Os 28 Tecelões de Rochdale: história dos probos pioneiros de Rochdale
ter má vontade para com uma instituicão que o
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ter má vontade para com uma instituicão que o
enriquecia. Para convencer-se bem disso, dirigiu-se
ao escriptorio do caixa para certificar-se das
economias obtidas e pouco depois viram-no voltar
com o rosto illmninado como Moysés, quando
desceu do Sinai com as taboas da Lei.
Havia outro defensor do movimento demo-
cratico que se entretinha em fulminar tudo com um heroismo digno de melhor causa. Era o polo
opposto de Ben, pois que atemorizava todos com
suas interminaveis declamações, com seus con-
tinuos discursos e com a sua voz estentorea. O
jornal “The Times” não poderia dar espaço ao
longo discurso que pronunciava em cada assem-
bleia trimestral. Si não conseguia demonstrar que
tudo marchava mal, não admittia que tudo mar-
chasse com regularidade. Convidaram-no a assis- tir ás sessões do Conselho de Administração e, por ultimo, foi nomeado administrador. Pensou- se, com razão, que não bastava que se arrogasse o direito de tudo controlar, mas que lhe devia caber,
tambem, alguma responsabilidade.
Esse individuo irritou-se enormemente quando
foi obrigado a entrar em funcções, tanto mais que
o dominava o temor de convencer-se do erro em
que estivera, de tal maneira que, durante as sessões
do Conselho, permanecia sentado de costas para os seus collegas. Nessa attitude pouco amavel e
bem incommoda, emittia a sua opinião pessoal e,