O Fantasma Usava Meias Amarelas
Capítulo Quatro
_ E o que seria isso? Nick perguntou.
Center o ignorou. _ O contato com o sobrenatural pode ser uma experiência alarmante se você não estiver preparado. A primeira vez que eu -
Nick abriu a boca, mas ao ver sua expressão, Perry apressou-se e disse, desculpando-se: _ Mas eu não acho que vi um fantasma.
Na opinião de Nick, o garoto parecia passar muito tempo inventando desculpas para as expectativas lunáticas das outras pessoas.
_ Mas é claro que era um fantasma! Exclamou Center, virando-se em direção à voz de Perry. _ Você não acredita realmente que um morto apareceu e desapareceu em sua banheira?
Falando em mortos... Center parecia um vilão de um filme de 1940. Bigode fino e cabelo preto e liso como uma asa de corvo. Seus olhos estavam escondidos atrás de óculos escuros. Tudo sobre ele preocupava Nick – e isso tudo de forma geral.
_ Quando você fala assim, um fantasma faz sentido mesmo, - ele disse sarcasticamente. Ao olhar para Foster, viu que o garoto estava tentando manter o rosto sério.
O que era um alívio.
O que era um alívio. Por um momento, Nick imaginou Perry engolindo todo aquele papo assim como ele devorava o pulp fiction em sua biblioteca. _ Suponho que você não acredite, - Center disse para a testa de Nick. _ Eu acredito em várias coisas, - Nick disse. _ Mas aparições não fazem parte da minha crença.
Center saiu de perto de Nick, pegando a mão de Foster. Nick sentiu que Foster foi para o lado dele e se pertungou o por quê de Foster se importar com isso.
_ Venha, você precisa me dizer o que viu, - Center sussurrou. _ Cada detalhe. Precisamos determinar por que o espectro escolheu manifestar-se para você.
_ Isso pode esperar? Perry perguntou. _ Nick está me ajudando a empacotar as coisas.
_ Empacotar? Center ficou horrorizado. _ Você está se mudando?
_ Só saindo do quarto da torre.
_ Mas você não pode! Isso seria um grande erro. Os espíritos escolheram falar com você lá. Você não deve rejeitá-los. As consequências podem ser graves.
_ Sem trocadilhos? O tom de Nick fez com que a cor voltasse no rosto de Center. _ Foster, não tenho o dia todo.
Enquanto ele subia as escadas, notou uma porta no corredor, a porta de Stein, fechando-se. Ele deve ter escutado a conversa. Ele deu sorte se entendeu alguma coisa.
Perry o alcançou no terceiro andar.
_ Cara, aquilo foi bem seco, - ele disse.
_ O cara é um idiota.
Silêncio.
_ Se você planeja passar o dia conversando no plano astral, fique à vontade. Tenho coisas para fazer.
Foster não sabia o que dizer, mais uma vez.
Havia mais silêncio no apartamento de Nick. Ele foi ver suas mensagens no telefone e Roscoe havia ligado.
Nick ligou para o número que ele havia deixado. Suas mãos suavam e estavam frias, seu coração palpitava – todas sensações nada familiares.
Uma recepcionista o colocou em contato com Roscoe imediatamente.
_ Seu idiota, - Roscoe o cumprimentou. _ É melhor que você não tenha arrumado emprego com outra pessoa!
É tudo o que Nick conseguiu dizer com calma: _ Por quê? O que você tem?
Salário ruim, benefícios ruins, jornada longa e um bando de imbecis como colegas de trabalho.
_ Quais as desvantagens?
Roscoe riu. _ Ei, se você quiser o trabalho é seu. Há um detalhe, entretanto.
_ Diga.
_ Você precisa fazer uma entrevista com os sócios. Não será um problema, eu já falei sobre você. É uma formalidade, só isso.
_ Quando?
_ Esse é o detalhe. Rick está partindo para a América do Sul no dia oito e não voltará por um mês. Podemos esperar até lá, mas se você quiser, podemos agendar um voo para West Coast hoje à noite. Podemos fazer a entrevista amanhã de manhã, almoçar e eu te mostro a cidade, voce pode voltar na manhã seguinte. Aliás, você pode ficar por uns dias, relembrar os velhos tempos, investigar a operação.
_ Não estou fazendo nada aqui, - Nick disse. _ Quero a passagem de avião.
_ Esse é meu garoto!, - Roscoe vangloriou-se. Ele disse para alguém do outro lado: _ O que eu te disse? Ele está dentro.
Roscoe informou os detalhes e Nick desligou. Ele percebeu que estava sorrindo para o telefone, depois foi até seu quarto para jogar algumas coisas na mala.
Ele havia se esquecido completamente de Foster, que estava sentado no sofá, olhando a chuva bater na janela.
_ Algo apareceu, - Nick disse em poucas palavras, pois - embora não houvesse motivo - ele sentia-se culpado. _ Tenho uma entrevista de emprego em Los Angeles, e preciso pegar um avião esta noite.
_ Eu imaginei, - Foster disse. Ele sorriu. Ele tinha um sorriso atraente, torto e um pouco doce. _ Parabéns.
Nick não gostava de sentir-se culpado. Especialmente quando não havia motivo para isso. Ele disse bruscamente: _ Vou ajudá-lo a levar algumas coisas para baixo hoje à tarde. Podemos cuidar do resto quandoe eu voltar.
_ Não se preocupe, - Foster disse. _ Posso me virar com o que eu tenho aqui. Ele cutucou sua mala de viagem. _ Não é como se eu pudesse ir até meu apartamente se eu precisar de algo.
Nick não sabia o que dizer.
Uma forte batida na porta o salvou de ter de dizer algo. Tiny estava parado em frente à porta, apoiando-se nas pernas, inquieto. Ele era um homem grande, simples, como costumavam dizer. Ele trabalha no Alston Estate há trinta anos, bem antes da Sra. MacQueen ter comprado a isolada fazenda, transformando-a em uma pensão.
Nick olhou o caseiro de cima a baixo. Tiny era desajeitado, usava roupas largas e uma camiseta vermelha de flanela. Sua cabeça cinza, raspada, era quase careca, e seu olho esquerdo se contraía. Ele era parecido como o Curly dos Três Patetas, só que ele não tinha senso de humor aparente.
A Sra. Mac disse que você quer ver o quarto do Sr. Watson.
_ Sim, queremos ver o quarto, - Nick disse.
Tiny fez um gesto que, evidentemente, os chamava para seguí-lo. Nick seguiu Foster e eles caminharam para o segundo andar.
Ao destrancar a porta para o quarto do falecido Sr. Watson, e esperando do lado de fora para que Foster pudesse entrar, Tiny anunciou: _ Sr. Watson está morto.
_ Eu sei, - Foster disse, pacientemente. Ele parecia ter uma paciência infinita; isso encorajava os malucos, na opinião de Nick.
Foster caminhava pelo quarto enquanto Nick verificava as luzes, o termostato, a água quente. Tudo parecia estar em ordem. O quarto tinha cheiro ruim de cigarros e pó. Com sorte a asma do garoto não atacaria.
Tiny pegou uma revista em quadrinhos e a colocou de volta no lugar. _ Ele morreu na vila. Na padaria.
_ Eu sei disso também, – Foster disse.
_ Ele comprou uma torta de cereja e caiu morto. As coisas dele ainda estão aqui. Isso tudo é dele.
_ Não vou mexer nas coisas dele, - Foster disse.
Havia muitas “coisas”. Uma estante de vinhos em um canto. Muitos móveis de couro preto. Uma televisão cara tomava toda a parede. Havia quadros de pulp art na parede oposta. Mulheres peitudas lutando contra tigres dente-de-sabre e Nazistas com um olho só. Ótima arte, se desse para entender.
Peixes mortos flutuavam em um aquário caro.
_ Ah, não, - Foster disse, desanimado com os corpos pequenos e coloridos espalhados pela água esverdeada, como pétalas. _ Eles devem ter morrido de fome.
Tiny foi até o aquário olhar os peixes. Ele cheirou e pegou um lenço enorme, assoou o nariz com força. Então, ele colocou sua mão grande no aquário e tirou os peixes mortos, colocando-os na lixeira. _ Ninguém me contou sobre eles, - ele disse a Foster.
Tiny era ótimo com animais, sempre tentava trazer para casa gatos e cachorros de rua, colocava pássaros novos em seus ninhos de novo. Coisas gentis e significantes.
Nick verificou as janelas. Watson havia investido em sua própria segurança. Ninguém poderia entrar.
_ Parece seguro, - Nick disse à Foster, que o olhava com seus olhos grandes e castanhos.
Tiny o encarava também. _ Fechaduras não param fantasmas, - ele disse.
_ Você também não, - Nick rosnou. _ Todo mundo aqui é louco?
_ Eu o vi, - Tiny disse. _ Eu o vi. O fantasma com meias amarelas.
_ Onde você o viu? Foster perguntou, interessando-se imediatamente.
Os olhos de Tiny moveram-se, evasivamente. Ele deu de ombros. _ Eu o vi algumas vezes.
_ Ele estava morto quando você o viu? Nick perguntou, sempre prático.
Tiny parecia confuso. _ Ele é um fantasma, - explicou.
Foster disse casualmente: _ Tiny, quero te perguntar uma coisa. Você sabe quem mais tem as chaves do meu apartamento, além de você e da Sra. Mac?
_ Você tem, - Tiny disse, tentando ajudar.
Balançando a cabeça, Nick foi investigar o quarto.
_ Mas... mais alguém? Foster persistiu. _ Alguém já pediu suas chaves emprestadas?
Tiny parecia assustado. _ Não.
_ Você tem certeza?
Seus olhos moviam-se de um lado para o outro.
_ Quem pegou suas chaves? Foster pressionou.
Seus olhos moviam-se mais ainda. Tiny molhou os lábios e começou a cantarolar murmurando.
_ Está tudo bem, você pode me dizer. – Disse Foster. Ele sorriu de forma encorajadora. _ Não vou contar.
_ Ninguém, - Tiny disse deu de ombros.
Nick assistia a interrogação moderada, com um desespero crescente. Era óbio que o homem grande mentia. Ele sabia que seu instinto de colocar o cara contra a parede não seria bom, mas ele sentia-se pressionado a sair da cidade sem resolver isso.
_ Eu as perdi, - Tiny disse de repente. A Sra. MacQueen gritou comigo.
_ Você as perdeu?
O olho esquerdo de Tiny começou a se contorcer em resposta ao tom de voz de Nick.
_ Quando você as perdeu? Foster persistiu.
Tiny deu de ombros. _ Eu não lembro _ Há um tempo.
_ Ontem? Anteontem? Nick não conseguia esconder sua impaciência com os dois.
Tiny balançou a cabeça. A Sra. Mac as encontrou.
_ Quando?
Tiny olhou para Nick como se ele fosse o idiota. _ Eu não lembro, - disse devagar e claramente.
* * * * *
_ Você precisa de carona para o aeroporto? Foster perguntou depois de Nick ter insistido em carregar algumas caixas com seus pertences até o andar debaixo.
_ Não se preocupe. Nick colocou as chaves de Foster em um lugar que ele não esqueceria: em cima da mesa da sala de jantar. _ Estou saindo de Burlington International. Vou deixar meu caminhão no aeroporto.
Foster balançou a cabeça. Ele parecia um pouco desamparado, ainda mais por que ele tentava manter o lábio superior rígido.
Nick hesitou. _ Você ficará bem, garoto. Quando eu voltar... - ele não terminou de falar, pois sua responsabilidade acabava ali. Ele não queria desenvolver o relacionamento; o garoto não era seu tipo. Em mais de uma maneira.
Foster disse rapidamente: _ Ah, eu estou bem agora. Obrigado pela ajuda.
_ Uma coisa é certa, MacQueen precisa trocar as fechaduras de todos os quartos. As chaves perdidas significam que qualquer um pode entrar nos quartos a qualquer hora.
_ Talvez Tiny tenha apenas deixado-as no lugar errado, - Foster disse, esperançoso.
Nick balançou a cabeça. As pessoas podem ser tão ingênuas. _ É uma coincidência, não acha? Ele considerou e disse repentinamente: _ Vamos falar com MacQueen agora.
_ Não acho que eu deva brincar com a sorte, - Foster disse. _ Enfraquece meu argumento para ocupar o quarto de Watson, sendo que eles não estão mais seguros que o meu quarto.
A lógica inesperada surpreendeu Nick. Ele disse: _ Bem, vou falar com ele. Não gosto da ideia de alguém zanzar pelo meu apartamento enquanto eu estou fora.
Ele desceu as escadas e viu que Foster o seguiu. _ Achei que você não fosse brincar com a sorte.
Foster sorriu do jeito que só ele sabia. _ Estou dando suporte moral.
_ É isso mesmo?
Claro.
Uma voz fina chegou até eles.
O Juiz Distrital dos Estados Unidos, Frank Facey, anunciou Mickey ‘The Chop’ Cimbelli, acusado o cabeça do crime da família Martinelli, competente para ser julgado. Os advogados de defesa alegaram que Cimbelli, que é acusado de quatro assassinatos, assim como conspiração e extorção e vários outros crimes, é mentalmente incapaz para ser julgado...
No saguão, Jane Bridger andava pelo chão de madeira e reclamava das notícias que saíam pelo rádio antigo. O suéter largo e laranja que ela usava, contrastavam com seu cabelo vermelho e iluminava o quarto escuro com seus móveis gastos.
Ao vê-los, ela perguntou: _ Vocês têm ideia de onde Tiny está? Há uma monção a caminho e minhas janelas ainda estão com vazamentos.
_ Ele estava lá em cima há quinze minutos, - Foster disse. _ Talvez você não o tenha visto.
_ Não é possível. Estou aqui há vinte minutos esperando por ele.
_ Isso é estranho, - Disse Foster. _ Ele nos mostrou o quarto do Watson e então...
Ele olhou para Nick, que disse: _ Não era minha vez de cuidar dele.
Jane protestou: _ Onde ele está então? Tem certeza de que ele não está lá ainda?
_ Nós subimos e descemos as escadas uma dúzia de vezes. Nós o teríamos visto.
_ Ele provavelmente foi para casa cedo, - Nick disse.
_ Então ele não saiu pela porta da frente, - Jane Bridger disse.
_ Ele saiu por trás então.
_ Se for o caso, ele será arrastada de volta para cá, - Jane disse. _ O papel de parede do meu apartamento está começando a descascar.
_ Talvez ele esteja lá embaixo, - Foster sugeriu.
Fazer uma tempestade em copo d’água, como a vó Nick costumava dizer. Foster parecia estar feliz em discutir com Bridger todos os lugares possíveis em que Tiny poderia estar; Nick perdeu a paciência e saiu em direção ao forte de MacQueen. Ele aliviou seu aborrecimento ao bater forte na porta arranhada, embora ele duvidasse se até mesmo essas batidas pudessem ser ouvidas por cima da TV alta.
Por trás dele, podia ouvir Bridger dizendo: _ Ele é uma aberração. Sou a favor dos deficientes, mas tem um limite. Lembra-se de quando ele tentou manter um rato em uma gaiola no porão? Um rato de estimação! E os cachorros de MacQueen não paravam de ir atrás dele? Acho que o rato era maior do que os dois cachorros juntos.
_ Ele falava sobre fantasmas hoje, – Foster disse.
_ Fantasmas! Ouvi ele falar sobre isso também. Acho que ele aprende isso com David. Sr. Center. Você o conhece – Sr. Center – diz que só mudou-se para cá por que o lugar é assombrado.
_ Assombrado por quem?
_ Eu não sei. Uma princesa indiana ou uma ama de leite colonial, algo assim.
_ Uma ama de leite?
_ Não me lembro dos detalhes. O lugar era, originalmente, uma fazenda, não era?
_ Tiny disse que o fantasma usava meias amarelas, como o homem em minha banheira.
_ Nunca vi uma ama de leite com meias amarelas.
_ Nunca vi uma ama de leite.
A porta de MacQueen abriu-se bruscamente, pegando Nick desprevinido.
_ Você de novo! ela acusou, pegando um cigarro. _ Não posso ter um minuto de paz?
Nick se recompôs rapidamente. _ Por que você não disse que as chaves do Tiny foram roubadas?
Se ele pensou que fosse pegá-la de surpresa, ficou desapontado. _ Elas não foram roubadas! Elas foram perdidas. Por um dia. Você sabe quantas vezes aquele retardado perdeu as chaves? Ela estava fazendo um permanente caseiro e o lugar fedia a enxofre – e ela, um diabo do inferno usando um terninho verde limão.
_ A segurança de cada apartamento desse prédio foi comprometida. Você não acha que tem a responsabilidade de trocar as fechaduras da porta dos seus inquilinos?
Ela gritou: _ Mudar as fechaduras! Sabe quanto dinheiro isso custaria? Mais do que eu tenho, a menos que vocês todos queiram um aumento no aluguel.
Não fique bravo, Nick disse para si mesmo. Se tudo der certo em Los Angeles, você estará se mudando em alguns meses.
_ Vou chamar um chaveiro agora, - ele disse – e espero ser reembolsado.
_ Marinheiro, você é muito ousado!
Algo que parecia uma almofada de franjas saiu pela porta. MacQueen gritou: _ Pegue! Não deixe que ele escape!
_ Pegue você! Nick retrucou, deixando de lado todas as boas maneiras que ele teve no começo do fim de semana.
Foster espirrou fortemente quando o cachorro passou por ele. Sobrou para Jane pegar o cachorro e levá-lo até MacQueen, que o pegou sem agradecer, retirando-se e batendo a porta, em um movimento coreografado.
_ Vamos chamar o chaveiro – Nick disse a Foster. _ Faremos ele trocar ambos os quartos enquanto estiver aqui.
Foster espirrou de novo e coçou o nariz.
_ Vou dividir o gasto com você, - Jane disse. _ Faremos a três. Ela deu um sorriso espero para Nick.
* * * * *
_ Talvez devêssemos chamar a polícia, - Foster disse enquanto acompanhava Nick para o andar de cima. Ele falava com a voz sussurante, uma voz que parecia unhas em uma lousa para Nick.
Por quê? Ele perguntou, seco.
_ Talvez agora eles acreditem em mim agora, sobre o homem morto e as pessoas entrando em meu quarto.
_ Talvez.
_ Você não acha?
_ Você não tem o corpo como evidência.
Foster ficou quieto, pensando nisso.
No segundo andar, ele parou e disse: _ Bem, acho que vejo você quando voltar.
_ Não se eu vê-lo primeiro, Nick pensou. Ele disse: _ É, acho que sim.
_ Boa sorte em Los Angeles.
_ Obrigado.
Foster tinha um nariz bem reto, uma boca sensível e cílios longos. Os cílios ifantis lançavam sombras suaves em suas bochechas. Elas abriram-se e ele observava Nick.
Nenhum deles mouve-se e então, Nick chocou-se ao dizer: _ Se cuide.
A boca de Perry curvou-se. _ Eu irei.
_ Certo. Nick ainda hesitou, mas não havia mais nada a ser dito.
Ele continuou subindo as escadas, ouvindo a porta do apartamento de Watson fechar-se atrás de Foster.