A Lenda da Meia-Noite
Notas
Coisas d'agora. Queiroz (Dr. Teixeira de)
Contos e phantasias. Amores... amores...
Arvoredos.
Em Portugal e no estrangeiro.
Cantadeira (A).
Figuras de hoje e de hontem. Caridade (A) em Lisboa (2 vols.).
Cartas d'amor.
Heroismo do clero.
D. Agostinho.
Impressões de historia. Morte de D. Agostinho.
Noivos (Os) (2 vol.).
No meu cantinho.
Nossa (A) gente.
Nossas filhas. Sallustio Nogueira (2 vol.).
Amor Divino.
Pelo mundo fóra.
Famoso Galrão.
Raphael, trad. de Lamartine, (ed. Ao sol e á chuva. de luxo).
Grande (A) Chimera.
Notas
[1] Não é da auctora a idéa inicial d'esta lenda. Encontrou-a de certo n'um magnifico livro do conde de Résie, intitulado «Historia e tratado das sciencias occultas.»
O livro em que fallo é um optimo archivo de todas as tradições européas. Ha alli thesouros de poesia! Traduzo litteralmente o periodo, que me suggeriu a idéa d'este conto. É o seguinte:
«Nas costas do Baltico estava outr'ora situada uma egreja, que alguns impios profanaram um dia, e que com elles se sepultou no mar. Quando está socegada a noite, ouvem-se ainda esses desgraçados cantar soluçando os psalmos da penitencia; e vêem-se brilhar atravez das ondas tranquillas os cyrios que accendem no altar, junto do qual estão condemnados a chorar até ao fim do mundo.»
E nada mais.
Como vêem, estava tudo por fazer. Mas a idéa era extremamente poetica e prestava-se a um grande desenvolvimento. Pena foi que a não deparassem escriptores como o auctor das Lendas e Narrativas, ou como esse poeta da prosa portugueza, que soube dar tão esplendido colorido á Lenda do castello de Santa-Olaia. Emfim o conto ahi está, bom ou mau; e com esta nota fica em repouso a minha consciencia litteraria.