Peixes do baixo rio Iguaçu
Erythrinidae
por Mirande (2009). Sua distribuição geográfica, anteriormente registrada ao longo das bacias costeiras do sul do Estado da Bahia até o norte do Rio Grande do Sul, incluía o alto rio Iguaçu e posteriormente o alto rio Tibagi (MENEZES; RIBEIRO; WEITZMAN; TORRES, 2008), e é aqui ampliada também para o baixo rio Iguaçu.
*Ingenito, Duboc e Abilhoa (2004)
FAMÍLIA Erythrinidae
Com comportamento sedentário e emboscador, as espécies dessa família não realizam grande migrações, deslocando-se o mínimo possível. Seus exemplares caracterizam-se por apresentar corpo cilíndrico, nadadeira caudal arredondada, nadadeira dorsal com 8 a 15 raios, nadadeira anal com 10 ou 11 raios, nadadeira adiposa e fontanela ausentes e apresentam vários dentes caniniformes (OYAKAWA, 2003).
Chave para espécies de Hoplias
1. Região gular de coloração uniforme; linha lateral com 38 a 40
escamas perfuradas; olho grande, contido 5,1 a 6,0 vezes no comprimento da cabeça
………………………………………………… Hoplias sp. 1
1’. Região gular com faixas claras e escuras intercaladas; linha
lateral com 42 a 44 escamas perfuradas; olho pequeno, contido 6,1 a 6,4 vezes no comprimento da cabeça ………………………………………………… Hoplias sp. 2
Hoplias sp. 1
Traíra
Comprimento padrão 174,0 mm
Corpo castanho, mais escuro na região acima da linha lateral, amarelado abaixo, com manchas marrons ou cinza-escuras, irregularmente distribuídas sobre todo o corpo, às vezes unidas, conferindo uma coloração marrom quase uniforme a quase todo o corpo, excluindo apenas a região ventral. Faixas transversais cinza-escuras ou pretas, irregulares e oblíquas. Nadadeiras claras, com pintas cinzas ou marrom-escuras, muitas vezes formando listras irregulares. Região gular de coloração uniforme, sem faixas definidas. Nadadeira caudal com borda arredondada. Fenda bucal ampla, pré-maxilares e dentários com dentes caninos, palato com dentes e nadadeira adiposa ausente.
Altura do corpo contida 3,8 a 4,8 e do pedúnculo caudal 6,6 a 7,4 vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,1 a 3,4, pré-dorsal 1,9 a 2,0 e do pedúnculo caudal 6,9 a 9,5 vezes no CP. Altura da cabeça contida 1,7 a 1,9, comprimento do focinho 4,0 a 4,3, diâmetro orbital 5,1 a 6,0 e distância interorbital 3,5 a 4,0 vezes no CC.
Linha lateral com 38 a 40 escamas perfuradas, que se iniciam após 2 ou 3 escamas sem poro logo após o opérculo, 5 a 6 séries de escamas acima e 5 abaixo da linha lateral. Nadadeira dorsal com ii-iii+11 ou 12 raios,
peitoral com i+10 a 13, pélvica com i+7 ou 8 e anal com ii-iii+8 ou 9 raios.
Nos reservatórios de Salto Santiago e Salto Osório, os menores indivíduos em reprodução desta espécie foram registrados com CP=181,0 mm nos machos e CP=176,0 mm nas fêmeas (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ, 2008b, 2009a, 2009b).
Hoplias sp. 1 pertence ao complexo de espécies atualmente identificadas como Hoplias malabaricus, amplamente distribuído em toda a América Latina (OYAKAWA, 2003). Sua ocorrência na bacia do rio Iguaçu é frequente, e estudos comparativos desta espécie com as congêneres da bacia adjacente do rio Paraná indicam que deva ser uma espécie diferente. Está em estudo por Alessandro Bifi, Carla Pavanelli e Osvaldo Oyakawa.
Hoplias sp. 2
Traíra
Comprimento padrão 244,5 mm
Corpo castanho, mais escuro na região acima da linha lateral, amarelado abaixo, com manchas marrons ou cinza-escuras, irregularmente distribuídas sobre todo o corpo, às vezes unidas, conferindo uma coloração marrom quase uniforme a quase todo o corpo, excluindo apenas a região ventral. Faixas transversais cinza-escuras ou
pretas, irregulares, na lateral do corpo. Nadadeiras claras, com pintas cinzas ou marrom-escuras, muitas vezes formando listras irregulares. Região gular com faixas escuras e claras intercaladas. Nadadeira caudal com borda arredondada. Fenda bucal ampla, pré-maxilares e dentários com dentes caninos, palato com dentes e nadadeira adiposa ausente.
Altura do corpo contida 4,0 a 4,7 e do pedúnculo caudal 7,2 a 8,1 vezes no CP; comprimento da cabeça contido 3,1 a 3,4, pré-dorsal 1,9 a 2,1 e do pedúnculo caudal 7,3 a 9,1 vezes no CP. Altura da cabeça contida 1,7 a 1,9, comprimento do focinho 4,0 a 4,2, diâmetro orbital 6,1 a 6,4 e distância interorbital 3,7 a 4,0 vezes no CC.
Linha lateral com 42 a 44 escamas perfuradas, que se iniciam após 2 ou 3 escamas sem poro logo após o opérculo, 6 a 7 escamas acima e 6 abaixo da linha lateral. Nadadeira dorsal com ii+11 ou 12 raios, peitoral com i+13 ou 14, pélvica com i+7 e anal com ii-iii+8 ou 9 raios.
Hoplias sp. 2 pertence ao complexo de espécies atualmente identificadas como Hoplias malabaricus, amplamente distribuído em toda a América Latina (OYAKAWA, 2003). Sua ocorrência na bacia do rio Iguaçu é aparentemente restrita à região do reservatório da UHE de Salto Caxias, e estudos comparativos desta espécie com as congêneres da bacia adjacente do rio Paraná indicam que deva ser uma espécie diferente. Está em estudo por Alessandro Bifi, Carla Pavanelli e Osvaldo Oyakawa.