Adolpho Lutz: entomologia
Capítulo 1912
Editors' Note
This is a seven page leaflet published in 1912 in Rio de Janeiro by Instituto Oswaldo Cruz. The numbering that goes before the subtitle indicates that it was part of a series which appears to have been preparatory material for doctors who were going to take part in scientific expeditions dispatched by Oswaldo Cruz across Brazil. They provided the Manguinhos laboratories and other institutions in Brazil and abroad with an invaluable set of observations and material on Brazilian fauna, flora and diseases. In January 1912, the Congress passed the Rubber Defense Plan and set up its executive agency called the Superintendência de Defesa da Borracha. On August 17, this agency signed a contract with the director of the Instituto de Manguinhos to study the sanitary conditions in the valleys of the large Amazon tributaries. While Carlos Chagas, Aristides Azevedo, Pacheco Leão and João Pedro de Albuquerque were working on this project (October 1912 to March 1913), other expeditions were penetrating the center and north-east of Brazil. Between September 1911 and February 1912, Astrogildo Machado and Antônio Martins visited the São Francisco and Tocantins valleys with groups from the Estrada de Ferro Central do Brasil railroad company that were studying the route for a line linking Pirapora to Belém. Another three teams were involved in projects for the Inspetoria das Obras contra as Secas [Inspectorate for Measures to Combat Drought] set up in 1909. In one of these, João Pedro de Albuquerque and Gomes de Faria traversed the states of Ceará and Piauí between March and July 1912. Belisário Pena and Artur Neiva, for their part, covered some seven thousand kilometers in Bahia, Pernambuco, Piauí and Goiás states between March and October 1912. Meanwhile, Adolpho Lutz and Astrogildo Machado made a minute medical and zoological inventory of the São Francisco valley, from Pirapora to Juazeiro, between April and June 1912, visiting tributaries and most of the riverbank villages.
The report on this journey 1 will be republished in another book of the Complete Works of Adolpho Lutz together with the other (apparently new) sections of the Instructions for the collection and conservation of scientific material for study, totaling 24 typed pages. The first of these explains how the different dermatoses observed throughout the expeditions should be recorded. The third section is called “Instructions for the study of the geographic distribution of parasitic thyroiditis”; the fourth discusses the “Dosage of organic matter in water”; the fifth covers “Mammals”; the sixth sets out techniques for the collection and study of “Protozoa”; the seventh section is entitled “Hygiene – Toxic Plants – Epizootics”; the eighth contains “Instructions for the collection, preservation and fixing of helminths”; and the last section gives techniques for the “Determination of the degrees of hardness of water”.
We do not have enough information to reliably determine who wrote these other sections of the Instructions, whose originals are kept at BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 36, pasta 247.
Nota dos editores
Folheto publicado no Rio de Janeiro, pelo Instituto Oswaldo Cruz, em 1912, com 7 páginas. A numeração que antecede o subtítulo indica sua inserção numa série aparentemente destinada à preparação dos médicos que iriam participar das expedições científicas enviadas por Oswaldo Cruz ao interior do Brasil. Elas proporcionariam aos laboratórios de Manguinhos e a outras instituições do país e do exterior conjunto valiosíssimo de observações e materiais concernentes à fauna, à flora e às patologias brasileiras. Em janeiro de 1912, o Congresso aprovou o Plano de Defesa da Borracha e criou seu órgão executivo, a Superintendência de Defesa da Borracha, que, em 17 de agosto, firmou contrato com o diretor do Instituto de Manguinhos visando o estudo das condições sanitárias dos vales dos grandes rios tributários do Amazonas. À mesma época em que Carlos Chagas, Aristides Azevedo, Pacheco Leão e João Pedro de Albuquerque cumpriam essa tarefa (outubro de 1912 a março de 1913), outras expedições percorriam o Centro e o Nordeste do Brasil. Entre setembro de 1911 e fevereiro de 1912, Astrogildo Machado e Antônio Martins visitaram os vales do São Francisco e do Tocantins com as turmas da Estrada de Ferro Central do Brasil que estudavam o traçado de uma linha ligando Pirapora a Belém. Três equipes atuaram a serviço da Inspetoria das Obras contra as Secas, órgão criado em 1909: de março a julho de 1912, João Pedro de Albuquerque e Gomes de Faria atravessaram os Estados do Ceará e Piauí. Belisário Pena e Artur Neiva percorreram cerca de 7 mil quilômetros na Bahia, em Pernambuco, no Piauí e em Goiás, de março a outubro de 1912. A Adolpho Lutz e Astrogildo Machado coube o minucioso inventário médico e zoológico do vale do São Francisco, que desceram de Pirapora até Juazeiro, de abril a junho de 1912, visitando afluentes e a maioria dos povoados ribeirinhos.
O relatório dessa viagem 1 será reimpresso em outro livro da Obra Completa de Adolpho Lutz, juntamente com os demais segmentos (aparentemente inéditos) das Instruções para colheita e conservação de material científico para estudo totalizando 24 páginas datilografadas. O primeiro explica como deveriam ser registradas as dermatoses observadas no curso das expedições. O terceiro segmento intitula-se “Instruções para o estudo da distribuição geográfica da tireoidite parasitária”; o quarto diz respeito à “Dosagem de matérias orgânicas na água”; o quinto, aos “Mamíferos”; o sexto explica as técnicas para coleta e estudo de “Prozoários”; o sétimo segmento tem como título “Higiene – Plantas tóxicas – Epizootias”; o oitavo contém “Instruções para a colheita, conservação e fixação de helmintos”; por último são explicadas as técnicas para “Determinação do grau hidrotimétrico da água”.
Não temos elementos para determinar com segurança a autoria destes outros segmentos das Instruções, cujos originais encontram-se em BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 36, pasta 247.
1 LUTZ, A.; MACHADO, A. Viagem pelo rio S. Francisco e por alguns dos seus afluentes entre Pirapora e Joazeiro. Estudos feitos a requisição da Inspetoria das Obras Contra a Secca, direção do dr. Arrojado Lisboa. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, t.7, n.1, p.5-50, 1915.
1 LUTZ, A.; MACHADO, A. Viagem pelo rio S. Francisco e por alguns dos seus afluentes entre Pirapora e Joazeiro. Estudos feitos a requisição da Inspetoria das Obras Contra a Secca, direção do dr. Arrojado Lisboa. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, t.7, n.1, p.5-50, 1915.