Os 28 Tecelões de Rochdale: história dos probos pioneiros de Rochdale
nós o exigimos quando temos pouco dinheiro dis-
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nós o exigimos quando temos pouco dinheiro dis-
ponivel em caixa, mas, neste momento, podemos
dispensar tal formalidade. Vou reembolsal-o im-
mediatamente.
E o caixa entregou ao accionista as 16 libras,
que este guardou vacilante e perguntando-se a si mesmo si não estava commetendo uma loucura.
Dezoito mezes mais tarde voltava a entregar as suas 16 libras á Sociedade.
Depois dele, appareceu uma mulher que pediu, por sua vez, devolução de suas acções. Mas apenas o caixa lhe entregou o dinheiro, ella
declarou que não lhe fazia mais falta. Mais cor- data do que o primeiro solicitante, preferiu deixar
seu capital em mãos seguras a retiral-o para de-
posital-o em um esconderijo qualquer, onde não
produziria nenhum lucro.
Outra mulher, avisada por um commerciante
do perigo que corria seu dinheio, que attingia á
sonuna de quarenta libras, respondeu: “Si o ar-
mazem fallir, fal-o-á com o seu dinheiro e não com
dinheiro alheio; foi elle quem me deu tudo quanto
está inscripto em meu nome nos sens livros”.
Nessa occasião o Banco de Rochdale, com o
qual os Probos Pioneiros mantinham transacções,
prestou-lhes um grande serviço, que é sempre lem-
brado com gratidão.
Alguns commerciantes, reunidos no local do
Banco, falavam da situação do armazem coopera-
Os 28 Tecelões 3