Peixes do baixo rio Iguaçu
Gymnotidae
Apteronotidae
FAMÍLIA Gymnotidae
Com apenas dois gêneros, esta família caracteriza-se por apresentar corpo comprimido e longo, nadadeiras pélvica, dorsal e caudal ausentes e nadadeira anal longa. Este grupo é capaz de produzir descargas elétricas e de utilizar oxigênio atmosférico (CAMPOS-DA-PAZ, 1997). Duas espécies de Gymnotus foram capturadas na bacia do rio Iguaçu a partir de 1994 (SEVERI; CORDEIRO, 1994), quando foram identificadas como G. carapo. A despeito de não serem nativas, têm sido capturadas no rio Iguaçu devido à sua grande utilização como iscas vivas na pesca.
Chave para espécies de Gymnotus
1. Faixas transversais castanho-escuras mais largas do que as
interfaixas claras, em exemplares maiores do que 150,0 mm; cabeça curta, seu comprimento contido 8,1 a 12,2 vezes no comprimento total, e alta, sua altura contida 1,4 a 1,6 vezes no seu comprimento ……………………… G. inaequilabiatus
1’. Faixas transversais castanho-escuras mais estreitas do que as
interfaixas claras, em exemplares maiores do que 150,0 mm; cabeça longa, seu comprimento contido 7,1 a 8,1 vezes no comprimento total, e baixa, sua altura contida 1,6 a 1,7 vezes no seu comprimento …………………… G. sylvius
Gymnotus inaequilabiatus (Valenciennes, 1839) Morenita, tuvira
Comprimento padrão 134,0 mm
Corpo com faixas esbranquiçadas e marrom-escuras alternadas, sendo as claras mais estreitas que as escuras. Podem apresentar pintas pretas na região dorsal. Corpo alongado, mandíbula prognata, boca superior e nadadeira anal preta ou pelo menos mais escura do que as faixas escuras do corpo.
Altura do corpo contida 8,3 a 13,3*, comprimento da cabeça 8,1 a 12,2* e da base da nadadeira anal 1,2 a 1,3* vezes no CT. Altura da cabeça contida 1,4 a 1,6*, comprimento da nadadeira peitoral 2,0 a 2,7*, comprimento do focinho 2,6 a 3,2*, pré-anal 1,1 a 1,5*, distância interorbital 2,2 a 2,7* e largura da boca 2,1 a 2,5* vezes no CC.
Nadadeira peitoral de borda arredondada, com 13 a 16* raios, anal com 170 a 260* raios totais, e 6 a 9* séries de escamas acima da linha lateral.
Essa espécie é encontrada nas bacias dos rios Paraná e Paraguai e áreas adjacentes (CAMPOS-DA-PAZ; BUCKUP, 2007). Possivelmente introduzida na bacia do rio Iguaçu por sua ampla utilização como isca viva por pescadores provenientes de outras bacias hidrográficas.
*Albert e Crampton (2003)
Gymnotus sylvius Albert & Fernandes-Matioli, 1999 Morenita, tuvira
Comprimento padrão 175,4 mm
Corpo com faixas esbranquiçadas e marrom-escuras alternadas, sendo as escuras mais estreitas que as claras. Apresenta corpo alongado, mandíbula prognata, boca superior e nadadeira anal preta ou pelo menos mais escura do que as faixas escuras do corpo.
Altura do corpo contida 7,6 a 9,7*, comprimento da cabeça 7,1 a 8,1*, e da base da nadadeira anal 1,2 a 1,3* vezes no CT. Altura da cabeça contida 1,6 a 1,7*, comprimento da nadadeira peitoral 2,1 a 2,4*, comprimento do focinho 2,8 a 2,9*, pré-anal 1,5 a 2,1*, distância interorbital 2,6 a 2,7* e largura da boca 2,5 a 3,1* vezes no CC.
Nadadeira peitoral de borda arredondada, com 16 raios, anal com 220 a 230* raios totais e 8* séries de escamas acima da linha lateral.
Essa espécie é encontrada nas bacias dos rios Ribeira de Iguape, Paraíba do Sul, Pardo (CAMPOS-DA-PAZ; BUCKUP, 2007), do rio Paraguai (ALBERT; CRAMPTON, 2003), e bacia do alto rio Paraná (GRAÇA; PAVANELLI, 2007). Possivelmente introduzida na bacia do rio Iguaçu por sua ampla utilização como isca viva por pescadores provenientes de outras bacias hidrográficas.