A Escravidão na Roma Antiga

Fábio Duarte Joly · Capítulo 13 de 21

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A Escravidão na Roma Antiga

3. Escravos e libertos na economia

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Escravos e libertos na economia

 

Como já vimos, as interpretações modernas acerca do caráter da

economia romana estão diretamente relacionadas ao modo como os historiadores entendem a relação entre passado e presente, sobretudo tendo

em vista o desenvolvimento do capitalismo na Europa a partir de finais do século XVIII e ao longo do século XIX. O estudo da escravidão na Roma

antiga, se tomada como primordialmente uma instituição econômica,

inseriu-se consequentemente nesse debate.

Atualmente, há uma tendência a não colocar a questão do

desenvolvimento econômico do mundo romano em termos totalmente antitéticos, como se o seu setor produtivo fosse ou “moderno” ou

“primitivo”, mesmo porque, ao final, tal classificação coloca um falso problema, pois em ambos os casos trata-se de interpretações modernizantes,

já que o capitalismo é seu parâmetro. Para fugir a esse dilema, alguns historiadores propõem entender a economia romana como uma “economia

dual” (Schiavone, 1999, p. 69-76), ou seja, abrangendo tanto um setor de subsistência como outro mais propriamente voltado ao mercado.

No tocante ao tema do trabalho escravo, busca-se agora ressaltar a diversidade de ocupações dos escravos, seja na agricultura, no comércio ou nas manufaturas. Quando manumitido, muitas vezes o escravo continuava no mesmo ramo em que já atuava, de modo que a situação do liberto