A Batalha de Moscou

Andrew Nagorski · Capítulo 16 de 17

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A Batalha de Moscou

Agradecimentos

 

Os pré-requisitos de um livro de não ficção são óbvios: boa ideia, boa pesquisa, bom texto. No caso desta obra, meu agente Robert Gottlieb foi o primeiro a sugerir a ideia, insistindo que a história da Batalha de Moscou nunca tinha tido o devido reconhecimento. Assegurou-me também que sua equipe Trident de pesquisa, em Moscou, poderia me oferecer toda assistência de que eu iria precisar para completar a obra. Como, de qualquer maneira, na época eu viajava regularmente a Moscou, ele insistiu que eu pedisse ao seu pessoal lá para programar algumas entrevistas preliminares para ver o que eu poderia descobrir sobre esse capítulo da história, aquilo que ainda não soubesse, e poderia ter uma noção de como poderia buscar saber mais a respeito.

As primeiras entrevistas não deixaram dúvidas na minha mente de que havia uma história notável a ser contada aqui, e que Zamir Gotta e Irina Krivaya saberiam como me colocar em contato com as pessoas e com as fontes só recentemente disponíveis, em especial em relação aos documentos antes secretos que poderiam trazê-la à tona. Zamir e Irina foram companheiros de pesquisa incrivelmente dedicados, reunindo quantidades enormes de materiais e procurando pessoas que, em muitos casos, não tinham contado a sua história durante décadas, quando chegaram, então, a contá-la. Ao lado das incansáveis Olga Nikiforova e Anna Zaitseva, que depois se juntaram ao trabalho, elas pacientemente atenderam à minha torrente de pedidos de mais entrevistas, mais transcrições, mais informações, mais detalhes sobre esse ou aquele episódio. Eu jamais poderia ter escrito este livro sem essa equipe notável.

Muitos outros ofereceram sugestões de pessoas a serem entrevistadas e me ajudaram a localizá-las. Em alguns casos indicaram amigos ou membros mais velhos de famílias, e em outros simplesmente comentaram sobre pessoas de quem tinham ouvido falar e que tinham vivido durante aquele período. Entre aqueles que me colocaram em contato com pessoas que aparecem nestas páginas estão Vladimir Voinovich, Valery Besarov, Sergei Severinov, Owen Matthews, Christian Wernicke e David Gonnerman. Cameron Sawyer, um amigo americano em Moscou com uma compreensão impressionante das histórias russa e alemã, não só me apresentou aos pesquisadores Yegor Chegrinets e Andrey Palatov, que me levaram aos campos de morte de Vyazma, mas também foram organizadores e motoristas da nossa expedição.

E, evidentemente, há os veteranos, civis e filhos e filhas dos militares e líderes políticos que aparecem nesta história. Seus nomes aparecem nestas páginas e na seção de fontes. Gostaria de dizer mais sobre muitos deles, mas vou me limitar a uma única generalização. Talvez por terem sobrevivido, quando tantos outros pereceram, e depois continuarem uma longa vida num país em que a expectativa de vida é incrivelmente baixa, eles formam um grupo notável. Em geral, eles são fortes e estão dispostos a enfrentar lembranças dolorosas com uma honestidade que talvez só venha com a passagem do tempo e o reconhecimento de que o sistema soviético já não existe, mesmo que ainda persistam muitos dos seus mitos. Foram também gentis e hospitaleiros e me receberam nas suas casas, dividindo todas as lembranças e experiências sobre as quais eu lhes perguntei. Não tenho como agradecer suficientemente a todos.

Tenho também uma enorme dívida para com a Hoover Institution, que é bem conhecida pela sua impressionante coleção de documentos sobre a União Soviética e por seus arquivos. Dave Brady e Mandy MacCalla, do programa de media fellows, além do antecessor de Dave, Tom Henrikson, ofereceram-me convites generosos em várias ocasiões para passar algum tempo ali, e Carol Leadenham me prestou ajuda inestimável nos arquivos, tal como Molly Molloy, na biblioteca. Os capítulos que tratam de diplomacia e da comunidade estrangeira em Moscou são em grande parte produto dessa pesquisa.

Nada disso teria importância se eu não pudesse contar com o apoio e incentivo para este projeto de Alice Mayhew, da Simon & Schuster. Junto com seu talentoso colega Roger Labrie, ela agarrou imediatamente a ideia de um livro sobre a Batalha de Moscou e, como sempre, ofereceu conselhos valiosos a respeito de como estruturar a história e manter em foco os temas mais importantes. Alice não é apenas uma editora incrivelmente competente; é uma inspiração em todos os passos do caminho. Quero também agradecer a Serena Jones e a Vitoria Meyer, também da Simon & Schuster, e a todos que participaram dos vários estágios deste projeto.

Um antigo colega na Newsweek, Steve Shabad, executou o trabalho meticuloso de verificar a transliteração dos nomes russos. Já tinha me acostumado a me valer dele quando enviava histórias de Moscou durante os meus períodos iniciais ali e fiquei encantado quando ele concordou em me ajudar mais uma vez. Na Newsweek, muitos editores e colegas ofereceram conselhos ocasionais e frequentes incentivos. Entre eles: Rick Smith, Jon Meacham, Fareed Zakaria, Ron Javers, Jeff Bartholet, Fred Guterl, Nisid Hajari, Jon Alter e Susan Szeliga. Quero também agradecer a James Price, Simon Barnett e Leah Latella pela ajuda com as fotos.

Muitos amigos me deram apoio adicional. Em particular, quero mencionar David Satter, que me ajudou imensamente em Moscou quando lá cheguei pela primeira vez em 1981, e Ardith e Steve Hodes, que foram os melhores amigos que alguém poderia desejar ter desde que nos conhecemos há três décadas.

Mais difícil é expressar o meu agradecimento à minha família. Meus pais, Marie e Zygmunt, que leram diligentemente todos os capítulos tão logo eu terminava de escrevê-los, oferecendo críticas valiosas. Todos os meus filhos, Alex, Adam, Sonia, Eva, e Taylor, seu marido irrepreensível, também foram leitores, caixas de ressonância, e provedores de sugestões. Acima de tudo, todos mantiveram a minha alegria. Uma menção especial nesta categoria vai para a filha de Sonia, nossa neta Stella.

A tarefa mais desafiadora de todas é imaginar o que dizer da minha mulher Christina, ou Krysia, como todos nós a chamamos. Ela sempre foi minha primeira editora e crítica, que nunca amenizou suas opiniões. Como cresceu na Polônia, quando os filmes de propaganda soviética eram comuns, e depois morou em Moscou comigo na época soviética e na pós-soviética, ela era rápida ao contestar tudo que não lhe soasse verdadeiro. Em geral, isso significava que eu tinha de voltar às minhas fontes pelo que me parecia a enésima vez, apenas para descobrir que, sim, havia mais alguma coisa que tinha de ser explicada ou corrigida. Mas paralelamente ao questionamento duro, ela oferece tudo mais que torna possível a minha vida e o meu trabalho. O que diz tudo e nem de longe o suficiente.