A Tríade do Tempo
Parte 1 – Um upgrade na gestão do tempo!
PARTE 1
Um upgrade na gestão
do tempo!
CAPÍTULO 1
O poder da escolha.
Mudar e ter sucesso depende apenas de você
“A experiência nos mostra que o sucesso é devido menos
à habilidade que ao zelo. O vencedor é aquele que
se entrega à busca de corpo e alma.”
CHARLES BUXTON
Écomum ouvir as pessoas dizerem que, se tivessem uma chance de voltar no tempo, mudariam por completo e fariam tudo diferente para ter uma vida melhor, mais equilibrada e com menos estresse. Como profissional de tecnologia, acredito que um dia o homem será capaz de inventar uma máquina do tempo. Albert Einstein já demonstrou que essa ideia pode parecer ousada, mas não é absurda. Mesmo que isso seja verdade, é bom parar para pensar. O que lhe assegura que uma mudança em seu passado lhe traria um futuro melhor? O que garante que as alterações no roteiro de sua vida significariam mudanças positivas ou negativas? Essa resposta ninguém sabe.
Se você é uma dessas pessoas, que tal parar de viver no passado, que ainda não pode ser alterado, e começar a viver no presente e pensar no futuro? Viver no mundo das hipóteses – se tivesse feito, se tivesse falado, se tivesse isso ou aquilo – é muito desgastante e nada vai lhe proporcionar além de perda de tempo.
Este é um livro sobre “administração do tempo”, mas o foco principal será você, e não seu relógio. Passamos a vida preocupados com o tempo que passou e com o tempo que virá e acabamos nos esquecendo de viver aqui e agora. Precisamos começar a esquecer do tempo e prestar mais atenção à vida, ao presente. É preciso mudar o paradigma.
Muitas pessoas vivem à espera do momento certo para mudar de vida, mudar de estilo, mudar de hábitos. Às vezes, esperam uma vida inteira e esse momento nunca chega. Se você está lendo este livro, deve estar buscando alguma forma de “gerenciar melhor seu tempo” ou de se organizar ou aprender a definir metas e prioridades. Esses objetivos não podem ser apenas aprendidos, eles devem ser incorporados por meio de uma atitude pessoal diferente.
Às vezes o estresse e a falta de tempo estão tão enraizados em nossa vida que não conseguimos enxergar uma solução para esse problema. Isso pode ser resolvido desde que você mude a forma de encarar as situações que o impedem de seguir adiante. Não espere. Aproveite e transforme o agora no momento certo para mudar e refletir, e dê a si mesmo uma nova chance para pensar nas coisas que realmente são importantes para você. Mude seu paradigma para não passar a vida carregando a sensação de que chegou tarde à festa e que as outras pessoas ficaram com a melhor parte do bolo. Você não vive o tempo, você vive a vida!
Havia um homem muito rico que possuía muitos bens. Tinha uma grande fazenda, muitas cabeças
de gado e vários empregados a seu serviço. Ele tinha um filho único, um herdeiro natural que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de festas, de estar com os amigos e de ser bajulado por eles. Seu pai sempre o advertia de que aquelas pessoas só estavam ao seu lado porque ele tinha algo a lhes oferecer, e que, quando a situação mudasse, elas o abandonariam.
Os insistentes conselhos do pai o aborreciam e ele logo se afastava sem lhe dar a mínima
atenção. Um dia o pai, já idoso, mandou que os empregados construíssem um pequeno celeiro, dentro do qual ele mesmo instalou uma forca. Junto a ela colocou uma placa com os dizeres: “Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai.”
Mais tarde o pai chamou o filho, levou-o até o celeiro e disse: “Meu filho, já estou bem velho e,
quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual será seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e gastará todo o dinheiro com seus amigos, venderá os animais e os bens para se sustentar, e, quando não tiver mais nada, seus amigos vão se afastar de você. Então você vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos. Por isso construí esta forca, e quero que me prometa que, se acontecer o que eu disse, você fará uso dela.”
O jovem riu, achando um absurdo, mas, para não contrariar o pai, prometeu e pensou que aquilo
jamais aconteceria. O tempo passou, o pai morreu e o filho tomou posse de tudo. No entanto, como era previsto, dilapidou o patrimônio, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade. Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo. Lembrou-se do pai e pôs-se a lamentar:
“Ah, meu pai! Se eu tivesse ouvido os seus conselhos, mas agora é tarde, é tarde demais.”
Pesaroso, o jovem levantou os olhos e de longe avistou o pequeno celeiro, a única coisa que lhe
restava. A passos lentos ele se dirigiu até lá e viu a forca, a placa empoeirada e disse:
“Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos
desta vez vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.”
Então subiu nos degraus, colocou a corda no pescoço e ponderou:
“Ah, se eu tivesse uma nova chance…” E pulou. Sentiu por um instante a corda comprimir sua
garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente. O rapaz caiu no chão, e sobre ele despencaram joias, esmeraldas, pérolas e diamantes.
A forca continha muitas pedras preciosas e um bilhete, que dizia: “Esta é a sua nova chance. Eu o
amo muito. Seu Pai.”
AUTOR DESCONHECIDO
É claro que a metáfora citada fala de um caso extremo – de alguém que chegou ao fundo do poço e mesmo assim pôde se agarrar a uma oportunidade que, afinal de contas, estava a seu alcance o tempo todo. Cabe uma pergunta: Será que não chegou o momento de você dar uma segunda chance a si mesmo, de fazer mudanças profundas na sua forma de se organizar e de assumir o controle absoluto de todas as áreas de sua vida?
Se o momento é agora, então continue a ler este livro. Caso você não esteja disposto a mudar porque acha que esta não é a hora, coloque-o em sua estante para ganhar um pouco de pó ou dê de presente a um amigo. Já mostrei a muitas pessoas como administrar melhor sua vida e ter tempo para tudo o que consideravam importante, mas elas estavam dispostas a mudar e aceitar novos modelos mentais.
Se você decidiu continuar, quero pedir sua colaboração. De nada adianta ser apenas um leitor deste livro. É preciso se envolver com ele, pois nada do que for dito aqui tem o poder de mudar alguém. Apenas você pode mudar sua vida. Por isso, preciso de sua atenção e de sua disposição para, além de ler, executar as atividades propostas. Podemos contar com isso?
Nos treinamentos da Triad PS (minha empresa especializada em produtividade) e em palestras que faço sobre este assunto, muitas pessoas me procuram e contam que já fizeram diversos cursos de gerenciamento do tempo. Leram os livros, compraram agendas, mas não conseguiram atingir seus objetivos. Após algumas semanas, as técnicas já não fazem o mesmo efeito e muitos já não conseguem mais administrar o tempo com eficiência.
Eu comecei a me preocupar com isso muito cedo. Desde os 15 anos, tenho buscado livros e informações sobre o assunto. Fiz uma série de cursos na expectativa de conseguir aproveitar melhor o meu dia e sempre me frustrei. Descobri que as técnicas mágicas apresentadas por muitos autores não ajudam em nada, apenas fazem de você um robô neurótico com o relógio, cheio de regras e padrões.
Prefiro as abordagens que são mais coerentes ao associar o tempo a critérios de importância que priorizam relacionamentos. Esta é uma visão que compartilho. Independentemente da linha de pensamento a ser seguida, de nada adianta querer gerenciar seu tempo se você não estiver disposto a mudar sua vida e a substituir velhas manias por novas formas de viver e trabalhar.
Os antigos chineses diziam que não se pode colocar chá fresco e quente numa xícara cheia de chá velho e frio. Apenas quando eliminamos da nossa rotina as coisas que não funcionam e estabelecemos novos padrões é que conseguimos assumir o controle da nossa vida.
Acredito em três grandes poderes que contribuem para a mudança pessoal. Para mudar, você precisa ter algo a conquistar, um sonho. Precisa escolher lutar e viver por esse sonho, e, assim que sua decisão estiver tomada, deverá partir para a ação que o levará a concretizá-lo. Como dizia o político e pensador americano Walter Bowie: “Os milagres têm sido realizados por homens que conservaram suas habilidades para sonhar os grandes sonhos.”
Esses três poderes formam a primeira trindade comentada neste livro: a Tríade da Mudança. Conheci grandes executivos, empresários brilhantes, pessoas de extremo sucesso nas quais consegui identificar de forma marcante estes três poderes: sonhar, escolher e agir.
O poder dos sonhos
Se fizéssemos uma analogia entre a vida e um carro, o sonho seria o combustível. A força de um sonho é incrível. Pessoas são capazes de remover montanhas em busca de seus sonhos. Faça uma retrospectiva. A maioria das grandes invenções e inovações da humanidade nasceu de sonhadores que tiveram a coragem de realizar. Por mais absurdos que pudessem parecer na época, muitos sonhos se tornaram realidade.
A frase a seguir é de T. E. Lawrence, o oficial inglês que cultivou o sonho de unificar os povos árabes: “Todos os homens sonham, mas não da mesma forma. Aqueles que sonham à noite, no recesso empoeirado de suas memórias, se levantam no dia seguinte para se dar conta de que seus sonhos eram apenas futilidade. Mas os que sonham durante o dia, com os olhos bem abertos, são homens perigosos. Eles representam seus sonhos para torná-los realidade.” Leonardo da Vinci foi um dos maiores gênios de seu tempo. Muitos o conhecem apenas por suas obras de arte, mas ele foi muito mais do que um artista. Foi, acima de tudo, um grande sonhador. Em sua imaginação ele concebeu o avião, o paraquedas, o telefone e muitas outras invenções que viriam a se tornar realidade séculos mais tarde. Há dezenas de exemplos de grandes sonhadores.
“Você vê coisas e diz: Por quê? Mas eu sonho coisas
que nunca existiram e digo: Por que não?”
GEORGE BERNARD SHAW – DRAMATURGO INGLÊS (1856-1950)
Um dos homens que mais admiro tinha um sonho simples: queria transformar um rato, um dos animais mais asquerosos que existem, em um personagem de sucesso nas histórias infantis. Esse louco sonhava com castelos e princesas. Imagine quantos “não” e quantas risadas ele ouviu! Esse homem ousou, e de seu sonho fez nascer o Mickey Mouse e a Disney, uma fábrica de sonhos capaz de inspirar pessoas até hoje.
“Se você pode sonhar, você pode fazer.”
WALT DISNEY
Pense em outros sonhos, como o de Thomas Edison, que queria tornar mais claras as noites nas cidades. Seu sonho teve de passar por 1.999 pesadelos antes de se tornar realidade. Pense no sonho de o homem ir à Lua, no sonho da liberdade no tempo da escravidão, no sonho da televisão quando o rádio ainda era uma tecnologia incipiente. Quantos sonhos ainda vão surgir e quantos deles nem sequer serão conhecidos?
Nossa sociedade é um exterminador de sonhos, as crianças estão perdendo a mágica de sonhar. Os desenhos animados representam guerras, lutas ou cibernética. As músicas estimulam o culto ao corpo e as escolas insistem em que o futuro reside na posse de um diploma. Está certo: saúde e cultura são fundamentais, mas seu poder torna-se limitado na ausência dos sonhos. É preciso estimular as crianças a sonharem, a buscarem essa magia perdida e a inocência das ideias espontâneas. O que seria da sociedade atual se não fossem os sonhadores do passado?
“Se seu futuro depende de seus sonhos, então vá dormir!”
AUTOR DESCONHECIDO
“O mundo de um cego é definido pelo limite de seu tato. O de um homem ignorante, pelos limites
de seu conhecimento. Já o mundo de um grande homem é definido pelo tamanho do seu sonho.”
AUTOR DESCONHECIDO
O poder do sonho define o lugar aonde você quer chegar, um novo patamar a se alcançar, e gera naturalmente a vontade de mudar. Esse é o primeiro pilar de qualquer processo de mudança, seja pessoal ou corporativo. Se não tivermos realmente um “porquê”, não há motivos que sustentem a criação de um novo padrão, que façam você querer ter mais tempo e que façam você mudar.
O que você gostaria de ter? O que gostaria de ser? O que quer fazer? Quais são seus sonhos? Quando você tem um sonho muito forte e claro, essa chama não pode ser apagada.
O poder da escolha
Se não decides tuas prioridades e quanto tempo
dedicarás a elas, alguém decidirá por ti.”
HARVEY M ACKAY
“As coisas não mudam. Nós é que mudamos.”
HENRY DAVID T HOREAU
Deus foi muito justo ao nos conceder o livre-arbítrio – nosso poder de decidir e escolher o que é melhor para nós. A escolha é uma constante em nossa vida. Vemo-nos o tempo inteiro diante da necessidade de decidir. Isso envolve desde situações simples, como a roupa que devemos vestir, até as mais complexas, como a carreira a seguir ou a pessoa com quem vamos nos casar. Envolve até mesmo a decisão de viver para transformar um sonho em realidade.
Fico impressionado ao ver que muitos abdicam desse poder maravilhoso em função da falta de sonhos, do excesso de medos ou, pior ainda, por não acreditarem em sua própria capacidade. Se você não fizer suas escolhas, a vida as fará por você. E nem sempre o que se apresenta é a melhor opção. Assim você acaba por se tornar escravo das circunstâncias e coloca o controle de sua vida nas mãos do acaso.
Se, por algum motivo, você sentir necessidade de mudar e, mais do que isso, de transformar sua vida, é necessário sair do seu estado atual para um novo patamar. Lembra daquele ditado que diz que se você continuar fazendo as mesmas coisas, vai obter sempre os mesmos resultados? Essa é uma verdade universal.
Gerenciar sua vida é uma questão de escolha. Você precisa estar disposto a assumir uma nova postura, e não adianta achar que vai ser fácil. Mudar nem sempre é tranquilo. No entanto, como disse o escritor Morris L. Ernst: “Mais erros surgem da indecisão inibidora que dos sentimentos impulsivos.”
Sair da nossa comodidade para uma situação desconhecida pode ser paralisante. É preciso arriscar. O maior erro que alguém pode cometer na vida é ficar o tempo todo com medo de cometer erros! Sobre essa situação, Walt Disney dizia uma frase fantástica: “Você erra cem por cento dos chutes que não dá!”
Ao longo deste livro você vai descobrir que “gerenciar seu tempo” nada mais é do que a habilidade de fazer escolhas. Como dissemos anteriormente, a todo momento nos vemos diante da necessidade de escolher entre tarefas importantes, tarefas urgentes e tarefas circunstanciais. A sensação de falta de tempo é efeito das escolhas que você fez. Pense por um instante: você consegue imaginar uma pessoa bem-sucedida que não tenha optado pelo sucesso, que não tenha se arriscado pelo menos uma vez, que não tenha tomado uma decisão importante? Você pode até pensar que pessoas nascidas em berço de ouro não tiveram de fazer escolhas. Mesmo entre elas, essa necessidade existe. Afinal, tiveram de se decidir entre dar continuidade ao legado que receberam ou quebrar o patrimônio familiar. Pelo menos essa escolha foi feita.
A escolha é sua!
Você pode escolher entre curtir ser quem você é ou viver infeliz por não ser quem gostaria.
Você pode escolher entre assumir sua individualidade ou sempre procurar ser o que os outros
gostariam que você fosse.
Você pode escolher entre se divertir ou dizer em tom amargo que já passou da idade e que essas
coisas são fúteis e nada têm a ver com você.
Você pode escolher entre amar incondicionalmente ou ficar se lamentando pela falta de gente
à sua volta.
Você pode escolher entre ouvir seu coração ou agir apenas racionalmente, analisando a vida
antes de vivê-la.
Você pode escolher entre deixar tudo como está para ver como é que fica ou realizar as
mudanças que o mundo exige.
Você pode escolher entre deixar-se paralisar pelo medo ou agir com o pouco que tem e muita
vontade de vencer.
Você pode escolher entre amaldiçoar sua sorte ou encarar a grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.
Você pode escolher entre achar culpados e desculpas para tudo ou encarar que é você quem
decide o tipo de vida que quer levar.
Você pode escolher entre traçar seu destino ou continuar acreditando que ele já estava escrito e
não há nada a fazer.
Você pode escolher entre viver o presente ou ficar preso a um passado que já se foi e a um futuro
que ainda não veio.
Você pode escolher entre melhorar tudo o que está à sua volta e a si próprio ou esperar que o
mundo melhore para que então você possa melhorar.
Você pode escolher entre continuar escravo da preguiça ou tomar a atitude necessária para
concretizar seu plano de vida.
Você pode escolher entre aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo e nada mais
aprender.
Você pode escolher entre ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se
lamentando pelo que ela não é.
A escolha é sua…
AUTOR DESCONHECIDO
O poder da ação
“Somente os que ousam errar muito podem realizar muito.”
JOHN F. KENNEDY
Depois de sonhar e decidir viver por esse sonho é preciso agir. Infelizmente é aqui que as pessoas param no processo de gerenciar sua vida. Elas não aplicam o que leram, não usam ferramentas, não experimentam um novo método.
Sem ação você não realiza nada, não sai do lugar e nunca alcança aquilo que mais deseja. A humanidade tem sofrido muito de falta de ação. Muitas pessoas têm sonhos e decidem viver por eles – mas não se colocam em ação para realizá-los e acabam ficando frustradas.
Você pode ter passado por algo assim, por que não? Pense naquela ideia genial que teve um dia. Você estava animado, confiante, e achava que aquele projeto tinha tudo para dar certo. Então, por que não o colocou em prática? Por que não se mobilizou para transformá-lo em algo concreto?
“Um hoje vale mais do que dois amanhãs; eu agora estou me transformando naquilo que sou.”
BENJAMIN FRANKLIN
Tenho um amigo que queria ser nadador. Este era o sonho dele de criança. Quando o conheci ele tinha 13 anos e falava que um dia ganharia uma medalha olímpica. Para ele, tratava-se apenas de uma questão de tempo. Hoje, ele ainda diz que quer ser nadador, mas nunca sequer se matriculou numa academia de natação. Ele sabia o que queria, mas não agiu, ficou entregue à inércia da vida. Somente no dia em que ele acordar mais cedo para nadar, e fizer isso dia após dia, ele começará a se tornar um nadador.
Acho ótimo ter pensamento positivo. Você pode pensar a respeito e imaginar dezenas de situações maravilhosas, mas a ação é o que vai tornar todas elas possíveis. As razões para não agirmos são diversas e vivemos dando desculpas a nós mesmos para não realizarmos o que queremos.
Sem medo de agir*
Um rei submeteu sua corte a uma prova para preencher um cargo importante. Um grande número
de homens poderosos e sábios reuniu-se ao redor do monarca.
“Ó vós, sábios”, disse o rei, “eu tenho um problema e quero ver qual de vós tendes condições de
resolvê-lo.”
Ele conduziu os homens a uma porta enorme, maior do que qualquer outra por eles já vista.
O rei esclareceu :
“Vedes aqui a maior e mais pesada porta de meu reino. Quem dentre vós podeis abri-la?”
Alguns dos cortesãos simplesmente balançaram a cabeça. Outros, entre os sábios, olharam a
porta mais de perto mas reconheceram não ter capacidade de abri-la.
Tendo escutado o parecer dos sábios, o restante da corte concordou que o problema era difícil
demais para ser resolvido. Somente um único vizir aproximou-se da porta.
Ele examinou-a com os olhos e os dedos, tentou movê-la de muitas maneiras e, finalmente, puxou-
a com força. E a porta abriu-se.
Ela estava apenas encostada, não completamente fechada. E as únicas coisas necessárias para
abri-la eram a disposição de reconhecer tal fato e a coragem de agir com audácia.
O rei disse:
“Tu receberás a posição na corte, pois não confias apenas naquilo que vês ou ouves; tu colocas
em ação tuas próprias faculdades e arriscas experimentar.”
* O Mercador e o Papagaio – Histórias orientais com o ferram entas em psicoterapia. Nossrat Peseschkian, Papirus Editora, 1992.
Será que não está na hora de começar a agir, de fazer a diferença? O que você está esperando? Se quiser algo e não fizer nada para consegui-lo, nada acontecerá. Os obstáculos podem parecer muitos, mas o maior deles é a falta de ação. Escolha entrar em ação e comece hoje a vencer suas barreiras e ir em busca de seus sonhos! Não tenha medo.
“O sucesso é constituído de 99% de fracasso.”
SOICHIRO HONDA – FUNDADOR DA HONDA MOTOR COMPANY
Ação é uma palavra essencial no “gerenciamento do tempo”. Este livro sugere uma metodologia que torna o caminho mais fácil. Se você deseja mais tempo em sua vida, menos estresse e mais felicidade, é preciso mudar. Defina seus objetivos, escolha viver por eles e entre em ação, essa é a tríade da mudança que faz com que você saia do lugar!
Por que escolhi esse tema?
As pessoas sempre me perguntam por que eu escolhi dedicar minha vida ao estudo da administração do tempo. Aparentemente, isso nada tem a ver com a minha carreira, mas duas razões especiais atraíram minha atenção para o assunto.
A primeira está relacionada com minha profissão. Sempre trabalhei com tecnologia – mais especificamente, com o desenvolvimento e com a implantação de softwares para portais corporativos (intranets) e trabalho em grupo (colaboração). Dentre os vários benefícios da implantação dessas tecnologias, o aumento da produtividade nas organizações sempre foi, para mim, um ponto de grande interesse e desafio. Pesquisei e desenvolvi diversas ferramentas com a intenção de ajudar a resolver esse problema da forma mais adequada possível.
Infelizmente, descobri que um portal ou uma solução de colaboração, por si sós, não são suficientes para tornar uma pessoa mais produtiva. Muito pelo contrário. Na maioria das vezes, a solução proposta se transforma em um ladrão de tempo ou em uma ferramenta que, por mais dinheiro que custe, logo é posta de lado pelos colaboradores da empresa. A busca para a solução desse problema foi um dos pontos de partida para aprofundar meus estudos sobre administração do tempo e produtividade pessoal. Eu estava buscando algo que pudesse ajudar pessoas a serem mais produtivas e que tornasse os portais mais úteis, funcionais e lucrativos.
A segunda razão é mais simples e óbvia. Eu era extremamente desorganizado e estressado. Tentava fazer milhões de coisas ao mesmo tempo, mas na verdade não fazia nada direito e gastava muito tempo com isso. Sou o que muita gente por aí costuma chamar de profissional precoce. Desde os 15 anos venho fazendo cursos, lendo livros e artigos sobre o tema. Mas só depois de desenvolver um tumor, aos 19 anos, resolvi mudar e adotar novos hábitos de vida. Nem é preciso dizer a causa do meu problema: cheguei a esse ponto em razão do estresse, da correria diária e da falta de tempo. Por isso, passei a me interessar pela administração do tempo. Tomei como missão ajudar pessoas a não cometerem os mesmos erros que eu. Quero ajudá-las a se voltarem mais para as coisas que realmente fazem sentido. Isso tudo tem muito a ver com a minha história.
Quando tinha 6 anos, eu era uma criança inquieta e sonhadora. Certo dia, meu pai me levou a uma empresa para ver o tal “computador”. Era maio de 1985, ele estava querendo comprar uma máquina igual àquela para sua companhia. Computador, naquela época, era uma grande novidade. Lembro-me como se fosse hoje: fiquei fascinado diante daquela tela verde, de poucos atrativos visuais. Um mundo novo e empolgante estava se formando em minha mente.
Naquele dia eu disse a mim mesmo e ao meu pai que ia ter uma firma com muitos computadores. Não sabia direito como, mas sabia que teria uma empresa de informática. Alguns dias depois, minha professora do primário pediu que escrevêssemos uma redação sobre a profissão que gostaríamos de ter. Não pensei duas vezes. Escrevi que seria dono de uma empresa de informática. Ao ler minha redação, a reação dela foi desalentadora. Ela disse que eu sonhava alto demais, que era impossível ter uma empresa como aquela que eu imaginava.
Hoje entendo sua reação. A informática parecia um sonho distante para o Brasil da década de 1980. Além disso, naquela época a mentalidade empreendedora não era muito valorizada no país. O objetivo das escolas e das famílias era fazer com que todo jovem tivesse uma boa formação e, depois de graduado, conseguisse emprego numa grande organização. Ser dono de empresa era visto como um sonho para poucos afortunados ou, na maioria dos casos, como uma saída para aqueles que não dessem certo num bom emprego. Hoje a visão é totalmente diferente: empreender é algo que se ensina na escola.
Nos dias que se seguiram, quando ia dormir, sonhava com a empresa funcionando. E conseguia visualizá-la em todos os detalhes. Lembro de que ela seria instalada numa loja, como essas dos shoppings centers de hoje em dia. Teria dois andares e a cor predominante seria o azul. Eu via os clientes, os funcionários, os computadores. Meus sonhos eram muito reais e divertidos. Inconscientemente uma meta começou a se formar na minha cabeça. Eu tinha um sonho a ser realizado.
Faço aniversário no mês de junho. No ano em que completaria 7 anos, fiz uma campanha para ganhar um computador. Envolvi meus pais e meus parentes e acho que, a determinada altura, eles já não suportavam meus pedidos. Minha insistência acabou recompensada. No dia do meu aniversário, mesmo sem muitas condições financeiras naquele momento, meu pai fez um esforço e comprou meu primeiro computador. Um MSX, que, se ainda existisse, certamente ocuparia lugar de destaque no museu da computação.
Aquele presente mudou minha vida, e meus sonhos começavam a se realizar. Toda a minha atenção foi direcionada àquela máquina. A escola e a diversão se tornaram secundárias. Nunca deixei de tirar boas notas nem de brincar com meus amigos. Mas meu maior interesse estava mesmo naquele micro. Transformei-me em um devorador de manuais e livros. Nos natais e aniversários seguintes, sempre queria de presente livros ou acessórios para computador.
Algumas pessoas me advertiam de que estava perdendo a infância naquele computador. Mas hoje discordo plenamente disso. Tive minha infância a meu modo, do jeito que me fazia feliz. Nasci e morei em Santos, no litoral de São Paulo, e não gostava muito de ir à praia. Eu vivia em função do que era prioridade em minha vida e não daquilo que os outros consideravam importante para mim. Em outras palavras, eu me divertia a valer com meu MSX.
Três dias depois de ganhar o presente, minha curiosidade não se reduzia apenas a brincar com o computador e seus programas. Eu queria descobrir como ele funcionava. Certo dia, peguei papel, lápis e algumas ferramentas. E comecei a desmontar o computador peça por peça, placa por placa. Até que meu pai entrou no quarto e ficou espantado ao ver aquela cena. Ainda bem que ele não me desmotivou, perguntando apenas: “Quando você vai montar tudo isso?” Como havia feito um diagrama no papel, remontei o computador e deixei de fora apenas alguns parafusos. Mas ele funcionou muito bem.
Com 7 anos de idade essa foi uma grande dose de motivação. Aquilo me deu ainda mais ânimo para continuar com a ideia da empresa. Dois anos depois, já tinha um bom conhecimento de computação e comecei a escrever sobre jogos para amigos e para algumas publicações da época. Foi a primeira vez que ganhei dinheiro com informática. Ainda tenho a impressão de que os editores da revista pensavam estar lidando com alguém mais velho. Nessa época comecei a convidar diversos amigos para abrirem a empresa comigo, mas todos me chamavam de louco e fui até motivo de reclamação por parte de alguns pais na escola.
Minha carreira prosseguia. Aos 12 anos, iniciei minha primeira experiência como empreendedor. Tinha um sócio: Vinícius, meu amigo de colégio. Juntos, saíamos de bicicleta para vender cardápios a restaurantes. Ganhamos diversos clientes na época e algum dinheiro. Mas aquilo ainda não era suficiente para realizar meu sonho.
Quando tinha 14 anos, já com a ideia da empresa muito mais forte na cabeça, comecei a procurar alternativas reais de viabilizar meu sonho. Certo dia, acompanhando minha mãe numa consulta médica, li numa revista um anúncio da Microsoft. A maior empresa de software do mundo estava divulgando seu novo programa de certificação de profissionais no Brasil. Quando li o anúncio, achei que, se conseguisse passar naquele exame, ganharia credibilidade e poderia abrir minha empresa.
No mesmo dia, liguei para fazer minha inscrição no exame. Na hora de passar meus dados, fui educadamente descartado ao informar minha data de nascimento. Disseram que o exame era para profissionais do mercado e que eu, com 14 anos, não preenchia os requisitos básicos. A prova era muito difícil e no Brasil poucos profissionais tinham conseguido passar no exame naquela época. Disseram uma série de coisas que poderiam ter me desanimado, mas eu não estava disposto a abrir mão do meu sonho.
Mesmo com aquele balde de água fria, tentei em vão ainda outras vezes vencer a resistência dos profissionais da certificadora brasileira. Depois de muitas tentativas e de uma insistência tenaz, fui autorizado a fazer o teste. Quando fui procurar o material para estudar, deparei com mais um fator desestimulante: o material de estudo era um resource kit, com milhares de informações sobre o Windows 3.0. Todo em inglês.
Para um menino que até a 8ª série (hoje 9º ano) sempre detestou inglês e jamais havia feito um curso de idiomas, foi um problema e tanto. Fiquei muito desanimado. Como poderia fazer uma prova e ler um livro de mais de 1.000 páginas em inglês – um idioma que eu não dominava na época?
Após alguns dias de desânimo, decidi que aquele não era um obstáculo suficiente para me desviar de meu propósito. Minha mãe me deu um dicionário, foi tirando minhas dúvidas e comecei a estudar. Durante três meses, fiquei estudando a apostila com a ajuda do dicionário, do livro de inglês da escola e da minha mãe (que já não me aguentava mais).
No dia 20 de setembro de 1994 fui fazer o teste. Combinei com meu pai que, se eu passasse, ganharia um bip. Aquele aparelho, uma espécie de tataravô do telefone celular, era parte do meu sonho. Afinal, todos os técnicos de computadores tinham bip. Depois de 40 minutos de prova, obtive minha primeira certificação. Naquele dia me tornei o mais jovem profissional certificado pela Microsoft em todo o mundo. Meu sonho começava a se realizar.
Com a repercussão de minha aprovação recebi diversas propostas de trabalho no Brasil e na própria Microsoft americana, mas eu não queria desistir da ideia de ter minha empresa. A próxima etapa do sonho era conseguir um sócio. Tentei com muitos amigos, com outros empresários e nada. Todos riam da minha ingenuidade. Achavam que aquilo não daria certo e que eu não conseguiria levar a ideia adiante. Alguns deles são meus amigos até hoje e se dizem arrependidos da escolha que fizeram.
Como não consegui um sócio, pedi mais uma vez a ajuda de meu pai. Mesmo sem entender nada de informática, ele aceitou a parceria; e assim nasceu a Blue Eagle. A empresa era parceira da Microsoft e se concentrava no suporte e desenvolvimento de soluções para seus produtos. Tinha um pé na recente internet e era comandada por um diretor de tecnologia de 15 anos.
O primeiro ano da companhia não foi fácil. Não consegui faturar mais que o suficiente para comprar alguns livros e sair com os amigos. Passei por um grande desafio nessa época. Mesmo com a certificação e com a empresa instalada, poucos clientes confiavam na Blue Eagle. Minha idade era o grande obstáculo. Nunca em minha vida desejei tanto ter barba.
Todos me aconselhavam a desistir da empresa, mas eu não queria deixar meu sonho de lado. Por mais difícil que fosse, sempre tive a convicção de que um dia iria dar certo.
Alguns meses depois, a internet começou a se popularizar no Brasil. A Embratel, na época uma empresa estatal, era o único provedor, e apenas algumas universidades tinham acesso à rede. Comecei a me interessar por esse mercado. Em 1996, A Tribuna de Santos procurava inovar e decidiu ser um dos primeiros jornais diários do país a ter seu conteúdo publicado na internet. A empresa decidiu investir na criação de um portal. Após uma reunião com Marcos e Roberto Santini, diretores do grupo, aceitei o desafio e iniciamos um dos projetos pioneiros da rede no Brasil. Esses dois empresários estão entre as primeiras pessoas que acreditaram no meu talento.
Com o projeto em mãos, consegui dois sócios para a empresa. Ambos eram profissionais experientes no mercado e me ajudaram muito na fase inicial. Nessa época ouvi várias pessoas me dizerem que eu tinha sorte. Até um ano antes eu era motivo de piada. A partir de então, um jovem de sorte. Compartilho a ideia de que a sorte não existe, mas que criamos um momentum em função de nossos sonhos, escolhas e ações. Há um ditado que diz: “A sorte nunca nos dá nada; apenas empresta.” De qualquer forma, para mim, o tempo corria.
Após esse projeto, outros surgiram. Desenvolvemos grandes portais na internet e passamos a trabalhar com a criação de portais corporativos. A empresa cresceu no embalo da bolha que acrescentava uma série de zeros ao valor das empresas pontocom e ao meu bolso. De qualquer forma, minha história me ajudou a acreditar que, se você quer alguma coisa, se realmente deseja mudar, você precisa de um sonho. Precisa decidir lutar por ele e partir para a ação. Eu conto essa história para jovens e adultos na intenção de provar que a escolha de viver pelo meu sonho e a disposição de agir para torná-lo realidade são as razões de meu sucesso pessoal. Não foi a sorte nem o acaso. Foram a perseverança e a mudança da minha atitude que fizeram tudo isso acontecer.
No fim de 1998, o sonho quase acabou. O mercado brasileiro de internet passou a sofrer mudanças e, ao redor do mundo, começou a quebradeira das empresas pontocom. Perdi meus sócios, alguns funcionários deixaram a empresa, clientes foram embora e eu me vi à beira da falência. Para contribuir ainda mais com uma situação que já não estava tranquila, descobri que ia ser pai. Havia conhecido a mulher da minha vida três longos meses antes e já estávamos esperando nosso primeiro filho.
No ano seguinte consegui um novo sócio e comecei a reerguer a empresa. Mas não foi uma época fácil. Com 19 anos, uma série de problemas, a cabeça cheia de preocupações e a paternidade a caminho, atingi o máximo do estresse. Cheguei a perder o ano na faculdade – eu já era dono de uma empresa relativamente grande, mas ainda não tinha diploma de curso superior – porque não conseguia tempo para ir às aulas. Trabalhava no mínimo 14 horas por dia e, por mais duro que eu desse, nunca parecia suficiente. Ganhei de brinde uma gastrite, que se transformou em úlcera e depois em um pequeno tumor. Vivia cansado, atrasado, estressado e ficava doente com muita frequência.
Nas palestras e seminários que faço, ouço muitas pessoas se queixarem de situações muito parecidas com aquelas que vivi. Talvez você mesmo reconheça em alguns desses sintomas traços da vida que anda levando. Quando cheguei a esse ponto decidi mudar. Foi nessa época que passei a me interessar de forma mais sistemática pelos cursos de administração do tempo. Comecei a pesquisar temas relacionados com a qualidade de vida. Aprendi coisas muito úteis e outras nem tanto. Tratei de implementar essas técnicas do meu jeito. Adaptei algumas delas ao meu ponto de vista e passei a utilizar a tecnologia a meu favor. Após alguns meses, consegui incorporar novos hábitos. Minha vida mudou para melhor.
O problema do nerd é que, quando gostamos de algo, investigamos a fundo a questão. Comecei a fazer muitos cursos de administração do tempo e acabei me tornando instrutor de diversas empresas, de pequenas consultorias de RH, Timetech, Daily, FranklinCovey, entre outras.
O uso mais racional de meu tempo permitiu que eu me interessasse por outras atividades além de minhas atribuições como empresário. Passei a me dedicar a outros negócios e à área de administração do tempo e produtividade pessoal com palestras, consultoria e tecnologia. Tornei-me também facilitador do Empretec, um programa para formação de empreendedores desenvolvido pelas Nações Unidas e aplicado no Brasil pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Ou seja, incluí novas atividades na minha vida. Não descuidei de minha empresa e, ainda por cima, reservei mais horas para a família e para as coisas que mais gosto de fazer.
Minha paixão pela administração do tempo e colaboração cresceu tanto que passei a realizar palestras, estudar e escrever muito sobre o tema. Em 2004 lancei a primeira edição deste livro, que se tornou um grande sucesso de público, e acabei me tornando referência no país e no exterior, com uma nova visão sobre o assunto.
Naquele momento, queria me dedicar à Tríade do Tempo como um negócio principal, e não apenas como um hobby, queria ajudar outras pessoas e empresas a conquistarem mais tempo como consegui. Em 2005 aceitei uma proposta da Prax (holding do Washington Olivetto – W/Brasil) para uma fusão de sua agência de propaganda Popcom com a Blue Eagle. Em 2006 resolvi sair da empresa para me dedicar exclusivamente à Triad Productivity Solutions (Triad PS), empresa especializada em cursos, software e consultoria de produtividade e colaboração.
Hoje a Triad é uma referência no mercado: atendemos boa parte das 1.000 maiores empresas do país e algumas dos Estados Unidos, temos um grupo de instrutores que ministram nossa metodologia em diversos países e nossos softwares se tornaram uma das maiores bases de produtividade do mundo. Treinamos milhares de executivos com o objetivo de aumentar a produtividade das empresas e ajudar quem trabalha a ter mais qualidade de vida. Minha função é expandir a empresa globalmente e continuar a pesquisar e descobrir novas formas de tornar as pessoas mais equilibradas. A Triad me permitiu realizar o sonho de ajudar pessoas.
A Blue Eagle não existe mais com esse nome, na verdade faz parte de uma holding que abri para administrar pequenos negócios nos quais gosto de investir e cujo nome é Dream Maker. Aprendi que com mais tempo é possível ter mais atividades, mais dinheiro, mais realização e tudo isso com saúde e disponibilidade para a família. Sonhar dá resultado, não há como duvidar.
Por isso, escolhi esse tema. Quero compartilhar com as pessoas um método que lhes possibilite ter tempo para fazer o que querem e equilíbrio na vida pessoal e profissional. Isso é parte de minha missão de vida. Apresento neste livro o trabalho que desenvolvi a fim de lidar com meus próprios problemas de saúde e minha necessidade de mudar. O resultado é uma metodologia que, sem exageros, salvou minha vida e hoje ajuda milhares de pessoas. Gostaria muito que ela pudesse também ser útil a você.