A Dama das Camélias

Alexandre Dumas Filho · Capítulo 25 de 28

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A Dama das Camélias

Capítulo XXIV

 

Já era alguma coisa, mas não o suficiente. Dei-me conta do poder que eu tinha sobre Marguerite e abusei dele covardemente. Quando penso que agora está morta, me pergunto se Deus algum dia irá me perdoar pelo mal que fiz. Após a ceia, que foi das mais animadas, começamos a jogar. Sentei-me ao lado de Olympe e apostei meu dinheiro com tamanha ousadia que ela não pôde deixar de notar. Em poucos instantes, ganhei cento e cinquenta ou duzentos luíses, que expus à minha frente e sobre os quais ela lançava olhares ardentes. Eu era o único a quem o jogo não preocupava completamente, e que dava atenção a ela. Ganhei durante todo o resto da noite, e fui eu que lhe dei dinheiro para jogar, pois havia perdido tudo o que tinha diante de si e provavelmente o que possuía em casa. Às cinco horas da manhã todos se foram. Eu ganhara trezentos luíses. Todos os jogadores já haviam descido, só eu ficara para trás sem que percebessem, pois eu não era amigo de nenhum daqueles cavalheiros. Olympe iluminava a escada e eu ia descer como os outros quando, voltando-me para ela, disse-lhe: — Preciso lhe falar. — Amanhã — disse ela. — Não, agora. — O que tem a me dizer? — Logo saberá. E tornei a entrar no apartamento. — Perdeu muito, não é? — disse-lhe. — Sim.

— Tudo o que tinha em sua casa? Ela hesitou.

— Seja franca.

— Pois bem, é verdade.

— Ganhei trezentos luíses, aqui estão, se me deixar ficar aqui.

Ao mesmo tempo, joguei o ouro sobre a mesa.

— Por que me faz essa proposta?

— Porque a aprecio, ora!

— Não. É porque está apaixonado por Marguerite e quer vingar-se dela tornando-se meu amante. Ninguém engana uma mulher como eu, meu caro amigo. Infelizmente, ainda sou jovem demais e bonita demais para aceitar o papel que me propõe.

— Então, está recusando?

— Sim.

— Prefere me amar a troco de nada? Eu é que não aceitaria então. Pense bem, minha cara Olympe. Tivesse eu enviado qualquer pessoa lhe propondo esses trezentos luíses, de minha parte e com as condições que estabeleço, e teria aceitado. Achei melhor tratarmos diretamente. Aceite, sem buscar as causas que me fazem agir. Pense que é bela, que não há nada de surpreendente no fato de apaixonar-me.

Marguerite era uma cortesã, como Olympe, mas nunca teria ousado dizer-lhe, na primeira vez que a tivesse visto, o que acabava de dizer a essa mulher. É que eu amava Marguerite, é que eu pressentira nela instintos que faltavam a esta outra criatura, é que, apesar da extrema beleza de Olympe, no mesmo momento em que eu propunha esse negócio, a mulher com quem estava prestes a concluí-lo me desagradava.

Ela acabou aceitando, bem entendido, e ao meio-dia eu saí de sua casa como seu amante. Mas deixei sua cama sem a recordação das carícias e das palavras de amor que ela acreditava dever dispensar-me em troca dos seis mil francos que eu lhe deixava.

No entanto, alguns se arruinaram por essa mulher.

A partir daquele dia, fiz Marguerite sofrer uma perseguição constante. Olympe e ela deixaram de se ver, e você pode facilmente entender por quê. Dei a minha nova amante uma carruagem, joias. Eu jogava e fazia, enfim, todas as loucuras que faria um homem enamorado por uma mulher como Olympe. O rumor de minha nova paixão logo se espalhou.

Até Prudence deixou-se enganar e acabou acreditando que eu havia esquecido Marguerite completamente. Esta, seja porque tivesse adivinhado o motivo que me fazia agir, seja porque estivesse enganada como todos os outros, respondia com grande dignidade às ofensas que eu lhe fazia todos os dias. Só que parecia sofrer, pois onde quer que a encontrasse podia vê-la cada vez mais pálida, cada vez mais triste. Meu amor por ela, exaltado a ponto de acreditar-se transformado em ódio, se rejubilava à visão daquele sofrimento cotidiano. Várias vezes, em circunstâncias em que fui de uma crueldade infame, Marguerite lançou-me olhares tão suplicantes que eu me envergonhava do papel que fazia, e quase fui pedir-lhe perdão.

Mas esses arrependimentos tinham a duração de uma faísca, e Olympe, que acabara de deixar qualquer amor-próprio de lado, e compreendera que fazendo mal a Marguerite conseguiria de mim tudo o que quisesse, incitava-me sem parar contra ela, e a insultava a cada vez que surgia uma oportunidade, com a persistente covardia da mulher autorizada por um homem.

Marguerite acabou por não ir mais aos bailes, nem aos espetáculos, temendo encontrar a mim e a Olympe. Então, as cartas anônimas se sucederam às impertinências diretas, e não havia coisas indecorosas que eu não fizesse minha amante contar, e que eu mesmo não contasse, sobre Marguerite.

Era preciso estar louco para chegar a esse ponto. Eu era como um homem que, tendo-se embebedado com um vinho ruim, cai numa daquelas exaltações nervosas em que a mão é capaz de um crime sem que a mente interfira em coisa alguma. Em meio a tudo aquilo, eu me martirizava. A calma sem desdém, a dignidade sem desprezo com as quais Marguerite respondia a todos os meus ataques, e que a meus próprios olhos faziam-na superior a mim, irritavam-me ainda mais em relação a ela.

Certa noite, Olympe tinha ido não sei onde e ali encontrara Marguerite, que, naquela ocasião, não foi indulgente com a grosseria feita pela moça que a insultava, e esta viu-se forçada a ceder seu lugar. Olympe voltara para casa furiosa, enquanto levaram Marguerite desmaiada.

De volta, Olympe me contou o que havia ocorrido. Disse-me que vendo-a sozinha, Marguerite quis vingar-se por ela ser minha amante, e que eu devia escrever-lhe dizendo para respeitar, em minha ausência ou não, a mulher que eu amava.

Nem preciso lhe dizer que concordei com aquilo, e que tudo de mais amargo, vergonhoso e cruel que pude encontrar coloquei numa missiva que enviei naquele mesmo dia a sua casa.

Dessa vez o golpe havia sido forte demais para que a infeliz o suportasse sem dizer nada.

Eu suspeitava que alguma resposta chegaria a mim. Assim, resolvi não sair de casa durante todo o dia.

Por volta das duas horas bateram à porta, e vi Prudence entrar.

Tentei assumir um ar indiferente para lhe perguntar a que devia sua visita, mas naquele dia Mme. Duvernoy não estava sorridente, e com um tom seriamente comovido me disse que, desde meu retorno, ou seja, aproximadamente há três semanas, eu não deixara escapar nenhuma ocasião de fazer Marguerite sofrer; que por isso ela estava doente, e que a cena da véspera, juntamente com minha carta da manhã, haviam-na levado à cama.

Em resumo, sem fazer-me censuras, Marguerite a enviava para pedir-me desculpas e dizer-me que ela não tinha mais força moral nem força física para suportar o que eu lhe fazia.

— Que Mlle. Gautier — eu disse a Prudence — me ponha para fora de sua casa, é seu direito, mas que insulte uma mulher a quem amo, sob pretexto de que essa mulher seja minha amante, isso eu jamais permitirei.

— Meu amigo — disse Prudence —, você está sofrendo a influência de uma moça sem coração e sem alma. Está apaixonado por ela, é verdade, mas isso não é motivo para torturar uma mulher que não pode se defender.

— Que Mlle. Gautier mande-me o seu conde de N…, e o jogo se igualará.

— Sabe muito bem que ela não fará isso. Assim, meu caro Armand, deixe-a em paz. Se a visse, teria vergonha do modo como vem se comportando em relação a ela. Está pálida, tossindo, desta vez não irá muito longe.

E Prudence estendeu-me a mão acrescentando:

— Vá vê-la, sua visita há de deixá-la muito feliz.

— Não desejo encontrar M. de N…

— M. de N… nunca está na casa dela. Ela não consegue suportá-lo.

— Se Marguerite quiser me ver, ela sabe onde moro, que venha até aqui, mas eu não colocarei meus pés na Rua d’Antin.

— Contudo, ela seria bem recebida?

— Perfeitamente.

— Então estou certa de que ela virá.

— Que venha.

— Vai sair hoje?

— Estarei em casa a noite toda.

— Direi a ela.

Prudence retirou-se.

Sequer escrevi a Olympe dizendo que não iria vê-la. Não me importava com aquela moça. Quando muito, passava uma noite por semana com ela. Ela se consolava, creio, com um ator, não sei de qual teatro do bulevar.

Saí para jantar e voltei quase imediatamente. Mandei acender o fogo em todos os ambientes e dispensei Joseph.

Eu não conseguiria definir para você as diversas sensações que me agitaram durante uma hora de espera, mas quando por volta das nove horas ouvi baterem à porta, todas elas se resumiram a tal emoção que, indo abrir a porta, fui obrigado a me apoiar nas paredes para não cair.

Felizmente, a antecâmara encontrava-se na penumbra, e a alteração de minha fisionomia era menos visível.

Marguerite entrou.

Estava toda de preto e coberta com um véu. Eu mal reconhecia seu rosto sob a renda.

Entrou na sala e retirou o véu.

Estava pálida como mármore.

— Aqui estou, Armand — disse ela —, você quis me ver, por isso eu vim.

E deixando cair a cabeça em suas mãos, desmanchou-se em lágrimas.

Aproximei-me dela.

— O que você tem? — perguntei-lhe com a voz alterada.

Apertou minha mão sem responder, pois as lágrimas também abafavam sua voz. Mas poucos instantes depois, tendo retomado um pouco a calma, disse-me:

— Você me fez um grande mal, Armand, e eu não lhe fiz nada.

— Nada? — repliquei com um sorriso amargo.

— Nada além do que as circunstâncias me obrigaram a fazer.

Não sei se alguma vez na vida sentiu ou irá sentir o que eu sentia à visão de Marguerite.

A última vez que ela viera à minha casa, sentara-se no mesmo lugar em que acabava de se sentar. A diferença é que, desde aquela época, era a amante de outro. Outros beijos que não os meus haviam tocado seus lábios, em direção aos quais, contra minha vontade, os meus se inclinavam, e no entanto, eu sentia que amava essa mulher com a mesma intensidade, ou talvez mais do que jamais a havia amado.

E era difícil para mim iniciar a conversa sobre o assunto que a trouxera. Marguerite provavelmente o percebeu, pois retomou:

— Venho incomodá-lo, Armand, porque tenho duas coisas a lhe pedir: perdão pelo que disse ontem a Mlle. Olympe, e misericórdia pelo que você talvez esteja ainda prestes a me fazer. Voluntariamente ou não, desde seu regresso já me fez tanto mal que eu seria incapaz de ainda suportar um quarto das emoções que suportei até esta manhã. Haverá de apiedar-se de mim, não é? E haverá de entender que, para um homem de coração, existem coisas mais nobres a fazer do que se vingar de uma mulher doente e triste como estou. Olhe, segure minha mão. Tenho febre, saí daquela cama para vir pedir, não sua amizade, mas sua indiferença.

De fato, segurei a mão de Marguerite. A pobre mulher ardia e tremia sob seu casaco de veludo.

Empurrei para perto do fogo a poltrona na qual estava sentada.

— E você acredita que não sofri — disse eu —, na noite em que, depois de tê-la esperado em Bougival, vim procurá-la em Paris e não encontrei mais do que aquela carta que quase me deixou louco? Como pôde me trair, Marguerite, eu que a amava tanto!

— Não vamos falar sobre isso, Armand, não vim aqui para tratar desse assunto. Quis vê-lo não como a um inimigo, só isso, e quis apertar sua mão ainda uma vez. Você tem uma jovem e bela amante, a quem ama, segundo dizem. Seja feliz com ela e me esqueça.

— E você, está feliz?

— Tenho a aparência de uma mulher feliz, Armand? Não brinque com meu sofrimento, você conhece melhor que ninguém suas causas e sua dimensão.

— Dependia apenas de você nunca sentir-se infeliz, caso realmente se sinta assim como diz.

— Não, meu amigo, as circunstâncias foram mais fortes que minha vontade. Obedeci, não aos meus instintos de mulher, como você pretende, mas a uma séria necessidade e a razões que um dia conhecerá, e que irão levá-lo a me perdoar.

— Por que não me conta agora essas razões?

— Porque elas não restabeleceriam entre nós uma aproximação que é impossível, e talvez o afastassem de pessoas das quais não deve se afastar.

— Que pessoas são essas?

— Não posso lhe dizer.

— Então está mentindo.

Marguerite levantou-se e caminhou em direção à porta.

Eu não podia presenciar essa muda e expressiva dor sem ficar comovido, comparando em meu íntimo essa mulher pálida e chorosa à moça extravagante que zombara de mim no Ópera Cômica.

— Você não vai embora — eu disse, colocando-me diante da porta.

— Por quê?

— Porque, apesar do que me fez, continuo a amá-la e quero que fique aqui.

— Para expulsar-me amanhã, não é? Não, impossível! Nossos destinos estão separados, não tentemos uni-los outra vez. Talvez um dia me desprezasse, ao passo que agora só pode me odiar.

— Não, Marguerite — gritei, sentindo despertar ao contato daquela mulher todo o meu amor e todos os meus desejos. — Não, esquecerei tudo e seremos felizes como nos havíamos prometido ser.

Marguerite balançou a cabeça em sinal de dúvida, e disse:

— Não sou sua escrava, seu cão? Faça de mim o que quiser, tome, pertenço a você.

E tirando seu casaco e seu chapéu, jogou-os sobre o sofá e pôs-se a soltar bruscamente os fechos do corpete de seu vestido, pois, por uma das reações tão frequentes em sua doença, o sangue lhe subia do coração à cabeça sufocando-a.

Uma tosse seca e rouca veio em seguida.

— Mande dizer ao meu cocheiro — disse ela — que leve minha carruagem de volta.

Eu mesmo desci para dispensar o homem.

Quando voltei, Marguerite estava estendida diante do fogo e seus dentes batiam de frio.

Tomei-a em meus braços, tirei-lhe as roupas sem que se movesse, e levei-a gelada como estava para minha cama.

Então sentei-me a seu lado e tentei aquecê-la sob meus carinhos. Não me dizia uma palavra, mas sorria.

Oh, foi uma noite estranha! Toda a energia de Marguerite parecia ter passado para os beijos com que me cobria, e eu a amava tanto que, em meio aos arrebatamentos do meu amor febril, perguntava a mim mesmo se não seria capaz de matá-la, para que jamais pertencesse a um outro.

Um mês de amor como aquele, de corpo e de coração, e não seríamos mais que um cadáver.

O dia nos encontrou despertos.

Marguerite estava lívida. Não dizia nada. De tempos em tempos, grandes lágrimas, brilhantes como diamantes, escorriam de seus olhos e paravam sobre suas faces. Seus braços extenuados abriam-se às vezes para me enlaçar, e voltavam a cair sem forças sobre a cama.

Por um momento acreditei que poderia esquecer o que havia acontecido desde que eu partira de Bougival, e perguntei a Marguerite:

— Gostaria que partíssemos, que deixássemos Paris?

— Não, não — respondeu-me quase com horror —, seríamos muito infelizes, não posso mais servir para sua felicidade, mas enquanto me restar um sopro de vida, serei escrava dos seus caprichos. A qualquer hora do dia ou da noite que me queira, venha, serei sua. Contudo, não associe mais seu futuro ao meu, você seria muito infeliz e me faria muito infeliz. Por algum tempo ainda serei uma mulher bonita. Aproveite, mas não me peça outra coisa.

Quando partiu, fiquei assombrado com a solidão na qual me deixava. Duas horas depois, ainda estava sentado na cama de onde ela acabara de sair, e olhava o travesseiro que guardava as marcas de sua forma, perguntando-me o que seria de mim entre o amor e o ciúme que eu sentia.

Às cinco horas, sem saber o que ia fazer ali, fui até a Rua d’Antin.

Foi Nanine quem me atendeu.

— Madame não pode recebê-lo — disse-me com embaraço.

— Por quê?

— Porque o conde de N… está aqui, e não quer que eu deixe ninguém entrar.

— Está certo — balbuciei —, eu havia esquecido.

Voltei para casa como um homem embriagado, e sabe o que eu fiz durante aquele minuto de delírio ciumento suficiente para a ação vergonhosa que eu ia praticar, sabe o que eu fiz? Disse a mim mesmo que aquela mulher zombava de mim. Imaginava-a em seu encontro íntimo com o conde, repetindo as mesmas palavras que me dissera à noite. Peguei então uma nota de quinhentos francos, que lhe enviei com as seguintes palavras:

 

Saiu tão depressa esta manhã que me esqueci de lhe pagar. Aqui está o valor

de sua noite.

 

Depois, enquanto essa mensagem era entregue, saí de casa como que para me esconder do remorso instantâneo dessa infâmia.

Fui à casa de Olympe, que encontrei experimentando vestidos, e que, assim que se viu a sós comigo, cantou-me obscenidades para me distrair.

Essa era bem o tipo de cortesã sem vergonha, sem coração e sem alma, ao menos para mim, pois talvez um homem tivesse tido com ela o sonho que eu tivera com Marguerite.

Pediu-me dinheiro, dei-lhe, e livre então para ir-me embora, retornei à minha casa.

Marguerite não me havia respondido.

É inútil que eu lhe diga com que agitação passei todo o dia seguinte.

Às seis e meia, um mensageiro trouxe um envelope contendo minha mensagem e o bilhete de quinhentos francos. Nenhuma palavra mais.

— Quem lhe entregou isto? — perguntei ao homem.

— Uma senhora que partia com sua criada de quarto na diligência para Boulogne, e que recomendou-me fazer a entrega somente depois que a carruagem tivesse partido.

Corri à casa de Marguerite.

— Madame foi para a Inglaterra hoje, às seis horas — disse-me o porteiro.

Nada mais me prendia a Paris, nem ódio nem amor. Sentia-me esgotado com todos esses abalos. Um de meus amigos ia fazer uma viagem ao Oriente. Fui dizer a meu pai que desejava acompanhá-lo. Meu pai deu-me títulos de crédito, cartas de recomendação e, oito ou dez dias depois, embarquei em Marselha.

Foi em Alexandria que eu soube, por um adido da embaixada que eu havia visto algumas vezes na casa de Marguerite, da doença da pobre moça.

Escrevi-lhe então a carta, cuja resposta que recebi em Toulon você conheceu.

Parti imediatamente, e o resto você já sabe.

Agora, só lhe falta ler as poucas folhas que Julie Duprat entregou-me e que são o complemento indispensável ao que acabei de lhe contar.