Os 28 Tecelões de Rochdale: história dos probos pioneiros de Rochdale
resolveram conseguir o seu proposito de outra
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resolveram conseguir o seu proposito de outra
maneira.
Num desses dias humidos, escuros e tristes de
Novembro, quando os dias são curtos e o sol, vem-
cido pelo desalento e pelo desgosto, parece que não quer mais brilhar, alguns daquelles pobres
tecelões, sem trabalho, quasi sem pão e isolados
completamente no sentido social, uniram-se com o fim de estudar o que mais conviria para melhorar
a sua situação.
Os industriaes tem o capital e os commercian-
tes têm as provisões. Que podiam fazer os opera-
rios, privados destes dois recursos e faltos, quasi por completo, de tudo? Deviam pedir a protecção da lei dos indigentes? Isso significaria a perda da
sua independencia. Deviam emigar? a immigra- ção lhes parecia uma condemnação por delicto de
pobreza. Que fazer, pois?
Depois de muito reflectir, decidiram começar a expensas-suas a lucta pela vida. Considerando-se
commerciantes, industriaes e capitalistas sem di-
nheiro, prepararam-se para crear os seus propios
meios de acção e para conseguir, mediante o auxi-
lio mutuo (self-help), tudo o que lhes faltava.
Fez-se circular uma lista de subscripção. The Stock Exchange (a Bolsa) não teria tido muita confiança no exito. Doze desses capitalistas lilipu-
tenses se obrigaram a desembolsar uma quota de