O fim do envelhecimento
Prefácio
A revolução biomédica descrita neste livro ainda está um pouco longe — pelo menos algumas décadas, ou talvez mais. Então por que — vocês podem se perguntar — devemos nos preocupar com isso agora?
A resposta é simples: assim que vocês souberem o que tenho a dizer, vão querer ajudar a antecipar esta revolução, e alguns de vocês transformarão esse desejo em ações concretas. Quanto mais pessoas estiverem informadas sobre o que já pode ser previsto na luta contra nosso inimigo mais antigo, o envelhecimento, mais rápido se tornará aceitável "assumir-se" como um fervoroso adversário do envelhecimento, e então será inaceitável não fazê-lo. Não estamos próximos o suficiente desta revolução a ponto de colocar prazos exatos quanto a sua chegada, mas estamos próximos o suficiente para que as atitudes que tomamos hoje (ou a falta destas) influenciem a data na qual o envelhecimento será derrotado.
Na verdade, estamos neste ponto já há alguns anos. Portanto, poderia-se argumentar que eu deveria ter escrito este livro antes. Bem, talvez seja verdade — mas há um contra-argumento: ano a ano, desde que desenvolvi os conceitos chaves descritos aqui, ocorreram avanços no laboratório. Cada um destes avanços fortaleceu o argumento de que o esquema geral será bem-sucedido, e então o livro como um todo é mais convincente do que poderia ter sido há um ou três anos. De fato, sem os árduos esforços de um grande número de cientistas dentro e fora da biogerontologia, meu plano para derrotar o envelhecimento não poderia existir.
Outra razão pela qual este livro só foi escrito agora é uma razão muito comum: livros não se escrevem sozinhos, e tenho passado todo meu tempo hábil ocupado com outros trabalhos para avançar na missão antienvelhecimento. Sem dúvida, vocês não teriam esse livro em suas mãos hoje se não fosse pelo trabalho árduo de meu assistente de pesquisa Michael Rae, que dedicou grande parte do ano de 2006 ao livro: ele pode ficar com o crédito pela maior parte do texto da Parte 2.
Michael não é a única pessoa sem a qual este livro não poderia existir. Agradeço a Peter Ulrich por examinar meticulosamente a fascinante história que envolveu trabalho paciente, raciocínio brilhante e também um pouco de sorte na pesquisa científica por trás do desenvolvimento do alagebrium. Quaisquer mal-entendidos nesta parte da história são responsabilidade do Michael. Um agradecimento especial vai para nossa equipe gráfica, que preparou as ilustrações: Bram Thijssen, Bryan English, Benjamin Martin, Tyler Chesley, Zachary Bos, Hoyt Smith, e seu coordenador, Jeff Hall. Além disso, Michael e eu recebemos excepcional ajuda editorial de Anne Corwin, David Fisher e Reason, voluntários da Fundação Matusalém. Nosso agente, John Brockman, e sua equipe foram tremendamente eficientes em guiar o livro ao longo do processo de publicação ao redor do mundo, e nosso editor na St. Martin's, Phil Revzin, também forneceu contribuições editoriais inestimáveis. E finalmente, meu trabalho neste livro, assim como todas as minhas contribuições à cruzada contra o envelhecimento, dependeu imensamente do suporte intelectual e emocional inabalável da minha amada esposa, Adelaide Carpenter.
Espero que este livro agrade a uma ampla gama de leitores; se isso ocorrer, a maioria dos leitores não serão biólogos e certamente não serão biogerontologistas. Alguns, porém, serão pessoas com conhecimento especializado nestas áreas. A este grupo eu gostaria de deixar claro desde o início que, ao apresentar as SENS — as "Estratégias para a Construção de um Envelhecimento Negligenciável" (em inglês, Strategies for Engineered Negligible Senescence) — para o público geral, não fui capaz de entrar em detalhes sobre todas as minúcias da parte científica relevante, e vocês com certeza identificarão aspectos das SENS que, se o que vocês lessem aqui fosse tudo o que houvesse para ser lido sobre o assunto, pareceriam falhos. Somente quero lembrá-los agora de que este livro não é tudo o que há para ser lido sobre as SENS, e que, se notarem algo que pareça ser uma objeção óbvia ao que digo, seria uma boa ideia consultar meu trabalho acadêmico publicado (e de preferência me consultar pessoalmente também) antes de descartá-lo.
Porém, o que se descreve acima aplica-se somente a "erros" por omissão, é claro. Quaisquer outros erros são, e aceito isso completamente, minha exclusiva responsabilidade.
OceanofPDF.com