De menor a presidiário
Agradecimentos
A proposta deste estudo é discutir a inserção social do ex-interno da
FUNABEM1 e instituições semelhantes. Meu interesse pelo assunto surgiu quando terminava de escrever a tese de doutoramento, como uma sequência quase que necessária de aprofundar e buscar respostas sobre os resultados da educação e formação oferecidas nos internatos. Nesta primeira pesquisa, Infâncias Perdidas, 1990, estudei sete internatos que acolhiam crianças e jovens desde bebês até 18 anos. Anos antes conheci estes jovens quando trabalhei como psicóloga destes internatos estudados e acompanhei a vida de alguns deles após o desligamento. Eles me escreviam, telefonavam e me visitavam para falar o que lhes acontecia ou para pedir orientação. Fiz então, em 1989, meu primeiro estudo sobre os ex-internos que resultou no livro intitulado Menor em Tempo de Maioridade, 1993, no qual pesquiso, sobretudo, como se dá a inserção social desses jovens logo que saem dos internatos com 18 anos. Este trabalho levanta questões que são tratadas com maior profundidade na publicação que agora estou apresentando. O livro De “Menor” À Presidiário – trajetória inevitável? é resultado da revisão e ampliação, para fins desta publicação, do relatório da pesquisa “O Perfil dos Presidiários Egressos de Estabelecimentos de Assistência à Infância e Adolescência”. Nela realizo um estudo sobre presidiários que tiveram uma passagem longa ou curta pelos estabelecimentos de assistência ao “menor”.
O trabalho de campo desta pesquisa foi desenvolvido no Presídio “Hélio Gomes” onde tive uma boa acolhida por parte do diretor Heleno, de alguns funcionários, como também de diversos presidiários a quem sou muito grata. Em particular, agradeço o apoio da colega Solange da Silva Mendes, psicóloga do presídio, que nos introduziu naquele estabelecimento. Esta facilidade, que permitiu evitar os entraves burocráticos de praxe, nos levou a escolher este presídio para nosso estudo.
Este trabalho conta com a dedicação de Claire Beraldo, que ainda estudante de psicologia (USU) começou em 1987 a trabalhar comigo e se tomou uma assistente de pesquisa fundamental nestes últimos quatro anos. Conta também com a participação e o entusiasmo de Aliny L. de Carvalho, Ana Carla S.S. da Silva, Cristiane de Carvalho Guimarães, Érika A. Schulze, Karla M. Antonio, Marcia G. de Souza, que foram minhas alunas no curso de Graduação de Psicologia (UFRJ), e da mestranda Maria Cristina C. Lavrador (UFRJ), que trabalharam arduamente na aplicação do questionário e na primeira análise dos resultados. Quero agradecer a todas essas colaboradoras o grande apoio que recebi, tendo a certeza que seria impossível realizar este trabalho sem elas. Esta pesquisa contou também com a participação valiosa dos consultores Rosa Ribeiro, socióloga (IBGE) e José Ricardo Ramalho, sociólogo (UFRJ). Agradeço mais uma vez os comentários e sugestões de meus amigos Alfredo Wagner e Rosilene Alvim.
Agradeço o apoio institucional da CESPI-USU, e do CBIA, em particular, de Irineu E. J. Correa que intermediou o financiamento dos últimos dois meses do trabalho da equipe na fase de redação final deste estudo. Agradeço a FAPERJ que concedeu duas bolsas para estagiárias, e o apoio do CNPq que concedeu uma bolsa de aperfeiçoamento. O CNPq é um dos órgãos de pesquisa que considero menos burocratizado e mais ágil, o que facilita enormemente todo o processo de financiamento e do andamento da pesquisa.
1 A FUNABEM foi criada pelo Governo Federal em 1964 e extinta em 1990; com a sanção da Lei 8069/90 foi criado o CBIA que tem como objetivo o planejamento político e a produção de conhecimento sobre a infância e a adolescência.