O Segredo de Sarah

Cláudia Sátiro · Capítulo 9 de 15

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O Segredo de Sarah

Capítulo Oito

 

O tempo, que antes demorava a passar, voou. Foram três dias no hospital, que se tornaram curtos para todas as esperanças que eu sentia todas as vezes em que Lex me visitava. Eu não esperava mais nada a não ser vê-lo. Ele não mais me beijou, nem disse que me amava de novo, se é que ele já havia dito, eu não posso afirmar nada das coisas que me tinham acontecido três dias antes, porque eu havia estado sonhando dentro de um pesadelo.

Mas eu esperava por Lex todos os dias ansiosamente.

Quando Lidia e Linda vinham, enchiam o quarto de alegria. Elas me contavam as coisas que estavam planejando para nós, Lidia dizia ter redecorado o quarto agora que iria usá-lo, elas falavam do futuro e das coisas que iríamos fazer, outras pessoas me visitavam e me levavam flores e chocolates. Eram gentis e evitavam falar do ocorrido.

Meus pais nunca apareceram, e a voz da Gloria dizendo que eu estava doente não saía da minha cabeça.

Ao fim do terceiro dia, Linda foi me buscar no hospital. Confesso que fiquei decepcionada, esperava que o Lex me buscasse, mas eu estava feliz com a Linda também. Nos últimos dias eu tinha a achado bem distante de mim, sempre com os olhos triste. Ela parecia estar frustrada com tudo. Eu gostaria de ajudar, mas não me sentia bem para aconselhar ninguém, ainda estava me recuperando de tudo aquilo, e ainda tinha muitas coisas que resolver. Tudo aquilo me deixava inquieta, saber que eu teria que enfrentar meus pais mais cedo ou mais tarde me deixava com uma dor estranha no peito, eu os amava tanto, eu não tinha dúvidas disso, mas procurava coisas em minha mente que justificassem toda aquela infância perdida para que eu não os odiasse algum dia.

Linda arrumou minhas coisas e fez sinal para sairmos com a cabeça, o sorriso em seu rosto parecia morrer cada dia mais, eu não podia levar mais esse problema para resolver outro dia. Entramos no carro e saímos do estacionamento do hospital.

— O que está acontecendo?

Eu a encarei, mesmo sentindo medo da sua resposta. Medo de que ela me dissesse que havia se cansado de tudo aquilo; ela era como uma mãe para mim, saber que ela estava desistindo de andar ao meu lado poderia causar uma ferida ainda maior em minha alma. Ela segurou minha mão sem tirar a atenção da estrada e sem demonstrar interesse ao assunto que eu havia puxado, mas eu estava disposta a ir até o fim, já estava decidido que, em minha vida, os segredos seriam banidos.

— Fala, por favor...

— O quê, Sarah?

— Por que está distante de mim? O que está me escondendo? O que eu fiz que te machucou tanto?

— Eu só estou preocupada, Sarah. Tudo o que aconteceu com você foi muito grave, de certa forma, me sinto responsável por você, não deixaria que você tivesse se metido nisso se por um segundo eu tivesse imaginando algo tão terrível. Você é importante demais para mim, Sarah.

— Porque eu sou tão importante para você?

Linda parou o carro no acostamento, pôs-se a chorar. Ela estava quase à beira da histeria.

— Eu sabia que você estava doente, seu pai veio até a escola dias antes de você ingressar e nos contou que você tem ou tinha uma doença grave no coração. Ele fez restrições sobre você e nos pediu segredo. Irmã Gloria me contou que você já sabe, eu não tive coragem de te contar, me perdoa, Sarah?

Fiquei por um tempo ali parada esperando aquele choque passar. Ouvir aquilo da freira me alertou, mas ouvir da Linda despertava um pânico de que tudo aquilo pudesse ser verdade. Eu estava doente então, prestes a morrer a qualquer momento, mas por que me privaram disso? E o que eu tinha? Só meus pais poderiam me responder. Olhei para Linda, que continuava a chorar, ela não estava me deixando, ela estava apenas se culpando por algo que ela não tinha culpa. Se eu consegui viver algo em minha vida, devia isso à Linda, que sempre me colocou como primeira pessoa em sua vida.

— Está tudo bem, Linda.

— Me desculpa, Sarah?

— Você está se desculpando à toa. Eu não tenho o que te desculpar.

— Eu poderia ter te falado, mas fiquei com pena. Você estava tão feliz na escola, eu queria que você continuasse motivada. Quando você se interessou pela dança, eu fiquei tão feliz! Me dediquei a você, Sarah, vivia com medo que o tal dia chegasse, mas graças a Deus nunca chegou. Vi você se tornar mulher e ter sonhos altos, refiz a minha vida pra poder ver você se tornar a pessoa que sonhou, mas hoje me pergunto se fiz a coisa certa. Você se machucou, foi enjaulada como um bicho, e se uma alma boa não tivesse nos alertado, você estaria presa até hoje.

— Você me deu uma vida, Linda, você e a Lidia pintaram meu mundo, se eu tenho coisas boas pra contar, sonhos a me apegar, eu devo isso a vocês, eu te amo muito.

Então percebi que a Linda nunca me deixaria, ela me amava e sempre estaria comigo.

— Eu também amo você.

-Terminamos o resto do caminho em silêncio, eu estava tentando entender por que eu não me sentia doente, procurava momentos em minha vida que demonstrassem problemas, mas exceto pelas restrições dos meus pais, eu era uma pessoa normal.

Estacionamos na garagem do campus, Linda ainda estava triste, mas parecia mais leve. Ela me ajudou a levar as coisas para meu quarto, e não foi nenhuma surpresa encontrar todos lá dentro gritando surpresa. Lidia amava festas e nunca perderia aquela oportunidade. Dei uma vaga olhada pelo quarto, ele não era lá muito grande, mas cabia uma porção de pessoas, apenas o Lex não estava ali. Procurei não ficar triste com sua ausência, meus amigos estavam bebendo e festejando.

— Quer uma cerveja, Sarah? — perguntou o Vicente me sorrindo com aqueles dentes brancos perfeitos.

Eu nunca havia bebido, mas eu não era mais a mesma, era?

— Eu acho que pode ser...

Ele me passou uma garrafinha verde. O líquido estava extremamente gelado, o gosto não era dos melhores que já havia provado, mas sim, era bom. Terminei a cerveja mais rápido do que eu imaginei, e me senti leve depois dela. Por alguns instantes, consegui esquecer algumas coisas. Uma anestesia, por que esquecer mesmo era impossível, mas conseguir suavizar um pouco o clima., afinal, poucos minutos antes eu estava no carro vendo a Linda chorar, contando que existia uma doença, mas naquele minuto eu escutava Lidia rir enquanto Vicente contava e mostrava para todos como ele era musculoso. Era bizarro. Olhando de longe, aquela cena em nosso quarto parecia normal. Jovens bebendo e contando coisas sem graça que faziam os outros rirem. Uma batida à porta desviou nossa atenção. Lidia correu para atender. Segundo ela, deveria ser a comida que ela havia encomendado.

Lex estava à porta, segurava rosas brancas nas mãos, ele me avistou perto da janela e sorriu. Eu quase escondi a cerveja com medo do que ele pudesse falar, mas então notei que isso era besteira. Eu era uma adulta, dona dos meus atos e responsável por eles. Então eu levantei a garrafa e ofereci para ele com um sorriso. Ele andou até mim, parecia um deus grego saindo do pedestal. Perto dele, todos os homens daquela sala diminuíam. Devia ser meus olhos. Ele me estendeu as flores e pegou a cerveja das minhas mãos, então tudo ficou completo.

Saí com o Lex assim que a comida chegou. Eles me deram uma folga, fugimos de todo aquele barulho. Lex segurou em minhas mãos e andamos pela praça. A noite estava estrelada e fresca, a brisa leve que passava balançava meu vestido fazendo-o dançar. Eu me sentia em um daqueles filmes estrangeiros em que o príncipe vem para levar a princesa, e juntos vivem o seu felizes para sempre.

— Você está calada esta noite, fixa nestas rosas, deveria ter trazido chocolates — disse ele, quebrando o silêncio.

— Estou saboreando sua presença, me prendendo a cada momento para não sofrer quando você partir, quanto às rosas, estou imaginando as azuis. Será que isso faria delas mais especiais por serem diferentes? — falei, imaginando o novo rumo da minha vida.

— Não é a cor que torna a rosa especial, é quem está recebendo, ou quem te dá, vai do ponto de vista. São como os problemas, Sarah, não é o problema que torna a vida especial, é a forma que você encontra de resolvê-lo. Quanto a mim — disse ele se aproximando —, eu nunca vou estar longe de você, não pretendo partir.

— É uma promessa?

— É uma sentença.

Lex me segurou em seus braços e me beijou sob a luz da lua. O beijo foi leve e envolvente, depois foi ficando rápido e quente. Ele explorava minha boca enquanto me segurava forte em seus braços. Era uma magia que eu nunca havia experimentado, então ele pôs a mãos em meu rosto e afastou a boca da minha.

— Não... — falei baixinho em protesto ao fim daquele beijo maravilho.

Ele sorriu e me beijou novamente, agora com mais vontade e desejo, eu nunca tive tanta certeza na vida quanto a de que eu o amava.

— Eu amo você Lex... — quase gritei.

Lex ficou em silêncio por um tempo, eu esperava ouvir uma resposta ao meu amor, no entanto, eu não me importava em ouvir, ele me amava, eu podia sentir. Por tudo o que houve entre nós, por toda aquela situação, pelos olhares, pelo beijo, ele não precisava me falar, eu já sabia que ele me amava, e ele me amava muito. Soltei-me dele e fui em direção à fonte; Lex me segurou antes que eu desse dois passos, suas mãos fortes me puxaram para perto, e eu não ofereci resistência.

— Aonde você vai? Você me fala uma coisa dessas e sai? Eu tive tanto medo que você não correspondesse ao que sinto, aí, do nada, você fala que me ama e sai andando sem me dar tempo de saborear o que me disse? Como se fosse um simples “boa noite”?

— Não achei que fosse tão importante.

— Me apaixonei por você desde aquele dia que vi você indefesa dentro daquele carro. Eu quis te pegar no colo e não soltar mais. Ao que se passou e eu pude notar o seu crescimento na escola, tão bonita e talentosa, eu evitei criar expectativas com você, quando você me falou que queria beijar o Vicente eu quis sumir, eu me...

— Eu...

— Shh... — Colocou o indicador em meus lábios para que eu me calasse. — Eu procurei me afastar de você, mas era impossível, você estava em todos os lugares que eu ia. Quando você sumiu a primeira vez eu percebi que te amava, então você falou que estava namorando com o namorado da minha filha. Eu me senti o cara mais imbecil do mundo. Foi uma confusão, eu sei, mas eu quase me mudei do país. Eu procurei você depois daquela noite, eu ia falar o que estava sentindo, mas você sumiu de novo e eu fiquei transtornado, quase enlouqueci. Você é muito importante para mim, Sarah, quero cuidar de você, realizar teus sonhos, quero estar com você para que nunca mais se sinta sozinha, eu não posso imaginar você sendo machucada de novo.

Lex me beijou de novo e de novo, era sempre melhor.

— Eu falei de você aquela noite, era você que eu queria beijar não o Vicente.

— Você olhou para ele enquanto falava...

— Ele esbarrou em mim.

Rimos de tudo aquilo e ficamos ali, namorando, e qualquer coisa além daquilo não tinha importância.

Apesar da garrafa de cerveja e do amor exagerado, eu sabia que existiam coisas para resolver, coisas com as quais talvez o Lex não estivesse disposto a conviver, então me lembrei da tal doença, e me veio um aperto no coração. Eu não queria deixar o Lex, eu não queria morrer, eu estava vivendo aquele momento imaginando que o amanhã estaria presente em minha vida para que eu pudesse resolver todos os meus problemas e seguir com o ele, mas eu não tinha certeza que o amanhã chegaria. Olhei para Lex, que parecia tão leve, ele usava jeans e camisa social branca, seu rosto parecia tranquilo, ele não estava preocupado com nada, ele não sabia que eu estava morrendo.

— Vamos à instituição? — pedi.

Ele me olhou desconfiado, mas se levantou e me estendeu as mãos.

— Se você quer.

Já fazia quase duas semanas que eu não ia lá. Eu me dei conta de que sentia falta, fiquei feliz em notar que nada havia mudado, aquela vida era a que eu queria para sempre, mesmo que o sempre fosse só aquela noite.

— O que você quer aqui? Acho que aquela cerveja lhe subiu à cabeça.

— Tem umas três horas que bebi aquela cerveja. Não viaja, Lex, eu gosto desse lugar, estava com muitas saudades daqui.

Encostei nele e o beijei nos lábios, ele estremeceu com o contato, então ele me tomou em seus braços e me beijou com uma vontade que me arrepiou a pele.

— Estou no meu lugar preferido, com a pessoa que mais amo, eu quero ser sua mulher, Lex.

Ele pensou por um tempo, então notou que não havia muito em que pensar, ele me pegou nos braços e me levou para sua sala. Eu nunca havia estado ali. A sala era grande, uma das maiores que havia na escola. Em um canto, tinha uma mesa que imaginei ser a mesa dele. Ela era enorme e tomava todo espaço destinado a ela, havia também uma ampla biblioteca, com poltronas pretas e um enorme sofá azul, um bar com diversas bebidas e frigobar embutido; em um outro espaço, havia uma enorme mesa de reuniões. Vinte pessoas não encheriam aquele lugar. Tudo isso era separado por vidros, Lex me levou para a sala de livros, as luzes se acenderam às nossas costas. Ele apertou um botão de um controle que estava em um dos sofás, e as cortinas em nossa volta se fecharam. A janela em nossa frente se abriu, e o clarão da lua entrou na sala. O sofá azul se tornou uma enorme cama. De repente, não estávamos mais na biblioteca do seu escritório, estávamos em um confortável quarto. Lex riu com a minha surpresa.

— Eu costumo passar noites aqui quando tenho muito trabalho. Você quer um vinho?

— Não, uma cerveja foi o suficiente.

Lex parecia mais desconfortável do que eu, ele estava sem saber o que fazer, mas eu sabia o que eu queria. Fui até ele e o beijei, ele me puxou para si e me prendeu em um abraço forte, me beijava cada vez mais acelerado e quente, eu estava muito excitada, me livrei dos seus lábios e olhei em seus olhos. Eu o queria, queria muito, não por que eu poderia estar doente. Eu o queria porque me havia apaixonado no momento que coloquei os olhos nele. Aquela noite estava destinada a acontecer desde a primeira vez em que nossas bocas se tocaram. Existia uma sensação, uma emoção que eu só sentia quando estava perto dele. Puxei as alças finas do meu vestido branco, o tecido era leve, assim que me livrei das alças ele caiu no chão, estava feito, eu estava seminua em frente àquele homem maravilhoso. Lex me puxou para si, me pegou nos braços, minhas pernas entrelaçaram sua cintura, ele me colocou na cama. Sua boca desceu devagar até meus seios, gemi com o toque, era incrível o que duas pessoas podem movidas pela paixão e pelo desejo, Lex me teve naquele sofá. Ele foi gentil e suave, beijou-me em lugares inusitados. Eu nunca havia feito, mas não foi difícil, já que tudo que eu mais queria era tocá-lo e beijá-lo, quanto mais ele me tinha mais eu o agarrava, eu me prendia, o puxava para mim.

— Eu te quero tanto, Sarah, você é melhor do que tudo o que eu pude imaginar.

Percebi que eu estava no caminho certo, intensifiquei os beijos, ele virou o corpo e eu pude ficar sobre ele, e ali, olhando nos olhos do homem da minha vida, eu tive meu primeiro orgasmo. Ele chegou ao ponto junto comigo, estávamos sentindo a mesma coisa, éramos um corpo só. Amamo-nos até alcançarmos a exaustão. Fiquei ali deitada sobre o seu peito enquanto meu corpo sentia espasmos. Eu estava em êxtase, aquilo era a coisa mais maravilhosa que eu já havia experimentado. Então ficamos quietos ouvindo a respiração um do outro.

Acordei deitada sobre o peito do Lex. Era algo tão surreal, nunca me atrevi a ir tão longe com ele nem mesmo em meus pensamentos mais loucos, aquilo era mais do que tudo que eu poderia querer do universo. Ele dormia tranquilamente, eu poderia ficar ali o resto da noite observando e admirando sua beleza, mas havia algo que eu estava louca para fazer. A sala estava mal iluminada, tateei procurando por algo para vestir, e consegui uma camisa branca. Minha calcinha estava perto da cabeceira, me dei por satisfeita. Estava tudo em silêncio, toda as salas estavam à minha disposição, não poderia existir nenhuma regra que se aplicasse àquela hora da madrugada, todas as salas eram equipadas com aparelhagem de som de última geração e playlists infinitas. Eu sabia que faixa queria, pois já havia dançado inúmeras vezes, amava aquela música, pois ela falava de um amor tão grande quanto o que eu estava sentindo. De fato, são poucos os que têm o privilégio de amar.

A música invadiu a sala, entreguei-me a ela da mesma forma que havia me entregado a Lex horas antes. Sim, era possível sentir tamanho prazer em dançar. Lex entrou na sala e ficou me observando por um tempo, não demorou, e eu senti seus braços me erguendo. Eu estava dançando com Lex Lambertini, e era maravilhoso. Senti-me segura saltando, pois ele me segurava com firmeza, me conduzia, e seu toque era leve ao som doce daquela música. Enquanto dançávamos, fazíamos amor.

— Eu não pretendo te ensinar o que é o mundo, eu também não sei — recitou o refrão da música enquanto me beijava, e fizemos amor ali mesmo na sala de dança.

***

Lex estava me encarando havia um bom tempo, eu fingi não perceber. A sala ainda estava embalada por músicas de todos os gostos, e eu sentia a energia delas entrando em mim, sentia vontade de sair dando piruetas pela sala ao mesmo tempo em que queria permanecer ali sentindo o cheiro e a masculinidade de Lex junto a mim.

— Eu ainda não te agradeci por ter me tirado do convento — falei.

— Eu não fiz sozinho. Suas amigas fizeram muito com todas aquelas faixas e todo aquele barulho. Eu apenas entrei com os advogados e a polícia. Cárcere privado ainda é crime.

Seu tom de voz me disse que ele estava aborrecido.

— Está tudo bem, Lex?

— Agora está, Sarah, só não volte mais lá tá? Você teve muita sorte em ter uma das freiras do seu lado.

Lembrei-me da Irmã Glória e me pus a pensar no que estaria acontecendo com ela, qual tipo de castigo ela estaria pagando, eu precisava voltar lá, eu tinha que vê-la.

— Sobre essa freira, alguma notícia?

— É tudo muito privado ali dentro não tem como saber.

— Você sabe que terei que voltar lá, né?

— Por favor, Sarah... — Lex se levantou e começou a se vestir. Fiquei ali sentada no chão olhando para ele e imaginando como eu lidaria com aquela rocha que era Lex Lambertini.

— Eu tenho que resolver coisas, Lex, em minha vida. Talvez você ainda não esteja pronto para passar por tudo que pode vir, talvez você precise...

— Não condicione minha felicidade a seus “talvez”, Sarah, eu preciso estar com você, e isso é tudo. Você quer estar comigo?

— Eu amo você, mas existem coisas que precisam ser resolvidas, pessoas que preciso enfrentar, e muitas dessas coisas podem mudar toda a minha história.

— Não existe nada que eu não possa enfrentar com você.

— Eu estou morrendo Lex.