Os 28 Tecelões de Rochdale: história dos probos pioneiros de Rochdale
ainda muito longe, si tivesse de esperar…
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ainda muito longe, si tivesse de esperar pela Carta do Povo. Os socialistas propuzeram, pois, que os
tecelões se unissem, numa acção conjuncta, e la-
çassem mão dos meios que estavam ao seu alcance
para melhorar a sua situação, sem deixar de ser, por isso, Cartistas ou Teelotallers.
Este ultimo criterio prevaleceu.
James Daty, Charles Howarth, James Smithies,
John Hill e John Bent foram os principaes advo-
gados do cooperativismo nessa discussão. Realiza-
ram-se secretamente outras reuniões e terminou- se um projecto para abrir um armazem coopera- tivo de consumo.
Nossos tecelões, cujo numero era de vinte e
oito, numero que chegou á celebridade no arma-
zem de Rochdale, estabeleceram as bases da Socie-
dade. Um dos principios fundamentaes que resol-
veram adoptar para os seus negocios, foi o de rea-
lizal-os a dinheiro. Bem se pode observar que a
accumulação de dois pence por semana não os col-
locava em situação de poder outorgar muitos ditos;
foram. porém principalmente, considerações de
ordem moral as que determinaram semelhante
resolução.
O facto de considerar o credito como um mal social, como uma má consequencia da compe- tencia de interesses, constituia um dos prin- cipios da sua educação socialista. Eram de opinião
que a suppressão do credito teria tornado mais