Box Hora do Espanto: Série III

Edgar J. Hyde · Capítulo 11 de 17

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Box Hora do Espanto: Série III

Capítulo 11

 

 

No final da aula, a maioria dos alunos foi embora rapidamente. O professor Mendel viu George e Tommy observando o quadro de Sally Anne.

– O que esse quadro tem que tanto fascina vocês? – ele questionou, ríspido.

– A Sally Anne pintou esse quadro recentemente, professor? – perguntou George.

– Está de brincadeira, filho? Vocês estavam aqui quando ela o pintou, não estavam?

– Mas não é o mesmo – disse Tommy, apontando para o novo quadro na parede.

– Claro que é! – disse o professor Mendel.

– Quer dizer que ninguém mexeu nele?

Tommy foi interrompido pelo professor Mendel.

– Fora daqui. Vão para a próxima aula, seus tagarelas. Claro que ninguém mexeu nele. Que tipo de brincadeira seria essa? Vocês não deveriam estar espremendo espinhas, falando sobre garotas ou qualquer outra coisa que garotos fazem? Moleques atrevidos – gritou o professor Mendel enquanto os encaminhava para fora de sua sala de aula. – Até breve! Só que da próxima vez, por favor, tragam os seus cérebros com vocês.

E, com isso, o professor Mendel bateu a porta.

– Velho chato! – disse George.

– Talvez a gente possa trazer a Sally Anne para jogar um feitiço nele – disse Tommy, rindo pela primeira vez naquele dia.

– Como se ela fosse uma bruxa mesmo – riu George, sem saber de toda a verdade. – A bruxa mais bela que já vi.

– Concordo. Por falar nisso, por que você parou de assediá-la depois do primeiro beijo? – insinuou Tommy com malícia.

George ficou totalmente quieto.

Tommy percebeu que poderia conseguir algumas dicas de George se lhe pedisse para contar a história toda do que havia acontecido entre ele e Sally Anne. Então, perguntou ao amigo o que havia ocorrido de fato entre eles. George simplesmente contou que ele e Sally Anne trocaram apenas um beijo rápido, nada mais. Novamente mencionou que alguma coisa fantasmagórica aconteceu, mas tinha dificuldade de lembrar todos os detalhes.

– Na verdade – George disse –, não consigo lembrar o que de fato aconteceu e o que era sonho. Não tenho certeza se não imaginei a coisa toda. Lembro-me apenas das últimas palavras dela daquela noite.

– E quais foram? – perguntou Tommy, ansioso.

– Ela só disse: “Não, você não é o cara certo.”

– Pelo menos ela foi sincera… – disse Tommy, maldoso.

– Não foi isso. Era como se ela estivesse procurando alguém em particular.

– Mas todos nós procuramos!

– Não, mas era como se ela só pudesse reconhecer pelo beijo.

– Isso não faz nenhum sentido, George – fingiu Tommy. Mas, claro, o que George contou fazia todo sentido para Tommy.

Mas só havia uma pessoa que poderia explicar tudo. “Onde estará Sally Anne?” – pensou Tommy.