Peixes do baixo rio Iguaçu
Characidae
17*, pélvica com 8 ou 9*, anal com 23 a 25* e caudal com 19* raios. Possui 52 a 54* espinhos simples, seguidos de 7* escamas transformadas em pares de espinhos na quilha ventral.
Esta espécie é considerada onívora, alimentando-se principalmente de insetos e vegetais (HAHN; FUGI; ANDRIAN, 2004). A espécie não apresenta cuidado parental e realiza grandes migrações reprodutivas (SUZUKI; VAZZOLER; MARQUES; LIZAMA; INADA, 2004). É amplamente capturada nas bacias do Paraná e Paraguai (JÉGU; INGENITO, 2007), sendo também capturados exemplares adultos na bacia do rio Iguaçu (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ, 2002), possivelmente decorrentes dos escapes de pisciculturas.
*Graça e Pavanelli (2007)
FAMÍLIA Characidae
Essa família é considerada a maior em número de espécies de peixes neotropicais e a mais complexa entre os Characiformes. O pouco conhecimento desse grupo, seu elevado número de espécies, as semelhanças entre os gêneros e a falta de caracteres sinapomórficos para a definição de subfamílias como monofiléticas, fez com que diversos autores considerassem a maioria dos gêneros de Characidae como incertae sedis (com posição incerta) (LIMA; MALABARBA; BUCKUP; SILVA; VARI; HAROLD; BENINE; OYAKAWA; PAVANELLI; MENEZES; LUCENA; MALABARBA; LUCENA; REIS; LANGEANI; CASATTI; BERTACO; MOREIRA; LUCINDA, 2003). Os membros dessa família possuem ampla distribuição geográfica na região neotropical e seus exemplares podem apresentar de pequeno a grande porte e várias estratégias reprodutivas e alimentares.
Astyanax altiparanae Garutti & Britski, 2000 Tambiú, lambari-relógio
Comprimento padrão 83,0 mm
Corpo claro com nadadeiras amareladas; mancha umeral escura horizontalmente ovalada, duas faixas transversais marrons, difusas sobre e após a região umeral, mancha preta horizontalmente alongada no pedúnculo caudal, prolongando-se até a extremidade dos raios caudais medianos. Boca terminal e corpo alto.
Altura do corpo contida 1,9 a 2,6* e do pedúnculo caudal 6,9 a 8,6* vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,7 a 4,4*, pré-dorsal 1,8 a 2,1* e do pedúnculo caudal 7,8 a 8,4 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,2 a 4,1, diâmetro orbital 2,8 a 4,0* e distância interorbital 1,9 a 2,5* vezes no CC.
Possui 5* dentes na série interna do pré-maxilar com 5 a 7* cúspides, e 4 a 5* dentes tri ou pentacuspidados* na série externa. Linha lateral completa com 34 a 38* escamas, sendo 6 a 7* séries de escamas acima da linha lateral e 5 a 7* abaixo. Nadadeira dorsal com iii+9* raios, peitoral com i+11 ou 12*, pélvica com i+7 ou 8* e anal com ii-v+24 a 32* raios.
Espécie considerada herbívora (alimenta-se de vegetais superiores), mas pode também incorporar insetos terrestres (Hymenoptera, Coleoptera e Lepidoptera) e fragmentos de peixes (DELARIVA, 2002) em sua dieta. Seu ritmo alimentar intensifica-se durante o outono na região central do rio (calha), com oscilações aleatórias nos tributários e apresenta também tendência alimentar crepuscular (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ, 2002). Os menores indivíduos em atividade reprodutiva foram registrados com CP=48,0 mm nas fêmeas e CP=45,0 mm nos machos (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ, 2008b, 2009b). Essa espécie é encontrada na bacia do alto Paraná (LIMA; BUCKUP; MENEZES; LUCENA; LUCENA; TOLEDO-PIZA; ZANATA, 2007) e rio Iguaçu (GRAÇA; PAVANELLI, 2002; PRIOLI; PRIOLI; JÚLIO JÚNIOR; PAVANELLI; OLIVEIRA; CARRER; CARRARO; PRIOLI, 2002; BAUMGARTNER; BAUMGARTNER; PAVANELLI; SILVA; FRANA; OLIVEIRA; MICHELON, 2006).
*Garutti e Britski (2000)
Astyanax bifasciatus Garavello & Sampaio, 2010 Lambari-do-rabo-vermelho
Comprimento padrão 76,4 mm
Corpo claro, nadadeira anal, caudal e dorsal avermelhadas em vida. Mancha umeral preta verticalmente alongada, sendo a porção superior mais larga que a inferior, seguida de uma mancha pós-umeral difusa. Faixa longitudinal escura e larga, mais evidente a partir da segunda mancha umeral, que se prolonga sobre os raios caudais medianos, prateada quando em vida. Espaço entre o 3º infraorbital e o pré-opérculo ausente ou reduzido.
Altura do corpo contida 2,4 a 3,0 e do pedúnculo caudal 8,1 a 10,1 vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,9 a 4,4, pré-dorsal 1,9 a 2,1 e do pedúnculo caudal 7,9 a 9,9 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,4 a 4,4, diâmetro orbital 2,4 a 2,7 e distância interorbital 2,9 a 3,3 vezes no CC.
Possui 5 dentes com 7 cúspides na série interna do pré-maxilar, 3 a 5 na série externa e 1 a 2* dentes no maxilar. Linha lateral completa com 36 a 39 escamas, 6 a 7 séries de escamas acima da linha lateral e 4½ a 5½ abaixo. Nadadeira dorsal com ii+9 raios, peitoral com i+10 a 14, pélvica com i+7 e anal com iii+19 a 24* raios. Apresenta 8 ou 9 rastros braquiais superiores e 11 a 13 inferiores.
Uma das espécies mais abundante no baixo rio Iguaçu, é considerada herbívora (alimenta-se de vegetais superiores), podendo alternativamente alimentar-se de insetos e algas (DELARIVA, 2002; UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ, 2008b, 2009a, 2009b, 2010). Seu ritmo alimentar intensifica-se durante o outono na calha central do rio Iguaçu, padrão não evidenciado em seus tributários. Indivíduos dessa espécie iniciam sua atividade reprodutiva com CP=47,0 mm nos machos e CP=53,0 mm nas fêmeas, e apesar de reproduzirem-se durante todo o ano, a maior intensidade
reprodutiva ocorre na primavera e inicio do verão (SUZUKI, 1999). Sua distribuição geográfica é aparentemente restrita à bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Antes de sua recente descrição, esta espécie era conhecida na bacia do rio Iguaçu como Astyanax sp. B, a partir de Sampaio (1988).
*Garavello e Sampaio (2010)
Astyanax dissimilis Garavello & Sampaio, 2010 Lambari
Comprimento padrão 74,8 mm
Corpo claro, com mancha umeral preta, verticalmente alongada, às vezes difusa, seguida de uma mancha pós-umeral escura, difusa e às vezes inconspícua. Faixa longitudinal escura e larga, mais evidente a partir da segunda mancha umeral, e prateada quando em vida. Margem do 3º infraorbital separada do pré-opérculo por uma ampla área de pele (área nua) e boca terminal.
Altura do corpo contida 2,5 a 3,0 e do pedúnculo caudal 8,2 a 9,6 vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,7 a 4,1, pré-dorsal 1,8 a 2,0 e do pedúnculo caudal 7,4 a 8,5 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,7 a
4,6, diâmetro orbital 2,5 a 3,0 e distância interorbital 2,7 a 3,2 vezes no CC.
Possui 4 ou 5 dentes (geralmente 5) na série interna do pré-maxilar, com 7 cúspides (raramente 5), que, em vista ventral, formam um arco côncavo na superfície frontal, conferindo uma concavidade a cada dente. Série externa com 3 a 5 dentes e maxilar com 1 a 3*. Linha lateral completa com 35 a 37 escamas, 6 a 7½ séries de escamas acima da linha lateral e 4½ a 6 abaixo. Nadadeira dorsal com ii+8 ou 9 raios, peitoral com i+11 a 13, pélvica com i+7 a 9 e anal com iii+16 a 21* raios. Apresenta 8 ou 9 rastros branquiais superiores e 10 a 12 inferiores.
Alimenta-se essencialmente de vegetais superiores (espécie herbívora), podendo utilizar insetos alternativamente (HAHN; FUGI; ALMEIDA; RUSSO; LOUREIRO, 1997), sendo sua dieta influenciada por represamentos (DELARIVA, 2002). Essa espécie apresenta indivíduos em reprodução durante todo o ano (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ, 2002), e os menores indivíduos em reprodução foram registrados com CP=54,0 mm nos machos e CP=66,0 mm nas fêmeas (SUZUKI; AGOSTINHO, 1997). Sua distribuição geográfica é aparentemente restrita à bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Antes de sua recente descrição, esta espécie era conhecida na bacia do rio Iguaçu como Astyanax sp. E, a partir de Sampaio (1988).
*Garavello e Sampaio (2010)
Astyanax gymnodontus (Eigenmann, 1911) Lambarizão
Comprimento padrão 115,0 mm
Corpo claro, sendo o dorso e a cabeça escurecidos. Mancha umeral preta e verticalmente alongada, com limites pouco definidos, seguida por outra muito difusa, normalmente pouco conspícua. Faixa longitudinal cinza-escura, larga e difusa acima da linha lateral, mais evidente a partir da segunda mancha umeral, que se prolonga sobre os raios caudais medianos. Pode ou não apresentar lábios ou dentes na série externa do pré-maxilar, desde lábio completamente ausente a bem desenvolvido e números variáveis de dentes na série externa do pré-maxilar, posicionados de maneira irregular, quando presentes. Pode apresentar divergências mesmo entre os lados da boca do mesmo indivíduo. O 3º infraorbital e o pré-opérculo são separados por uma ampla área de pele (área nua).
Altura do corpo contida 2,4 a 2,9* e do pedúnculo caudal 7,6 a 8,8* vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,6 a 4,2*, pré-dorsal 1,8 a 2,1* e do pedúnculo caudal 9,9 a 12* vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,2 a 4,5*, diâmetro orbital 2,4 a 3,4* e distância interorbital 2,7 a 3,5* vezes no CC.
Possui 5 a 7* dentes pentacuspidados na série interna ou única do pré-maxilar, 0 a 4 na série externa, e maxilar com
1 a 4* dentes. Linha lateral completa com 37 a 41* escamas, 6 a 8* séries de escamas acima da linha lateral e 5 a 6* abaixo. Nadadeira dorsal com ii-iii+8 a 10* raios, peitoral com i+11 a 14*, pélvica com i+7 ou 8* e anal com iii+19 a 22* raios. Apresenta 7 a 9 rastros branquiais superiores e 11 ou 12 inferiores.
Alimenta-se essencialmente de insetos, podendo utilizar alternativamente vegetais superiores (HAHN; FUGI; ALMEIDA; RUSSO; LOUREIRO, 1997; UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ, 2008b, 2009a, 2009b). Segundo estes autores, os menores indivíduos em atividade reprodutiva foram registrados com CP=55,0 mm nas fêmeas e CP=58,0 mm nos machos. Sua distribuição geográfica é aparentemente restrita à bacia do rio Iguaçu. A partir de Sampaio (1988), exemplares desta espécie com lábios desenvolvidos e dentes na série externa do pré-maxilar eram identificados na bacia do rio Iguaçu como Astyanax sp F. e Psalidodon gymnodontus Eigenmann, 1911, do gênero monoespecífico e endêmico, caracterizada por apresentar uma única série de dentes no pré-maxilar e lábios completamente ausentes, era igualmente reconhecida na bacia do rio Iguaçu. Entretanto, a presença de muitos exemplares que apresentavam condições intermediárias de desenvolvimento dos lábios e dos dentes na série externa do pré-maxilar (Psalidodon sp.), entre Astyanax sp. F e P. gymnodontus, motivaram a realização de um estudo conduzido por Pavanelli e Oliveira (2009), que concluíram que os exemplares inicialmente atribuídos a dois gêneros diferentes eram na verdade pertencentes a uma única espécie de lambari, com ampla variação dos caracteres bucais supramencionados.
*Pavanelli e Oliveira (2009)
Astyanax gymnogenys Eigenmann, 1911 Lambari
Comprimento padrão 113,8 mm
Corpo castanho, mais claro ventralmente. Mancha umeral preta, verticalmente alongada, seguida de uma mancha pós-umeral escura, difusa e às vezes inconspícua. Faixa longitudinal escura e larga, mais evidente a partir da segunda mancha umeral, que pode prolongar-se sobre os raios caudais medianos, e prateada quando em vida. Margem do 3º infraorbital distante do pré-opérculo, deixando uma ampla área coberta por pele (área nua). Maxilar curto em relação ao pré-maxilar, olho pequeno, boca terminal e corpo alto.
Altura do corpo contida 2,4 a 2,7 e do pedúnculo caudal 8,1 a 9,2 vezes no CP; comprimento da cabeça contido 4,1 a 4,4, pré-dorsal 1,8 a 2,0 e do pedúnculo caudal 8,2 a 9,8 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,7 a 4,2, diâmetro orbital 2,8 a 3,2 e distância interorbital 2,6 a 3,2 vezes no CC.
Possui 5* dentes com 3* cúspides na série interna do pré-maxilar, 2 a 4* na série externa e maxilar com 1 a 3* dentes. Linha lateral completa com 38 a 41 escamas, 6 a 7 séries de escamas acima da linha lateral e 5 a 5½ abaixo. Nadadeira dorsal com ii+8 ou 9* raios, peitoral com i+12 ou 13*, pélvica com i+7 ou 8* e anal com iii+18 a 20* raios. Apresenta 6* rastros branquiais superiores e 10 ou 11* inferiores.
No reservatório de Segredo, essa espécie é considerada malacófaga, alimentando-se principalmente de gastrópodos (HAHN; FUGI; ALMEIDA; RUSSO; LOUREIRO, 1997). O período de reprodução estende-se de outubro a janeiro, mais intensamente entre novembro e janeiro (SUZUKI; AGOSTINHO, 1997). Essa espécie é considerada como vulnerável à extinção por Abilhoa e Duboc (2004). Sua distribuição geográfica é aparentemente restrita à bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Sampaio (1988) chamou exemplares desta espécie erroneamente de Astyanax sp. A em seu trabalho.
*Garavello e Sampaio (2010)
Astyanax jordanensis Alcaraz, Pavanelli & Bertaco, 2009 Lambari
Comprimento padrão 47,7 mm
Corpo marrom-claro, mais escurecido nas porções dorsais da cabeça e do tronco, clareando em direção à região ventral. Faixa longitudinal marrom-escura na lateral do corpo, larga, mas pouco conspícua, que pode prolongar-se sobre os raios caudais medianos. Mancha umeral cinza-escura, às vezes pouco evidente, verticalmente
alongada. Boca terminal e espaço entre o 3º infraorbital e o pré-opérculo ausente ou reduzido.
Altura do corpo contida 2,8 a 3,6* e do pedúnculo caudal 7,3 a 9,2* vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,2 a 3,9*, pré-dorsal 1,7 a 2,0* e do pedúnculo caudal 6,0 a 7,3* vezes no CP. Comprimento do focinho 3,4 a 4,0*, diâmetro orbital 3,4 a 4,4* e distância interorbital 2,8 a 3,3* vezes no CC.
Possui 5* dentes com 4 a 7* cúspides na série interna do pré-maxilar, 3 a 5* na série externa e 1 ou 2* dentes no maxilar. Linha lateral completa com 35 a 38* escamas, 5 a 7* séries de escamas acima da linha lateral e 5* abaixo. Nadadeira dorsal com i-ii+9* raios, peitoral com i+9 a 12*, pélvica com i+6 ou 7* e anal com iii-v+14 a 17* raios. Apresenta 6* rastros branquiais superiores e 10 ou 11* inferiores.
A ocorrência dessa espécie é aparentemente limitada aos rios Jacu e das Torres, bacia do rio Jordão (ALCARAZ; PAVANELLI; BERTACO, 2009), que é um afluente do rio Iguaçu que possui um certo grau de endemismo, mesmo quando comparado ao restante da bacia do Iguaçu. Atualmente o rio Jordão possui uma usina para geração de energia elétrica em sua foz, cujo reservatório submergiu uma queda d’água que pode ter atuado como barreira efetiva para a livre dispersão de espécies de peixes entre o rio Jordão e o rio Iguaçu, justificando este endemismo.
*Alcaraz, Pavanelli e Bertaco (2009)
Astyanax longirhinus Garavello & Sampaio, 2010 Lambari
Comprimento padrão 105,0 mm
Corpo claro, escurecendo em direção ao dorso. Mancha umeral cinza-escura, prolongada verticalmente. Faixa longitudinal escura e larga, mais evidente após a região da mancha umeral, que pode prolongar-se sobre os raios caudais medianos, prateada quando em vida. Boca terminal. O 3º infraorbital e o pré-opérculo são separados por uma ampla área de pele (área nua).
Altura do corpo contida 2,5 a 3,1* e do pedúnculo caudal 8,1 a 9,6 vezes no CP; comprimento da cabeça 3,8 a 3,9*, pré-dorsal 1,9 a 2,2* e do pedúnculo caudal 7,8 a 8,8 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,3 a 4,3, diâmetro orbital 3,7 a 5,1* e distância interorbital 2,7 a 4,0* vezes no CC.
Possui 5 dentes com 3 a 5 cúspides na série interna do pré-maxilar, 2 a 4 na série externa e maxilar com 1 a 3 dentes. Linha lateral completa com 41 a 44* escamas, 6½ a 7 séries de escamas acima da linha lateral e 5 a 6 abaixo. Nadadeira dorsal com ii+9* raios, peitoral com i+11*, pélvica com i+7* e anal com ii – iii+18 a 20* raios. Apresenta 7* rastros branquiais superiores e 9* inferiores.
Essa espécie alimenta-se exclusivamente de invertebrados (malacófaga) (HAHN; FUGI; ALMEIDA; RUSSO; LOUREIRO, 1997). Sua distribuição geográfica é aparentemente restrita à bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Antes de sua recente descrição, esta espécie era conhecida na bacia do rio Iguaçu como Astyanax sp. G, a partir de Sampaio (1988).
*Garavello e Sampaio (2010)
Astyanax minor Garavello & Sampaio, 2010 Lambari-do-rabo-amarelo
Comprimento padrão 89,0 mm
Corpo claro, mancha umeral cinza-escura, verticalmente alongada, às vezes difusa. Nadadeiras ímpares amareladas ou alaranjadas em vida. Faixa longitudinal escura e larga, mais evidente após a região da mancha umeral, que se prolonga sobre os raios caudais medianos, prateada quando em vida. Espaço entre o 3º infraorbital e o pré-opérculo ausente ou reduzido. Boca terminal.
Altura do corpo contida 2,2 a 2,8* e do pedúnculo caudal 7,5 a 9,0 vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,9 a 4,5*, pré-dorsal 1,8 a 2,2* e do pedúnculo caudal 7,9
a 10,0 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,6 a 4,5*, diâmetro orbital 2,4 a 3,2* e distância interorbital 2,5 a 3,2* vezes no CC.
Possui 5 dentes com 7 cúspides na série interna do pré-maxilar, 3 a 6 na série externa e 1 ou 2 dentes no maxilar. Linha lateral completa com 36 a 39* escamas, 5½ a 6½ séries de escamas acima e 4½ a 6 abaixo da linha lateral. Nadadeira dorsal com ii+8 a 10* raios, peitoral com i+10 a 14*, pélvica com i+7 ou 8* e anal com iii+16 a 23* raios. Apresenta 9 a 12* rastros branquiais superiores e 13 a 16* inferiores.
Essa espécie, muito abundante em reservatórios estabilizados e amplamente distribuída no baixo rio Iguaçu, caracteriza-se pela onivoria que lhe confere grande plasticidade alimentar, porém, em alguns locais seu hábito é detritívoro. Seu ritmo alimentar intensifica-se durante o outono na calha principal do rio Iguaçu, não apresentando padrões de sazonalidade para os tributários. A reprodução pode ocorrer durante o ano todo, com maior intensidade entre novembro e março (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ, 2008b, 2009a, 2009b, 2010). Segundo estes autores, os menores indivíduos em atividade reprodutiva foram registrados com CP=56,0 mm nas fêmeas e CP=48,0 mm nos machos. Sua distribuição geográfica é aparentemente restrita à bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Antes de sua recente descrição, esta espécie era conhecida na bacia do rio Iguaçu como Astyanax sp. C, a partir de Sampaio (1988).
*Garavello e Sampaio (2010)
Astyanax serratus Garavello & Sampaio, 2010 Lambari
Comprimento padrão 100,2 mm
Corpo castanho-claro, mais claro ventralmente, escurecendo em direção ao dorso. Mancha umeral preta, arredondada e com estreito prolongamento vertical para baixo, seguida de uma mancha pós-umeral escura, difusa e às vezes inconspícua. Faixa longitudinal escura e larga, mais evidente a partir da segunda mancha umeral, que se prolonga sobre os raios caudais medianos, prateada quando em vida. Mandíbula robusta, margem do 3º infraorbital separada do pré-opérculo por uma ampla área de pele (área nua) e boca terminal.
Altura do corpo contida 2,6 a 3,1 e do pedúnculo caudal 7,8 a 9,0 vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,4 a 3,9, pré-dorsal 1,8 a 2,1 e do pedúnculo caudal 7,4 a 8,5 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,6 a 4,4, diâmetro orbital 3,2 a 3,7 e distância interorbital 2,3 a 2,9 vezes no CC.
Possui 5 dentes com 5 a 7 cúspides na série interna do pré-maxilar, que, em vista ventral, formam um arco côncavo na superfície frontal. Série externa com 4 ou 5 dentes e 1 a 4 dentes no maxilar. Linha lateral completa com 35 a 38 escamas, 6½ a 7 séries de escamas acima e 5½ a 6 abaixo da linha lateral. Nadadeira dorsal com ii+8
ou 9* raios, peitoral com i+11 a 13*, pélvica com i+6 a 8* e anal com iii+16 a 20* raios. Apresenta 8 a 9 rastros branquiais superiores e 10 a 12 inferiores.
Sua distribuição geográfica é aparentemente restrita à bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Antes de sua recente descrição, esta espécie era conhecida na bacia do rio Iguaçu como Astyanax sp. D, a partir de Sampaio (1988).
*Garavello e Sampaio (2010)
Astyanax sp. 1
Lambari
Comprimento padrão 78,1 mm
Corpo castanho-claro, mais claro ventralmente, escurecendo em direção ao dorso. Mancha umeral preta, verticalmente alongada e com estreito prolongamento vertical para baixo. Faixa longitudinal escura e larga, mais evidente após a região da mancha umeral, que se prolonga sobre os raios caudais medianos, prateada quando em vida. Margem do 3º infraorbital distante do pré-opérculo, deixando uma ampla área coberta por pele (área nua) e boca terminal.
Altura do corpo contida 3,0 a 3,5 e do pedúnculo caudal 9,5 a 11,1 vezes no CP; comprimento da cabeça 3,5 a 3,9, pré-dorsal 1,9 a 2,0 e do pedúnculo caudal 7,4 a 8,8 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,6 a 4,1, diâmetro orbital 2,6 a 3,1 e distância interorbital 3,2 a 3,7 vezes no CC.
Possui 4 ou 5 dentes com 7 cúspides na série interna do pré-maxilar 3 ou 4 na série externa e maxilar com 1 ou 2 dentes. Linha lateral completa com 36 a 39 escamas, 6½ a 7½ séries de escamas acima da linha lateral e 5 a 6½ abaixo. Nadadeira dorsal com ii+9 raios, peitoral com i+11 a 14, pélvica com i+7 ou 8 e anal com ii+21 a 23 raios. Apresenta 8 a 10 rastros branquiais superiores e 11 a 13 inferiores.
Capturada apenas no rio Candói, afluente do rio Jordão, em coletas realizadas pelo Nupélia, acredita-se que a espécie apresente sua distribuição geográfica restrita à bacia do rio Jordão, afluente do rio Iguaçu, a exemplo de outras espécies que caracterizam a ictiofauna deste rio como endêmica, mesmo em relação ao restante da bacia do Iguaçu.
Astyanax sp. 2
Lambari
Comprimento padrão 65,8 mm
Corpo castanho, mais claro na região ventral e mais escuro na região dorsal, com uma faixa longitudinal marrom escura na lateral do corpo, que se estende da região após a mancha umeral até o final dos raios caudais medianos. Apresenta pigmentação escura na margem das nadadeiras dorsal e anal. Mancha umeral preta, verticalmente alongada, com prolongamento vertical para baixo. Corpo robusto e boca terminal. Margem do 3º infraorbital separada do pré-opérculo por uma estreita área de pele (área nua).
Altura do corpo contida 2,9 a 3,3 e do pedúnculo caudal 8,4 a 9,3 vezes no CP; comprimento da cabeça 3,6 a 3,8, do pedúnculo caudal 6,7 a 8,1 e pré-dorsal 1,9 a 2,0 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,0 a 4,1, diâmetro orbital 3,0 a 3,6 e distância interorbital 2,8 a 3,7 vezes no CC.
Possui 5 dentes com 5 cúspides na série interna do pré-maxilar e 4 ou 5 dentes na série externa. Maxilar com 1 a 3 dentes. Linha lateral completa com 35 a 37 escamas, 5½ a 6 séries de escamas acima da linha lateral e 4 a 4½ abaixo. Nadadeira dorsal com ii+9 raios, peitoral com i+12 ou 13, pélvica com i+6 ou 7 e anal com iii+17 a 19 raios. Apresenta 6 a 8 rastros branquiais superiores e 8 a 10 inferiores.
Capturada apenas no arroio Laranjal, afluente do rio Iguaçu, em expedição realizada pelo Gerpel, apresenta características semelhantes a Astyanax leonidas Azpelicueta, Casciotta & Almirón, 2002, diferindo principalmente no número de dentes do maxilar.
Gênero indeterminado sp.
Comprimento padrão 168,0 mm
Corpo claro, escurecendo em direção ao dorso. Mancha umeral cinza-escura, irregularmente arredondada ou alongada verticalmente, geralmente com prolongamento vertical para baixo. Faixa longitudinal escura e larga, mais evidente após a região da mancha umeral, que pode prolongar-se sobre os raios caudais medianos, prateada quando em vida. Boca terminal. O 3º infraorbital e o pré-opérculo separados por uma ampla área de pele (área nua).
Altura do corpo contida 3,4 a 3,5* e do pedúnculo caudal 9,8 a 9,9* vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,2 a 3,4*, pré-dorsal 1,8 a 1,9* e do pedúnculo caudal 7,9 a 8,4* vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,5 a 3,9*, diâmetro orbital 4,7 a 4,8* e distância interorbital 3,9 a 4,0* vezes no CC.
Possui 4* dentes caniniformes na série interna do pré-maxilar e 4* dentes cônicos na série externa. Maxilar com 9 ou 10* dentes cônicos. Linha lateral completa com 42 a 44* escamas, 7 a 7½* séries acima da linha lateral e 5 a 5½* abaixo. Nadadeira dorsal com ii+9* raios, peitoral com i+13*, pélvica com i+7 ou 8* e anal com iii+19 ou 20* raios. Apresenta 7* rastros branquiais superiores e 10* inferiores.
Esta espécie é raramente capturada, carecendo, além da sua descrição original, de estudos relacionados à sua biologia. Sua distribuição geográfica é aparentemente restrita à bacia do rio Iguaçu. Possui uma fórmula dentária que não coincide com os caracteres dos gêneros de lambaris atualmente descritos, por isso é aqui considerada como espécie nova de um gênero indeterminado, provavelmente novo, que está em estudo por Luiz Roberto Malabarba, Carla Simone Pavanelli e Júlio César Garavello. Esta espécie foi chamada como gênero A por Garavello, Pavanelli e Suzuki (1997).
*Luiz Roberto Malabarba, comunicação pessoal (2010)
Hyphessobrycon reticulatus Ellis, 1911 Lambarizinho
Comprimento padrão 34,3 mm
Corpo bege-claro, com uma mancha umeral preta, levemente arredondada, às vezes com estreito prolongamento vertical para baixo, e outra maior, sobre o pedúnculo caudal. Apresenta ainda uma listra longitudinal preta, que se inicia após a metade do corpo e se esmaece antes da mancha do pedúnculo. Uma listra cinza-escura mais estreita ao longo da base da nadadeira anal, às vezes pouco evidente. Escamas com pigmentos escuros
na borda, conferindo um aspecto reticulado ao corpo. Nadadeiras ímpares com pigmentos escuros nas porções distais.
Altura do corpo contida 2,5 a 2,6 e do pedúnculo caudal 8,3 a 9,7 vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,5 a 3,7, pré-dorsal 1,5 e do pedúnculo caudal 6,9 a 8,5 vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,8 a 5,5, diâmetro orbital 2,7 a 3,0 e distância interorbital 2,2 vezes no CC.
Possui 5* dentes com 3 a 5* cúspides na série interna do pré-maxilar, 3 a 5* dentes com 3* cúspides na série externa e 0 ou 1* dente no maxilar (geralmente 1). Linha lateral incompleta, com 5 a 7* escamas poradas, longitudinal com 31 a 34* escamas, 6 a 7* séries de escamas acima e 4 a 5* abaixo da linha lateral. Nadadeira dorsal com 11* raios, peitoral com i+11 a 13, pélvica com i+6 ou 7 e anal com 18 a 21* raios. Apresenta 7* rastros branquiais superiores e 9* inferiores.
Essa espécie encontra-se distribuída nas bacias costeiras do Rio de Janeiro e Santa Catarina (LIMA; BUCKUP; MENEZES; LUCENA; LUCENA; TOLEDO-PIZA; ZANATA, 2007) e no rio Iguaçu (SAMPAIO, 1988). Na última, esta espécie tem distribuição geográfica ampla, mas não abundante.
*Ellis (1911)
Oligosarcus longirostris Menezes & Géry, 1983 Saicanga
Comprimento padrão 164,6 mm
Corpo amarelo-claro, castanho na região dorsal. Mancha umeral preta verticalmente alongada, e outra mancha preta alongada horizontalmente sobre o pedúnculo caudal. Nadadeiras vermelhas ou amarelas quando em vida, amareladas nos exemplares fixados, com as bordas escurecidas. Faixa longitudinal preta e larga, iniciando-se após a região da mancha umeral e prolongando-se sobre os raios caudais medianos, prateada quando em vida. Focinho pontudo e longo.
Altura do corpo contida 3,4 a 3,9* e do pedúnculo caudal 9,3 a 11,8* vezes no CP; comprimento da cabeça contido 2,9 a 3,2* e pré-dorsal 1,7 a 1,8* vezes no CP. Comprimento do focinho contido 3,3 a 3,8*, diâmetro orbital 3,6 a 4,7* e distância interorbital 4,4 a 4,8* vezes no CC.
Possui numerosos dentes cônicos e bem desenvolvidos, maxilar com 24 a 32* dentes e dentário com 14 a 19*. Linha lateral completa com 47 a 51* escamas, 9 ou 10* séries de escamas acima da linha lateral e 7 a 8* abaixo. Nadadeira dorsal com ii+9* raios, peitoral com i+13 a 15*, pélvica com i+7* e anal com iv+22 a 26* raios. Apresenta 12 a 14* rastros branquiais inferiores.