e
j eans velhos, suj os nos j oelhos de gram a e lam a.
– Meu nom e é John Farley , eu trabalho no escritório de Boston do
FBI. – Ele se inclinou sobre o m uro de pedra para m ostrar a identidade
falsa. – Estam os investigando a m orte de Roger e Ruth Devereux. Gostaria
de lhe fazer algum as perguntas, tudo bem ? – Ele tirou da pasta cópias dos
obituários e artigos sobre o casal Devereux e entregou-os a Stern. A brisa agitava as folhas de papel.
– Sim , com certeza. – Ele tirou suas luvas de trabalho.
– Podem os fazer isso aqui m esm o ou em outro lugar. – E ele deu um a
rápida olhada em direção à casa.
Stern parecia cauteloso e disse:
– Aqui fora está bom .
– Não tem problem a. – Rom an puxou um laptop pequeno e colocou-o
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
sobre o m uro. Clicou em alguns botões e m oveu seu dedo pelo teclado. –
Não sei se consegue enxergar com esta lum inosidade, m as é um a foto de
Roger Devereux. É alguém que você reconhece?
Stern olhou para a tela m uito brilhante, tentando protegê-la da luz
com as m ãos. Então, Rom an tentou fazer um toldo com as fotocópias dos
obituários, m as eles sacudiam na brisa e foi inútil. Finalm ente, Stern disse:
– Talvez sej a m elhor entrarm os.
– Tem certeza? Podem os sentar no m eu carro.
– Não, está m ais fresco em casa.
– Ótim o. E eu poderia tom ar um copo d’água, se não for incôm odo?
– Claro. – Stern m ostrou o cam inho e entrou por um a porta lateral na
cozinha, onde serviu a Rom an um copo d’água e depois o convidou a se sentar a um a m esa num a pequena área de estar com um a antiga lareira de
pedra.
– Esplêndido lugar. Notei o cartaz que diz que está no registro de
casas históricas.
– A m ais antiga da cidade. Alguns dizem que esta lareira rem onta à
década de 1690.
Rom an podia ver os detalhes em ferro forj ado em butidos na pedra.
– Uau. Década de 1690. Não foi a época dos j ulgam entos das bruxas
de Salem ?
– Acho que sim .
– Incrível. Os habitantes originais deste lugar podem ter
testem unhado as bruxas sendo queim adas na fogueira.
A expressão de Stern m udou um pouco.
– Possivelm ente, em bora não queim assem bruxas. Acho que a m aioria
foi enforcada.
– Não m e diga! – Rom an estava sentado em um a poltrona verm elha
diante de Stern, separados por um a m esinha de centro. – História nunca
foi o m eu forte. Você m ora sozinho?
– Minha esposa está visitando os nossos netos. Então, o que
exatam ente você está investigando?
– Bem , a polícia local qualificou as m ortes com o assassinato seguido
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
de suicídio. Mas estam os investigando a possibilidade de o casal Devereux
ter sido assassinado. – Ele tirou um pequeno bloco do bolso do paletó
esporte e, só para com por o personagem , apertou os olhos para ler. – Os
nom es Thom as Pom eroy e LeAnn Cola significam algum a coisa para você?
– Você não perguntaria a m enos que j á soubesse a resposta.
– Tem razão. Então, eles trabalhavam com você.
– Sim . E talvez você possa m e dizer o que significa tudo isso.
– É claro – disse Rom an. – O nosso escritório de Boston recebeu a
inform ação de que o casal Devereux, Pom eroy e a doutora Cola foram
assassinados por causa de um proj eto secreto científico no qual
trabalhavam . Infelizm ente, o seu nom e surgiu com o um colaborador. Não
quero assustá-lo, m as acham os que sua própria vida pode estar em perigo.
– O quê?
Rom an, em seguida, abriu sua m aleta 007.
– E há um a evidência bastante sólida. – Ele sacou a pistola com
silenciador e apontou-a para o torso de Stern.
– Q… quem é você?
– Quem faz as perguntas aqui sou eu, e você as responde. Sej a sincero
com igo, e eu facilito as coisas para você. Minta, e este será um dia m uito
ruim . Capice?
Stern concordou com a cabeça, atordoado em sua poltrona.
– O que há de tão especial em Zachary Kashian?
– Com o você sabe sobre ele?
– Ele era o obj eto de estudo principal de vocês. Conte-m e o que sabe
sobre ele e por que ele é tão especial.
– Para quem você está trabalhando?
Para o Senhor.
– Eu quero saber tudo sobre ele. Quero ver os arquivos e vídeos das
sessões.
– Com o você sabe dessas coisas?
– Isso não im porta. Sei que você gravou as experiências com ele. Eu
quero assistir às gravações.
– Eu não as tenho.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
Rom an m irou um ponto entre os pés de Stern e atirou.
– A próxim a bala será entre os olhos.
Stern olhou para o buraco entre os pés.
– Ok, ok. Mas, por favor, eu tenho filhos e netos.
– Um trato: você m e m ostra as coisas, e eu deixo você viver. Jure por
sua vida.
– Eu j uro.
Stern olhou para Rom an por um longo m om ento.
– Estão em m eu laptop. Ele se levantou, levou Rom an para a cozinha
e subiu um a escada estreita que levava ao segundo andar. Em um pequeno
escritório de canto com um a j anela havia um a m esa com um m onitor de
com putador e pilhas de papéis.
– Mostre.
Stern clicou o m ouse e exibiu o prim eiro vídeo de Zachary Kashian em
um a câm ara à prova de som usando um capacete de m otocicleta com fios.
Stern explicou com o eles haviam estim ulado partes de seu cérebro e com o
ele depois afirm ou que sentira a presença do pai que havia m orrido. O
próxim o vídeo m ostrava Zack anestesiado, im agens de vários m onitores e
im agens com putadorizadas de seu cérebro. Depois, o vídeo de Zack
acordando e pedindo root beer, o que com provava que o rapaz tivera um a
experiência extracorpórea. Em seguida, clipes de Zack saindo das
experiências de quase m orte, afirm ando que havia m atado pessoas. Stern
explicou que os outros cientistas acreditavam que o espírito de Kashian
havia se fundido com o de seu pai falecido.
– É algo em que você acredita?
– Eu acho que é algum tipo de percepção extrassensorial. Mas não
estou convencido disso.
– Então, você não acredita que o espírito dele se fundiu com o do
falecido pai.
– Não.
– Mesm o que os outros afirm em que ele tem o lobo de Deus ativo.
Stern confirm ou com a cabeça.
Depois de assistir a m ais vídeos, Rom an guardou o laptop de Stern em
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
um a bolsa e pendurou-a no om bro.
– O que você vai fazer?
– Você vem com igo.
– Para onde?
– Para o porão.
– O porão? Para quê?
– Para evitar que você ligue para o 911 assim que eu sair daqui.
– Ele encostou a pistola nas costas de Stern.
– Já pra baixo.
Stern levou-os até um a porta que dava para o porão, um lugar
pequeno e escuro com um a parede de blocos de granito bruto que
constituía parte das fundações. As outras paredes tinham acabam ento. O
teto tinha cerca de dois m etros de altura, com vigas aparentes e reboco.
Algum as vigas pareciam originais, com ganchos outrora usados para secar
carne.
Rom an tirou da pasta um pedaço de corda.
– Vire-se. – Ele enrolou a corda frouxam ente em torno de suas m ãos.
Em seguida, pegou um a m áscara de dorm ir. – E onde fica exatam ente o
laboratório?
Stern explicou o cam inho, enquanto Rom an anotava.
– Quem m ais trabalha lá?
Ele forneceu nom es, com eçando com Sarah Wy m an.
– Ela e Kashian têm um caso?
– Não que eu saiba.
– E Elizabeth Luria está no com ando?
– Sim .
– Voltando para Zachary Kashian... Ele é especial?
– O que você quer dizer com especial?
– Ele é divino?
– Divino? – Stern lançou-lhe um olhar perplexo. – Não. Ele é um a
anom alia neurológica, na m elhor das hipóteses, talvez m édium . Mas é tão
m ortal quanto você e eu.
– Então, com o você explica a canalização de Jesus?
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
– Eu não sei. Talvez tenha sido um a experiência paranorm al. Talvez
ele tenha m em orizado as frases quando era criança.
– Há qualquer razão para acreditar que ele estivesse m entindo sobre
suas experiências?
– Não.
O hom em havia se acom odado e seu corpo relaxara. E isso era bom .
– Você diria que ele é do m al?
– Do m al? Não, ele não é m au.
Rom an deslizou a m áscara sobre olhos de Stern.
– Mais duas perguntas e, então, term inam os. Você acredita em Deus?
Houve um m om ento de hesitação, e seu corpo pareceu enrij ecer.
– Não. Não acredito.
– Bem , você está errado. Deus existe.
Stern não disse nada.
– E o diabo? Você acredita em Satanás?
– Não.
Em um átim o, Rom an passou um a corda de varal sobre o gancho de
um a viga e am arrou a outra extrem idade ao redor do pescoço de Stern.
Com todo o peso do próprio corpo, Rom an puxou a corda, fazendo o corpo
de Stern quase se levantar do chão. O hom em se debateu e se contorceu
enquanto a corda apertava-lhe o pescoço, cortando o fluxo de sangue para
o cérebro. Em m enos de um m inuto, ele parou de se agitar e seu corpo
ficou flácido. Com algum as torções rápidas da ponta solta ao redor do
gancho, o peso do corpo de Stern fez o resto.
– Bem , você tam bém está errado quanto a isso – disse Rom an, e saiu.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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72
– Você nem sabe se ele está vivo – disse Sarah.
– Acho que ele está – disse Zack enquanto dirigia. – E eu acho que
ele está m orrendo.
– Com base em quê?
– Na últim a EQM. Gretch acertou-lhe um tiro. E eu senti. E
continuo sentindo. Ele levantou a cam isa e m ostrou a pele clara e íntegra.
– Mas dói, e eu acho que ele precisa de aj uda. – Ele desceu a Huntington
Avenue e virou à esquerda, na Forsy th, e de lá pegou a Storrow Drive,
rum o ao leste, sentindo um leve zum bido na m ente, um pouco acim a do
lim iar da consciência.
– Isso é loucura. Você m esm o disse que a toxina cria ilusões.
– Era ele no vídeo.
– Mas estava granulado. Você não podia ver seu rosto. Além disso,
aquilo aconteceu há três anos.
Zack perdeu a paciência, pois sabia bem o que estava falando:
– Sarah, eu reconheci o form ato da cabeça. E tam bém o vi escavar
para fora da areia – disse ele. – E eu o vi m atar aquelas pessoas. – No final
da Storrow Drive, perto do Mass General Hospital, ele pegou a pista para a
Rota 93 Norte. – Eu senti a bala atingi-lo, com o se fosse em m im m esm o.
– Você ouviu o que Morris disse. Essas coisas poderiam ser apenas
rem iniscências no seu inconsciente, coisas que você j untou. Coisas com o sonhos-relâm pago.
– Ele tam bém disse que m inha m ente se fundiu com outra.
– Mas isso não foi confirm ado.
O fato de Sarah insistir em afirm ar que ele talvez estivesse cedendo a
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
algum instinto m ístico o estava deixando nervoso.
– Então, m e diga: com o eu sabia daquelas m ortes?
– Suas sessões aconteceram depois que aquelas pessoas m orreram .
Então, talvez você tenha lido sobre as m ortes e depois esquecido, e talvez
tenha pensado que as experim entou na sessão.
Pouco antes do desvio para a 93 Norte, o trânsito ficou lento,
congestionado. À direita deles estava o Massachusetts General Hospital.
Com exceção da época em que esteve em com a, a única outra vez em que
Zack havia estado em um hospital fora no seu nascim ento, 25 anos antes.
Sua m ãe lhe contara que ele havia nascido com um a coifa. Ela tam bém
dissera que, segundo a lenda, as pessoas nascidas com coifas eram
destinadas a ser m ísticas, a ter poderes especiais.
– Talvez.
Não fazia m uito tem po que Sarah estivera sentada diante dele no
Grafton Street Pub & Grill falando sobre as m aravilhosas possibilidades de se transcender o m undo físico, de não haver m orte. E, agora, estava lhe
dizendo que provavelm ente o que ele havia experim entado eram ilusões. E
que, fosse qual fosse o instinto que estivesse seguindo, era apenas sua
im aginação.
– Então, com o você explica a afirm ação de Luria? Ela disse que
tinham identificado o perfil neurológico dele e que eu m e fundi com ele
na noite passada.
– Eu não estava lá. Não vi com os m eus próprios olhos.
– Então, ela tam bém tem delírios?
– Não, m as é possível que estej a distorcendo as coisas para se
encaixarem em um a conclusão predeterm inada. – Então, acrescentou: –
Olhe, Elizabeth Luria entrou neste proj eto na esperança de provar que há
vida após a m orte, e conta com o enorm e apoio de um televangelista.
Assim sendo, a obj etividade científica pode não ser o forte dela, ok? Sim ,
eles tinham os padrões neurológicos de seu pai. Mas o que eles
encontraram tam bém poderia ser um a anom alia.
– Então, se um a árvore cai na floresta e Sarah não está lá, ela não
caiu.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
– Eu não disse isso e, sinceram ente, não gosto do seu tom .
– E, sinceram ente, não gosto de seu descarte autom ático de qualquer
outra possibilidade. Estou sentindo pontadas doloridíssim as aqui do lado.
Com o explica isso?
Ela olhou pela j anela por um m om ento, para os ânim os se acalm arem .
Então, disse:
– Um a vez que não há evidências de que você se m achucou, eu diria
que você está enfrentando algum tipo de efeito psicossom ático. Você
im aginou ou sonhou que seu pai foi m orto, e esse é apenas um caso de
autossugestão ou ilusão solidária.
Autossugestão.
Ilusão
solidária. Palavras
cuidadosam ente
escolhidas, raciocínio lógico im pecável, ele pensou. Depois de toda aquela
conversa sobre telepatia e superm ente. Agora, não passam de bobagens da
Nova Era.
– Você tem um a explicação racional para tudo, não é m esm o?
– Assim com o você tam bém tinha antes.
– Bem , talvez este reducionista de carteirinha aqui estej a com eçando
a adm itir outras possibilidades. – Ele sentiu outra pontada no lado e
acelerou pelo túnel em direção à ram pa norte da 93, e seguiu direto até a
Zakim Bridge.
– Você vai m e dizer para onde estam os indo?
– Eu acho que vou saber quando chegar lá. – À frente, Zack avistou o sinal de retorno. – Ainda quer vir?
– Só se você m e disser para onde.
– Cham e isso de percepção extrassensorial, de telepatia, de m aldita
senciência cósm ica, m as eu quero encontrá-lo antes que ele m orra de
verdade. Se eu estiver errado, então, sou um idiota. Se não, poderei vê-lo
m ais um a vez. Ele dim inuiu a velocidade e passou para a faixa da direita,
para pegar o desvio. Sarah viu a saída se aproxim ar.
– Aonde vam os chegar se continuarm os na 93?
– No Maine.
– No Maine? Zack, por favor, pode m e dizer algum a coisa definida?
– Tudo bem – disse ele, tentando elim inar a purulenta irritação e
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
adm itir que ela talvez estivesse certa; que ele estava querendo iludir-se de
que seu pai o estava cham ando. – Quando m eu pai era j ovem , o pai dele
com prou um a gleba de terra na floresta do sudoeste do Maine. Ele
construiu um a pequena cabana de caça e pesca na propriedade e levava
m eu pai para lá quando ele era criança. Quando ficou m ais velho, ele se
enfurnava lá por sem anas a fio.
– Sozinho?
A saída estava alguns m etros à frente:
– Pego o retorno?
– Não.
Ele voltou para a pista e continuou na 93, rum ando para o norte.
– Há outra saída a dois m inutos. – Então, ele continuou. – Sim ,
sozinho. Era um solitário, am ava o deserto, aprendeu técnicas de
sobrevivência. Depois da faculdade, ele m orou lá por um ano sem ver
outra pessoa. Era seu refúgio.
– Você j á esteve lá?
– Um a vez, m as eu tinha 4 ou 5 anos. Só m e lem bro de árvores e de
um a pequena cabana. Minha m ãe não gostava de lá, porque era m uito
isolada e prim itiva, não tinha eletricidade nem água, só de poço.
– Sabe onde fica?
– Fora da 95, em algum lugar nas proxim idades da fronteira de New
Ham pshire.
– Puxa, isso reduz bastante as possibilidades.
Ele deixou passar a tirada sarcástica de Sarah.
– Acho que vou saber aonde ir quando chegarm os lá. – Eles
continuaram por m ais alguns quilôm etros sem dizer nada. Então, Zack
virou a cabeça na direção dela e disse: – Há m ais um a saída antes de
chegarm os a 95. Eu ainda posso levá-la para casa.
– Você quer que eu vá?
– Sim , eu quero. Se eu não estiver delirando, ele vai precisar de
cuidados m édicos.
– Fui enferm eira por apenas dez m eses, há cinco anos.
– Supera a m inha experiência.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
– E esse lugar tem um nom e?
– Magog Woods.
– Magog Woods? Parece vagam ente fam iliar.
– Esse era o nom e na época. Pode até não ser cham ado m ais assim ,
ou o nom e não estar nos m apas.
– Então, faz vinte anos. É possível que os m arcos antigos tenham
desaparecido.
– Provavelm ente.
– Então, com o você vai conseguir encontrá-lo?
– Não tenho certeza – disse ele. – Espero que eu consiga.
– Eu m e sinto com o um personagem em Contatos Im ediatos do
Terceiro Grau. – Ela olhou para o espaço de carga, onde Zack havia
colocado sacos de dorm ir para eles e um a sacola de roupas. – Tudo que eu
tenho é o que estou vestindo.
– Você pode com prar o que precisar lá perto. Há shoppings por toda
parte. – Eles estavam se aproxim ando da saída 36, Montvale
Ave./Stoneham . – Ainda dá para eu levá-la de volta.
Quase na boca do desvio, Sarah disse:
– Continue.
Zack sentiu-se aliviado.
– Obrigado – disse ele, pensando ‚Ah, m ais um a coisa...'. No dia
anterior, seguindo um palpite, ele havia encontrado na Internet o obituário
de Ray m ond Perkins, o advogado figurão que conseguira a absolvição de
Volker e Gretch. Na verdade, o próprio tio de Billy Volker. Ele fora
encontrado quatro sem anas antes com um m achado afundado na parte de
trás da cabeça.
Zack guardou isso para si e acelerou na pista expressa.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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