O fim do envelhecimento
Notas
2. Acordem: o envelhecimento mata!
1. Há várias fontes disponíveis sobre o número de mortes por
diferentes causas em diversas partes do mundo. Uma fonte
razoavelmente concisa da qual os números aproximados que dou aqui
podem ser derivados é: Lopez, A. D.; Mathers, C. D.; Ezzati, M.;
Jamison, D. T.; Murray, C. J. Global and regional burden of disease
and risk factors, 2001: systematic analysis of population health data.
Lancet 2006; 367(9524): 1747-1757.
2. O nome "erro de Titono" deriva da similaridade desta reação com a
do mito grego, no qual uma deusa (Eos) se apaixona por um
guerreiro (Titono) e pede ao seu pai (Zeus) para tornar Titono imortal.
No mito, Zeus concorda com isso, mas tudo acaba em lágrimas,
porque Eos esqueceu-se de pedir a Zeus para fazer com que Titono
permanecesse permanentemente jovem. Titono então tornou-se cada
vez mais debilitado até que Eos em determinado momento teve que
transformá-lo em um gafanhoto. A sobrevivência deste mito por tantos
séculos, apesar da evidente arbitrariedade de sua hipótese central,
indica com muita força o quão confortante é para as pessoas fingir que
vencer o envelhecimento não seria uma coisa tão boa assim.
3. Todo o material relacionado ao Desafio SENS — o perfil e os
editoriais originais da Technology Review sobre mim e as SENS, as
regras do Desafio, os materiais submetidos, meus contra-argumentos, o
veredito dos juízes e a discordância furiosa do veredito escrita pelos
autores do principal material submetido — estão disponíveis no site da
TR em http://www2.technologyreview.com/sens/. Se você tiver acesso
à versão impressa, pode ser útil saber que o perfil e os editoriais
originais foram publicados na edição de fevereiro de 2005 e o
resultado foi publicado na edição de julho de 2006.
4. A maior parte do meu site está escrita para não especialistas, de
forma a ser útil para o máximo possível de pessoas. Minhas
publicações acadêmicas também estão disponíveis lá, em formato pré-
publicação. O site aborda a ciência descrita neste livro (mas nem de
longe de uma forma tão completa quanto este livro, então se você está
pensando em colocá-lo de volta na estante, não o faça!) e também o
contexto social.
3. Desmistificando o envelhecimento
1. Isso foi observado com linguagem especialmente esplêndida por
Leonard Hayflick em seu livro de 1994 How and Why We Age (Como
e Por Que Envelhecemos, Ballantine, New York, p. 377). O livro de
Hayflick foi o primeiro de uma sequência de livros que
biogerontologistas veteranos escreveram sobre seu campo para o
público geral (o que você não vai encontrar em nenhum desses livros,
é claro, é um plano para vencer o envelhecimento).
2. Em 1972, Nixon vetou a primeira lei para criar o NIA (sigla em
inglês de Instituto Nacional do Envelhecimento), devido ao lobby de
outros NIHs (sigla em inglês de Institutos Nacionais de Saúde) e de
autoridades do governo. A lei foi aprovada em uma segunda tentativa
porque, com o tumulto do Watergate à sua volta, Nixon estava menos
disponível para os lobistas. A força do sentimento contra a
biogerontologia naquela época me dá uma clara sensação de déjà vu.
3. No momento em que este livro está sendo escrito, quatro de meus
colegas estão encabeçando um novo impulso para espalhar essa ideia
entre os políticos dos EUA, sob o cativante nome "The Longevity
Dividend" ("O Dividendo da Longevidade"). Aplaudo sinceramente
sua persistência neste esforço, e juntei-me entusiasticamente a cerca de
cem de nossos colegas ao publicamente apoiar esta iniciativa, mas para
falar a verdade, será quase um milagre se esta nova iniciativa tiver
mais sucesso que as frustradas iniciativas anteriores.
4. Rose, M. R. Can human aging be postponed? Sci Am 1999; 281(6):
106-111.
5. McCay, C. M.; Crowell, M. F.; Maynard, L. A. The effect of
retarded growth upon the length of life span and upon the ultimate
body size. J Nutr 1935; 10: 63-79.
6. Friedman, D. B.; Johnson, T. E. A mutation in the age-1 gene in
Caenorhabditis elegans lengthens life and reduces hermaphrodite
fertility. Genetics 1988; 118(1): 75-86.
7. Kenyon, C.; Chang, J.; Gensch, E.; Rudner, A.; Tabtiang, R. A C.
elegans mutant that lives twice as long as wild type. Nature 1993;
366(6454): 461-464.
8. O número de relatos desse tipo está agora na casa das dezenas.
9. Migliaccio, E.; Giorgio, M.; Mele, S.; Pelicci, G.; Reboldi, P.;
Pandolfi, P. P.; Lanfrancone, L.; Pelicci, P. G. The p66shc adaptor
protein controls oxidative stress response and life span in mammals.
Nature 1999; 402(6759): 309-313.
10. Mitsui, A.; Hamuro, J.; Nakamura, H.; Kondo, N.; Hirabayashi, Y.;
Ishizaki-Koizumi, S.; Hirakawa, T.; Inoue, T.; Yodoi, J.
Overexpression of human thioredoxin in transgenic mice controls
oxidative stress and life span. Antioxid Redox Signal 2002; 4(4): 693-
696.
11. Schriner, S. E.; Linford, N. J.; Martin, G. M.; Treuting, P.; Ogburn,
C. E.; Emond, M.; Coskun, P. E.; Ladiges, W.; Wolf, N.; Van Remmen,
H.; Wallace, D. C.; Rabinovitch, P. S. Extension of murine life span by
overexpression of catalase targeted to mitochondria. Science 2005;
308(5730): 1909-1911.
12. de Grey, A. D. N. J. The unfortunate influence of the weather on
the rate of aging: why human caloric restriction or its emulation may
only extend life expectancy by 2-3 years. Gerontology 2005; 51(2):
73-82.
4. Aplicando a engenharia
ao envelhecimento
1. de Grey, A. D. N. J. The mitochondrial free radical theory of aging.
1999; Austin, TX: Landes Bioscience. (ISBN 1-57059-564-X).
2. Barja, G. Rate of generation of oxidative stress-related damage and
animal longevity. Free Radic Biol Med 2002; 33(9): 1167-1172.
3. Rhee, S. G. Redox signaling: hydrogen peroxide as intracellular
messenger. Exp Mol Med 1999; 31(2): 53-59.
4. Na verdade, minhas exposições iniciais das SENS também listavam
as mudanças nos sistemas imunológico e endócrino (hormonal)
relacionadas ao envelhecimento como itens separados a serem
reparados. Elas não estão mais incluídas porque ambas surgem de
mudanças que podem ser inseridas em outras classificações das SENS.
O declínio do sistema imunológico é em última instância o resultado
de se ter uma quantidade excessivamente pequena de certos tipos de
células que desempenham papéis essenciais em nossas defesas
imunológicas, juntamente com uma superabundância de células
imunes que não estão mais funcionando bem. Mudanças endócrinas
são similares: temos um excesso de alguns tipos de células,
especialmente células de gordura no abdome, e uma quantidade
excessivamente baixa de outros tipos (como nos ovários das
mulheres); além disso, algumas células endócrinas importantes ficam
sobrecarregadas por lixo intracelular, o que desacelera seu
funcionamento.
5. Usei a expressão "construção de um envelhecimento negligenciável"
no meu livro de 1999 (veja a nota 1 deste capítulo), que foi escrito em
sua maior parte durante 1998. Introduzi pela primeira vez a palavra
"estratégias" no início da sigla no artigo que surgiu a partir do
workshop que organizei apenas três meses depois do meu momento de
inspiração na Califórnia. de Grey, A. D. N. J.; Ames, B. N.; Andersen,
J. K.; Bartke, A.; Campisi, J.; Heward, C. B.; McCarter, R. J. M.;
Stock, G. Time to talk SENS: critiquing the immutability of human
aging. Ann N Y Acad Sci 2002; 959: 452-462. No título deste artigo foi
também a primeira vez em que se usou a sigla "SENS".
5. O colapso das usinas de energia das
células
1. Essa terminologia na verdade me desagrada, porque há muitas
substâncias que se comportam como "radicais livres" e são
frequentemente chamadas de radicais livres que, estritamente, não se
adequam a essa definição — e, ao mesmo tempo, há algumas
moléculas que, segundo essa definição, são radicais livres, mas não são
nada nocivas. O mesmo se aplica às "espécies reativas de oxigênio",
outro termo popular usado de forma intercambiável com radicais livres
por muitas pessoas. Por exemplo, íons de ferro reduzido (Fe2+)
desempenham contribuições significativas para a química dos radicais
livres mas não são moléculas, não são à base de oxigênio e não contêm
um elétron desemparelhado. No meu livro-tese tentei convencer meus
colegas a adotar o termo "portador de elétron isolado" para abranger
todas essas substâncias, mas não tive sucesso, e me conformei (por
enquanto!) com a convenção comum, mesmo que seja um pouco
desleixada.
2. Este fato curioso é aceito como sendo um resquício evolutivo dos
primeiros dias da evolução, quando os antepassados das mitocôndrias
eram organismos independentes, que formaram um relacionamento
mutuamente vantajoso com células que eram antepassadas de todos os
organismos vivos hoje com exceção dos organismos mais primitivos.
Como veremos, isso acaba sendo uma curiosidade consideravelmente
importante, com consequências muito mais sérias do que outros
resquícios evolutivos, como o fato dos humanos ainda possuírem o
apêndice.
3. Harman, D. The biologic clock: the mitochondria? J Am Geriatr Soc
1972; 20(4): 145-147.
4. Barja, G. Rate of generation of oxidative stress-related damage and
animal longevity. Free Radic Biol Med 2002; 33(9): 1167-1172.
5. Schriner, S. E.; Linford, N. J.; Martin, G. M.; Treuting, P.; Ogburn,
C. E.; Emond M.; Coskun, P. E.; Ladiges, W.; Wolf, N.; Van Remmen,
H.; Wallace, D. C.; Rabinovitch, P. S. Extension of murine life span by
overexpression of catalase targeted to mitochondria. Science 2005;
308(5730):1909–1911.
6. Schriner, S. E.; Linford, N. J. Extension of mouse lifespan by
overexpression of catalase. AGE 2006; 28(2): 209–218.
7. Bandy, B.; Davison, A. J. Mitochondrial mutations may increase
oxidative stress: implications for carcinogenesis and aging? Free Radic
Biol Med 1990; 8(6): 523–539.
8. Shigenaga, M. K.; Hagen, T. M.; Ames, B. N. Oxidative damage
and mitochondrial decay in aging. Proc Natl Acad Sci USA 1994;
91(23): 10771–10778.
9. de Grey, A. D. N. J. A proposed refinement of the mitochondrial
free radical theory of aging. BioEssays 1997; 19(2): 161-166.
10. de Grey, A. D. N. J. A mechanism proposed to explain the rise in
oxidative stress during aging. J Anti-Aging Med 1998; 1(1): 53-66.
11. van Zutphen H.; Cornwell D. G. Some studies on lipid
peroxidation in monomolecular and biomolecular lipid films. J Membr
Biol 1973; 13: 79-88.
12. Kissova, I.; Deffieu, M.; Manon, S.; Camougrand, N. Uth1p is
involved in the autophagic degradation of mitochondria. J Biol Chem
2004; 279(37): 39068-39074.
13. Elmore, S. P.; Qian, T.; Grissom, S. F.; Lemasters, J. J. The
mitochondrial permeability transition initiates autophagy in rat
hepatocytes. FASEB J 2001; 15(12): 2286-2287.
14. Meagher, E. A.; Barry, O. P.; Lawson, J. A.; Rokach, J.;
FitzGerald, G. A. Effects of vitamin E on lipid peroxidation in healthy
persons. JAMA 2001; 285(9): 1178-1182.
15. Thomas, S. R.; Stocker R. Molecular action of vitamin E in
lipoprotein oxidation: implications for atherosclerosis. Free Radic Biol
Med 2000; 28(12): 1795-1805.
16. de Grey, A. D. N. J. The mitochondrial free radical theory of aging.
1999; Austin, TX: Landes Bioscience.
17. Vejam, por exemplo: Jacobs, H. T. The mitochondrial theory of
aging: dead or alive? Aging Cell 2003; 2(1): 11-17.
6. Saindo do sistema
1. Barja, G. Rate of generation of oxidative stress-related damage and
animal longevity. Free Radic Biol Med 2002; 33(9): 1167-1172.
2. Schriner, S. E.; Linford, N. J.; Martin, G. M.; Treuting, P.; Ogburn,
C. E.; Emond, M.; Coskun, P. E.; Ladiges, W.; Wolf, N.; Van Remmen,
H.; Wallace, D. C.; Rabinovitch, P. S. Extension of murine life span by
overexpression of catalase targeted to mitochondria. Science 2005;
308(5730): 1909–1911.
3. Bluher, M.; Kahn, B. B.; Kahn, C. R. Extended longevity in mice
lacking the insulin receptor in adipose tissue. Science 2003;
299(5606): 572–574.
4. Mitsui, A.; Hamuro, J.; Nakamura, H.; Kondo, N.; Hirabayashi, Y.;
Ishizaki-Koizumi, S.; Hirakawa, T.; Inoue, T.; Yodoi, J.
Overexpression of human thioredoxin in transgenic mice controls
oxidative stress and life span. Antioxid Redox Signal 2002; 4(4): 693–
696.
5. Migliaccio, E.; Giorgio, M.; Mele, S.; Pelicci, G.; Reboldi, P.;
Pandolfi, P. P.; Lanfrancone, L.; Pelicci, P. G. The p66shc adaptor
protein controls oxidative stress response and life span in mammals.
Nature 1999; 402(6759): 309–313.
6. Huang, T. T.; Carlson, E. J.; Gillespie, A. M.; Shi, Y.; Epstein, C. J.
Ubiquitous overexpression of CuZn superoxide dismutase does not
extend life span in mice. J Gerontol A Biol Sci Med Sci 2000; 55(1):
B5–B9.
7. Rhee, S. G. Redox signaling: hydrogen peroxide as intracellular
messenger. Exp Mol Med 1999; 31(2): 53-59.
8. Isso potencialmente poderia causar um problema, pois conjuntos de
instruções demais poderiam produzir proteínas demais — assim como
mandar ordens de serviço demais para uma fábrica que tem alta
capacidade de produção. Apesar de eu pensar, por razões técnicas um
pouco complexas, que não é muito provável que esse problema ocorra,
devemos ser capazes de encontrar uma forma de evitar qualquer
problema do tipo, se ele de fato ocorrer, alterando-se um pouco a
regulação genética de forma que cada cópia produza um pouquinho
menos de sua proteína codificada do que produziria normalmente,
mantendo-se normal a taxa total de síntese de proteínas.
9. de Grey, A. D. N. J. Forces maintaining organellar genomes: is any
as strong as genetic code disparity or hydrophobicity? BioEssays 2005;
27(4): 436-446.
10. De fato, os casos que veremos nos quais a expressão alotópica foi
realizada mostraram que é quase trivial expressar genes mitocondriais
alotopicamente quando o problema central é a disparidade de código e
não a hidrofobicidade.
11. de Grey, A. D. N. J. Mitochondrial gene therapy: an arena for the
biomedical use of inteins. Trends Biotechnol 2000; 18(9): 394-399.
12. Ojaimi, J.; Pan, J.; Santra, S.; Snell, W. J.; Schon E. A. An algal
nucleus-encoded subunit of mitochondrial ATP synthase rescues a
defect in the analogous human mitochondrial-encoded subunit. Mol
Biol Cell 2002; 13(11): 3836-3844.
13. Daley, D. O.; Clifton, R.; Whelan J. Intracellular gene transfer:
reduced hydrophobicity facilitates gene transfer for subunit 2 of
cytochrome c oxidase. Proc Natl Acad Sci USA 2002; 99(16): 10510-
10515.
14. Manfredi, G.; Fu, J.; Ojaimi, J.; Sadlock, J. E.; Kwong, J. Q.; Guy,
J.; Schon, E. A. Rescue of a deficiency in ATP synthesis by transfer of
MTATP6, a mitochondrial DNA-encoded gene, to the nucleus. Nat
Genet 2002; 30(4): 394-399.
15. Zullo, S. J.; Parks, W. T.; Chloupkova, M.; Wei, B.; Weiner, H.;
Fenton, W. A.; Eisenstadt, J. M.; Merril, C. R.; Stable transformation
of CHO cells and human NARP cybrids confers oligomycin resistance
(olir) following transfer of a mitochondrial DNA-encoded olir ATPase6
gene to the nuclear genome: a model system for mtDNA gene therapy.
Rejuvenation Res 2005; 8(1): 18-28.
16. Guy, J.; Qi, X.; Pallotti, F.; Schon, E. A.; Manfredi, G.; Carelli, V.;
Martinuzzi, A.; Hauswirth, W. W.; Lewin, A. S. Rescue of a
mitochondrial deficiency causing Leber Hereditary Optic Neuropathy.
Ann Neurol 2002; 52(5): 534-542.
17. Ozawa, T.; Sako, Y.; Sato, M.; Kitamura, T.; Umezawa, Y. A
genetic approach to identifying mitochondrial proteins. Nat Biotechnol
2003; 21(3): 287–293.
18. Khan, S. M.; Bennett, J. P. Development of mitochondrial gene
replacement therapy. J Bioenerg Biomembr 2004; 36(4): 387–393.
19. Seo, B. B.; Wang, J.; Flotte, T. R.; Yagi, T.; Matsuno-Yagi, A. Use
of the NADH-quinone oxidoreductase (NDI1) gene of Saccharomyces
cerevisiae as a possible cure for complex I defects in human cells. J
Biol Chem 2000; 275(48): 37774–37778.
7. Aperfeiçoando os incineradores
biológicos
1. Evidências sugerem que a maior contribuição individual à carga da
lipofuscina são mitocôndrias incompletamente degradadas:
incorporados ao lisossomo quando se tornam defeituosos (como
expliquei no Capítulo 5), componentes mitocondriais que não são
imediatamente degradados parecem sofrer extensas modificações
químicas internas causadas pela sua própria geração de radicais livres
e aceleradas pela facilitadora presença de metais de transição no
lisossomo, como ferro e cobre, que catalisam os danos por radicais
livres tornando-os ainda mais extensos. Essas reações químicas fazem
com que os restos mitocondriais fiquem resistentes à degradação
devido às ligações cruzadas em suas moléculas formadas por causa
dessas reações — similarmente ao que ocorre quando a borracha de
limpadores de pára-brisa velhos endurece.
2. O mesmo, a propósito, aplica-se a experimentos que supostamente
mostraram que muitos compostos — sendo o mais famoso deles a
centrofenoxina (Lucidril) — reduzem o acúmulo de lipofuscina ou até
mesmo a removem de células. Aparentemente, esses compostos
simplesmente intensificam o transporte dos materiais mais transitórios
pela célula. Ver: Porta, E. A. Pigments in aging: an overview. Ann N Y
Acad Sci 2002 Abril; 959: 57–65; Katz, Arch Gerontol Geriatr 34(3):
311–317; Dowson, Exp Gerontol 20(6): 333–340; Andrews et al,
Neurobiol Aging 7(2): 107–113; Katz et al, J Gerontol 38(5): 525-531;
e Kano et al, Neurosci Res 33(3): 207–213.
3. Brunk, U. T.; Terman, A. The mitochondrial-lysosomal axis theory
of aging: accumulation of damaged mitochondria as a result of
imperfect autophagocytosis. Eur J Biochem 2002; 269(8): 1996–2002.
4. de Grey, A. D. N. J. The mitochondrial free radical theory of aging.
1999; Austin, TX: Landes Bioscience. (ISBN 1-57059-564-X).
5. Lusis, A. J. Atherosclerosis. Nature 2000; 407(6801): 233–241.
6. de Grey, A. D. N. J. Bioremediation meets biomedicine: therapeutic
translation of microbial catabolism to the lysosome. Trends Biotechnol
2002; 20(11): 452–455.
7. de Grey, A. D. N. J.; Alvarez, P. J. J.; Brady, R. O.; Cuervo, A. M.;
Jerome, W. G.; McCarty, P. L.; Nixon, R. A.; Rittmann, B. E.;
Sparrow, J. R. Medical bioremediation: prospects for the application of
microbial catabolic diversity to aging and several major age-related
diseases. Ageing Res Rev 2005; 4(3): 315–338.
8. de Grey, A. D. N. J. Appropriating microbial catabolism: a proposal
to treat and prevent neurodegeneration. Neurobiol Aging 2006; 27(4):
589–595.
9. Percebam que os NFTs não são o mesmo que as mais famosas
placas amiloides que ficam fora das células dos pacientes com
Alzheimer — apesar disso também ser um problema que um lisossomo
mais funcional provavelmente resolveria, como veremos no Capítulo
8.
10. Terman, A.; Sandberg, S. Proteasome inhibition enhances
lipofuscin formation. Ann N Y Acad Sci 2002; 973: 309–312.
11. Nixon, R. A.; Wegiel, J.; Kumar, A.; Yu, W. H.; Peterhoff, C.;
Cataldo, A.; Cuervo, A. M. Extensive involvement of autophagy in
Alzheimer disease: an immuno-electron microscopy study. J
Neuropathol Exp Neurol 2005; 64(2): 113–122.
12. Como veremos em outros capítulos, tratamentos baseados no
ataque a outros fatores que contribuem com as doenças
neurodegenerativas — especialmente as placas amiloides no mal de
Alzheimer — têm avançado no processo de desenvolvimento de
fármacos e inclusive já entraram na fase de testes clínicos. Porém (sem
contar que isso não nos ajudaria com a doença de Niemann-Pick ou
com o mal de Parkinson), parece improvável que somente a limpeza
das placas amiloides seja suficiente para verdadeiramente restaurar a
saúde de pacientes com Alzheimer. Isso será discutido mais adiante no
presente capítulo.
13. A necessidade de vitamina A para o funcionamento deste ciclo é o
motivo pelo qual a deficiência desta vitamina pode levar a cegueira.
14. Butler, D.; Brown, Q. B.; Chin, D. J.; Batey, L.; Karim, S.;
Mutneja, M. S.; Karanian, D. A.; Bahr, B. A. Degradative pathways
responding to age-related protein accumulation involve autophagy and
lysosomal enzyme activation. Rejuvenation Res 2005; 8(4): 227–237.
15. Du, H.; Schiavi, S.; Wan, N.; Levine, M.; Witte, D. P.; Grabowski,
G. A. Reduction of atherosclerotic plaques by lysosomal acid lipase
supplementation. Arterioscler Thromb Vasc Biol 2004; 24(1): 147–
154.
16. Apesar de parecer uma boa ideia, não podemos simplesmente usar
esta técnica para encher o corpo com células saudáveis contendo as
enzimas relevantes, porque as células existentes ainda estariam cheias
de lixo que, por definição, não desaparecerá sozinho. E no caso de
alguns tipos de célula — os neurônios são o caso mais óbvio —
provavelmente não gostaríamos de remover as células com lisossomos
fracos para substituí-las por células novas mesmo que isso fosse
possível.
8. Libertando-se das teias de aranha
celulares
1. Dobson, C. M. Getting out of shape. Nature 2002; 418(6899): 729–
730.
2. A gama-secretase na verdade não é uma proteína, mas um complexo
multiproteico composto por presenilina (PS), nicastrina (NCT), APH-
1 e PEN-2.
3. Também chamada de memapsina, ASP-2 ou BACE.
4. De fato, o fator de risco genético mais comum para o Alzheimer —
possuir uma versão menos favorável do gene da apolipoproteína E
(APOE) — não é, por si só, o tipo de sentença de morte que é, por
exemplo, o gene da doença de Huntington, porque não é realmente
essencial para a formação de placas de beta amiloide, mas em vez
disso faz com que a proteína fibrilosa de amiloide seja mais propensa a
se depositar nos tecidos.
5. Hashizume, Y.; Wang, Y.; Yoshida, M. Neuropathological study in
the central nervous system of centenarians. Em: Tauchi, H.; Sato, T.;
Watanabe, T. (editores). Japanese Centenarians: Medical Research for
the Final Stages of Human Aging. 1999; Institute for Medical Science
of Aging, Aichi, Japan: 137–154.
6. Também infelizmente, outros estudos de autópsia de centenários
foram em grande parte dissecações que não usaram o tipo de
ferramentas necessárias para identificar problemas moleculares
estruturais como amiloidoses. Esses dados, da forma que estão
disponíveis, confirmam a fragilidade geral que acomete esses humanos
de vida longa, causada por terem a estrutura do corpo
inteiro enfraquecida por danos moleculares onipresentes relacionados
ao envelhecimento: a metade de todos os centenários que foram
autopsiados de 1958 a 1987, e um terço dos examinados de 1958 a
1995, tinham "senescência e atrofia de órgãos" relacionadas ao
envelhecimento como um dos principais achados patológicos — um
resultado que concorda com estudos similares na Suécia e nos Estados
Unidos (Tauchi, H.; Sato, T. Autopsy findings: outline and
generational differences. Em Tauchi et al, citado acima: 132–136).
7. http://www.supercentenarian-research-foundation.org/
8. Comunicação pessoal com Stanley Primmer da Fundação de
Pesquisa de Supercentenários em 02/04/2006.
9. Courtney, C.; Farrell, D.; Gray, R.; Hills, R.; Lynch, L.; Sellwood,
E.; Edwards, S.; Hardyman, W.; Raftery, J.; Crome, P.; Lendon, C.;
Shaw, H.; Bentham, P.; AD2000 Collaborative Group. Long-term
donepezil treatment in 565 patients with Alzheimer’s disease
(AD2000): randomized double-blind trial. Lancet 2004; 363(9427):
2105–2115.
10. Reisberg, B.; Doody, R.; Stoffler, A.; Schmitt, F.; Ferris, S.;
Mobius, H. J. A 24-week open-label extension study of memantine in
moderate to severe Alzheimer disease. Arch Neurol 2006; 63(1): 49–
54.
11. D’Andrea, M. R.; Nagele, R. G.; Wang, H. Y.; Peterson, P. A.; Lee,
D. H. Evidence that neurones accumulating amyloid can undergo lysis
to form amyloid plaques in Alzheimer’s disease. Histopathology 2001;
38(2): 120–134.
12. Paresce, D. M.; Chung, H.; Maxfield, F. R. Slow degradation of
aggregates of the Alzheimer’s disease amyloid beta-protein by
microglial cells. J Biol Chem 1997; 272(46): 29390–29397.
13. Ainda existiria a questão dos emaranhados neurofibrilares (NFTs)
que analisamos no último capítulo — mas, é claro, este mesmo
capítulo ofereceu uma solução para o problema. Como veremos,
porém, a própria imunização contra beta amiloide ajuda o cérebro a
eliminar melhor esses agregados, da mesma forma que tirar os
destroços de um furacão da frente da porta da sua casa permitiria que
você finalmente conseguisse colocar o lixo para fora.
14. Billings, L. M.; Oddo, S.; Green, K. N.; McGaugh, J. L.; LaFerla,
F. M. Intraneuronal Abeta causes the onset of early Alzheimer’s
disease-related cognitive deficits in transgenic mice. Neuron 2005;
45(5): 675–688.
15. Há outras hipóteses que explicam o que ocorreria, mas esta
continua sendo a principal.
16. Schenk, D.; Barbour, R.; Dunn, W.; Gordon, G.; Grajeda, H.;
Guido, T.; Hu, K.; Huang, J.; Johnson-Wood, K.; Khan, K.;
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25. O anticorpo mais proeminente atualmente sendo estudado pode
não funcionar exatamente desta forma: aparentemente ele nem
entra no cérebro, e menos ainda ativa as micróglias ou se liga às
placas. Em vez disso, este anticorpo parece funcionar principalmente
captando o beta amiloide solúvel no fluido que banha o sistema
nervoso central, retirando-o do cérebro e colocando-o dentro do
líquido cefalorraquidiano e finalmente enviando-o para a periferia do
corpo através de um tipo de osmose, acabando por diminuir a carga de
placas cerebrais e oligômeros de beta amiloide dentro dos neurônios.
Esta hipótese de "poço periférico" é na verdade uma das interpretações
sobre como a vacina original, a AN-1792, funcionou (veja a nota 15).
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29. Esta é a mesma biotecnologia de DNA recombinante que é
atualmente usada para produzir uma infinidade de materiais, desde
insulina para diabéticos até muitos aromatizantes artificiais.
30. A amiloidose AA resulta da superexposição à proteína amiloide A
sérica (SAA) ao longo de toda a vida, que geralmente ocorre por causa
de condições inflamatórias crônicas. A amiloidose AA é muito mais
comum no mundo em desenvolvimento do que em muitos países
desenvolvidos porque as pessoas que vivem sem boa infraestrutura de
saneamento estão mais sujeitas a estímulos inflamatórios contínuos —
especialmente infecções recorrentes ou crônicas, como a hepatite viral.
Portanto, essa amiloidose é muito menos comum nos Estados Unidos,
onde geralmente está ligada a doenças inflamatórias específicas como
a artrite reumatoide.
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16. Suspeitos (embora menos prováveis) alternativos — ou
possivelmente cúmplices — de causar os efeitos colaterais da
aminoguanidina incluem alguns de seus mecanismos antioxidantes,
como a supressão do óxido nítrico, que é uma molécula de duas caras
(uma molécula essencial de sinalização que também é um radical livre
e um dos principais alvos da aminoguanidina), e a ligação com metais
de transição.
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can reverse age-related increases in myocardial stiffness. Proc Natl
Acad Sci USA 2000; 97(6): 2809–2813. Pesquisadores posteriormente
confirmaram que o alagebrium podia fazer o mesmo em cachorros
diabéticos; este resultado reforçou a reputação do fármaco como um
quebrador de AGE, mas foi muito menos importante quanto à
perspectiva de usá-lo para tratar o envelhecimento "normal".
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corpo são ou não "realmente" relacionadas ao envelhecimento, a
distinção que está sendo feita é muito sutil. A absorção de zinco e a
produção de vitamina D em resposta à luz solar são comprometidas
pelo envelhecimento biológico. Entretanto, o fato é que se os danos
reais do envelhecimento fossem desfeitos, os efeitos dos danos do
envelhecimento (como esses efeitos no zinco e na vitamina D) seriam
revertidos, assim como seus efeitos secundários, como aqueles no
sistema imunológico inato. Essas deficiências também poderiam ser
solucionadas em grande parte através de suplementação.
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17. O oposto também verificou-se verdadeiro: embora animais
recebendo células B velhas em sua maioria inicialmente produzissem
uma versão mais efetiva do gene de anticorpo ao receberem células T
jovens junto, ainda assim a taxa de hipermutação observada foi menor
em células B velhas do que em novas. Então, parece haver algum
defeito adicional nas células B tiradas de animais mais velhos; não está
claro se isso é algo intrínseco a essas células, ou o resultado de outros
processos primários do envelhecimento.
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28. No mundo real, é claro, aprendemos que "bombas inteligentes"
reais não são nem de perto exatas o suficiente para que sejam usadas
como uma metáfora para este tipo de matança precisa e focada que
seria necessária aqui, mas isso é só uma divagação minha.
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44. Abate, Cook e Livingston, comunicação pessoal; citada em Proc
Natl Acad Sci USA 2005; 102(50): 18011–18016.
45. Apesar dela ser raramente citada neste capítulo, meu entendimento
sobre a biologia e o papel na carcinogênese das células senescentes, e
também sobre os potenciais remédios para elas, foi muito influenciado
pelo trabalho da Dra. Judy Campisi do Laboratório Nacional Lawrence
Berkeley (EUA) e do Instituto Buck para Pesquisa do Envelhecimento
(EUA), uma coautora, junto comigo, do review e do
manifesto científicos originais das SENS. As principais publicações
dela em que me baseei para preparar este capítulo incluem: Mech
Ageing Dev 126(10): 1040–1045; Cell 120(4): 513–522; e Int J
Biochem Cell Biol 34(11): 1401–1414.
46. Entretanto, a frequência é maior em cartilagens de amortecimento
das juntas, e alguns pesquisadores defendem que esta baixa frequência
pode ser simplesmente o resultado de se depender excessivamente de
forma exclusiva de um único marcador de senescência. Um estudo
recente em nossos parentes próximos, os babuínos, descobriu que
quase uma célula a cada quatro já estava senescente em adultos jovens,
e que uma a cada vinte estava vivendo na zona intermediária nos
últimos anos de vida.
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56. Uma característica adicional das células senescentes de babuínos é
que impressionantes 95% delas também tem uma "estrutura" de
cromatina anormal em seu DNA, o que em princípio poderia também
ser usado como parte de um perfil molecular para identificar
senescência (embora um mecanismo pelo qual isso seria transformado
de um marcador em uma molécula de direcionamento ainda não esteja
claro).
11. Trocando células velhas por novas
1. Células-tronco derivadas de cordões umbilicais são intermediárias
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Ballestar, M. L.; Heine-Suner, D.; Cigudosa, J. C.; Urioste, M.;
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21. Trosko, J. E.; Ruch, R. J. Cell-cell communication in
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22. de Grey, A. D. N. J. Protagonistic pleiotropy: Why cancer may be
the only pathogenic effect of accumulating nuclear mutations and
epimutations in aging. Mech Ageing Dev 2007; 128(7-8): 456-459.
23. Além das considerações evolutivas, há um motivo provável para
explicar por que a quantidade de células com mutações nucleares não
aumenta muito com a idade: o fato de que algumas mutações matarão
a célula em vez de deixá-la aleijada, seja porque a mutação será tão
severa que a célula simplesmente não conseguirá sobreviver, seja
porque a mutação acionará alarmes dentro da célula, levando à
apoptose (a "programação de morte" anticâncer embutida na célula) ou
à ativação da resposta de senescência (caso no qual, pelo menos, as
mutações não serão passadas a nenhuma célula de sua prole, porque
nenhuma prole será criada a partir de então). O número de células com
mutações obviamente não aumenta quando as células que as contêm
são perdidas. Obviamente, a perda de células é um desfecho ruim, e
dependendo da extensão na qual ocorre deve em algum momento ser
reparada. Porém, isso não muda nada, de nossa perspectiva prática de
engenheiros antienvelhecimento, em relação às mutações, porque
nestes casos não há mutações para reparar ou tornar inofensivas, ao já
não haver uma célula a ser resgatada com a eventual resolução do
problema. Felizmente, como se lembrarão, temos um reparo já
antevisto para a perda de células por qualquer causa: o uso de células-
tronco.
24. Miller, M. 2015: a target date for eliminating suffering and death
due to cancer. BenchMarks 2003 May 16; 3(2). Acessado online em
27/10/2006 no endereço
http://www.cancer.gov/newscenter/archive/benchmarks-vol3-
issue2/page1
25. Isso, a propósito, é a parte da resposta a muitos dos
questionamentos usuais do "design inteligente" sobre a teoria da
evolução referente a que estruturas muito complexas, como os olhos,
não poderiam ter evoluído se não houvesse um propósito previamente
estabelecido para cada uma de suas partes integrantes.
26. de Grey, A. D. N. J.; Ames, B. N.; Andersen, J. K.; Bartke, A.;
Campisi, J.; Heward, C. B.; McCarter, R. J. M.; Stock, G. Time to talk
SENS: critiquing the immutability of human aging. Ann N Y Acad Sci
2002; 959: 452–462.
27. Bielas, J. H.; Loeb, L. A. Mutator phenotype in cancer: timing and
perspectives. Environ Mol Mutagen 2005; 45(2–3): 206–213.
28. de Grey, A. D. N. J.; Campbell, F. C.; Dokal, I.; Fairbairn, L. J.;
Graham, G. J.; Jahoda, C. A. B.; Porter, A. C. G. Total deletion of in
vivo telomere elongation capacity: an ambitious but possibly ultimate
cure for all age-related human cancers. Ann N Y Acad Sci 2004; 1019:
147–170.
29. Um caso similar é o do venerável Leonard Hayflick, que fez parte
da discussão do segundo workshop das SENS, e que também recusou-
se a assinar pelo menos em parte por ser contrário ao eventual sucesso
da proposta. Ele também afirma que não acredita que ela funcionará,
mas independentemente disso defende a posição extrema de que
desacelerar, paralisar ou reverter o envelhecimento biológico através
de qualquer meio é algo contrário às leis da física: Hayflick L. “Anti-
aging” is an oxy-moron. J Gerontol A Biol Sci Med Sci 2004; 59(6):
B573–B578.
30. Algumas informações novas sobre a WILT apareceram em: de
Grey A. D. N. J. Whole-body interdiction of lengthening of telomeres:
a proposal for cancer prevention. Front Biosci 2005; 10: 2420–2429.
31. Rudolph, K.L.; Millard, M.; Bosenberg, M. W.; DePinho, R. A.
Telomere dysfunction and evolution of intestinal carcinoma in mice
and humans. Nat Genet 2001; 28(2): 155–159.
32. Gonzalez-Suarez, E.; Samper, E.; Flores, J. M.; Blasco, M. A.
Telomerase-deficient mice with short telomeres are resistant to skin
tumorigenesis. Nat Genet 2000; 26(1): 114–117.
33. Uma variedade de DC também aumenta o risco de câncer, mas
estes pacientes não têm de fato mutações na telomerase em si, mas em
uma proteína auxiliar chamada discerina, que também é necessária
para outros propósitos que não envolvem a telomerase, de forma que
não podemos saber com certeza o que está ocorrendo neste caso; além
disso, ocorreram tão poucos casos deste tipo que não houve
oportunidades suficientes para se avaliar a ativação do ALT.
34. Vulliamy, T. J.; Marrone, A.; Knight, S. W.; Walne, A.; Mason, P.
J.; Dokal, I. Mutations in dyskeratosis congenita: their impact on
telomere length and the diversity of clinical presentation. Blood 2006;
107(7): 2680–2685.
35. Vulliamy, T.; Marrone, A.; Szydlo, R.; Walne, A.; Mason, P. J.;
Dokal, I. Disease anticipation is associated with progressive telomere
shortening in families with dyskeratosis congenita due to mutations in
TERC. Nat Genet 2004; 36(5): 447–449.
36. Stelzner, M.; Hoagland, V. D.; Woolman, J. D. Identification of
optimal harvest sites of ileal stem cells for treatment of bile acid
malabsorption in a dog model. J Gastrointest Surg 2003; 7(4): 516–
522.
13. Indo daqui até lá: a guerra contra o
envelhecimento
1. A saga da aceitação da teoria quimiosmótica para o funcionamento
mitocondrial é tão interessante que livros inteiros foram escritos sobre
ela. Um resumo conciso pode ser encontrado em: Prebble, J. Peter
Mitchell and the ox phos wars. Trends Biochem Sci 2002; 27(4): 209–
212.
2. Warner, H.; Anderson, J.; Austad, S.; Bergamini, E.; Bredesen, D.;
Butler, R.; Carnes, B. A.; Clark, B. F.; Cristofalo, V.; Faulkner, J.;
Guarente, L.; Harrison, D. E.; Kirkwood, T.; Lithgow, G.; Martin, G.;
Masoro, E.; Melov, S.; Miller, R. A.; Olshansky, S. J.; Partridge, L.;
Pereira-Smith, O.; Perls, T.; Richardson, A.; Smith, J.; von Zglinicki,
T.; Wang, E.; Wei, J. Y.; Williams, T. F. Science fact and the SENS
agenda. What can we reasonably expect from ageing research? EMBO
Rep 2005; 6(11): 1006–1008.
3. Warner, H. Scientific and ethical concerns regarding engineering
human longevity. Rejuvenation Res 2006; 9(4): 440–442.
4. de Grey, A. D. N. J. SENS is hard, yes, but not too hard to try: a
reply to Warner. Rejuvenation Res 2006; 9(4): 443–445.
5. A Aliança apresentou uma carta intitulada "Buscando o Dividendo
da Longevidade" para um grupo de parlamentares dos EUA em um
simpósio especial ocorrido no Capitólio em 12 de setembro de 2006.
Fui um dos cerca de 100 cientistas que a assinaram. Seu texto
completo pode ser encontrado em
http://www.agingresearch.org/longevitydividend/overview.pdf.
6. A guerra contra o câncer oficialmente começou no discurso sobre o
Estado da União do então presidente Nixon (EUA) em 1971 e levou à
Lei Nacional do Câncer naquele ano. Ainda existe uma variedade de
opiniões sobre se a triplicação (aproximadamente) do financiamento
público para a pesquisa do câncer que ocorreu na época foi utilizada de
forma adequada. Um relato recente pode ser encontrado em Faguet, G.
B. The War on Cancer: An Anatomy of Failure, a Blueprint for the
Future. 2006; New York, NY: Springer.
7. Somia, N.; Verma, I. M. Gene therapy: trials and tribulations. Nat
Rev Genet 2000; 1(2): 91–99.
8. Ruwart, M. 11 de outubro de 2005. The law most likely to kill you.
Disponível online em http://www.lewrockwell.com/orig3/ruwart2.html
14. Abrindo nosso caminho rumo a um
futuro sem envelhecimento
1. Usei pela primeira vez o termo "velocidade de escape" na forma
impressa no artigo que surgiu do segundo workshop SENS — de Grey,
A. D. N. J.; Baynes, J. W.; Berd, D.; Heward, C. B.; Pawelec, G.;
Stock, G. Is human aging still mysterious enough to be left only to
scientists? BioEssays 2002; 24(7): 667–676. Minha primeira descrição
completa do conceito, entretanto, só apareceu dois anos depois: de
Grey, A. D. N. J. Escape velocity: why the prospect of extreme human
life extension matters now. PLoS Biology 2004; 2(6): e187.
2. Gates desembolsa esses recursos através da Fundação Bill e Melinda
Gates, http://www.gatesfoundation.org/
3. A decisão de Buffett de doar a maior parte de sua fortuna à
Fundação Gates foi anunciada em junho de 2006 e é o maior ato de
doação para caridade da história dos Estados Unidos.
OceanofPDF.com