Os 28 Tecelões de Rochdale: história dos probos pioneiros de Rochdale

ram de ouvir-se os gritos: “Não nos submettemos".

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ram de ouvir-se os gritos: “Não nos submettemos".

“Hão de ver quem somos nós!”, etc. Cinco minutos

antes, todos queriam fazer parte da commissão, — agora permaneciam todos calados; como os ra- tos da velha fabula, que concordavam com a ne-

cessidade de pendurar um guiso ao pescoço do

gato, sem que nenhum quízesse encarregar-se de

missão tão difficil, os ratos da assembleia reco-

nheciam unanimamente que a tarefa era bastante

embaraçosa.

O leitor terá assistido, certamente, a alguma

reunião popular em que se fala de politica, no mo-

mento em que a discussão interessa á maioria de

um partido. Quantos desafios, quantas provoca-

ções! E que ardor para combater! Todos esses pa-

triotas tomam a attitude de arregaçar as mangas para

entrar em lucta. Ao vel-os, sentimo-nos tenta- dos a crer que o paiz será salvo por elles naquella

mesma noite. Mas repentinamente alguem dotado

de sentido pratico e familiarizado com esses phe-

nomenos populares, faz ver que a salvação do paiz

está subordinada a uma pequena questão de di-

nheiro e propõe que se faça correr uma lista de

subscripção. Uma brusca irrupção da policia ou uma descarga de fuzilaria não poderiam produzir

um silencio immediato tão solemne como essa

simples indicação feita durante a discussão. Algo