A hora do crime

Francisco Luís Coutinho de Miranda · Capítulo 10 de 26

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A hora do crime

Izabel

Não.

 

D. CARLOS

( Preoccupado ) Não... sim... não outra vez!... Que tens tu, Izabel?... Respondes apenas por monosyllabos ás minhas carinhosas interrogações?... Que tens tu, minha irmã?

 

IZABEL

Nada!

 

D. CARLOS

Nada, e eu vejo-te os olhos pisados!... Nada, e tu choras!... Desafoga commigo, Izabel!... Teu irmão ainda tem coração para recolher os teus pesares, e amor bastante para te prodigalisar consolações!

 

IZABEL

( Com desalento ) Martinez... o meu querido Martinez, parte esta noute para Cartagena, em companhia de Prim, que vae ali esperar o novo rei! Comprehendes agora a rasão dos meus monosyllabos, a causa das minhas lagrimas, origem dos meus pesares?

 

D. CARLOS