A hora do crime

Francisco Luís Coutinho de Miranda · Capítulo 21 de 26

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A hora do crime

Scena Vii

 

Os mesmos e Martinez

 

MARTINEZ

( Entre a porta do fundo, maravilhado ) Que vejo!... Todos estes homens orando! Elles!... os alcunhados pedreiros livres! Elles!... os temidos hereges! Elles!... os republicanos!

 

D. RAMON

( Erguendo-se ) De que te espantas, meu filho? Somos christãos, e oramos a Deus pela alma do teu general, tão infamemente assassinado!

 

MARTINEZ

Felizmente são orações perdidas, porque o marechal apenas se acha levemente ferido! Mas não foi perdida a scena que acabo de presenciar, o espectaculo commovente que vim surprehender! Bemdita a fatalidade que sem produzir os resultados negros a que mirava, operou a conversão espontanea de um illudido, que se deixou desvairar pela calumnia atroz dos que infamemente pretendem esmagar o credito dos republicanos! ( Abraçando D. Ramon ) Acceite no seu gremio um convertido!

 

D. CARLOS