Um aprendiz de ciência
Dedicatória
Não é fácil escrever a sua própria biografia. A tendência natural é contar só os fatos positivos e os momentos felizes, deixando de lado todas as dificuldades que permeiam o caminho de cada um. Certamente, foi com esse espírito que escrevi Um aprendiz de ciência.
Em verdade, minha vida transcorreu sem grandes tropeços e sem maiores obstáculos. E claro que tive para me ajudar o nome ilustre de meu pai, que me abriu portas, me facilitou transpor oceanos e foi maravilhoso indicador do caminho que desejei seguir.
Quero sublinhar o que devo a minha mulher, Annah, sem cuja compreensão, incentivo e companheirismo eu nada teria feito.
Tive, também, no momento em que comecei a crescer, a inestimável ajuda de Guilherme Guinle.
Desejo, ainda, assinalar o auxílio que me foi prestado por Werther Duque Estrada Bastos, que me ensinou a dissecar o poraquê, o que deu origem à linha principal de meus trabalhos, e por Marcelo Damy de Souza Santos, que me mostrou como lidar com substancias radioativas e preparou, para a minha utilização, o contador de Geiger-Müller, com o qual realizei as minhas primeiras pesquisas sobre a fosforilação no órgão elétrico, em colaboração com Moura Gonçalves.
Muitos outros colegas do Instituto de Biofísica e da universidade, aos quais agradeço, fizeram, também, com que minha vida científica fosse — e eu aqui tiro a imagem de uma frase de Prigogine — o desenrolar de uma grande estória, na qual a Sherazade foi o desejo de contribuir para a ciência brasileira.
Quero citar, especialmente, o nome de José Carneiro Felippe, que me indicou brilhantemente as trilhas que me levaram à compreensão, ainda que modesta, dos meandros da física moderna, e o de René Wurmser, admirável mestre que me mostrou os caminhos da biologia moderna.
A todos eles dedico este livro, o qual não teria sido possível não fosse Lêda Serrano do Carmo, que, com extraordinária dedicação e minúcia, deu-me o necessário apoio nesta empreitada.
Dedico, também, esta biografia ao Instituto de Manguinhos, onde se formou a minha vontade de ser cientista. Os exemplos que ali perscrutei deram-me o modelo que procurei seguir e permitiram-me formular uma série de perspectivas no campo do desenvolvimento científico e de sua implementação. Foram eles fundamentais para a criação do Instituto de Biofísica.
A estrela d'alva, que tantas vezes iluminou o caminho que me levava de Manguinhos à estaçãozinha da estrada de ferro e que continua, poeticamente, a iluminar meus passos.
Agradeço, ainda, a Anna Margarida Chagas Bovet a colaboração dada na revisão deste livro, e ao meu amigo Darcy Fontoura de Almeida a leitura e a correção que fez destas páginas.
Um agradecimento especial a Paulo Gadelha, que muito me estimulou a publicar a pequena estória de minha vida, e aos funcionários da Casa de Oswaldo Cruz que se ocuparam da publicação do livro.