O fim do envelhecimento

Aubrey de Grey · Apêndice

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O fim do envelhecimento

Glossário

 

2-deoxiglicose (2-DG): composto que se parece muito com o açúcar no sangue mas que, diferentemente do açúcar, não pode ser metabolizado nas mitocôndrias e assim transformado em energia. Por algum tempo, a 2-DG pareceu ser um mimético de restrição calórica.

Adenosina trifosfato: ver ATP.

Agente oxidante: ver oxidante.

Alagebrium: um fármaco que aparentemente quebra ligações cruzadas de produtos finais da glicação avançada. Quimicamente, é o cloreto de 4,5-dimetil-3-(2-oxo-feniletil)-tiazólio. Originalmente tinha o nome de ALT-711.

Alfa-dicetona: uma ligação cruzada de produtos finais da glicação avançada. Teoricamente, esse é o AGE quebrado pelo alagebrium.

Alfa-secretase: uma enzima necessária para o processamento normal da proteína precursora de amiloide (APP). A APP não forma a proteína beta amiloide quando é processada por esta enzima.

Alongamento alternativo dos telômeros (ALT): mecanismo pouco compreendido pelo qual algumas células cancerosas alongam seus telômeros sem usar a telomerase.

ALT: ver alongamento alternativo dos telômeros.

ALT-711: nome original do alagebrium.

Amiloide: qualquer uma de uma gama de cadeias de moléculas que funcionam como armadilhas para células que são criadas quando se danificam proteínas saudáveis naturalmente presentes no corpo, fazendo com que fiquem torcidas fora de sua configuração adequada de maneiras que fazem com que sofram interações tóxicas umas com as outras, ou com outros constituintes da célula. Tipicamente, formam "teias" quimicamente "aderentes" em volta de estruturas celulares que inibem seu funcionamento. Ver, por exemplo, a proteína beta amiloide.

Amiloidose AL sistêmica: a forma mais comum de amiloidose nos Estados Unidos e em alguns outros países industrializados, causada pela superprodução, por um tipo de célula do sangue, de um componente de uma classe de anticorpos chamado "imunoglobulina de cadeia leve" ("L" de "leve"; portanto, "AL" de "amiloidose de cadeia leve").

Amiloidose de proteína amiloide A (AA): uma amiloidose causada pela produção excessiva da proteína amiloide A, uma proteína envolvida na resposta inflamatória, geralmente como resultado de condições de inflamação crônica. É a doença amiloide mais comum fora dos Estados Unidos. Também é chamada de amiloidose "inflamatória" ou "secundária".

Amiloidoses: doenças causadas pelo acúmulo de amiloides.

Aminoguanidina: fármaco que inibe a formação de produtos finais da glicação avançada, primeiramente inibindo a reação inicial de glicação, e depois reduzindo a glicoxidação através de efeitos antioxidantes e de quelação de metais, e acima de tudo através de sua capacidade de acabar com oxoaldeídos. Seu nome comercial é Pimagedina.

Angiogênese: o crescimento de novos vasos sanguíneos.

Angiopatia amiloide cerebral (AAC): doença que ocorre quando o beta amiloide se liga à superfície interna dos vasos sanguíneos do cérebro, fazendo com que fiquem encrustados, enfraquecendo-os e reduzindo sua capacidade de se flexionar em resposta ao incremento do fluxo do pulso. Isso deixa-os vulneráveis à ruptura e ocorrência de derrame hemorrágico.

Anticorpo monoclonal: um anticorpo produzido em grande escala em laboratório tendo como alvo um antígeno específico.

Anticorpos: proteínas que reconhecem e se ligam especificamente a antígenos do organismo contra o qual supostamente devem lutar, seja marcando o invasor para ser atacado por outros componentes do sistema imunológico, seja bloqueando receptores e outras proteínas que são necessárias para a sobrevivência do patógeno.

Antígeno: uma proteína reconhecida pelo sistema imunológico.

Apoptose: frequentemente chamada de "morte celular programada" ou "suicídio celular". Ela é um processo programado cuidadosamente orquestrado de autodestruição que ocorre em células que foram sequestradas por "forças inimigas" (vírus ou câncer, por exemplo) para evitar que ameacem o organismo como um todo. Também é usada de forma extensa durante o desenvolvimento para se abater células desnecessárias. A apoptose segue uma sequência precisa de forma a evitar danos às células no entorno (ver necrose).

ASP-2: ver beta-secretase.

ATP: adenosina trifosfato, a "moeda de energia" celular. Assim como é possível usar muitos combustíveis diferentes (urânio enriquecido, carvão ou energia solar, por exemplo) e transformá-los em "energia universal" utilizável (eletricidade) para abastecer uma ampla gama de dispositivos (como aparelhos de DVD, processadores de alimentos e máquinas de lavar roupa), o corpo usa a energia química armazenada em diversos combustíveis (glicose, aminoácidos, ácidos graxos, etc.) para fazer ATP para impulsionar muitos de seus processos metabólicos.

ATP sintase F /F : ver Complexo V. 0 1

ATPase vacuolar: uma bomba consumidora de energia (ou seja, ATP) localizada na membrana do lisossomo que puxa prótons extras para dentro do lisossomo vindos do corpo principal da célula, aumentando sua acidez.

BACE: ver beta-secretase.

Bainha de mielina: material de isolamento que fica em volta dos nervos.

Barreira hematoencefálica: a camada protetora de células em volta dos vasos sanguíneos que alimentam o cérebro que impede que muitas moléculas na circulação tenham livre acesso ao cérebro.

Base de Schiff: um composto, que pode resultar de diversas reações de glicação, que contém uma ligação dupla entre um átomo de carbono e um de nitrogênio, com classes específicas de compostos conectadas a ele através do átomo de nitrogênio. As bases de Schiff que resultam da glicação são instáveis e tendem a formar produtos de Amadori.

Beta amiloide: ver proteína beta amiloide.

Beta-galactosidase associada à senescência (SA-beta-gal): uma enzima cuja atividade identifica células senescentes.

Beta-secretase: uma enzima com uma função indefinida que algumas vezes processa por engano a proteína precursora de amiloide, contribuindo para a formação da proteína beta amiloide.

Biogerontologia: o estudo do envelhecimento biológico focado em sua melhor compreensão.

Blastocisto: a bola de células muito primitiva que se forma dentro de apenas alguns dias após o esperma fertilizar o óvulo. O embrião só permanece neste estágio de desenvolvimento muito brevemente; o desenvolvimento já está muito mais avançado no momento em que o embrião é implantado no útero.

Brometo de N-fenaciltiazólio: um quebrador de tiazólio de produtos finais da glicação avançada. É um parente químico e predecessor do alagebrium.

C. elegans: ver Caenorhabditis elegans.

Cadeia transportadora de elétrons: a série de "bombas" que usa a energia dos alimentos na forma de elétrons fornecidos pelo NADH para encher um "reservatório" de prótons estruturado pela membrana interna mitocondrial (a "represa" mitocondrial), para impulsionar a produção de energia na forma de ATP pelo Complexo V através da fosforilação oxidativa.

Caenorhabditis elegans (C. elegans): um nematódeo que atualmente é amplamente usado para estudar os caminhos genéticos envolvidos na velocidade do envelhecimento.

Caminho dauer: um estado semelhante à hibernação em nematódeos como o C. elegans. No caminho dauer, uma larva suspende seu desenvolvimento por um período que pode durar muito mais do que a vida inteira de um nematódeo que segue a trajetória normal não dauer.

Carbonila: molécula orgânica com um átomo de carbono formando uma ligação dupla com um átomo de oxigênio. Essa estrutura faz com que muitas carbonilas sejam extremamente ativas biologicamente, e muitos precursores virulentos dos produtos finais da glicação avançada são carbonilas, como os oxoaldeídos.

Carboximetil-lisina: um produto final da glicação avançada comum derivado da glicoxidação. Também pode ser um produto final da lipoxidação avançada.

Catalase: uma enzima produzida pelo corpo que destoxifica o peróxido de hidrogênio ao decompô-lo em água e oxigênio.

CD28: um receptor na superfície de células T que permite que células apresentadoras de antígenos identifiquem as células CD8 que visam o antígeno encontrado pelas APCs.

Células apresentadoras de antígeno (APCs): são as equipes de reconhecimento do sistema imunológico, que identificam antígenos dos combatentes inimigos através de encontros diretos com eles ou cavando nos destroços de antigas batalhas (os restos de células destruídas por eles) e então alertando as células T especializadas em combater os invasores específicos que carregam esses antígenos.

Células B: células do sistema imunológico que reconhecem marcadores específicos (antígenos) na superfície de invasores que os marcam como estrangeiros, e produzem grandes quantidades de anticorpos específicos para eles. São em grande parte responsáveis por nos defender de patógenos como bactérias e parasitas que são completamente externos ao corpo, podendo portanto ser marcados diretamente para destruição. Células CD4: células do sistema imunológico que ajudam outras células imunológicas a incrementar sua contraofensiva quando patógenos invadem pela primeira vez. Também são conhecidas como células "T auxiliares".

Células CD8: ver células T citotóxicas.

Células da glia: parte da "equipe" de apoio e cuidados dos neurônios.

Células senescentes: células que perderam a capacidade de se dividir como resultado de danos do envelhecimento (e, geralmente, da resposta do corpo a esses danos).

Células T: células do sistema imunológico que amadurecem no timo. Incluem células T citotóxicas e células T auxiliares.

Células T anérgicas:  células T que não conseguem mais executar suas funções.

Células T auxiliares: ver células CD4.

Células T citotóxicas: células T responsáveis por eliminar células que são nativas do corpo mas que se voltaram contra ele, como células cancerosas ou células tomadas por vírus. Também são chamadas de células CD8 por causa do receptor característico que possuem.

Células T citotóxicas de memória: especializadas em atacar células "tomadas pelo inimigo" que contêm antígenos encontrados em batalhas imunológicas anteriores.

Células T citotóxicas virgens: uma reserva de células T citotóxicas ainda não especializadas que estão prontas para identificar novas ameaças, "aprender" sobre seus antígenos principais e então lançar um ataque.

Célula-tronco: uma célula inicial e não especializada que pode se renovar indefinidamente e se desenvolver em uma ou mais das células maduras altamente especializadas de cada tecido do corpo. Há células-tronco embrionárias e células-tronco adultas.

Célula-tronco adulta: células-tronco encontradas em corpos maduros, cujo desenvolvimento só pode gerar uma gama relativamente pequena de células maduras especializadas. Comparar com célula-tronco embrionária.

Célula-tronco embrionária: as "células-mestras" primordiais a partir das quais nossas células maduras se desenvolveram. São células-tronco aparentemente encontradas somente em embriões, as quais têm a capacidade de se tornar qualquer uma das muitas células maduras diferentes do corpo. Comparar com célula-tronco adulta.

Ceroide: conjunto de substâncias que compartilha muitas das propriedades da lipofuscina (e portanto é frequentemente confundido com ela) mas que é muito mais fácil de ser decomposto pela célula e não se acumula no envelhecimento biológico "normal".

Citocina: uma molécula de sinalização inflamatória do sistema imunológico.

Citocromo c oxidase: um dos complexos de bombeamento da cadeia transportadora de elétrons.

Citomegalovírus (CMV): um vírus persistente da família da herpes.

Clonagem terapêutica: ver transferência nuclear de célula somática.

CML: ver carboximetil-lisina.

CMV: ver citomegalovírus.

Complexo TIM/TOM: nome curto para "translocase da membrana interna mitocondrial" (TIM) e "translocase da membrana externa mitocondrial" (TOM). É o elaborado maquinário que especificamente transporta ("transloca") proteínas através das membranas mitocondriais.

Complexo V: a "turbina" mitocondrial que usa o fluxo de prótons para abastecer o estoque de energia na forma de ATP.

Creatinina: um resíduo da decomposição de proteínas que rins saudáveis removem eficientemente, e que portanto é usado como um teste, a partir dos níveis no sangue, do funcionamento renal.

Cristalinas: proteínas transparentes e flexíveis que constituem a estrutura do cristalino dos olhos.

Danos do envelhecimento: do ponto de vista prático da escola de engenharia da medicina antienvelhecimento, eles são as mudanças a nível molecular na estrutura do organismo que distinguem um organismo que existe há bastante tempo daquele que existe há pouco tempo. A nível abstrato e teórico, só incluiríamos aquelas alterações que de fato contribuem para o envelhecimento biológico, ou seja, aquelas que contribuem para o crescente risco de doenças, disfunções e morte durante nossa vida. Entretanto, do ponto de vista da medicina antienvelhecimento, essa distinção torna-se problemática, pois requereria que primeiramente identificássemos quais danos de fato contribuem para o envelhecimento biológico e quais não contribuem — o que precisaria de muitas décadas adicionais de pesquisa. A escola de engenharia da medicina antienvelhecimento contorna essa ignorância ao classificar todas as mudanças do envelhecimento que poderiam contribuir para o envelhecimento biológico como "danos", e então tenta intervir para repará-los ou torná-los inofensivos.

Deleção: mutação que envolve a remoção completa de grandes faixas de DNA, aniquilando muitos genes de uma vez só, apesar de ser, a rigor, apenas uma única mutação.

Dendrímero: minúscula estrutura nanotecnológica com estruturas de ramificação requintadamente complexas que se estendem para fora como arbustos, resultando em um formato esférico. Os ramos dos dendrímeros são projetados de uma forma que nos permite ligar uma ampla gama de moléculas a eles.

Disparidade de código: diferenças nos "idiomas" feitos de "letras" de DNA dos genes na mitocôndria e no núcleo da célula. A disparidade de código faz com que alguns genes na mitocôndria sejam ilegíveis para o maquinário de expressão do núcleo (e vice-versa).

DNA polimerase: a enzima responsável por fazer uma nova cópia do DNA de uma célula.

Doenças de depósito lisossômico (DDLs): uma gama de doenças genéticas causadas por falhas, ocasionadas por um ou outro mecanismo, nos lisossomos. Muitos pacientes carecem completamente do gene para uma enzima lisossômica, ou possuem uma cópia mutante dele, o que ocasiona uma versão deformada e inefetiva da proteína. Em outros casos, o problema é que uma das proteínas especializadas de transporte na superfície da membrana lisossômica está ausente ou é defeituosa, de forma que o lisossomo não consegue trazer o lixo para dentro de si para decompô-lo. Todas as LSDs resultam em doenças degenerativas mortais, com sintomas específicos que variam de acordo com quais órgãos uma determinada mutação afeta, e com qual severidade isso ocorre.

EGFR e EGFRvIII: ver receptor do fator de crescimento epidérmico.

Elétron: uma partícula com carga em um átomo. O fluxo de elétrons é a base da eletricidade e da fosforilação oxidativa.

Envelhecimento: essa palavra é usada em muitos sentidos, mas aquele que é importante para nossos propósitos é o envelhecimento biológico.

Envelhecimento biológico: processo universal, progressivo e nocivo de perda cada vez maior da fidelidade molecular com o passar dos anos, resultando aleatoriamente dos processos metabólicos intrínsecos do organismo, que degradam sua capacidade de manter a homeostase diante de estressores do ambiente, levando à vulnerabilidade intrínseca crescente a patologias e à mortalidade.

Enzima: um catalisador biológico que facilita uma reação química no corpo.

Epimutação: uma alteração estrutural permanente e não programada na "superestrutura" ou "armação" que controla a expressão de genes. Como mudanças nesta "armação" induzem alterações na regulação da expressão gênica (a ativação e desativação de genes), as epimutações são funcionalmente o mesmo que as mutações, e assim, são tratadas da mesma forma pelas SENS.

Escola de engenharia da medicina antienvelhecimento: intervenção direta nos danos moleculares do envelhecimento. Inclui deixar o metabolismo livre para causar danos em nossas estruturas moleculares, mas também evitar que essa sequência de danos leve a patologias, eliminando os danos (mantendo-os [ou reduzindo sua quantidade para que estejam] abaixo de um patamar a partir do qual se tornam patológicos) ou criando maneiras de tornar os danos em si inofensivos.

Escola de geriatria da medicina antienvelhecimento: tentativa de interferir nas consequências patológicas do envelhecimento quando estas surgem, tratando-as medicamente uma a uma.

Escola de gerontologia da medicina antienvelhecimento: tentativa de interferir nos mecanismos do envelhecimento, "arrumando-se" os processos bioquimicamente "bagunçados" do metabolismo ou neutralizando-se os produtos secundários reativos do metabolismo antes que causem danos a nossas estruturas moleculares.

Estresse oxidativo: desequilíbrio gerado pelo excesso das substâncias do corpo que tendem a quimicamente "necessitar" de elétrons (oxidantes incluindo radicais livres, mas também intermediários bioquímicos normais que algumas vezes precisam estar neste estado) em relação às substâncias que quimicamente "querem" doar elétrons (redutores ou agentes redutores). O estresse oxidativo aumenta o risco de radicais livres danificarem componentes celulares essenciais em vez de serem destoxificados, e também pode levar a desequilíbrios disfuncionais nos processos metabólicos por alterar a homeostase elétrica da célula.

Estruturas epigenéticas: as "armações" que ficam ancoradas no DNA em nossos cromossomos. As estruturas epigenéticas ajudam a determinar quais genes ficam ativados em uma célula e quais ficam desativados, permitindo que o mesmo DNA geral seja usado para criar células tão diversas quanto as células do fígado, do coração e dos rins, por exemplo.

Expansão clonal: processo pelo qual uma única célula (como por exemplo uma célula T citotóxica de memória) se reproduz em grande quantidade, criando "clones" de células idênticas.

Expressão: processo pelo qual as "instruções" presentes nos genes são executadas na criação de proteínas.

Expressão alotópica: expressão de proteínas a partir de um outro (allo, em grego) lugar (topos, em grego). É a criação de "cópias de backup" no núcleo dos genes codificadores de proteínas atualmente alojados no DNA mitocondrial.

Fator de crescimento endotelial vascular (VEGF): um mensageiro químico que estimula o crescimento de novos vasos sanguíneos.

Fluido cerebrospinal: fluido que banha o cérebro e a medula espinhal.

Fosforilação oxidativa (OXPHOS): o "carregamento" da "bateria" do ATP através do Complexo V, realizado adicionando-se fosfato a sua molécula precursora. Consome oxigênio e produz dióxido de carbono e água, e assim é chamada de respiração celular.

Gama-secretase: uma enzima necessária para o processamento normal da proteína precursora de amiloide mas que pode também desempenhar um papel em seu processamento anormal que a transforma na proteína beta amiloide, especialmente se a enzima tiver sofrido uma mutação e, assim, produzir uma forma anormal da proteína.

Gerontologia: o estudo do "envelhecimento", em quaisquer de seus aspectos ou significados: a psicologia dos idosos em nossa sociedade; os preconceitos contra idosos; as estruturas sociais que promovem ou restringem o acesso dos idosos debilitados à sociedade; e a biologia do envelhecimento (biogerontologia).

Gerontologia biomédica: o estudo do envelhecimento biológico focado em combatê-lo em humanos.

Glicação: a formação de uma ligação química espontânea entre moléculas de açúcar e proteínas.

Glicosepano: um produto final da glicação avançada complexo que é o maior contribuinte individual conhecido até o momento do fardo de AGE do corpo, prendendo até uma em cada cinco moléculas da proteína estrutural essencial colágeno em humanos velhos não diabéticos.

Glicoxidação: a conversão acelerada de alguns precursores de produtos finais da glicação avançada nesses produtos finais por ação de radicais livres.

Glioblastoma multiforme: um câncer de cérebro raro, extremamente agressivo e difícil de tratar.

Glomerulonefrite crescêntica: uma forma de doença renal muito inflamatória chamada dessa forma por causa das anormalidades em forma de lua crescente que são vistas nas biópsias dos rins dos pacientes. Uma vez que se desenvolve, a glomerulonefrite crescêntica leva a uma perda muito rápida do funcionamento renal.

Gordura subcutânea: gordura que fica sob a pele por todo o corpo, levando a um "formato de pera" quando presente em excesso. Comparar com gordura visceral.

Gordura visceral: tecido gorduroso que envolve nossos órgãos internos, em oposição à gordura subcutânea, que fica sob a pele por todo o corpo. A gordura visceral em excesso é responsável pela aparência de "formato de maçã" ou "barriga de cerveja" de pessoas com sobrepeso. A gordura visceral parece estar relacionada com grande parte da desregulação metabólica da diabetes e do envelhecimento.

HbA1c: ver hemoglobina glicada.

Hemoglobina glicada (HbA1c): um produto de Amadori que se forma nas hemácias. Como a HbA1c persiste por um período entre dois e três meses, ela reflete os níveis médios de açúcar no sangue para este período, e assim é usada como um teste de laboratório para avaliar-se o controle geral de açúcar no sangue.

Herceptin: um anticorpo monoclonal usado como uma terapia de câncer direcionada. O herceptin tem como alvo um receptor chamado HER-2 que estimula o crescimento celular. Ao incapacitar o HER-2, o herceptin evita o crescimento excessivo de células cancerosas dependentes da superestimulação do HER-2 para manter sua velocidade de reprodução extremamente rápida.

Hipertensão sistólica isolada (HSI): o tipo de pressão arterial alta em que o valor de pressão sistólica (o primeiro dos dois números de uma leitura de pressão arterial, como o "11" de "11 por 8") é alto, embora a pressão diastólica (o segundo número) esteja adequada.

Homeostase: a capacidade da célula ou do organismo de manter um equilíbrio metabólico definido.

Imunização ativa: dar a uma pessoa o antígeno contra o qual os médicos querem proporcionar a proteção imunológica, de forma a ativar a produção, pelo sistema imunológico, de anticorpos que irão atacá-lo.

Imunização passiva: fornecimento direto de anticorpos contra um antígeno que se deseja que sofra um ataque imunológico, invocando a resposta imunológica que esses mesmos anticorpos invocam quando são produzidos pelo corpo.

Insuficiência cardíaca diastólica (ICD): insuficiência cardíaca que ocorre quando a câmara de bombeamento do coração não consegue se expandir o suficiente para receber a quantidade de sangue necessária.

Insulina: hormônio cujo trabalho é mover carboidratos e aminoácidos para dentro de células musculares e de gordura.

Inteína: sequências que são inseridas temporariamente em algumas proteínas logo quando são sintetizadas, possivelmente para ajudar a proteína a maturar adequadamente rumo a sua forma final, e são removidas após terem servido a seu propósito.

K2P: um dos principais produtos finais da glicação avançada do cristalino dos olhos e possivelmente de outros tecidos.

KLRG1: um receptor que evita que células T citotóxicas se proliferem quando não há nenhuma infecção presente. Células saudáveis que contêm o KLRG1 são capazes de se reproduzir quando uma ameaça está de fato presente; células CD8 anérgicas não o conseguem, por causa de um outro receptor chamado CD57.

Ligação cruzada: uma "algema" molecular entre proteínas adjacentes.

Lipofuscina: termo amplo para a mistura de resíduos resistentes que se acumulam nos lisossomos de células de vida longa como as do coração e do cérebro à medida que envelhecemos. É uma miscelânea química de materiais lipídicos e proteicos derivados de membranas, metais reativos como ferro e cobre e uma variedade de outras moléculas orgânicas com a qual o conjunto normal de enzimas do lisossomo não sabe lidar e que portanto não se decompõe após ser enviada para lá. Ela tem um brilho vermelho quando exposta a luz de um comprimento de onda específico. É chamada popularmente de "pigmento da idade".

Lisossomo: organela ácida que usa enzimas para decompor componentes celulares danificados a nível molecular em constituintes mais básicos que podem ser usados como matérias-primas para a biossíntese de novas membranas celulares, enzimas e outros importantes componentes do maquinário celular. É o "incinerador de lixo" ou "centro de reciclagem" biológico. Os prótons extras que criam a acidez do lisossomo são ativamente bombeados do corpo principal da célula para dentro do lisossomo por uma bomba consumidora de energia (ou seja, ATP) localizada em sua membrana (a ATPase vacuolar).

Medicina antienvelhecimento: tentativas biomédicas de intervir nos efeitos patológicos do envelhecimento biológico. Ver escola de geriatria, escola de gerontologia e escola de engenharia da medicina antienvelhecimento. A maior parte do que é chamado de "medicina antienvelhecimento" e está disponível no mercado atualmente é completa baboseira ou uma mistura de tentativas cruas e não provadas da escola de gerontologia da medicina antienvelhecimento (como injeções hormonais e vitaminas antioxidantes) combinadas com a medicina preventiva básica (que apesar de básica é infelizmente pouco praticada, e inclui a melhora na alimentação e exercícios) e a escola de geriatria da medicina antienvelhecimento.

Memapsina: ver beta-secretase.

Membrana basal: o material biológico de filtragem dos rins.

Membrana interna mitocondrial: a "represa" mitocondrial que contém o "reservatório" de prótons usado para impulsionar a produção de ATP pelo Complexo V (a "turbina" da "represa hidrelétrica" mitocondrial).

Meningoencefalite: inchaço mortal do cérebro, aparentemente resultante de uma reação exagerada do sistema imunológico dentro do cérebro.

Metabolismo: a soma dos processos físicos e químicos que ocorrem no corpo vivo, incluindo a decomposição e construção de proteínas e estruturas corporais, e o consumo, distribuição dentro do corpo, transformação química e física, e por fim eliminação de comida, ar e outros compostos provindos do meio ambiente.

Metais de transição: elementos como o ferro e o cobre que podem intensificar o estresse oxidativo através de seu papel na reação de Fenton.

Metaloproteinases de matriz (MMPs): enzimas digestoras de proteínas que agem como as "equipes de demolição" da reestruturação de tecidos, limpando a "estrutura" velha e danificada na qual as células ficam incorporadas em um tecido, abrindo espaço para um novo crescimento.

Metástase: processo pelo qual células cancerosas escapam das "amarras" do tecido no qual estiveram originalmente incorporadas, e começam uma nova colônia em tecidos distantes do local original do câncer.

Metilglioxal: um importante oxoaldeído precursor de produtos finais da glicação avançada, até 40.000 vezes mais reativo do que o açúcar no sangue.

Micróglia: as células imunológicas do cérebro.

Mieloperoxidase: uma enzima usada por macrófagos para matar bactérias através da geração do tóxico ácido hipocloroso.

Mimético de restrição calórica: substância que supostamente induz alterações metabólicas que reproduzem as características antienvelhecimento essenciais da restrição calórica.

Mitocondriopatias: uma classe de doenças causadas por defeitos hereditários no DNA mitocondrial (ou, mais raramente, por mutações adquiridas através de causas independentes do processo do envelhecimento). Essas mutações levam a problemas na produção de energia que causam uma variedade de disfunções em diversos órgãos, de acordo com a mutação específica envolvida.

Mitocôndrias: as "usinas de energia" celulares que transformam os combustíveis não processados do corpo (glicose, aminoácidos, ácidos graxos, etc.) em energia celular utilizável (adenosina trifosfato — ATP).

MMPs: ver metaloproteinases de matriz.

Monômero de beta amiloide: um fragmento individual da proteína beta amiloide que inicialmente flutua livremente no cérebro.

mRNA: transcrições das instruções do DNA da célula.

mRNA antissentido: material genético que se liga a um gene transcrito predefinido quando ele emerge, impedindo-o de ser usado para fabricar a proteína que codifica.

Mutação: uma alteração estrutural permanente e não programada no DNA. Da forma que este termo foi usado no Capítulo 12, inclui as epimutações.

Mutações pontuais: mutações que mudam somente uma, ou algumas, das "letras" em uma "palavra" na "frase" de instruções que constitui um determinado gene.

NAD+/NADH: "transportador molecular" biológico que transporta elétrons da comida para dentro das mitocôndrias.

Nanotecnologia: engenharia realizada a nível molecular.

Necrose: morte traumática e não controlada de uma célula. A necrose geralmente faz com que a célula inche e se rompa, nocivamente liberando seu conteúdo e danificando células vizinhas.

Neurito: "cabos de fibra ótica" ramificados que permitem que os neurônios comuniquem-se uns com os outros.

Neuropatia (diabética): os danos debilitantes nos nervos que muitos diabéticos sofrem, resultantes da degeneração das bainhas de mielina isolantes, sendo esse quadro agravado pelo lento encolhimento dos "cabos elétricos" (dendritos e axônios) através dos quais os nervos comunicam-se uns com os outros.

Neurônio: um tipo essencial de célula do cérebro e do sistema nervoso especializada em receber e transmitir informações do corpo e de outros neurônios.

Núcleo: a parte da célula que aloja suas instruções genéticas de DNA centrais.

Oligômero de beta amiloide: uma cadeia curta de monômeros da proteína beta amiloide que ainda consegue flutuar livremente no cérebro.

Organela: uma "fábrica" celular autônoma que existe fora do núcleo e realiza funções metabólicas específicas para a célula como um todo. Exemplos incluem mitocôndrias e lisossomos.

Oxidante: substâncias que quimicamente "precisam" de elétrons. É o caso de muitos radicais livres, mas também de intermediários bioquímicos normais que algumas vezes precisam estar neste estado.

Oxoaldeído: um produto intermediário carbonila muito reativo da química da glicação.

OXPHOS: ver fosforilação oxidativa.

Pentosidina: um dos produtos finais da glicação avançada mais fáceis de se medir.

Peróxido de hidrogênio: uma molécula que age como um radical livre. É produzido pela decomposição de radicais superóxido.

Pimagedina: ver aminoguanidina.

Pressão arterial sistólica: o primeiro dos dois números que se obtêm de uma medição de pressão arterial, como o "11" de "11 por 8". É uma medida de quanta pressão é aplicada sobre a parede da artéria pelo influxo de sangue no vaso quando o coração se contrai.

Pressão arterial diastólica: o segundo número de uma leitura de pressão arterial, como o "8" em "11 por 8". É a pressão de base das artérias em descanso.

Produto de Amadori: composto intermediário relativamente estável da química da glicação, que se forma entre as bases de Schiff e os produtos finais da glicação avançada (AGEs) no processo de formação de AGEs. A hemoglobina glicada ou HbA1c é um produto de Amadori.

Produtos finais da glicação avançada (AGEs): compostos quimicamente muito estáveis que são os "produtos finais" de uma série de reações químicas na química da glicação.

Produtos finais da lipoxidação avançada (ALEs): danos químicos estáveis a proteínas causados por sua interação com lipídios; são similares aos produtos finais da glicação avançada.

Proteína beta amiloide: peptídeo formado a partir da proteína precursora de amiloide que se acumula como as "placas senis" cerosas que se juntam no cérebro das pessoas com o mal de Alzheimer, interrompendo a alimentação dos neurônios e impedindo seu funcionamento normal.

Proteína precursora de amiloide (APP): proteína produzida no cérebro que, quando danificada, pode formar a proteína beta amiloide. Tem algumas funções essenciais em nosso corpo, possivelmente incluindo ser necessária para permitir que os neurônios renovem seus circuitos em resposta ao aprendizado e façam crescer neuritos.

Pró-fármaco: substância que é inativa até ser metabolizada de alguma forma, quando é então quimicamente transformada em um produto farmacologicamente ativo.

Próton: uma partícula eletricamente carregada presente no átomo. O fluxo de prótons pela membrana interna mitocondrial através do Complexo V fornece a potência para impulsionar-se o armazenamento de energia celular na forma de ATP.

Quelar: prender um metal em uma forma não reativa.

Radicais livres: geralmente são definidos como átomos ou moléculas eletricamente neutros que contêm um elétron que está sem seu "par" gêmeo. Esta deficiência torna os radicais livres instáveis e muito reativos quimicamente. Muitos radicais livres "roubam" elétrons de outras moléculas para se estabilizar, e no processo, danificam a molécula da qual os elétrons foram "roubados", frequentemente transformando-a em um radical livre. Um excesso de radicais livres na célula pode causar estresse oxidativo, ocasionando desequilíbrios metabólicos disfuncionais e danos diretos em componentes estruturais essenciais como proteínas, DNA e membranas lipídicas. Muitas substâncias comportam-se como "radicais livres" e são frequentemente chamadas de radicais livres, mas não se enquadram, a rigor, nesta definição (íons de ferro reduzido, Fe2+, por exemplo); da mesma forma, algumas moléculas que a rigor são radicais livres não são nocivas de forma alguma.

Radical superóxido: radical livre produzido pela "perda" de elétrons na cadeia transportadora de elétrons nas mitocôndrias.

Reação de Fenton: reação química na qual metais de transição fazem com que radicais livres preexistentes mas relativamente inofensivos tornem-se mais virulentos.

Reação de Maillard: uma forma essencial da química da glicação, na qual uma molécula de açúcar abre sua estrutura e adere-se a uma molécula de proteína, formando uma base de Schiff. Esta estrutura é relativamente instável, de modo que a base de Schiff frequentemente decompõe-se espontaneamente. Entretanto, algumas vezes ela colapsa tornando-se um composto mais estável chamado produto de Amadori.

Receptor: uma "fechadura" molecular na superfície da célula que responde à "chave" molecular correta realizando funções como abrir a célula para a entrada de um nutriente necessário ou induzir uma cascata de sinalização.

Receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR): um receptor que estimula o crescimento celular. A produção excessiva de EGFR, ou a produção de uma forma mutante chamada EGFRvIII, está envolvida em muitos cânceres.

Receptor Notch 1 (NOTCH1): proteína necessária para a ativação de células-tronco, o crescimento de novos vasos sanguíneos e a maturação de alguns tipos de células imunológicas.

Redutor: uma substância que tem como característica "querer" dar elétrons a outros compostos.

Rejuvenescimento robusto de camundongos (RRC): a reversão irrefutável do envelhecimento em camundongos. O RRC será alcançado quando pudermos administrar em pelo menos 20 camundongos da espécie Mus musculus (o camundongo comum de casas e laboratórios), de uma linhagem saudável (uma com um tempo de vida médio normal de pelo menos três anos), tratamentos antienvelhecimento que comecem somente quando eles tenham pelo menos dois anos de idade, levando-os a ser capazes de viver com boa saúde até uma média de cinco anos de idade.

Restrição calórica: redução da quantidade de energia alimentar (calorias) da dieta concomitante à manutenção de níveis adequados de vitaminas, minerais, gorduras e proteínas essenciais. Em roedores de laboratório e muitas outras espécies, a restrição calórica desacelera o envelhecimento (prolongando a vida além de seus limites "naturais" preservando-se a funcionalidade jovial e aumentando-se a proteção contra quase todos os processos degenerativos e doenças relacionadas ao envelhecimento) em proporção direta ao nível de restrição: menos calorias levam a mais vida saudável e jovial. É a primeira e mais bem estudada forma de desacelerar o envelhecimento em mamíferos. Também é conhecida como "restrição dietética", "restrição energética" ou "restrição de alimentos".

Retinopatia (diabética): perda de visão em diabéticos ligada a danos nos finos vasos sanguíneos que alimentam os tecidos que absorvem luz no fundo dos olhos.

RRC: ver rejuvenescimento robusto de camundongos.

SA-beta-gal: ver beta-galactosidade associada à senescência.

SENS: Estratégias para a Construção de um Envelhecimento Negligenciável. É a plataforma científica da medicina antienvelhecimento baseada na heurística da escola de engenharia da medicina antienvelhecimento.

Sequência de direcionamento: sequência especial de aminoácidos que, quando presa ao "nariz" de uma proteína produzida no corpo principal da célula, direciona-a para um local específico, como por exemplo as mitocôndrias.

Serotonina: um mensageiro químico nos neurônios (e em outros locais) que tem influência no humor, apetite, pensamento e percepção sensorial. A serotonina é a substância cujo metabolismo é modulado por fármacos como o Prozac.

Sistema imunológico adaptativo: ramo do sistema imunológico que aprende sobre — e tem como alvo — células específicas estrangeiras e "tomadas pelo inimigo" através de seus antígenos. A existência do sistema imunológico adaptativo proporciona a base para as vacinas.

Sistema imunológico inato: ramo do sistema imunológico que não tem que "aprender" a identificar um inimigo específico. Seu trabalho é similar ao de soldados regulares em patrulha em uma zona desmilitarizada, tentando manter a ordem mas sem terem certeza de quem poderia ser o inimigo, estando prontos para confrontar qualquer coisa aparentemente suspeita que encontrarem.

Telomerase: enzima que volta a alongar telômeros encurtados.

Telômeros: longas faixas de DNA presentes nas extremidades de todos os nossos cromossomos que não contêm nenhuma instrução para formar proteínas. Os telômeros vão sendo desgastados a cada rodada de replicação de DNA.

Tempo de vida máximo: ver tempo de vida máximo de uma espécie.

Tempo de vida máximo de uma espécie: quanto tempo o mais velho dos velhos de uma espécie (e não somente de uma linhagem específica, ou do grupo de animais nos quais a intervenção foi testada) pode viver sob as melhores condições possíveis.

Terapia contra o câncer direcionada: um tratamento de câncer seletivo que tem como "alvo" células cancerosas seletivamente. Geralmente refere-se especificamente a fármacos que interferem em receptores específicos ou processos de sinalização dos quais um determinado câncer depende fortemente.

Tiazólio: membro de uma classe de compostos com uma estrutura química relacionada com a tiamina (vitamina B1).

Timidina quinase (TK): uma enzima que é necessária para a síntese de DNA.

TK: ver timidina quinase.

TNCS: ver transferência nuclear de célula somática.

Transferência nuclear de célula somática (TNCS): processo de se fazer novas células-tronco embrionárias perfeitamente adaptadas a partir de uma célula madura especializada (uma "célula somática") de um paciente através de sua fusão com um óvulo (fornecido por uma doadora) cujo núcleo celular é removido para dar lugar àquele da célula do paciente. Quando a célula fundida começa a se dividir, ela cria células-tronco embrionárias com o código genético do paciente, e assim sem nenhum risco de rejeição.

Translocase da membrana externa mitocondrial (TOM): ver complexo TIM/TOM.

Translocase da membrana interna mitocondrial (TIM): ver complexo TIM/TOM.

Triglicerídeos: lipídios, em especial lipídios circulando no sangue.

VEGF: ver fator de crescimento endotelial vascular.

VEL: ver velocidade de escape de longevidade.

Velocidade de escape de longevidade (VEL): patamar de velocidade do progresso biomédico que nos permitirá evitar o envelhecimento indefinidamente. É o ponto no qual cada rodada sucessiva de refinamentos do conjunto de ferramentas de reversão do envelhecimento das SENS estiver dando-nos mais tempo do que precisamos para desenvolver a próxima rodada de refinamentos, até podermos por fim escapar do declínio relacionado ao envelhecimento indefinidamente, independentemente de quão velhos nos tornarmos em termos puramente cronológicos.

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Table of Contents

Folha de rosto

Expediente

Sumário

Prefácio

Parte 1

1. O momento "eureca"

2. Acordem: o envelhecimento mata!

3. Desmistificando o envelhecimento

4. Aplicando a engenharia ao envelhecimento

Parte 2

5. O colapso das usinas de energia das células

6. Saindo do sistema

7. Aperfeiçoando os incineradores biológicos

8. Libertando-se das teias de aranha celulares

9. Quebrando as algemas do AGE

10. Acabando com os zumbis

11. Trocando células velhas por novas

12. Mutações nucleares e a derrota total do câncer

Parte 3

13. Indo daqui até lá: a guerra contra o envelhecimento

14. Abrindo nosso caminho rumo a um futuro sem envelhecimento

15. Títulos de guerra para a campanha contra o envelhecimento

NOTAS

NOTAS DE TRADUÇÃO

Glossário

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