O Fantasma Usava Meias Amarelas
Capítulo Três
N ick sabia o que a batida em sua porta significava, antes mesmo de olhar pelo olho mágico. Ele reclamou e abriu a porta.
Perry Foster estava ali, parado, segurando um pássaro com as duas mãos. _ Está... morto, - ele disse.
Um pássaro morto. Nick processou as novidades. Avalie e responda, esse era o programa, e ele precisava responder rápido, pois mais alarmante do que o pássaro morto, era o fato de Foster estar com o rosto azul, procurando por ar.
Por que eu? - ele pensou. Já tenho meus próprios problemas. Ele pegou o pássaro morto com uma mão e arrastou o garoto para dentro com a outra.
_ Sente-se.
Foster jogou-se no sofá, abraçou os joelhos com as mãos e sofria para respirar. Não era agradável assisti-lo. Nick sentiu-se indefeso, o que o deixava bravo.
_ Onde está a sua... qual é o nome? Bombinha?
Foster o ignorou, sufocando como um peixe fora d'água.
_ Merda!
Os olhos do garoto foram em direção a Nick, e ele percebeu que, provavelmente, estava piorando as coisas. As pessoas ainda morriam de asma? Ele não sabia nada sobre isso. Ele deu uma volta pela sala e parou perto do sofá. Desajeitado, deu um tapinha no ombro magro do garoto.
_ Acalme-se. Você está bem agora.
Foster balançou a cabeça. Cortês até o último suspiro.
O ataque continuaria para sempre, é o que parecia para Nick. Distraidamente, ele passava a mão pelas costas de Foster, sentindo os ligamentos da espinha por meio do cóton suave da camiseta – e por que raios ele usava uma camiseta com esse tipo de tempo?
_ Tente respirar devagar, - Nick ordenou, lembrando-se vagamente de alguns programas de TV.
Por fim, a respiração de Foster se acalmou. _ Estava... no meu travesseiro, - ele conseguiu dizer.
Nick havia esquecido do pássaro morto que estava em sua mesinha. Ele fitou o corpo pequeno e quebrado. Sua cabeça borbulhava de raiva.
Ele estava bravo com o pássaro idiota, estava bravo com o garoto idiota e estava bravo por estar sendo arrastado para essa bagunça.
_ Pense melhor, - ele instruiu. _ Há alguém que guarde rancor de você?
_ Eu? Foster arfou. _ Isso... não é... sobre mim!
_ Não importa sobre o que seja. Você tem inimigos?
_ Claro que não.
_ Você teve alguma desavença com alguém nos últimos dias? Talvez algo insignificante? Ouvir música alta ou algo do tipo.
Foster balançou a cabeça.
_ Alguma discussão sobre a vaga do estacionamento? Fechou alguém quando ia para o trabalho?
Balançou novamente a cabeça.
_ Revogou alguma carteirinha da biblioteca?
Espantosamente, Foster riu. Foi uma risada fraca, mas verdadeira.
_ Você voltou mais cedo de férias. Por quê?
Os olhos castanhos, grandes e inocentes fitavam Nick com dor. _ Meu amigo... mudou de ideia.
_ Seu... Oh. Ele pensou um pouco. _ Sem arrependimentos por parte dele?
_ Nenhum. Uma plavara seca, cheia de desgosto. Era vergonhoso. Mas então, prosaicamente, Foster adicionou: _ De qualquer forma, ele mora em São Francisco.
_ Certo, você está pegando mais alguém?
O olhar inocente novamente. Nick tinha vontade de destroçá-lo.
_ Garoto, você é gay, não é? Os problemas vem com o estilo de vida.
Foster sussurou: _ Tenho um estilo de vida sem problemas. Eu tive um amigo. Já acabou.
_ Bem, não se lamente. Seu tom brusco trouxe a cor de volta parao rosto branco de Foster, e isso era um bom sinal na opinião de Nick. Foster era fofo como o Cristóvão, do Ursinho Pooh, e, sem querer, Nick estava curioso sobre o amigo que havia mudado de ideia. _ Sem discussões com ninguém?
Cansado, Foster balançou a cabeça.
_ Então, acho que podemos assumir que isso tem a ver com o cadáver que você encontrou. Alguém está te avisando.
Por quê? Os policiais não acreditaram em mim.
Nick deu de ombros – não sabia o porquê - e levantou-se. _ Não, e não acreditarão em você de novo.
Foster acenou com a cabeça para a mesinha e a pomba morta. _ E aquilo?
Nick balançou a cabeça. _ Você consegue provar onde você encontrou esse pássaro? Poderia ter voado para dentro da casa ontem à noite e quebrado o pescoço. Acontece. Os policiais podem achar que você está fazendo isso para chamar atenção. Ou que você não bate bem da cabeça.
Foster parecia ter medo e estar arrasado.
Com uma gentileza que o surpreendeu, Nick disse: _ Mesmo que eles acreditem em você, o que eles podem fazer? Sério. O máximo que eles podem fazer é acusar alguém – e quem eles acusariam por arrombamento?. Deixar um pássaro morto não é nem uma ameaça específica.
Finalmente, Foster concordou.
Nick entendeu como sendo uma permissão para livrar-se do pássaro. Quando ele voltou, Foster disse: _ O que eu devo fazer?
Você é um adulto. Faça o que quiser. Nick abriu a boca para dizer isso. Ele havia feito coisas violentas em sua época, mas aquilo seria o mesmo que socar um bebê na face; em vez disso, ele disse: _ Vamos examinar seu apartamento. Você pode empacotar algumas coisas.
_ E ir para onde? Não tenho dinheiro para me mudar; eu disse isso antes. Enfim, não posso quebrar meu contrato.
Não exatamente um tipo para ir preso, o jovem Foster.
Nick disse: _ Acho que alguém ter entrado em seu apartamento já quebra o contrato. Faça MacQueen te dar o quarto do Watson. Ela pode tirar as coisas dele de lá, e eu ajudarei com as suas.
Foster olhou para Nick como se ele fosse seu heroi, e Nick sentiu uma dor desconfortável no estômago. Foster tinha ossos bonitos, pele clara e cabelo cor de mel que caía em seus olhos. Suas pálpebras tinham veias azuis e um pulso era visível na cavidade vulnerável na base de sua garganta. Nick pigarreou.
* * * * *
Do lado de fora do apartamento de Foster, eles encontraram o Sr. Teagle, energeticamente batendo na porta.
Um homem grande e magro, Teagle os cumprimentou com sua voz grave. _ Aqui está você! Pensei que não fosse estar aqui.
Apesar do sorriso, ele parecia cansado, mais grisalho do que o normal – e aparentando cada um dos seus setenta e poucos anos.
_ Olá, Sr. Teagle, - Foster disse. _ Quando você chegou em casa? Como foi sua viagem?
Ele era um tipo amigável, sem dúvidas.
O volume da voz de Teagle aumentou, como se tivesse problemas de audição. _ Hoje de manhã. Gostaria de não ter ido. Perda de tempo. As pessoas dizem que a economia está melhorando, mas não consigo ver isso, – ele balançou a cabeça. _ Esses malditos Democratas. Ele espiou Nick ceticamente. _ Você é Democrata?
_ Eu sou um Independente, - Nick disse de forma curta.
Teagle pareceu não ter se convencido. _ Você é aquele ex-fuzileiro naval, não é?
_ Sim.
Talvez Teagle tivesse sido do exército. Ele balançou a cabeça novamente e voltou-se para Foster. _ Filho, ouvi dizer que você teve uma péssima experiência ontem à noite. Alguém invadiu seu apartamento?
_ Alguém entrou, - Foster respondeu, aparentemente sem conseguir expressar a verdade nua e crua.
_ Esses vândalos estão em todos os lugares, - disse o Sr. Teagle. _ Não há disciplina, não há controle. É essa sociedade tolerante. Na minha época...
Ele deu um sermão sobre os bons velhos tempos, enquanto Foster abria a porta e os deixava entrar.
Nick gostaria que Foster se livrasse do velho tagarela, mas ele era tão incapaz de expulsar invasores casuais quanto ladrões.
_ Você quer chá, Sr. Teagle? Nick?
_ Não, - disse Nick.
_ Eu adoraria, - Teagle sentou-se em uma das poltronas, aparentemente se acomodando.
_ Não é melhor você pegar suas coisas? Nick perguntou a Foster, rigidamente.
Sr. Teagle encarou Nick por cima dos ombros, mesmo que ele estivesse falando com Perry. _ Pegar as coisas? Você vai a algum lugar, filho?
Foster olhou desconfortavelmente para Nick. _ Talvez. Até eu resolver o que está acontecendo com meu apartamento.
Teagle virou-se para o garoto. _ Isso tem a ver com o ladrão de ontem à noite?
_ Mais ou menos. Ele não era exatamente um ladrão.
_ Mas para onde você vai, filho? Você não pode quebrar seu contrato. Ele observou Nick mais uma vez, imaginando que ele estivesse por trás disso. _ Essa ideia é sua, jovem?
_ Sim, - Nick disse entusiasmado.
Foster escondeu-se na cozinha, retornando com o chá de Teagle. Ele disse depreciativamente: _ Só vou pegar algumas coisas e colocar em uma mochila, - e foi para o outro lado da sala.
Sr. Teagle abaixou sua caneca e disse calorosamente: _ Já sei! O que você acha de ficar comigo por um tempo, Perry? Até você resolver esse probleminha.
Foster parou no meio do caminho. _ É... muito gentil de sua parte, - ele disse, relutantemente.
_ Então está acordado!
_ Foster ficará comigo pelo tempo que precisar, - Nick disse, feliz consigo mesmo novamente. Foster lançou um olhar gratificante que irritava e satisfazia Nick ao mesmo tempo.
_ Entendo, - Sr. Teagle disse vagarosamente depois de um tempo, a desaprovação vibrava em seu tom de voz.
Nick sentiu sua face corar imaginando o que o senhor estaria pensando. Bem, deixe que ele pense isso; não era verdade e, ainda sim... Nick não confiava nele.
_ Quem tem chaves para esses apartamentos? ele perguntou para Teagle. _ Além de MacQueen?
_ Tiny, claro. Você sabe. O zelador.
Nick piscou. Como eles haviam esquecido de Tiny? Ele não apenas vivia nos arredores, mas também era grande e forte o suficiente para carregar corpos para cima e para baixo na escada o dia todo.
_ Mais alguém?
_ Deixe-me pensar... hmm. Acho que a Srta. Bridger tem uma cópia. Sra. MacQueen confia nela para ficar de olho nas coisas quando ela sai.
Ele olhou para Foster, que carregava sua mala para fora do quarto. _ Filho, posso falar com você em particular?
_ Ahn, claro. Foster olhou incerto para Nick.
Nick disse: _ Estarei no corredor.
Ele balançava a cabeça enquanto saída do apartamento, pensando no que ele havia se metido.
* * * * *
Sr. Teagle limpou a garganta e disse: _ Sente-se um pouco, filho.
Perry sentou-se. Ele sentia que sabia o que estava por vir, mas ele não sabia como resolver isso sem ser rude ou magoar o velho homem. Sr. Teagle sempre foi gentil com ele, embora ele fosse um pé no saco, verificando as cartas de Perry e seus convidados – não que Perry tivesse muitos convidados.
_ Filho, você sabe que eu não gosto de bisbilhotar. É que... Fox Run é uma cidadezinha e, apesar do que alguns legisladores pensem, Vermont é um estado conservador. Você sempre foi discreto sobre seus amigos, o que é esperto. Muito esperto.
_ Não é o que você pensa, - Perry opôs-se com firmeza. _ Nick só está oferecendo um lugar para eu ficar enquanto penso no que farei.
_ Você sabe o que isso parece, Perry. As pessoas vão falar e esse tipo de fofoca pode prejudicá-lo.
Perry disse: _ Sr. Teagle, Nick nem é gay. Ele só está sendo... gentil.
Sr. Teagle estremeceu ao ouvir a palavra com G, e disse educadamente: _ Quem vai acreditar nisso, filho?
_ Bem, isso é problema deles, - Perry disse finalmente, sendo educado.
_ Bem, não estou tentando te dizer o que fazer, embora eu tenha vivido mais do que você e eu sei como as pessoas podem ser más e vingativas. Acho que você deveria ter cuidado ao tomar alguma decisão nesse momento.
_ Não posso ficar aqui, - Perry disse por fim. _ Havia um cadáver em meu apartamento.
_ Você é um garoto sensível, - Sr. Teagle admitiu. _ Tem certeza de que não está dando asas à imaginação? Seus olhos castanhos estudavam Perry.
_ Tenho certeza.
_ Claro, é você quem decide.
_ É, é sim.
Sr. Teagle secou seu rosto suado com um lenço. _ Acho que vou me deitar; essa viagem me cansa. Não sou tão jovem como antes.
Ele estava da cor de um fantasma, e Perry disse: _ Você está bem? Precisa de ajuda para descer?
_ Não, não. Prometa-me que ao menos vai pensar no que eu disse. Se precisar de um lugar para ficar, minha porta está sempre aberta.
O velho homem levantou-se e saiu. Perry o seguiu até o corredor, trancando a porta. Ele esperou até o Sr. Teagle sair de vista antes de ir para o apartamento do Nick.
Ele bateu na porta entreaberta e Nick disse de dentro: _ Está aberta.
Perry entrou. _ Você tem certeza que quer que eu fique aqui, ou eu devo falar com a Sra. Mac agora?
Nick torceu o nariz. _ Imaginei que você não quisesse ser colega de quarto do velhote. Se MacQueen não te deixar ficar no apartamento do Watson, você pode ficar aqui até descobrirmos o que fazer. Mas não se preocupe. MacQueen deixará você ir para lá; ela tem a obrigação legal de manter seus inquilinos seguros.
Perry ocultou seu desapontamento. Ele não queria ficar no quarto de Watson, cercado pelos pertences de um homem morto; ele queria ficar com Nick, que era tão durão e frio, mas inesperadamente gentil.
Desceram até o saguão e Perry bateu na porta de MacQueen. Lá de dentro veio o som sem fim da TV.
Eles esperaram.
Nick bateu mais forte. No fim do corredor, a porta da Sra. Dembecki abriu-se e depois fechou-se com pressa.
_ Talvez ela não esteja aqui, - Nick disse.
_ Ela sempre está aqui.
Ao ouvir o som da corrente abrindo, Perry deu um passo para trás. Uma nuvem de fumaça de cigarro e ar poluído saíram pela fresta, seguidos por um cachorro tão gordo que mal podia escapar. Perry tossiu bastante e olhou para Nick, desculpando-se.
Pegue aquele vira-lata! A voz de Sra. MacQueen saiu pela nuvem de fumaça de cigarro.
Nick agachou-se e pegou o cachorro; suas unhas grandes arranhavam o chão de madeira. Ele o arrastou para dentro do quarto como se estivesse arrastando uma caneca para a pia.
Sra. MacQueen apareceu na fumaça, um cigarro balançava em sua face rechonchuda. _ O que é?
Perry explicou o que estava acontecendo.
Sra. MacQueen olhou para os dois. Sua expressão mudou, se possível, ficou mais desagradável.
_ Você não pode estar falando sério, Sr. Foster, - ela disse. Ela olhou para Nick pensando o que ele teria a ver com essa revolta repentina. _ O quarto já está alugado.
_ Você só pode estar brincando, - Nick disse. _ Seu inquilino está morto.
_ Seus pertences ainda estão lá. Nós ainda não conseguimos acertar as coisas com seus... ahn... herdeiros.
Nós? Ela e os cachorros?
_ Não vou mexer nas coisas dele, - Perry disse. _ Só quero ficar em algum lugar onde ninguém entre a qualquer momento. Alguém entrou em meu apartamento duas vezes.
Sra. MacQueen riu: _ Duas vezes! Agora são duas vezes! Ela balançou a cabeça. _ Desculpe, querido, você pode pedir para que Tiny troque as fechaduras do seu quarto. É o máximo que farei.
_ Não sei se eles entram pela porta. Perry ouviu o que disse e ficou corado, mas ele manteve sua postura.
Sra. MacQueen olhou para Nick. _ Você fez isso com ele?
_ Olhe, senhora, - Nick disse – Não sou do tipo imaginativo e eu vi o suficiente para me convencer de que alguém está entrando no quarto do Foster.
_ Isso não importa, – Sra. MacQueen disse. _ O apartamento do Warson é maior. Custa maus uns cem dólares por mês.
O coração de Perry começou a bater mais forte, tremendo em seu peito. Ele disse: _ Há os direitos dos locatários, Sra. MacQueen. Se você não puder providenciar a segurança adequada, eu posso quebrar meu contrato. Então você ficará sem meu aluguel e o aluguel do Sr. Watson.
_ Eu vou te processar, - Sra. MacQueen ameaçou.
_ Eu vou te processar de volta. E eu ganharei. Pessoas estiveram no meu quarto. Duas vezes. Pelo menos. Sr. Reno é uma testemunha. E se você me processar, vou processá-la por danos também.
_ Já vi casos piores que esse ganharem, - Nick adicionou sem emoção.
Os olhos de MacQueen saltavam de um para outro enquanto ela pensava. Os cães estavam arranhando a parte inferior da porta entreaberta, as patas pequenas aparecendo e sumindo por debaixo da porta.
_ Certo, tanto faz. É sua escolha, - Perry disse, virando as costas.
_ Espere um minuto, - a Sra. MacQueen protestou. _ Não seja tão apressado. Jovens são sempre apressados. Eu não disse que você não poderia alugar o apartamento do Watson. Eu disse que era maior que o seu quarto, mas o aluguel está pago até o fim do mês, então você pode ficar lá, e, talvez, seus problemas já tenham sido resolvidos.
A batalha acabou. Perry estava irritado e não tinha para onde ir. Ele sentia-se deprimido enquanto olhava para ela.
_ Mas, se algo acontecer, se os... herdeiros disserem que algo está faltando, será culpa sua, querido.
_ Ótimo, - Nick disse. _ Está acordado. Venha, Foster.
A porta de MacQueen bateu tão forte que o lustre balançou, tilintando como vidro quebrado. Mas, como a maioria das coisas por lá, não deu certo e nunca deu certo por anos. Nick foi em direção à escadaria.
_ Não acredito que foi tão fácil, - Perry disse encarando os ombros largos de Nick.
_ Você me surpreende, garoto, - Nick respondeu.
Eles começaram a subir as escadas e ele disse bruscamente: _ Vamos acomodá-lo e depois falaremos com o Tiny. Ele sentia-se mais animado. Ele podia colocar o garoto em um lugar seguro e depois voltar para seus próprios problemas, como o fato dele não conseguir um emprego por ter “muitas qualidades”.
Eles viraram no segundo lance de escadas e Nick parou, do nada. Perry apoiou-se para retomar o equilíbrio, tocando os músculos que pareciam rochas por baixo da camiseta de flanela de Nick.
David Center estava à frente deles, alto e magro em um robe roxo. Nick não pensava bem sobre homens que andavam por aí em robes roxos, embora, naquela casa, nada fosse surpreendente.
_ Então você o viu, - Center anunciou.
Nick foi seco. _ Viu quem?
_ O fantasma de Witch Hollow.