Visões da Morte
Maggie olhou para as im agens estupefata.…
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.
a
Os olhos da m ulher se abriram e, petrificada, ela o encarou. Então,
debateu-se e tentou gritar, abafada pela m ão dele.
– Sua filha está no quarto em frente. Se você gritar, eu m ato ela.
Entendeu? Vou m atar sua filha se você der um pio.
Ela balançou a cabeça e gem eu confirm ando que havia com preendido.
Ele soltou a boca da m ulher.
– O que você quer? – A tensão era evidente na voz dela.
– Quero que você m e diga qual é a sua ligação com Thom as Pom eroy .
– Thom as... Tom Pom eroy ?
Tom .
– Com o você o conhecia? Qual era o seu relacionam ento com ele? E
fale baixo.
– N-nós trabalham os j untos. Quem é você?
– Fazendo o que e onde?
– Em um proj eto.
– Que tipo de proj eto?
– Nós estávam os trabalhando em equipam entos de IRM. Ressonância
m agnética.
– Para os hospitais.
– Sim . Ele aj udou a desenvolver hardware.
– Isso não m e diz nada.
– Estávam os fazendo im agens de alta resolução do cérebro.
– Quem estava pagando para que vocês fizessem isso?
– Tínham os patrocínio privado.
– De quem ?
– Não sei.
Rom an baixou o rosto e apertou o cano da arm a na têm pora da
m ulher. – Diga-m e a verdade.
– Eu estou dizendo a verdade, j uro. Por favor, não m achuque a m inha
filha.
Rom an não disse nada por um m om ento.
– O proj eto. O que vocês estavam tentando fazer?
– Tentávam os obter um m elhor controle sobre os átom os para a
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
com putação quântica.
– Fale na m inha língua, porra!
– Obter im agens precisas de células cerebrais ativas.
– Alguém assassinou Tom Pom eroy e eu quero saber por quê.
– Ele foi assassinado?
– O que vocês estavam fazendo para ele ser apagado? Diga-m e, e eu
poupo você e a sua filha. E nada de enrolação.
A m ulher concordou, e Rom an tirou a arm a da cabeça dela. Ofegante,
ela disse coisas que Rom an teve dificuldade de processar, m as não por causa do j argão científico.
– E essa é a verdade?
– Eu j uro por Deus. – Ela choram ingou im plorando que ele não as
m achucasse.
– Você acredita em Deus?
– O quê?
– Você acredita em Deus? Você acabou de j urar por ele.
– N… não sei.
– Com o você pode não saber se acredita ou não? É sim ou não.
– E… eu… não.
– Você acredita em Satanás?
– Satanás? – Seus olhos se encheram de terror. Ela balançou a
cabeça.
– Não im porta. Vou am arrá-la e, em m eia hora, ligarei para o 911.
– Ok, m as, por favor, não m achuque a m inha filha. Eu lhe im ploro.
– Não vou tocá-la.
Ele rolou-a de lado e, em seguida, am arrou-a frouxam ente em torno
dos tornozelos e das m ãos. Quando ela j á estava posicionada, colocou-lhe
um a m áscara de dorm ir sobre os olhos.
– Ok, abra bem a boca. Para a m ordaça.
Ela obedeceu. E, num piscar de olhos, ele tirou do paletó um a lata de
aerossol de gás m etano usado para testar os alarm es contra vazam ento de
gás, enfiou o bico em sua boca e lançou um j ato contínuo. Ela tentou
afastar a cabeça, m as Rom an segurou firm em ente o rosto dela com a outra Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
m ão e continuou a forçá-la a encher os pulm ões até desm aiar. Levou
m enos de m eio m inuto. Quando a m ulher ficou im óvel, ele retirou as
am arras e a m ordaça, aj eitou-a no travesseiro e, então, desligou o ar-
condicionado e saiu do quarto, deixando a porta entreaberta.
Voltou para o quarto da filha. Ela ainda estava dorm indo. Parado ali,
olhando fixo para a form a escura da garota, ensaiou com o ele a
despacharia sem deixar pistas. Antes que ela soubesse o que a atingira, iria
escarranchar-lhe o corpo, prendendo-a com os j oelhos e, depois, com as
m ãos enluvadas, com prim iria suas artérias carótidas, interrom pendo o
fluxo de sangue para o cérebro. Em m enos de um m inuto, ela desm aiaria.
Então, fecharia suas pálpebras e, com o os pulm ões ainda estariam
funcionando, iria enchê-los com gás do aerossol.
Mas algo o deteve. Sua m issão era a serva de Satanás, não a sua filha.
Ele fechou a porta e, em seguida, desceu a escada e se dirigiu para o
porão, deixando a porta escancarada. Com um a caneta lanterna, encontrou
o aquecedor e apagou a cham a piloto. Rem oveu as baterias de um alarm e
de fogo e gás e desconectou um fio de contato do alarm e no topo do
segundo pavim ento. Na cozinha, apagou a cham a piloto do fogão para
evitar um a explosão. Pela m anhã, o local estaria cheio de gás m etano, incluindo o quarto principal, m as não o quarto da filha com o ar-
condicionado.
Perfeito, e outros 15 m il em bolsados.
Na verdade, tam bém obtivera um a incrível inform ação que poderia
lhe render um a grana preta com o com prador certo. Em bora não soubesse
nada sobre quem o estava financiando, o que a m ulher lhe revelara tinha
im plicações explosivas.
Com efeito, ao chegar a seu condom ínio, Rom an estava tão excitado
com as possibilidades que precisou de um a dose dupla de vodca para
recom por a m ente e poder descansar. Porém , quando o sono com eçou a
chegar, num a espécie de loop bem no fundo de seu cérebro, ficou ouvindo
a prom essa do Padre X se repetindo, com o um acalanto sussurrado:
Um a segunda chance de vida eterna.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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Milagre? Vítima de Coma “Ressuscita dos Mortos”
Um estudante de pós-graduação da Northeastern University , de 24
anos, que passou doze sem anas em com a, recuperou a consciência ontem ,
no Beth Israel Deaconess Medical Center.
O caso vem sendo descrito por alguns com o ‚um m ilagre'. Zachary Kashian, que perdeu o controle de sua bicicleta na noite de 28 de j aneiro,
sofreu traum atism o grave na cabeça e m anteve-se em estado vegetativo
persistente até dom ingo passado. Segundo o doutor Seth Andrew, chefe da
neurologia do Hospital Geral de Massachusetts, ele se m ostrava
com pletam ente indiferente aos esforços de estim ulação efetuados pela
equipe m édica. ‚O despertar repentino de pacientes em com a por vezes
acontece', disse Andrew. ‚Mas, dada a gravidade do traum a e seu nível de
com a, as chances eram pequenas.' Ele acrescentou: ‚Não tenho certeza de
que o seu despertar tenha sido um autêntico m ilagre, m as chega bem
perto'.
Outros, no entanto, estão convencidos. ‚Claro que é um m ilagre',
afirm ou Richard Rossi, um a das várias pessoas que j á haviam afluído ao
leito de Kashian. ‚Ele perm aneceu em com a por três m eses. Então, na
Sexta-Feira Santa ele fala as palavras de Jesus em aram aico e acorda na
Páscoa. Se isso não é um sinal de que o Senhor está operando por
interm édio dele, não sei o que é.' (...)
Kashian ganhou notoriedade três dias antes de sua recuperação,
quando ele teria recitado passagens bíblicas no antigo idiom a. De acordo
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
com Arthur Avedisian, professor de Harvard de Línguas do Oriente Médio, as suas frases gravadas são um a com pilação das palavras de Jesus
citadas no Evangelho de Mateus. (...)
Em bora dialetos do aram aico ainda sej am falados em pequenas
localidades no Oriente Médio, não se sabe com o Kashian poderia ter
recordado tais passagens. (...)
Maggie m eteu o j ornal em sua valise e dirigiu-se ao elevador para subir
ao sétim o andar. Zack havia acordado dois dias antes e perm anecera alerta
enquanto os m édicos faziam avaliações físicas e m entais. Mas não tinha
sido inform ado sobre os fanáticos religiosos irrom pendo em seu quarto,
dizendo que Deus estava falando por interm édio dele.
– Ele está indo bem – disse o doutor Andrew. – Suas funções
cognitivas parecem norm ais. Nós fizem os testes de m em ória, bem com o
testes verbais, analíticos e visuais, e ele passou em todos com louvor.
– Obrigada – disse Maggie. – Eu nem consigo lhe dizer com o sou
grata por tudo que o senhor e sua equipe têm feito... – Ela parou de falar,
para não desabar.
O m édico lhe deu um abraço.
– É claro que ele vai precisar de fisioterapia. A equipe de
fisioterapeutas está m uito em penhada em m anter seus m úsculos
exercitados. Estão elaborando um plano de ação.
Em virtude desses esforços, a reabilitação não levaria m ais do que
algum as sem anas. E ele poderia ser liberado em alguns dias.
– Gostaríam os de deixá-lo em observação aqui um pouco m ais antes
de liberá-lo para a fisioterapia.
– Existe algum problem a?
– Bem , não tem os certeza.
O coração de Maggie gelou.
– O que é?
– A ressonância m agnética m ostra que ele sofreu um traum a no lobo
parietal. Essa área é associada a orientação física. Norm alm ente, os
pacientes com lesões parietais posteriores superiores têm algum a
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
dificuldade para perceber os seus lim ites espaciais, onde eles term inam e
onde com eça o m undo exterior, por assim dizer. Em testes prelim inares,
ele parece bem . Mas nós gostaríam os de ter certeza de que ele está cem
por cento, que ele pode se orientar por conta própria. Vam os trabalhar em
conj unto com os fisioterapeutas, é claro.
– Mas o senhor não vê um problem a. – Foi m ais um a afirm ação do
que um a pergunta.
– Não, m as querem os ter certeza de que não há nada que nós não
estej am os cientes. Serão apenas m ais alguns dias.
– Ok. – Mas ela sentiu que havia algo m ais.
– Na verdade, tenho um a pergunta – disse ele. – No form ulário de
adm issão consta que o pai de Zack j á faleceu. Quando foi isso?
– Três anos atrás. Por quê?
– Bem , quando ele saiu do com a, olhou para a auxiliar de enferm agem
e disse ‚pai'. Aparentem ente, estava sonhando com ele quando acordou.
– Ele m e disse. Isso é um problem a? – Ela tentou não parecer na
defensiva.
– Bem , nós estávam os m onitorando constantem ente o fluxo sanguíneo
e a atividade elétrica, e os setores m ais ativos não estavam em áreas
associadas aos sonhos.
– Perdão, eu não entendi. O que o senhor está m e dizendo?
– Não tenho certeza. – Ele fez um a pausa para pensar. – O seu filho é
um a pessoa religiosa?
– Se ele é religioso? Não, e o que isso tem a ver com a questão?
– Bem , enquanto ele estava em com a, fizem os alguns exam es e
descobrim os atividade elétrica anorm al nas áreas do lobo tem poral...
Setores associados a conceito abstrato, m as tam bém a experiências
m ísticas. O que algum as pessoas cham am de lobo de Deus.
– Meu filho não é religioso ou m ístico. E, pelo que sei, tam bém nunca
experim entou drogas psicodélicas.
– Não estou insinuando isso. Mas, em consequência do traum a, os
neurocircuitos parecem ter sofrido um a reconfiguração: circuitos cruzados,
se preferir colocar dessa form a.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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Maggie sim plesm ente balançou a cabeça confirm ando que estava
acom panhando a explicação, sentindo a garganta constrita pela tensão.
– Ele era m uito próxim o do pai?
– Não m uito. – Ela sentiu seu ressentim ento retornar. – Posso vê-lo
agora?
– Claro. E eu sei com o a senhora se sente a respeito de todo o fervor
religioso sobre o vídeo.
– Doutor, há algo errado com ele? – Ela com eçou a se perguntar se ele
estaria propenso a convulsões.
– Não, não quis dar essa im pressão. Só que o restante do cérebro dele
estava em sono profundo, enquanto o lobo parietal processava inform ações
freneticam ente.
– Que tipo de inform ação?
– Eu não sei. Tam bém não sei de onde vinham . As áreas associadas à
visão e à atividade auditiva deveriam estar adorm ecidas.
Maggie podia sentir sua ansiedade subir com o um foguete.
– O que o senhor está querendo m e dizer? O que há de errado com
ele?
– Eu não creio que haj a qualquer coisa errada com ele. Ele voltou ao
norm al. Só que, enquanto estava em com a, seu lobo parietal m ostrava um a
atividade extraordinária, com o se ele estivesse acordado e recebendo
estím ulos.
– O que quer dizer?
O m édico balançou a cabeça.
– Eu nunca tinha visto nada assim . Mas, com base na pouca literatura
que existe sobre o assunto, eu diria que ele estava tendo um a experiência
espiritual.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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20
– “Milagre? Vítima de Coma Ressuscita dos Mortos.”
– Ele não se lem bra do com a, nem de ter falado com os m ortos e
tam pouco de ter encontrado Deus. Com o é um ateu declarado,
provavelm ente não tem fam iliaridade com as escrituras, especialm ente no
original.
Elizabeth Luria tirou os óculos e devolveu o j ornal para Warren
Gladstone.
– Talvez haj a um a explicação racional.
Warren Gladstone uniu as pontas dos dedos das duas m ãos diante de
si e disse:
– São Paulo nos fala que Deus envia sinais e prodígios para captar a
nossa atenção. Um ateu declarado recitando o pai-nosso na língua de
Jesus, enquanto está em com a e na Sexta-Feira Santa, e depois despertando no Dom ingo de Páscoa... os sinais são suficientes para m im .
– Bem , a j ulgar pelo núm ero de pessoas que foram ao quarto dele,
você não é o único que acha isso. Eu estava lá. Eu os vi.
Ele olhou por cim a dos óculos para ela.
– Mas você não com partilha da convicção deles.
A declaração foi quase em tom acusatório.
– Warren, aquelas pessoas que afluíram à cabeceira do rapaz eram da
classe operária, algum as de países do terceiro m undo, todos cristãos
fervorosos, desesperados por m ilagres.
– E você é um a esclarecida neurocientista de Harvard, cuj a criação
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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episcopal j á não lhe exerce qualquer influência.
– Warren, acredite em m im . Eu quero crer. Eu quero que haj a vida
após a m orte, que Deus exista e tudo m ais. Por que você acha que investi
a m aior parte dos últim os seis anos nisso?
– E vam os colher as nossas recom pensas e talvez lhe m ostrar a luz no
fim do túnel.
Elizabeth sorriu pela form ulação e tom ou um gole de seu chá.
– Esperem os que sim .
– Então, anim e-se com os sinais e as possibilidades teológicas.
Elizabeth Luria e Warren Gladstone estavam sentados no terraço da
casa de veraneio dela em Arlington, com vista para o Lower My stic Lake.
Era um a bela casa de quatro quartos com um a vista encantadora – vista
que ainda a fazia se lem brar de tudo o que lhe fora tirado.
– Talvez – disse ela. – Mas, em consequência das datas im precisas de
m ais de dois m il anos, quem pode dizer exatam ente quando Jesus m orreu
e ressuscitou?
– Acontece que essas são as datas espirituais celebradas pelos fiéis. E
o progresso do rapaz coincide precisam ente com elas.
– Então, Deus usa o calendário gregoriano do m esm o m odo que o
restante de nós.
– Se Deus quer cham ar nossa atenção, então, sim , ele usa. – Warren
pegou o artigo. – Ao que parece, ele cham ou atenção de m uita gente,
incluindo a m inha.
– Bem , a m ãe dele não acredita nessa história. E certam ente o filho
não cresceu em um am biente religioso.
– O que torna a m ensagem m ais poderosa: o Senhor falou por
interm édio de um ateu – disse Warren –, e confirm a que os cam inhos de
Deus são m isteriosos para o hom em .
Warren Gladstone era decididam ente piedoso e um bom hom em .
Elizabeth o conhecera por interm édio de seu falecido m arido. Am bos
haviam sido criados segundo a tradição cristã evangélica no Tennessee, e
Warren seguiu sua vocação religiosa entrando para um sem inário
protestante para se tornar um televangelista. Um a década antes, fundara o Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
Canal Luz Divina – um a rede de TV por satélite que levava à região
nordeste do país seu m inistério, abrangendo agora a m aior parte da Nova
Inglaterra e parte de Nova York. Muito de seu sucesso devia-se à sua
teologia social esclarecida. Ao contrário da m aioria dos pastores
evangélicos, Warren era um político liberal – um pacifista que se opunha à
pena capital e apoiava o controle de arm as. Tam bém prom ovia a
legalização do casam ento gay e leis que protegem o aborto. Era o seu
ponto de vista progressista que atraía os liberais da Nova Inglaterra,
cum ulando-o com um a fortuna com a qual ele esperava expandir a
cobertura de sua Hora da Luz Divina da TV a cabo e alcançar m ercados
m aiores. Certa vez, dissera a Elizabeth que sonhava em construir um a
m egaigrej a no nordeste – um a versão da Catedral de Cristal, construída
com 10 m il painéis de vidro, em Garden Grove, na Califórnia. E Elizabeth
– acreditava ele – poderia transform ar esse sonho em realidade.
Warren tam bém fora um a dádiva de Deus para ela, ainda que
em baraçosa. Devido à natureza de sua pesquisa, tinham -lhe negado
subsídio, em bora Elizabeth fosse catedrática da Escola de Medicina de
Harvard, com m uito m aterial publicado. Críticos acusaram -na de
abandonar a pesquisa neurológica séria por atividades questionáveis. Fora Gladstone e seus com panheiros que possibilitaram sua investigação;
investigação essa que poderia levá-lo à Terra Prom etida.
– Quando você conheceu a m ãe dele, o que exatam ente disse a ela?
– Nada, na verdade.
– Você não contou a ela... – ele não com pletou.
– Não, não lhe disse que tinha perdido um filho, tam bém . Isso teria
sugerido um interesse m ais perturbador.
– Claro. E qual foi a resposta dela?
– Que não acredita em m ilagres, m as ela m e agradeceu. E foi só isso.
– E você não m encionou o nosso...
– Não, claro que não. – Ela andou até a j anela. O pé de m agnólia j á
estava carregado de botões. De todas as árvores do m undo, a que ela m ais
am ava era a da m agnólia rosa, com suas grandes folhas carnudas e seu
perfum e inebriante. Mas, infelizm ente, a beleza durava apenas um a
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
sem ana.
– Você falou com m ais alguém ?
– Não.
– Sair de um com a não é algo extraordinário. É o que ele proferiu no
vídeo que m e causa adm iração.
Por um m om ento, ela foi levada de volta ao duplo funeral – um dia
que ela conseguira atravessar apenas por causa do consolo e da com paixão
de Warren Gladstone.
Ele havia falado de datas espirituais. Poderia qualquer data ser m ais
brutalm ente irônica que a sua própria data espiritual? Quatorze anos
antes, em um dom ingo quente de m aio, ela havia anunciado que tiraria o
dia de folga só para ficar em casa e não trabalhar, sem tarefas nem
com prom issos, sem fazer coisas para outras pessoas – apenas um dia de
folga todinho para ela. O tem po estava bonito e, sob o céu de um azul de
porcelana holandesa, o lago parecia safira líquida. Tudo o que ela desej ava
era deitar no deque com um bom livro. Com o o Red Sox estava j ogando
um a partida em casa, ela m andou o m arido e o filho para o Fenway Park.
Mas, no cam inho para casa, o carro deles foi atingido de frente por um
m otorista bêbado, e o filho e o m arido m orreram . Em bora a fé de sua
educação cristã a im pedisse de entrar em total desespero, nunca
conseguira se conform ar com a m orte deles ou com a terrível ironia de tê-
los perdido no Dia das Mães.
– A m ãe dele rej eita isso – disse Elizabeth. – Dizem que ele poderia
ter escrito um trabalho sobre religião e encontrado um a gravação em
aram aico na Internet, que acabou decorando.
– Então, você tam bém duvida.
– Sim . Um m onte de gente acreditava que Jesus estava presente e
falando por interm édio dele. Só que os fiéis estão sem pre buscando
m ilagres e os encontram em lugares im prováveis. O que fez do rapaz um a figura espiritual foi o anseio daquelas pessoas.
– E talvez ele sej a, de fato.
– E talvez sej a apenas a vontade de que algo desej ado se transform e
em realidade – disse Elizabeth, pensando que ela própria seria capaz de
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
qualquer coisa para ter certeza da existência de vida após a m orte, e de
que seu filho e seu m arido estivessem bem .
– Você sabia que ele tinha um irm ão m ais velho que foi assassinado?
– Sim , m as eu não iria m encionar isso.
– O que você teria dito se fosse m encionar?
– Que a felicidade de ver um filho crescer foi roubada de nós duas.
Que não podem os trazê-los de volta. Mas... você sabe o resto.
– Sim .
– Não tenho explicação para o que eu vi. Ele falou com um a voz que
aparentem ente não era a própria e com palavras que não poderiam ser
dele. – Ela olhou pela j anela. A cerca de uns seis m etros da m argem do
lago havia duas ilhotas rochosas. Quando Kevin era pequeno, aquelas
rochas eram os cascos de duas tartarugas gigantes que cantavam para eles
enquanto faziam piquenique sob o pé de m agnólia durante um pôr do sol
que esm altava o lago em ouro. Ficavam ali sentados até as estrelas saírem e contavam histórias até que Kevin caísse no sono e seu coração se
inundasse de felicidade. Agora, aquelas coisas eram som ente pedras na
água, e seu coração só bom beava o sangue.
– Mas este não é um caso de im agens vertendo sangue ou de
aparições da Virgem Maria – disse Warren. – Tem os um vídeo dele
falando as palavras de Jesus. E, segundo todos afirm am , ele é um ateu que
nunca se m atriculou em cursos de religião nem escreveu sobre Jesus
Cristo. Não vej o outra explicação. O j ovem estava canalizando o Senhor.
– É bonito pensar assim , m as ainda precisa ser provado.
– E devem os fazer tudo que puderm os para esse fim .
– Farem os.
– Agradeço, apesar de seu ceticism o – disse ele.
Ficaram em silêncio por um m om ento. Em seguida, Elizabeth disse:
– Tenho algum as notícias tristes. Tom Pom eroy sofreu um ataque
cardíaco na noite passada. Você não o conheceu, m as ele era fundam ental
em nossa m issão. – O artigo do Boston Globe sobre Pom eroy era um
brilhante apanhado de suas realizações com o um biofísico que aperfeiçoou
softwares para interpretação de dados produzidos por ressonância
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
m agnética, tornando possível observar células hum anas individuais. – Ele era um bom hom em .
– Mesm o assim , confio que você conseguirá dar prosseguim ento à
pesquisa m uito bem .
– Claro, e graças ao seu generoso apoio.
– Querida Elizabeth, ninguém j am ais a acusou de ser sutil.
E ele lhe entregou um envelope contendo um cheque de 1 m ilhão de
dólares.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
21
Às nove e meia da manhã seguinte, a enfermeira entrou sorridente no quarto
de Zack.
– Alguns am igos seus estão aqui para visitá-lo. Acha que pode recebê-
los?
– Claro que sim . – Sentia-se m elhor do que no dia anterior, m ais
lúcido e m ais forte.
Pouco depois, entraram Anthony , Dam ian e Geoff.
– Ora, ora, se não é Zack Van Winkle – gargalhou Anthony Lawrence.
– Oi, pessoal – disse Zack, e saudou a todos com abraços.
– Com o está a cabeça? – Dam ian perguntou.
– Melhor do que parece. – As dores de cabeça haviam dim inuído, m as o topo do crânio ainda estava sensível ao toque. Seu cabelo estava
crescendo novam ente e cobrindo as cicatrizes, e os hem atom as faciais
tinham quase desaparecido.
– Sua bicicleta está se sentindo m uito m elhor, tam bém . A roda
dianteira e os cabos foram substituídos. Está nova em folha. – Anthony
m ostrou-lhe fotos do conserto no seu celular.
– Vocês são dem ais.
Conversaram um pouco m ais, colocando em dia as novidades.
– Minha m ãe disse que vocês aj udaram a não deixar m inhas
articulações enferruj arem . – E contou que com eçaria a fazer fisioterapia.
– E, então, disseram quando você poderá se locom over por conta
própria?
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
– Graças a vocês, talvez dentro de duas sem anas, com o auxílio de
um a bengala. Com pletam ente norm al, dentro de um m ês.
Enquanto conversavam , Anthony m exia em seu celular e tirava fotos
deles.
– A propósito – disse ele –, você falou enquanto dorm ia.
– Falei? – Zack se fez de bobo.
– Em algum a língua antiga – disse Geoff.
– Do que vocês estão falando?
Anthony pressionou algum as teclas e ergueu o BlackBerry . A im agem
não era m uito nítida e a recepção era fraca, m as Zack pôde se ouvir
m urm urando.
– Não parece com coisa algum a.
– O Padre Dam ian aqui acha que você estava canalizando Deus.
– Hein?
– Eu disse que você parecia estar falando em línguas.
– Línguas?
– Parecia glossolalia – disse Dam ian.
– Quer dizer aquilo que as pessoas balbuciam ao acaso em transes
religiosos?
– Isso. Mas acontece que você não estava balbuciando ao acaso –
disse Dam ian. – Acredite ou não, você estava recitando passagens
da Suprem a Angústia em aram aico.
– O quê?
– É verdade, cara – disse Anthony . – Um estudioso de línguas antigas,
de Harvard, confirm ou.
– Isso é besteira. – Rodou o vídeo de novo. – Nunca ouvi isso antes.
– Então, talvez fosse Deus – disse Geoff, sorrindo para ele de m odo
exagerado e gaiato.
– Dá um tem po.
– Brincadeira. Mas que é estranho, é – disse Geoff.
– Você não vai com eçar a fazer serm ão ou coisa que o valha, vai? – Anthony disse a Dam ian.
– Não, m as você poderia considerar a possibilidade de o Espírito
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
Santo ter passado através de você. Na verdade, m uitas outras pessoas
fizeram isso.
Então, eles contaram para Zack que alguns fanáticos religiosos haviam
se reunido em volta de sua cam a à espera de m ilagres. Tam bém lhe
contaram que por razões de segurança ele havia sido transferido para um
quarto reservado.
– Que loucura! Eu não fazia ideia.
– Você estava em com a, cara. Mas a coisa toda praticam ente j á caiu
no esquecim ento.
– Mas, ainda assim ... – Que estranho que a m ãe dele não houvesse
m encionado aquilo tudo.
– Sej a com o for, vou enviar o vídeo para o seu celular, para você
analisar m elhor – disse Anthony . – E aí, quando eles vão deixá-lo ir para
casa?
– Em poucos dias, espero. Eles ainda querem fazer uns testes.
– Algum problem a?
– Apenas uns problem inhas com cálculos m atem áticos.
– Lá se vai o seu j ogo de pôquer.
– O m édico acha que é apenas tem porário. Se não for, m inha m ãe até
que vai ficar feliz. Ela está convencida de que o Texas Hold’em vai
apressar o declínio da civilização ocidental.
– Bem , você não precisa de m atem ática para puxar a alavanca de um a
m áquina de videopôquer – disse Anthony . – Quem sabe, quando estiver
fora daqui, a gente leve você até o Foxwoods para tentar a sorte.
– Seria trocar seis por m eia dúzia. Já estou endividado até o rabo.
– A gente tom a conta de você. A sua m ãe zerou sua dívida com a
gente.
– Sério? – Obrigado, m ãe. Lem brou-se de que devia um a pequena
fortuna ao cartão de crédito. Não queria pensar em j uros com postos
durante o com a.
Ficaram conversando até que a enferm eira entrou para dizer que Zack
precisava descansar. Despediram -se e a enferm eira acom panhou-os até a
porta, m as não antes de Dam ian fazer um a oração pela com pleta
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
recuperação de Zack. Ele os observou sair, pensando que tinha sorte por
ter am igos assim . Pensando que devia m uito à sua m ãe. E pensando outra
coisa.
Anthony deixara o iPhone de Zack sobre a m esinha de cabeceira. Ele
o pegou e reprisou o vídeo do com a.
Da prim eira vez, tudo o que ouviu foram m urm úrios sem sentido –
nem m esm o sílabas distintas ou padrões, o que o fez pensar que as
alegações eram ainda m ais m alucas do que ele suspeitava. Não sabia com o
soava o aram aico, m as aquilo não passava de um resm ungo de sono
profundo.
Repetiu o vídeo algum as vezes com o ouvido colado ao m inúsculo
alto-falante.
De repente, a sequência de m orfem as sem sentido assum iu um a vaga
fam iliaridade. Não podia determ inar se era linguagem real ou não, e ele
sabia que não entendia um a sílaba dos m urm úrios. Mas, além das
aparências, percebeu que o que ele havia dito estava incorporado
profundam ente em seu cérebro.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.