Os 28 Tecelões de Rochdale: história dos probos pioneiros de Rochdale
O capitalista se sentia feliz, porque era…
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O capitalista se sentia feliz, porque era myope e tão injusto como os accionistas retrogrados de
Rochdale. Não comprehendia que essa recusa da
justiça era fatal a toda a sociedade, porquanto
procurava eternizar conflictos que, na primeira
occasião, podem produzir graves prejuisos á tran-
quillidade publica e á ordem social.
Os principaes chefes do movimento contra a
participacão dos trabalhadores nos lucros, per-
tenciam á classe dos administradores, pequenos
comerciantes e pessoas da mesma especie. O
argumento preferido contra o direito dos traba-
lhadores á participação nos lucros era o de de-
clarar que se tratava de uma “theoria socialista”.
Era, por certo, uma “theoria socialista”, mas todos os armazens cooperativos se baseiam na
mesma theoria quando entregam os lucros tanto aos compradores como aos capitalistas.
Não obstante isso, a Sociedade cooperativa
manufactureira de Rochdale conservou o titulo de
“cooperativa”, mesmo depois de abandonar o prin-
cipio que justificava tal titulo.
“Cooperação” significa reconhecimento dos
direitos do operario, não indirectamente e em
proporção infinitesimal, hypothetica e abstracta,
mas directa, simples, pessoal, absolutamente e de
maneira permanente, á posse do producto do seu
trabalho.
A cooperação fará triumphar algum dia,