O Assassino de Macário
Scena Viii
SEBASTIANA
Sim, minha senhora. (á parte) Ella quer aqui dormir sósinha... porque será? (Sahe pelo fundo).
SCENA VIII
Itelvina
(só) (está um instante quieta, mas, logo que a porta se fecha, desata precipitadamente as tiras que lhe ligam a perna, e entra a caminhar rapidamente). Ah! sim? tu comerás o almoço incendiario... hasde comêl-o por força! quando só encontrares no teu porte-monnaie um tostão para pagar o leite e as limonadas, é natural que voltes ao teu posto... Essa felicidade espero eu têl-a. Seja como fôr, vou tratando de armar as engenhocas para a noite que vem. Comecemos pelas campainhas de que elle abusa... Onde acharei eu com que as corte? (Vae ao gabinete da toilette e encontra lá uma faca de mato) Uma faca de mato! Ah! tu tens facas nos teus guarda-roupas?... tens!... está bom... esta hade servir-me... Vamos primeiro cortar... Cortar, não! (Atira com a faca para dentro do gabinete que fecha) O que se deve quebrar é o arame... Ah!... com a cadeira sobre o leito, chego acima... (Pega da cadeira, que põe sobre a cama, e sobe acima cantarolando. Ergue-se, de costas para a parede, e pega no arame com as mãos ambas) Oh! c'os diachos! parece-me muito rijo!... An! é puxar... (ouve-se tilintar a campainha) Ai que eu toquei! Se a Sebastiana me vê aqui...