Gilberto Bem Perto

Gilberto Gil · Capítulo 10 de 13

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Gilberto Bem Perto

Capitulo 9: Cabeça aberta e coração a mil “No futuro você vai tocar Meu samba duro sem querer”

“Primeiro é o tempo obrigatório dedicado ao trabalho. Você tem que sair da casa, ir para algum lugar onde

vai fazer uma apresentação, ou vai a um encontro, dar uma palestra, ou seja, vai cumprir uma tarefa ligada

ao trabalho. Eu tenho que trabalhar, muito do meu tempo ainda é dedicado ao trabalho. Cada vez

considero mais trabalho o tempo dedicado a ouvir meu violão, e isso tem que se tornar uma exigência na

questão das priorizações, das disputas com os outros tempos que sou obrigado a me dar. Depois, tem a

criação, que é um segundo movimento. O terceiro elemento é o descanso, é a recomposição. Aos setenta

anos de idade há a necessidade de descansar, de dormir, de esvaziar a fonte emissora de energia, deixar

espaços abertos vazios para a recomposição. Tento heroicamente me organizar para ter esse tempo,

porque na juventude uma noite perdida não importa. Se sou jovem posso passar a noite e emendar com o

dia seguinte sem muito problema. Hoje em dia não é possível. Os impactos são imediatos. Se eu não durmo

aquelas quatro horas a mais que eu precisava e concedo essas horas para uma outra coisa, uma farra ou

mesmo para ler ou para tocar, não dá certo. Eu tenho o cuidado de refrear todo esse ímpeto que é

extremamente prazeroso e sedutor, que é estar ali e ficar tocando. Tem uma hora que eu digo não. O

terceiro tripé é a restauração de todas as energias tomadas pelo trabalho e pela criação, devidas a essa

fonte inicial que tem que estar mantida. São esses três movimentos o tempo todo: o trabalho, a criação e o

descanso.”

CABEÇA ABERTA E

 

CORAÇÃO A MIL

 

“No futuro você vai tocar

Meu samba duro sem querer”

“Máquina de ritmo”

 

O mar e o horizonte, o sertão e o fim do mundo foram as primeiras distâncias que Beto,

despertando para o mundo, acreditou que precisava vencer. “Umbigo atado ao torrão natal e

alma vagabunda de navegador” — como ele próprio, já adulto, mencionou em discurso

voltado para os grandes nomes da tecnologia moderna — era a vocação do menino de

Salvador e o acompanha por todos os lugares. “Para falar na linguagem internacional da

música sobre um certo povo, que habita em algum lugar, e sobre esse lugar comum, onde todos

somos iguais em nossas imensas diferenças.”

As distâncias foram encurtando para o artista que misturou banda larga com cordel,

parabólica com camará e sintomaticamente botou na capa do seu disco Parabolicamará uma

antena parabólica presa num cesto de vime. Gil brinca entre as raízes e o extraordinário

mundo da modernidade tecnológica. Um pé lá, outro cá.

 

Quem não vem no cordel da banda larga,

Vai viver sem saber que mundo é o seu

(...)

 

Diabo de menino agora quer

Um iPod e um computador novinho

Certo é que o sertão quer virar mar

Certo é que o sertão quer navegar

No micro do menino internetinho

 

(“BANDA LARGA CORDEL”)

 

Com essa compreensão da natureza de Gil — de penetrar de peito aberto no mais

avançado mundo das invenções de ponta, trazendo sempre com ele a tradição e a raiz — é

fácil entender que o CD Fé na festa, inteiramente dedicado aos ritmos nordestinos como o

baião, o xote e o maxixe, lançado durante as festas juninas de 2010, tenha vindo pouco depois

de Banda larga cordel.

“Em mais um tributo, desta vez não a um artista como fez com Bob Marley e Luiz

Gonzaga, mas a um gênero musical que há muito deixou de ser regional, Gilberto Gil se impõe

pela sua personalidade e por seu talento”, escreveu o jornalista João Pimentel, em junho 2010,

no jornal O Globo. “As experiências mais interessantes de atualização do forró estão em

discos conceituais, como este Fé na festa”, afirmou outro jornalista, Rosualdo Rodrigues, na

sua crítica “Forró para todo o ano”. “Gilberto Gil não é forrozeiro, mas para ele a música

difundida por Luiz Gonzaga é, além de influência, uma referência afetiva.”

Afetividade e sensibilidade são marcas de toda a vida e a carreira de Gil, que se diz um

romântico incorrigível. Sua relação com o mundo passa sempre, em qualquer circunstância,

pela emoção. Não reprime o sentimento e se deixa emocionar sempre que o coração manda um

sinal. Os olhos enchem d’água e as lágrimas rolam sem cerimônia. Chorou quando escutou a

mãe cantar, quando se lembrou da canção que fez para o pai, quando pensou no filho que se

foi, quando falou da sua criação ou relembrou as histórias de sua vida.

 

Sabe, gente

É tanta coisa que eu fico sem jeito

Sou eu sozinho e esse nó no peito

Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder

 

(“PRECISO APRENDER A SÓ SER”)

 

No final de 2012, Gil foi assistir a uma apresentação dos Flautistas da Pró-Arte, no Teatro Tom Jobim, em que ele era o homenageado. Emocionou-se profundamente ao ver aqueles

meninos interpretando suas músicas e a alegria contagiante do espetáculo. Na casa dos setenta

anos, pode olhar para sua música e se reconhecer plenamente romântico.

“Fiquei vendo lá os meninos tocando minhas músicas e tal, e eu ficava dizendo: ‘Meu Deus, olha que coisa

romântica, como eu me entreguei a essa coisa romanesca mesmo’. As canções, aqueles borbotões de

melodias e acordes todos. Aí eu fico vendo essa coisa de modernista que me é atribuída, mas não é nada

disso, eu não sou nada disso, sou romântico mesmo, sou artista do romantismo, com arremedo de coisas

dessa racionalidade modernista, mas romântico, romântico, romântico. Meus amores e minhas amizades

foram marcados por isso, nada pode estar distante da fantasia, tudo tem que estar fantasiado, tem que ser

Carnaval.”

 

Gil fala com naturalidade que nunca foi moderno.

“Cada vez mais eu vejo que vim para o mundo no momento em que a música, as artes em geral, as formas

de expressão, todas estavam passando pelo crivo dessa transição entre o romantismo e a modernidade, e

sendo jogadas nessa fragmentação louca da pós-modernidade, em que esses conjuntos de noções não se

sustentam mais, estão sujeitos à fragmentação de um pedacinho de uma coisa, de outra. Nesse sentido me

reconheço muito mais pós-moderno do que moderno. Quando se fala da modernidade eu não vejo o

romantismo, mas quando se fala da pós-modernidade, onde o que existe é o garimpar despudorado da

fragmentação, a possibilidade de pedacinho de uma coisa, pedacinho de outra, aí me reconheço. Mas é

como se eu tivesse saltado do romantismo para a pós-modernidade, sem propriamente passar pela

modernidade. Não foi preciso, não tive muito essa preocupação, sabia que ia chegar um tempo de outra

coisa em que se podia ter pedacinhos de tudo, fragmentos, colchas de retalho, patchworks diferentes. Por

isso talvez que eu tenha esse entusiasmo tão grande com a pós-modernidade, com essa história da

fragmentação contemporânea. É porque eu já era isso, já estava disponível para isso.”

 

Os anos trouxeram muito reconhecimento. Quincy Jones, célebre produtor, compositor e

arranjador americano, ao ser perguntado que música gostaria de ouvir numa ilha deserta,

respondeu: “Citar Miles Davis ou os reis do blues seria muito óbvio. Eu levaria a música de

Gilberto Gil”. Esse pequeno trecho foi publicado pela famosa revista americana Billboard,

em 2013.

Ao fazer setenta anos, Gil ganhou homenagens em todo o Brasil e fora dele, além de uma

exposição: Gil70. Lançou também um disco-síntese do seu trabalho, Concerto de cordas &

máquinas de ritmo, que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 28 de maio de

2012, acompanhado da Orquestra Sinfônica Brasileira, com produção e orquestração de

Jaques Morelenbaum.

Para a exposição Gil70, Gil colaborou musicalmente com uma das instalações interativas

e não interferiu na curadoria. Mas manteve a tradição de jogar o I Ching, para associar o

projeto a um dos 64 hexagramas do milenar oráculo chinês. Obteve o de número 29 — k’an/o

abismal: “A água flui ininterruptamente e chega à sua meta: a imagem do abismal repetido. Assim o homem superior caminha em constante virtude e exerce o magistério”.

Para o disco, Gil escolheu na sua obra canções de todas as épocas da carreira para

revesti-las e recriá-las com os sons do consistente diálogo entre cordas e percussão: “Eu vim

da Bahia” (1965), “Domingo no parque” (que lançou no festival da Record, em 1967),

“Futurível” (que fez na prisão, em 1969), “Quanta” (do disco de 1997, da época em que se

encantou com a física quântica), “Refazenda” (lançada em 1975), “Máquina de ritmo” (2002),

“Não tenho medo da morte” (2008) e a inédita “Eu descobri” (2012). O disco foi gravado ao

vivo e tem coprodução musical de Bem Gil.

Na Argentina, um dos lugares em que Gil esteve com o show, Fernando López escreveu

um artigo para o La Nación que dizia:

“Os anos podem ter causado algum dano a sua garganta, que ele segue usando com a perícia e o

atrevimento de sempre, mas nada pôde se contrapor ao vigor do seu espírito. Gilberto Gil segue inquieto,

curioso e disposto a encarar cada vez mais novos desafios, com os quais, sem fazer alarde, demonstra que

sua criatividade e sua sede de renovação são, pelo visto, inesgotáveis”.

 

Assim como na vida prefere todas as cores e todos os sabores, na música isso também

acontece. “Há várias maneiras de se cantar e fazer música brasileira: Gilberto Gil prefere

todas”, disse Torquato Neto na contracapa do disco Louvação, de 1967.

Depois de quase quinhentas músicas Gil já perdeu a conta. O saldo é extraordinário. A

volúpia de compor era imensa no início da carreira. Gil tinha a urgência da juventude e a

vontade premente de desvendar o solo fértil da sua própria criatividade. Naquela época, e

durante um bom tempo, fazia uma canção por dia.

“Todo olhar sobre o mundo, toda a leitura, toda decifração sobre qualquer enigma existencial tinha que se

transformar numa música. A canção acabou sendo meu texto, meu discurso, minha forma de depoimento,

meu instrumento de diálogo com o mundo para dizer: ‘Olha, passou uma coisa aqui agora, eu vi, você

viu?!’ Era uma volúpia enorme o tempo todo. Eu via uma coisa, uma cena qualquer na rua, aquilo

despertava um frêmito qualquer que me obrigava a chegar em casa e cantar aquilo.”

Com Steve Wonder.

Federico Fellini.

Com Flora, Fellini, Nelson Motta, Sonia Braga e outros.

Com Flora e Spike Lee.

Com Jimmy Cliff.

Com Georges Moustaki.

Com Bono Vox.

Com o tempo e a maturidade, as composições foram rareando, a volúpia serenou. Hoje as

composições chegam mais espaçadas, num ritmo diferente, sem afobação. Existem as músicas

preferidas, claro, mas a partir de várias maneiras de considerar o valor e a importância delas.

“Tem aquelas que são muito íntimas, emanações de necessidades existenciais, profundas, eu

diante de mim mesmo, o espanto da existência, as grandes interrogações. Tem as canções de

amor, sempre.”

Para Gil, compor é a expressão máxima de seu olhar sobre o mundo.

“Sou eu vendo o mundo e é o reflexo do mundo em mim. Essa necessidade de refletir, de ser superfície

polida, o mais polida possível, para que o mundo se reflita em mim da forma mais nítida. Algumas canções

têm, de certa forma, valor muito grande porque falam de mim mesmo, são confessionais. São muitas,

como ‘Aqui e agora’. Elas incluem meditação religiosa, filosófica, existencial, ético-moral. Outra canção que

também é assim é ‘Retiros espirituais’. ‘Se eu quiser falar com Deus’ tem um tombo já mais para a religião, a

noção de Deus, da divindade, mas implicando também toda uma questão filosofal.”

 

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que me aventurar

Tenho que subir aos céus

Sem cordas pra segurar

Tenho que dizer adeus

Dar as costas, caminhar

Decidido, pela estrada

Que ao findar vai dar em nada

Nada, nada, nada, nada

Nada, nada, nada, nada

Nada, nada, nada, nada

Do que eu pensava encontrar

 

(“SE EU QUISER FALAR COM DEUS”)

“É Deus no sentido de mistério. Esse grande buraco, esse grande vazio aberto na nossa frente, para cima,

para baixo, para todos os lados. Sempre pensei nessas questões, sempre me voltei para essas buscas.

Porque viver é a tentativa permanente de preenchimento desse vazio. A tentativa de explicar a existência.

Sou eu e o mistério.”

Curriculum Vitae

Gilberto Passos Gil Moreira

Nascido em 26/6/1942, Salvador, Bahia.

Casado

Formação acadêmica

1961-1964 Bacharel em administração de empresas,

Universidade Federal da Bahia, Salvador, Brasil

 

Idiomas

Português — língua materna

Inglês — fala, lê e escreve

Francês — fala, lê e escreve

Espanhol — fala, lê e escreve

 

Cargos Exercidos

1961-1964 Gessy Lever, São Paulo, Brasil

Trainee

 

1979 Conselho de Cultura do Estado da Bahia, Salvador, Brasil

Integrante da Câmara de Música

 

1987-1988 Fundação Gregório de Matos, Salvador, Brasil

Presidente

 

1989-1992 Câmara Municipal de Salvador, Brasil

Vereador

 

1989 Comissão de Defesa do Meio Ambiente, Salvador, Brasil

Presidente

 

Fundação Mata Virgem, Salvador, Brasil

Conselho consultivo

 

Fundação Alerta Brasil Pantanal, São Paulo, Brasil

Conselho consultivo

 

1989 Centro de Referência Negro-Mestiça, Brasil

Presidente

 

Partido Verde, Brasil

Membro da Comissão Nacional Executiva

 

Movimento OndAzul, Salvador, Brasil

Fundador

 

1990-2002 Fundação OndAzul, Brasil

Presidente

 

1995-2002 Comunidade Solidária, Brasil

Integrante do Conselho

 

1996 Instituição do Fundo Nacional da Música (FNM) —

Ministério da Cultura

Integrante do Conselho

 

1996-2002 Festival Internacional de Percussão (PercPan), Salvador, Brasil

Diretor artístico

 

1999-2001 Entidade Afoxé Filhos de Gandhy, Salvador, Brasil

Vice-presidente

 

2003-2008 Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Cultura

 

Prêmios e condecorações

1981 Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, Câmara Municipal de São Paulo,

Brasil

 

1986 Golfinho de Ouro, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

 

1990 Título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, Ministério da Cultura da França

 

Comendador da Ordem do Rio Branco, Brasília, Brasil

 

Prêmio Shell de Música

1994 Prêmio Sharp de Música

 

1997 Ordem Nacional do Mérito, Paris, França

 

1999 Prêmio Grammy de World Music

 

Ordem do Mérito Cultural, Ministério da Cultura, Brasília, Brasil

 

Artista da UNESCO pela paz, ONU, Paris, França

 

2001 Prêmio Grammy Latino

Prêmio Grammy de Best World Music Album

 

Embaixador da FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentos e Agricultura, Roma, Itália

 

2003 Comendador da Ordem das Artes e Letras da França,

Paris, França

 

2005 Polar Music Prize — The Royal Swedish Academy of Music Award

Prêmio Grammy de Best World Music Album

 

Principais livros editados sobre:

1972 Expresso 2222, editora Corrupio, organização de Antonio Risério

 

1982 Literatura comentada: Gilberto Gil, editora Abril Educação,

por Fred Góes

 

1988 O poético e o político, editora Paz e Terra, por Antonio Risério e Gilberto Gil

 

1992 Songbook Gilberto Gil, editora Lumiar,

organização de Almir Chediak

 

1996 Gilberto Gil: todas as letras, editora Companhia das Letras,

organização de Carlos Rennó

 

1999 GiLuminoso: a Po.Ética do Ser, editora UNB, por Bené Fonteles

Ensaio Geral, Universal Music, por Marcelo Fróes e Carlos Rennó

2000 A imagem do som, vol. 3, editora Francisco Alves,

por Felipe Taborda

 

2002 O Viramundo, Warner Music, por Marcelo Fróes

 

Gil 60: todas as contas, fotobiografia comemorativa dos sessenta anos do artista, editora Gege Edições, organização de Priscila Casaes Franco e Bené Fonteles

 

Gilberto Gil (coleção Mestres da música no Brasil), editora Moderna, por Mabel Velloso

 

2003 Gilberto Gil: todas as letras (edição revista e ampliada), editora Companhia

das Letras, organização de Carlos Rennó

 

2004 Gilberto Gil: I´immaginazione al potere, editora Arcana (Itália), por Silvia Boschero

 

2006 Gilberto Gil: Gil em verso, Quasi Edições (Portugal), organização de Manuel Jorge Marmelo

 

2008 Gilberto Gil, coleção Encontros, editora Azougue Editorial, organização de Sergio Cohn

 

2011 Jangada digital, editora Azougue Editorial, por Eliane Costa

 

2013 Cultura pela palavra: coletânea de artigos, entrevistas e discursos dos ministros da cultura 2003-

2010, editora Versal Editores, por Gilberto Gil e Juca Ferreira

 

Filmes realizados sobre:

1976 Doces Bárbaros, direção de Jom Tob Azulay

 

1983 Corações a mil, direção de Jom Tob Azulay

 

1996 Gilberto Gil: especial 30 anos — Tempo Rei, direção de Andrucha Waddington e Lula Buarque de

Hollanda

 

1998 Pierre Fatumbi Verger, direção de Lula Buarque de Hollanda

 

2000 Filhos de Gandhy, direção de Lula Buarque de Hollanda

 

2001 Viva São João!, direção de Andrucha Waddington

 

Discografia

1967 Louvação, Philips

 

1968 Gilberto Gil, Philips

 

Tropicália ou Panis et Circencis, Philips

 

1969 Gilberto Gil, Philips

 

1970 Copacabana Mon Amour (trilha), Philips

 

1971 Gilberto Gil, Philips

 

1972 Expresso 2222, Philips

 

1973 Barra 69 — Caetano e Gil ao vivo na Bahia, Philips

 

1974 Cidade do Salvador, Philips

Temporada de verão — ao vivo na Bahia: Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil, Philips

 

Gilberto Gil ao vivo, Philips

 

1975 Gil Jorge Oxum Xangô, Philips

Refazenda, WEA

 

1976 Doces Bárbaros, Philips

 

1977 Refavela, WEA

 

1978 Refestança, Som Livre

 

Antologia do samba-choro: Gilberto Gil & Germano Mathias, Philips

 

Gilberto Gil ao vivo em Montreux, WEA

 

1979 Nightingale, WEA

 

Realce, WEA

 

1981 A gente precisa ver o luar, WEA

 

Brasil — João Gilberto, Gil, Caetano e Bethânia, WEA

1982 Um banda um, WEA

 

1983 Extra, WEA

 

1984 Quilombo (trilha), WEA

 

Raça humana, WEA

Dia dorim noite neon, WEA

 

1987 Gilberto Gil em concerto, WEA

 

Ao vivo em Tóquio, WEA

 

Soy loco por ti, América, WEA

 

1988 Um trem para as estrelas (trilha), WEA

 

1989 O eterno Deus Mu dança, WEA

 

1992 Parabolicamará, WEA

 

1993 Tropicália 2, Poligram

 

1994 Gilberto Gil Unplugged, WEA

 

1997 Quanta, WEA

 

1998 Quanta gente veio ver, WEA

 

2000 Gilberto Gil e as canções de Eu Tu Eles (trilha), WEA

 

2000 Gil & Milton, WEA

 

2001 São João vivo, WEA

 

2002 Kaya N’Gan Daya, WEA

 

2003 Kaya N’Gan Daya ao vivo, WEA

 

2004 Eletracústico, WEA

2006 Balé de Berlim, WEA

 

Gil Luminoso, Geleia Geral/Biscoito Fino

 

2008 Banda larga cordel, Geleia Geral/WEA

 

2009 BandaDois, WEA

 

2010 Fé na festa, Geleia Geral/Universal

 

Fé na festa ao vivo, Geleia Geral/Universal

 

2012 Concerto de cordas & máquinas de ritmo,

Geleia Geral/Biscoito Fino