A Escravidão na Roma Antiga

Fábio Duarte Joly · Capítulo 8 de 21

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A Escravidão na Roma Antiga

Capítulo 1

1 O Haiti representou um caso à parte. A colônia francesa conseguiu sua independência e abolição da escravidão após um processo revolucionário iniciado em 1791 e encerrado em 1804.

2 Sua datação não é consensual: 17 a.C., 15 ou 19 d.C. (sob Tibério)? Mas, como observa Sherwin-White (1980, p. 332), “a cronologia dessa lei não afeta grandemente a compreensão da política relativa à manumissão no Alto Império”.

3 Em artigo mais recente, Scheidel (2005), tratando do período de 200 a.C. a 1 a.C., aventa a hipótese de que, à semelhança do Brasil, a população escrava da Itália antiga nunca excedeu a 1,5 milhão, e se manteve nesse nível por meio de um tráfico duas a três vezes superior, que permitia a possibilidade de altas taxas de manumissão, independente se de escravas ou escravos.

4 A expressão remete à polêmica entre Robert Fogel – que escreveu, com Stanley Engerman, Time on the cross (1974), onde se propunham a provar a rentabilidade econômica da escravidão sulista por meio da cliometria – e Herbert Gutman, que publicou em 1975, Slavery and the numbers game: a critique of Time on the cross.