Racismo religioso em escolas da Bahia: autoafirmação e inclusão de crianças e jovens de terreiro

Sobre o autor

 

Ademar Oliveira Cirne Filho, nascido em 1963, é natural de Salvador - Ba. Graduado em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), pós-graduado em História do Brasil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), especializado em Educação Étnico-Racial pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Ensino das Relações Étnico-Raciais pela Universidade Federal do Sul da Bahia (PPGER/UFSB). É professor de História, com ênfase em História do Brasil e da Bahia, há mais de 30 anos, atuando do ensino básico ao universitário. Religioso de Matriz Africana, é Ogã do Terreio Ilê Axé Oxumarê, bem como ativista social e militante do movimento negro há mais de 15 anos, ocupando várias coordenações no Coletivo de Entidades Negras (CEN). No momento, reside em Vitória da Conquista, onde se dedica à pesquisa nas áreas de educação antirracista e racismo religioso.

Notes

 

1 introdução

 

1. Terreiro Ilê Axé Oxumarê.

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2. Ogã é responsável pelas funções de ebós e liturgia religiosa da

casa, guardião dos quartos dos santos e das árvores sagradas.

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3. Nome usado nas religiões de matriz africana para os colares

que os (as) filhos (as) de santo recebem no seu ato de iniciação.

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4. Turbante usado na cabeça dos religiosos de matriz africana,

Ojás variam de acordo com o grau de iniciação do religioso.

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2 Narrativas histórico-acadêmicas da

 

África e a negação de sua importância

 

5. Idioma falado secularmente pelos Yorubás em diversos países

do sul do Saara, usado no continente americano em ritos religiosos de origem Keto, onde é também chamado de nagô.

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4 O eu no outro: reconhecendo-me

 

negro

 

6. Comida feita com quiabo, cebola ralada, camarão, azeite de

dendê ou doce, oferecida ao Orixá Xangô, servida em gamela

normalmente às quartas-feiras.

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7. Ogã responsável pelas funções de ebós e liturgia religiosa da

casa, guardião dos quartos dos santos e das árvores sagradas.

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8. Feminino de Ogã, escolhida pelo orixá e não entra em transe.

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9. Cargo do candomblé de quem já cumpriu o período de iniciação

(Yaô), na feitura do santo, já tendo feito a obrigação religiosa de sete anos

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10. Sacerdote das religiões afrobrasileiras, o mesmo que pai de

santo, o que faz a consulta aos orixás através do jogo de búzios.

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11. Ritual das Águas de Oxalá que revela o nascimento do Orí

(cabeça) no aiyé (mundo material), rito que normalmente abre as atividades litúrgicas dos calendários das casas de candomblé.

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12. Filha de santo do terreiro Axé Opo Afonjá.

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13. Cabeça, mente, a inteligência.

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14. Fruto sagrado e insubstituível dos rituais de candomblé e

umbanda, ele tem diversas utilidades como por exemplo confirmar uma obrigação no candomblé.

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15. Toda pessoa que entra para a religião do candomblé poderá ser

iniciada ou não, vai depender da sua vontade e principalmente da vontade do orixá. Costuma-se dizer que todos que com frequência estão no terreiro participando das festas públicas são os abians.

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16. Uma confraternização espiritual entre pessoas e os Orixás, um

ritual de Osè inclui a limpeza do assentamento, o preparo e a

oferenda dos alimentos de cada Orixá, cânticos, danças e rezas.

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17. Parte do ritual do candomblé em que, por meio de cânticos e

toques mais intensos, os Orixás são chamados a Terra.

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18. Cerimônia expiatória do candomblé e de religiões de matriz

africana, na qual se oferece a Exu, antes das cerimônias públicas ou privadas, alimentos, bebidas e animais na intenção de que tudo saia bem durante as celebrações.

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19. Uma palavra Yorubá que significa roda, ou dança utilizada para

evocação dos Orixás conforme cada nação.

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20. Forma de denominar a comida servida no terreiro.

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21. Segunda pessoa na hierarquia do terreiro, está logo abaixo do

Babalorixá, também chamada de Mãe pequena da casa.

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5 Pesquisa de campo: dando voz às

 

crianças de Candomblé

 

22. Rituais religiosos das religiões de matriz africana onde

normalmente os participantes se desfazem de um bem material em homenagem a um orixá ou entidade espiritual. Limpeza de uma pessoa de uma casa, de uma família.

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23. Palavra de origem Yorubá que designa os filhos de santos no

candomblé já iniciados, mas que ainda não completaram o período de sete anos da iniciação.

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24. Aquele que porta um cargo que lhe foi predestinado através do

seu odu, porém o mesmo só poderá ser ocupado a partir do final do seu processo de iniciação.

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