A Dama das Camélias
Capítulo XXVII
–Leu? — perguntou-me Armand quando eu terminei a leitura do manuscrito. — Entendo o quanto você deve ter sofrido, meu amigo, se é verdade tudo o que li. — Meu pai me confirmou tudo em uma carta. Conversamos ainda por algum tempo sobre o triste destino que acabava de se cumprir, e voltei para casa a fim de repousar um pouco. Armand, sempre triste, mas um pouco aliviado pelo relato dessa história, rapidamente se restabeleceu, e fomos juntos visitar Prudence e Julie Duprat. Prudence acabava de falir. Disse-nos que Marguerite era a causa dessa situação. Que durante sua doença ela lhe havia emprestado muito dinheiro, pelo qual fizera recibos que Marguerite não pudera pagar, vindo a falecer sem devolvê-lo e sem lhe dar os recibos com os quais poderia se apresentar como credora. Com a ajuda dessa fábula, que Mme. Duvernoy contava por toda parte para justificar seus maus negócios, ela conseguiu tirar uma nota de mil francos de Armand, que não acreditava naquilo, mas que queria parecer acreditar, tamanho respeito tinha por tudo o que houvesse sido próximo de sua amante. Depois fomos à casa de Julie Duprat, que nos contou os tristes acontecimentos dos quais fora testemunha, derramando lágrimas sinceras ao lembrar de sua amiga. Finalmente, fomos ao túmulo de Marguerite, sobre o qual os primeiros raios do sol de abril faziam brotar as primeiras folhas. Restava a Armand cumprir um último dever, ir ao encontro de seu pai. Ele quis ainda uma vez que eu o acompanhasse.
Chegamos a C…, onde vi um M. Duval exatamente como eu o imaginara, pelo retrato que dele me fizera seu filho: alto, digno, cordial.
Ele acolheu Armand com lágrimas de felicidade, e apertou-me afetuosamente a mão. Logo percebi que o sentimento paternal era o que se sobrepunha a todos os outros na casa daquele anfitrião.
Sua filha, Blanche, tinha aquela transparência dos olhos e do olhar, aquela serenidade da boca que provam que a alma concebe apenas santos pensamentos e que os lábios pronunciam apenas palavras edificantes. Ela sorria pela volta de seu irmão, ignorando, a jovem casta, que longe dela uma cortesã havia sacrificado a própria felicidade à simples invocação do seu nome.
Permaneci algum tempo com essa família feliz, que dirigia toda a sua atenção àquele que lhes levava a convalescença de seu coração.
Retornei a Paris, onde escrevi esta história tal como me havia sido contada. Ela tem um único mérito que talvez lhe seja contestado: o de ser verdadeira.
Não tiro desse relato a conclusão de que todas as jovens como Marguerite sejam capazes de fazer o que ela fez, longe disso, mas tenho conhecimento de que uma delas teve em sua vida um amor sério, pelo qual sofreu e em função do qual morreu. Contei ao leitor o que me foi revelado. Era um dever.
Não sou o apóstolo do vício, mas quero fazer-me o eco da nobre infelicidade onde quer que a ouça chamar.
A história de Marguerite é uma exceção, repito, mas se fosse uma generalidade, não teria valido a pena escrevê-la.
RELAÇÃO DOS VOLUMES PUBLICADOS
1. DOM CASMURRO
Machado de Assis
2. O PRÍNCIPE
Maquiavel
3. MENSAGEM
Fernando Pessoa
4. O LOBO DO MAR
Jack London
5. A ARTE DA PRUDÊNCIA
Baltasar Gracián
6. IRACEMA / CINCO MINUTOS
José de Alencar
7. INOCÊNCIA
Visconde de Taunay
8. A MULHER DE 30 ANOS
Honoré de Balzac
9. A MORENINHA
Joaquim Manuel de Macedo
10. A ESCRAVA ISAURA
Bernardo Guimarães
11. AS VIAGENS - “IL MILIONE”
Marco Polo
12. O RETRATO DE DORIAN GRAY
Oscar Wilde
13. A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS
Júlio Verne
14. A CARNE
Júlio Ribeiro
15. AMOR DE PERDIÇÃO
Camilo Castelo Branco
16. SONETOS
Luís de Camões
17. O GUARANI
José de Alencar
18. MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE
BRÁS CUBAS
Machado de Assis
19. LIRA DOS VINTE ANOS
Álvares de Azevedo
20. APOLOGIA DE SÓCRATES / BANQUETE
Platão
21. A METAMORFOSE/UM ARTISTA DA FOME/CARTA A MEU PAI
Franz Kafka
22. ASSIM FALOU ZARATUSTRA
Friedrich Nietzsche
23. TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA
Lima Barreto
24. A ILUSTRE CASA DE RAMIRES
Eça de Queirós
25. MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS
Manuel Antônio de Almeida
26. ROBINSON CRUSOÉ
Daniel Defoe
27. ESPUMAS FLUTUANTES
Castro Alves
28. O ATENEU
Raul Pompeia
29. O NOVIÇO / O JUIZ DE PAZ DA ROÇA / QUEM CASA QUER CASA
Martins Pena
30. A RELÍQUIA
Eça de Queirós
31. O JOGADOR
Dostoiévski
32. HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS
Edgar Allan Poe
33. OS LUSÍADAS
Luís de Camões
34. AS AVENTURAS DE TOM SAWYER
Mark Twain
35. BOLA DE SEBO E OUTROS CONTOS
Guy de Maupassant
36. A REPÚBLICA
Platão
37. ELOGIO DA LOUCURA
Erasmo de Rotterdam
38. CANINOS BRANCOS
Jack London
39. HAMLET
William Shakespeare
40. A UTOPIA
Thomas More
41. O PROCESSO
Franz Kafka
42. O MÉDICO E O MONSTRO
Robert Louis Stevenson
43. ECCE HOMO
Friedrich Nietzsche
44. O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA
Marx e Engels
45. DISCURSO DO MÉTODO / REGRAS PARA A DIREÇÃO DO ESPÍRITO
René Descartes
46. DO CONTRATO SOCIAL
Jean-Jacques Rousseau
47. A LUTA PELO DIREITO
Rudolf von Ihering
48. DOS DELITOS E DAS PENAS
Cesare Beccaria
49. A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO
Max Weber
50. O ANTICRISTO
Friedrich Nietzsche
51. OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER
Goethe
52. AS FLORES DO MAL
Charles Baudelaire
53. ÉTICA A NICÔMACO
Aristóteles
54. A ARTE DA GUERRA
Sun Tzu
55. IMITAÇÃO DE CRISTO
Tomás de Kempis
56. CÂNDIDO OU O OTIMISMO
Voltaire
57. REI LEAR
William Shakespeare
58. FRANKENSTEIN
Mary Shelley
59. QUINCAS BORBA
Machado de Assis
60. FEDRO
Platão
61. POLÍTICA
Aristóteles
62. A VIUVINHA / ENCARNAÇÃO
José de Alencar
63. AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO
Émile Durkheim
64. O CÃO DOS BASKERVILLES
Sir Arthur Conan Doyle
65. CONTOS ESCOLHIDOS
Machado de Assis
66. DA MORTE / METAFÍSICA DO AMOR / DO SOFRIMENTO DO MUND
Arthur Schopenhauer
67. AS MINAS DO REI SALOMÃO
Henry Rider Haggard
68. MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS
Karl Marx
69. UM ESTUDO EM VERMELHO
Sir Arthur Conan Doyle
70. MEDITAÇÕES
Marco Aurélio
71. A VIDA DAS ABELHAS
Maurice Materlinck
72. O CORTIÇO
Aluísio Azevedo
73. SENHORA
José de Alencar
74. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA / LARANJA DA CHINA
Antônio de Alcântara Machado
75. EUGÊNIA GRANDET
Honoré de Balzac
76. CONTOS GAUCHESCOS
João Simões Lopes Neto
77. ESAÚ E JACÓ
Machado de Assis
78. O DESESPERO HUMANO
Sören Kierkegaard
79. DOS DEVERES
Cícero
80. CIÊNCIA E POLÍTICA
Max Weber
81. SATÍRICON
Petrônio
82. EU E OUTRAS POESIAS
Augusto dos Anjos
83. FARSA DE INÊS PEREIRA / AUTO DA BARCA DO INFERNO / AUTO DA ALMA
Gil Vicente
84. A DESOBEDIÊNCIA CIVIL E OUTROS ESCRITOS
Henry David Toreau
85. PARA ALÉM DO BEM E DO MAL
Friedrich Nietzsche
86. A ILHA DO TESOURO
R. Louis Stevenson
87. MARÍLIA DE DIRCEU
Tomás A. Gonzaga
88. AS AVENTURAS DE PINÓQUIO
Carlo Collodi
89. SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO
John Locke
90. AMOR DE SALVAÇÃO
Camilo Castelo Branco
91. BROQUÉIS/FARÓIS/ÚLTIMOS SONETOS
Cruz e Souza
92. I-JUCA-PIRAMA / OS TIMBIRAS / OUTROS POEMAS
Gonçalves Dias
93. ROMEU E JULIETA
William Shakespeare
94. A CAPITAL FEDERAL
Arthur Azevedo
95. DIÁRIO DE UM SEDUTOR
Sören Kierkegaard
96. CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA A EL-REI SOBRE O ACHAMENTO DO BRASIL
97. CASA DE PENSÃO
Aluísio Azevedo
98. MACBETH
William Shakespeare
99. ÉDIPO REI/ANTÍGONA
Sófocles
100. LUCÍOLA
José de Alencar
101. AS AVENTURAS DE SHERLOCK HOLMES
Sir Arthur Conan Doyle
102. BOM-CRIOULO
Adolfo Caminha
103. HELENA
Machado de Assis
104. POEMAS SATÍRICOS
Gregório de Matos
105. ESCRITOS POLÍTICOS / A ARTE DA GUERRA
Maquiavel
106. UBIRAJARA
José de Alencar
107. DIVA
José de Alencar
108. EURICO, O PRESBÍTERO
Alexandre Herculano
109. OS MELHORES CONTOS
Lima Barreto
110. A LUNETA MÁGICA
Joaquim Manuel de Macedo
111. FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES E OUTROS ESCRITOS
Immanuel Kant
112. O PRÍNCIPE E O MENDIGO
Mark Twain
113. O DOMÍNIO DE SI MESMO PELA AUTO-SUGESTÃO CONSCIENTE
Émile Coué
114. O MULATO
Aluísio Azevedo
115. SONETOS
Florbela Espanca
116. UMA ESTADIA NO INFERNO / POEMAS / CARTA DO VIDENTE
Arthur Rimbaud
117. VÁRIAS HISTÓRIAS
Machado de Assis
118. FÉDON
Platão
119. POESIAS
Olavo Bilac
120. A CONDUTA PARA A VIDA
Ralph Waldo Emerson
121. O LIVRO VERMELHO
Mao Tsé-Tung
122. ORAÇÃO AOS MOÇOS
Rui Barbosa
123. OTELO, O MOURO DE VENEZA
William Shakespeare
124. ENSAIOS
Ralph Waldo Emerson
125. DE PROFUNDIS / BALADA DO CÁRCERE DE READING
Oscar Wilde
126. CRÍTICA DA RAZÃO PRÁTICA
Immanuel Kant
127. A ARTE DE AMAR
Ovídio Naso
128. O TARTUFO OU O IMPOSTOR
Molière
129. METAMORFOSES
Ovídio Naso
130. A GAIA CIÊNCIA
Friedrich Nietzsche
131. O DOENTE IMAGINÁRIO
Molière
132. UMA LÁGRIMA DE MULHER
Aluísio Azevedo
133. O ÚLTIMO ADEUS DE SHERLOCK HOLMES
Sir Arthur Conan Doyle
134. CANUDOS - DIÁRIO DE UMA EXPEDIÇÃO
Euclides da Cunha
135. A DOUTRINA DE BUDA
Siddharta Gautama
136. TAO TE CHING
Lao-Tsé
137. DA MONARQUIA / VIDA NOVA
Dante Alighieri
138. A BRASILEIRA DE PRAZINS
Camilo Castelo Branco
139. O VELHO DA HORTA/QUEM TEM FARELOS?/AUTO DA ÍNDIA
Gil Vicente
140. O SEMINARISTA
Bernardo Guimarães
141. O ALIENISTA / CASA VELHA
Machado de Assis
142. SONETOS
Manuel du Bocage
143. O MANDARIM
Eça de Queirós
144. NOITE NA TAVERNA / MACÁRIO
Álvares de Azevedo
145. VIAGENS NA MINHA TERRA
Almeida Garrett
146. SERMÕES ESCOLHIDOS
Padre Antonio Vieira
147. OS ESCRAVOS
Castro Alves
148. O DEMÔNIO FAMILIAR
José de Alencar
149. A MANDRÁGORA / BELFAGOR, O ARQUIDIABO
Maquiavel
150. O HOMEM
Aluísio Azevedo
151. ARTE POÉTICA
Aristóteles
152. A MEGERA DOMADA
William Shakespeare
153. ALCESTE/ELECTRA/HIPÓLITO
Eurípedes
154. O SERMÃO DA MONTANHA
Huberto Rohden
155. O CABELEIRA
Franklin Távora
156. RUBÁIYÁT
Omar Khayyám
157. LUZIA-HOMEM
Domingos Olímpio 158. A CIDADE E AS SERRAS
Eça de Queirós
159. A RETIRADA DA LAGUNA
Visconde de Taunay
160. A VIAGEM AO CENTRO DA TERRA
Júlio Verne
161. CARAMURU
Frei Santa Rita Durão
162. CLARA DOS ANJOS
Lima Barreto
163. MEMORIAL DE AIRES
Machado de Assis
164. BHAGAVAD GITA
Krishna
165. O PROFETA
Khalil Gibran
166. AFORISMOS
Hipócrates
167. KAMA SUTRA
Vatsyayana
168. HISTÓRIAS DE MOWGLI
Rudyard Kipling
169. DE ALMA PARA ALMA
Huberto Rohden
170. ORAÇÕES
Cícero
171. SABEDORIA DAS PARÁBOLAS
Huberto Rohden
172. SALOMÉ
Oscar Wilde
173. DO CIDADÃO
Thomas Hobbes
174. PORQUE SOFREMOS
Huberto Rohden
175. EINSTEIN: O ENIGMA DO UNIVERSO
Huberto Rohden
176. A MENSAGEM VIVA DO CRISTO
Huberto Rohden
177. MAHATMA GANDHI
Huberto Rohden
178. A CIDADE DO SOL
Tommaso Campanella
179. SETAS PARA O INFINITO
Huberto Rohden
180. A VOZ DO SILÊNCIO
Helena Blavatsky
181. FREI LUÍS DE SOUSA
Almeida Garrett
182. FÁBULAS
Esopo
183. CÂNTICO DE NATAL/OS CARRILHÕES
Charles Dickens
184. CONTOS
Eça de Queirós
185. O PAI GORIOT
Honoré de Balzac
186. NOITES BRANCAS E OUTRAS HISTÓRIAS
Dostoiévski 187. MINHA FORMAÇÃO
Joaquim Nabuco
188. PRAGMATISMO
William James
189. DISCURSOS FORENSES
Enrico Ferri
190. MEDEIA
Eurípedes
191. DISCURSOS DE ACUSAÇÃO
Enrico Ferri
192. A IDEOLOGIA ALEMÃ
Marx & Engels
193. PROMETEU ACORRENTADO
Ésquilo
194. IAIÁ GARCIA
Machado de Assis
195. DISCURSOS NO INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS / DISCURSO NO
COLÉGIO ANCHIETA
Rui Barbosa
196. ÉDIPO EM COLONO
Sófocles
197. A ARTE DE CURAR PELO ESPÍRITO
Joel S. Goldsmith
198. JESUS, O FILHO DO HOMEM
Khalil Gibran
199. DISCURSO SOBRE A ORIGEM E OS FUNDAMENTOS DA DESIGUALDADE ENTRE OS
HOMENS
Jean-Jacques Rousseau
200. FÁBULAS
La Fontaine
201. O SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
William Shakespeare
202. MAQUIAVEL, O PODER
José Nivaldo Junior
203. RESSURREIÇÃO
Machado de Assis
204. O CAMINHO DA FELICIDADE
Huberto Rohden
205. A VELHICE DO PADRE ETERNO
Guerra Junqueiro
206. O SERTANEJO
José de Alencar
207. GITANJALI
Rabindranath Tagore
208. SENSO COMUM
Thomas Paine
209. CANAÃ
Graça Aranha
210. O CAMINHO INFINITO
Joel S. Goldsmith
211. PENSAMENTOS
Epicuro
212. A LETRA ESCARLATE
Nathaniel Hawthorne
213. AUTOBIOGRAFIA
Benjamin Franklin
214. MEMÓRIAS DE SHERLOCK HOLMES
Sir Arthur Conan Doyle 215. O DEVER DO ADVOGADO / POSSE DE DIREITOS PESSOAIS
Rui Barbosa
216. O TRONCO DO IPÊ
José de Alencar
217. O AMANTE DE LADY CHATTERLEY
D. H. Lawrence
218. CONTOS AMAZÔNICOS
Inglês de Souza
219. A TEMPESTADE
William Shakespeare
220. ONDAS
Euclides da Cunha
221. EDUCAÇÃO DO HOMEM INTEGRAL
Huberto Rohden
222. NOVOS RUMOS PARA A EDUCAÇÃO
Huberto Rohden
223. MULHERZINHAS
Louise May Alcott
224. A MÃO E A LUVA
Machado de Assis
225. A MORTE DE IVAN ILICHT / SENHORES E SERVOS
Leon Tolstói
226. ÁLCOOIS E OUTROS POEMAS
Apollinaire
227. PAIS E FILHOS
Ivan Turguêniev
228. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Lewis Carroll
229. À MARGEM DA HISTÓRIA
Euclides da Cunha
230. VIAGEM AO BRASIL
Hans Staden
231. O QUINTO EVANGELHO
Tomé
232. LORDE JIM
Joseph Conrad
233. CARTAS CHILENAS
Tomás Antônio Gonzaga
234. ODES MODERNAS
Anntero de Quental
235. DO CATIVEIRO BABILÔNICO DA IGREJA
Martinho Lutero
236. O CORAÇÃO DAS TREVAS
Joseph Conrad
237. THAIS
Anatole France
238. ANDRÔMACA / FEDRA
Racine
239. AS CATILINÁRIAS
Cícero
240. RECORDAÇÕES DA CASA DOS MORTOS
Dostoiévski
241. O MERCADOR DE VENEZA
William Shakespeare
242. A FILHA DO CAPITÃO / A DAMA DE ESPADAS
Aleksandr Púchkin
243. ORGULHO E PRECONCEITO
Jane Austen 244. A VOLTA DO PARAFUSO
Henry James
245. O GAÚCHO
José de Alencar
246. TRISTÃO E ISOLDA
Lenda Medieval Celta de Amor
247. POEMAS COMPLETOS DE ALBERTO CAEIRO
Fernando Pessoa
248. MAIAKÓSVSKI
Vida e Poesia
249. SONETOS
William Shakespeare
250. POESIA DE RICARDO REIS
Fernando Pessoa
251. PAPÉIS AVULSOS
Machado de Assis
252. CONTOS FLUMINENSES
Machado de Assis
253. O BOBO
Alexandre Herculano
254. A ORAÇÃO DA COROA
Demóstenes
255. O CASTELO
Franz Kafka
256. O TROVEJAR DO SILÊNCIO
Joel S. Goldsmith
257. ALICE NA CASA DOS ESPELHOS
Lewis Carrol
258. MISÉRIA DA FILOSOFIA
Karl Marx
259. JÚLIO CÉSAR
William Shakespeare
260. ANTÔNIO E CLEÓPATRA
William Shakespeare
261. FILOSOFIA DA ARTE
Huberto Rohden
262. A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS
João do Rio
263. A NORMALISTA
Adolfo Caminha
264. POLLYANNA
Eleanor H. Porter
265. AS PUPILAS DO SENHOR REITOR
Júlio Diniz
266. AS PRIMAVERAS
Casimiro de Abreu
267. FUNDAMENTOS DO DIREITO
Léon Duguit
268. DISCURSOS DE METAFÍSICA
G. W. Leibniz
269. SOCIOLOGIA E FILOSOFIIA
Émile Durkheim
270. CANCIONEIRO
Fernando Pessoa
271. A DAMA DAS CAMÉLIAS
Alexandre Dumas (filho)
272. O DIVÓRCIO / AS BASES DA FÉ / E OUTROS TEXTOS
Rui Barbosa
273. POLLYANNA MOÇA
Eleanor H. Porter
274. O 18 BRUMÁRIO DE LUÍS BONAPARTE
Karl Marx
275. TEATRO DE MACHADO DE ASSIS
Antologia
276. CARTAS PERSAS
Montesquieu
277. EM COMUNHÃO COM DEUS
Huberto Rohden
278. RAZÃO E SENSIBILIDADE
Jane Austen
279. CRÔNICAS SELECIONADAS
Machado de Assis
280. HISTÓRIAS DA MEIA-NOITE
Machado de Assis
281. CYRANO DE BERGERAC
Edmond Rostand
282. O MARAVILHOSO MÁGICO DE OZ
L. Frank Baum
283. TROCANDO OLHARES
Florbela Espanca
284. O PENSAMENTO FILOSÓFICO DA ANTIGUIDADE
Huberto Rohden
285. FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
Huberto Rohden
286. O ESPÍRITO DA FILOSOFIA ORIENTAL
Huberto Rohden
287. A PELE DO LOBO / O BADEJO / O DOTE
Artur Azevedo
288. OS BRUZUNDANGAS
Lima Barreto
289. A PATA DA GAZELA
José de Alencar
290. O VALE DO TERROR
Sir Arthur Conan Doyle
291. O SIGNO DOS QUATRO
Sir Arthur Conan Doyle
292. AS MÁSCARAS DO DESTINO
Florbela Espanca
293. A CONFISSÃO DE LÚCIO
Mário de Sá-Carneiro
294. FALENAS
Machado de Assis
295. O URAGUAI / A DECLAMAÇÃO TRÁGICA
Basílio da Gama
296. CRISÁLIDAS
Machado de Assis
297. AMERICANAS
Machado de Assis
298. A CARTEIRA DE MEU TIO
Joaquim Manuel de Macedo
299. CATECISMO DA FILOSOFIA
Huberto Rohden
300. APOLOGIA DE SÓCRATES
Platão (Edição bilingue)
301. RUMO À CONSCIÊNCIA CÓSMICA
Huberto Rohden 302. COSMOTERAPIA
Huberto Rohden
303. BODAS DE SANGUE
Federico García Lorca
304. DISCURSO DA SERVIDÃO VOLUNTÁRIA
Étienne de La Boétie
305. CATEGORIAS
Aristóteles
306. MANON LESCAUT
Abade Prévost
307. TEOGONIA / TRABALHO E DIAS
Hesíodo
308. AS VÍTIMAS-ALGOZES
Joaquim Manuel de Macedo
309. PERSUASÃO
Jane Austen
310. AGOSTINHO - Huberto Rohden
311. ROTEIRO CÓSMICO
Huberto Rohden
312. A QUEDA DUM ANJO
Camilo Castelo Branco
313. O CRISTO CÓSMICO E OS ESSÊNIOS - Huberto Rohden
314. METAFÍSICA DO CRISTIANISMO
Huberto Rohden
315. REI ÉDIPO - Sófocles
316. LIVRO DOS PROVÉRBIOS
Salomão
317. HISTÓRIAS DE HORROR
Howard Phillips Lovecraft
318. O LADRÃO DE CASACA
Maurice Leblanc
319. TIL
José de Alencar
SÉRIE OURO
(Livros com mais de 400 p.)
1. LEVIATÃ
Thomas Hobbes
2. A CIDADE ANTIGA
Fustel de Coulanges
3. CRÍTICA DA RAZÃO PURA
Immanuel Kant
4. CONFISSÕES
Santo Agostinho
5. OS SERTÕES
Euclides da Cunha
6. DICIONÁRIO FILOSÓFICO
Voltaire
7. A DIVINA COMÉDIA
Dante Alighieri
8. ÉTICA DEMONSTRADA À MANEIRA DOS GEÔMETRAS
Baruch de Spinoza
9. DO ESPÍRITO DAS LEIS
Montesquieu
10. O PRIMO BASÍLIO
Eça de Queirós
11. O CRIME DO PADRE AMARO
Eça de Queirós
12. CRIME E CASTIGO
Dostoiévski
13. FAUSTO
Goethe
14. O SUICÍDIO
Émile Durkheim
15. ODISSEIA
Homero
16. PARAÍSO PERDIDO
John Milton
17. DRÁCULA
Bram Stoker
18. ILÍADA
Homero
19. AS AVENTURAS DE HUCKLEBERRY FINN
Mark Twain
20. o P AULO – O 13 APÓSTOLO
Ernest Renan
21. ENEIDA
Virgílio
22. PENSAMENTOS
Blaise Pascal
23. A ORIGEM DAS ESPÉCIES
Charles Darwin
24. VIDA DE JESUS
Ernest Renan
25. MOBY DICK
Herman Melville 26. OS IRMÃOS KARAMAZOVI
Dostoiévski
27. O MORRO DOS VENTOS UIVANTES
Emily Brontë
28. VINTE MIL LÉGUAS SUBMARINAS
Júlio Verne
29. MADAME BOVARY
Gustave Flaubert
30. O VERMELHO E O NEGRO
Stendhal
31. OS TRABALHADORES DO MAR
Victor Hugo
32. A VIDA DOS DOZE CÉSARES
Suetônio
33. O MOÇO LOIRO
Joaquim Manuel de Macedo
34. O IDIOTA
Dostoiévski
35. PAULO DE TARSO
Huberto Rohden
36. O PEREGRINO
John Bunyan
37. AS PROFECIAS
Nostradamus
38. NOVO TESTAMENTO
Huberto Rohden
39. O CORCUNDA DE NOTRE DAME
Victor Hugo
40. ARTE DE FURTAR
Anônimo do século XVII
41. GERMINAL
Émile Zola
42. FOLHAS DE RELVA
Walt Whitman
43. BEN-HUR — UMA HISTÓRIA DOS TEMPOS DE CRISTO
Lew Wallace
44. OS MAIAS
Eça de Queirós
45. O LIVRO DA MITOLOGIA
Thomas Bulfinch
46. OS TRÊS MOSQUETEIROS
Alexandre Dumas
47. POESIA DE ÁLVARO DE CAMPOS
Fernando Pessoa
48. JESUS NAZARENO
Huberto Rohden
49. GRANDES ESPERANÇAS
Charles Dickens
50. A EDUCAÇÃO SENTIMENTAL
Gustave Flaubert
51. O CONDE DE MONTE CRISTO (VOLUME I)
Alexandre Dumas
52. O CONDE DE MONTE CRISTO (VOLUME II)
Alexandre Dumas
53. OS MISERÁVEIS (VOLUME I)
Victor Hugo
54. OS MISERÁVEIS (VOLUME II)
Victor Hugo 55. DOM QUIXOTE DE LA MANCHA (VOLUME I)
Miguel de Cervantes
56. DOM QUIXOTE DE LA MANCHA (VOLUME II)
Miguel de Cervantes
57. AS CONFISSÕES
Jean-Jacques Rousseau
58. CONTOS ESCOLHIDOS
Artur Azevedo
59. AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD
Howard Pyle
60. MANSFIELD PARK
Jane Austen
1 Mestre e doutora em Letras Modernas pela Universidade de São Paulo. É
professora titular do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É filiada à Abralic — Associação Brasileira de Literatura Comparada e membro do NUPEBRAF (Núcleo de Pesquisa França — Brasil) sediado no IEA, USP.
2 NITRINI, Sandra. “Lucíola e Dama das Camélias”. In: Revista Travessia. n.
16,17,18, Florianópolis:UFSC, 1988/1989.
3 ALENCAR, José de. Lucíola. São Paulo: Ática, 1991, p. 81-83.
4 BARTHES, Roland. Mitologias. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972,
p. 119.
1 Célebres ourives franceses.
2 Mademoiselle, termo que será abreviado para Mlle., no decorrer do texto.
1 Vincent Vidal (1811–1887): pintor francês de retratos, principalmente de
personagens da alta sociedade parisiense.
2 Madame, termo que será abreviado para Mme., no decorrer do texto.
1 Comerciante de cavalos, muito famoso na época.
2 História de Manon Lescaut, obra escrita pelo Abade de Prévost, em 1731, e
que Giacomo Puccini compôs, em 1893, a ópera que se tornou grande sucesso.
3 Marion Delorme, drama de Victor Hugo (1831); Frédéric et Bernerette, conto
de Alfred de Musset (1838); Fernande, romance de Alexandre Dumas, pai (1848).
1 Monsieur, termo que será abreviado para M. no decorrer do texto.
1 Famosa loja de moda da época.
2 Jean-Baptiste Alphonse Karr, escritor francês (1808–1890), principalmente
crítico e humorista.
3 Luís (louis): na época, moeda de ouro francesa equivalente a 20 francos.
1 Pela semelhança com os buquês da hortaliça (chou-fleur — couve-flor).
1 Tratava-se de um conjunto de salões e jardins datado de 1796, imitando os
jardins de Frascati de Nápoles.
1 Modalidade de caça que utiliza batedores para cercar e vasculhar a área,
prevenindo o caçador à aproximação de uma presa.
“Mas ser realmente amado por uma cortesã é uma
vitória muito mais difícil. Nessas mulheres, o corpo desgastou a alma, os sentidos queimaram o coração, a devassidão endureceu os sentimentos. As palavras que lhes são ditas há muito tempo já as ouviram (…). O próprio amor que inspiram, já o venderam. Elas amam por ofício, não por encantamento”.
Alexandre Dumas Filho, nasceu em Paris em 1824, filho
do famoso Alexandre Dumas (autor de O conde de Monte Cristo, Os três mosqueteiros, etc.). Seguiu os passos do pai tornando-se grande autor de prosa e teatro, além de ser um dândi na sociedade parisiense do século XIX. Observador de pessoas e costumes soube retratar em sua narrativa personagens variados da sociedade europeia. Seu primeiro livro foi “Pecados da juventude”. Em 1875 recebe, por Victor Hugo, uma vaga como membro da Academia Francesa de Letras. Entre suas obras: A estrangeira; Pai pródigo, A dama das pérolas, entre outras.
A OBRA-PRIMA DE CADA AUTOR
ALEXANDRE DUMAS FILHO
Alexandre Dumas Filho escreveu, a partir de uma
experiência pessoal, a mais famosa história de
amor de uma cortesã, A dama das camélias (1848).
Por meio do uso de uma descrição detalhada e
realista narra a bela e proibida história de amor
de Marguerite Gautier e Armand Duval, jovem
estudante burguês, porém o casal lutará entre o
amor verdadeiro e os deveres sociais. Este romance
de tese é e sempre será um clássico da literatura
mundial, tendo inúmeras adaptações para cinema
e teatro e foi com esse último formato que ganhou
grande visibilidade. A obra é um documento social,
mas sobretudo um belo hino ao Amor.
Você terminou A Dama das Camélias
Alexandre Dumas Filho