A Escravidão na Roma Antiga
3. Escravos e libertos na economia
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Escravos e libertos na economia
Como já vimos, as interpretações modernas acerca do caráter da
economia romana estão diretamente relacionadas ao modo como os historiadores entendem a relação entre passado e presente, sobretudo tendo
em vista o desenvolvimento do capitalismo na Europa a partir de finais do século XVIII e ao longo do século XIX. O estudo da escravidão na Roma
antiga, se tomada como primordialmente uma instituição econômica,
inseriu-se consequentemente nesse debate.
Atualmente, há uma tendência a não colocar a questão do
desenvolvimento econômico do mundo romano em termos totalmente antitéticos, como se o seu setor produtivo fosse ou “moderno” ou
“primitivo”, mesmo porque, ao final, tal classificação coloca um falso problema, pois em ambos os casos trata-se de interpretações modernizantes,
já que o capitalismo é seu parâmetro. Para fugir a esse dilema, alguns historiadores propõem entender a economia romana como uma “economia
dual” (Schiavone, 1999, p. 69-76), ou seja, abrangendo tanto um setor de subsistência como outro mais propriamente voltado ao mercado.
No tocante ao tema do trabalho escravo, busca-se agora ressaltar a diversidade de ocupações dos escravos, seja na agricultura, no comércio ou nas manufaturas. Quando manumitido, muitas vezes o escravo continuava no mesmo ramo em que já atuava, de modo que a situação do liberto