Os 28 Tecelões de Rochdale: história dos probos pioneiros de Rochdale
ram, pois, como lhes pareceu mais conveniente e
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ram, pois, como lhes pareceu mais conveniente e
resolveram optar pelas represalias.
Os que quizeram trabalhar nas condições an-
teriores foram vencidos pela maioria, que preferiu a greve. Um ou outro espirito reflectido e sensato
tinha defendido a prudencia, mas na classe traba-
lhadora se encontra sempre uma maioria decidida a considerar trahidor aquelle que vota pela mode-
ração.
Os tecelões deixaram escapar uma magnifica
occasião de augmentar os seus salarios e si os pa-
trões conseguiram vencer, não foi por terem o di-
reito ao seu lado, mas porque os seus adversarios
foram demasiado violentos.
Alguns lembraram-se, então, das ideias de Ro-
berto Owen. Os socialistas tinham prestado o gran-
de serviço de ensinar os operarios a raciocinar so-
bre a sua situação. Tiveram o merito de fazer com-
prehender que tanto os patrões como os operarios
são escravos da organização commercial e industrial
existente, de tal maneira que, si os operarios de hoje chegassem a ser patrões amanhã, procede- riam da mesma maneira que os industriaes, de
quem hoje se queixam. Portanto, o que se deve
reformar é o conjuncto do ambiente social.
Os tecelões de Rochdale, não tendo podido
obter o que desejavam e que consideravam justo,