Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

J. K. Rowling · Capítulo 9 de 16

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Orla da Floresta Proibida

ESCÓRPIO e ALVO procuram uma brecha nas árvores. Uma brecha em que é visível, uma luz gloriosa...

ESCÓRPIO: E lá está!

ALVO: Hogwarts. Nunca a vi deste lugar.

ESCÓRPIO: Ainda arrepia, não é? Quando a vê?

E entre as árvores está HOGWARTS, um monte esplêndido de construções e torres.

ESCÓRPIO: Quando soube dela, fiquei endoidecido para ir. Meu pai não gostou muito do tempo que passou lá, mas mesmo do jeito que contava... Desde os dez anos eu lia o Profeta Diário toda manhã, certo de que alguma tragédia cairia sobre a escola, de que eu não iria para lá.

ALVO: E então veio e acabou sendo horrível.

ESCÓRPIO: Não para mim.

ALVO olha para o amigo, surpreso.

ESCÓRPIO: Tudo que eu sempre quis foi ir para Hogwarts e ter um amigo, como Harry Potter. E conheci seu filho.

Que sorte maluca é essa.

ALVO: Mas não tenho nada parecido com o meu pai.

ESCÓRPIO: Você é melhor. É meu melhor amigo, Alvo. E isso já é uma grande confusão. É maravilhoso tudo isso, mas tenho que admitir, estou um pouco assustado.

ALVO olha para ESCÓRPIO e sorri.

ALVO: Você é meu melhor amigo também. E não se preocupe, tenho um bom pressentimento sobre isso.

Escutamos a voz de RONY vindo de fora. Ele está por perto.

RONY: Alvo? Alvo.

ALVO observa, assustado.

ALVO: Temos que ir, agora.

ALVO pega o Vira-Tempo de ESCÓRPIO. Ele o gira, e o objeto começa a vibrar, até que explode em uma tempestade de movimentos. E com isso, o palco começa a se transformar. Os garotos observam.

Então aparece uma luz. E um estrondo.

O tempo para. Então volta, para um pouco, e começa a voltar, devagar, no começo. Então ganha velocidade.

ATO DOIS, CENA SETE

TORNEIO TRIBRUXO,

ORLA DA FLORESTA PROIBIDA, 1994

De repente há um tumulto, enquanto a plateia passa por ALVO e ESCÓRPIO.

E o “maior apresentador da terra” (palavras dele, não nossas) está no palco, usando o feitiço Sonorus para ampliar sua voz, e... bom... ele está se divertindo.

LUDO BAGMAN: Damas e cavalheiros, meninos e meninas, apresento a vocês o maior, o fabuloso, o grande e único TORNEIO TRIBRUXO.

Há uma alta gritaria.

LUDO BAGMAN: Se você é de Hogwarts, quero ouvir um grito.

Há uma alta gritaria.

LUDO BAGMAN: Se você é de Durmstrang, quero ouvir um grito.

Há uma alta gritaria.

LUDO BAGMAN: E SE VOCÊ É DE BEAUXBATONS, QUERO OUVIR UM GRITO.

Há um grito baixo e fraco.

LUDO BAGMAN: Um pouco menos entusiasmado dos franceses.

ESCÓRPIO ( sorrindo): Funcionou. Aquele é Ludo Bagman.

LUDO BAGMAN: E aqui estão eles. Damas e cavalheiros, meninos e meninas, apresento a vocês o motivo pelo qual estamos aqui: OS CAMPEÕES. Representando Durmstrang, que sobrancelhas, que passo, que garoto, não há nada que ele não consiga com uma vassoura, é Viktor Kerido Krum.

ESCÓRPIO e ALVO ( que estão realmente fingindo serem estudantes da Durmstrang agora): Vai, vai, Kerido Krum.

Vai, vai, Kerido Krum.

LUDO BAGMAN: De Beauxbatons — zut alors, é Fleur Delacour!

Há alguns aplausos educados.

LUDO BAGMAN: E de Hogwarts, não um, mas dois estudantes. Ele nos deixa loucos, ele é Cedrico Delicioso Diggory.

A plateia vai a loucura.

LUDO BAGMAN: E o outro vocês o conhecem como o Menino que Sobreviveu, eu o conheço como o menino que vive nos surpreendendo...

ALVO: Esse é meu pai.

LUDO BAGMAN: Sim, é o Harry Potente Potter.

Há uma torcida, principalmente de uma garota nervosa na beira da arquibancada. É a JOVEM HERMIONE

(interpretada pela mesma atriz que faz ROSA). É notável que a torcida de HARRY é um pouco menor que a de CEDRICO.

LUDO BAGMAN: E agora silêncio, por favor. A primeira tarefa é recuperar um ovo dourado do ninho de um...

damas e cavalheiros, meninos e meninas... DRAGÃO. E orientando os dragões, CARLINHOS WEASLEY.

Há alguns gritos.

JOVEM HERMIONE: Se for ficar tão perto, preferiria que não respirasse muito em mim.

ESCÓRPIO: Rosa? O que está fazendo aqui?

JOVEM HERMIONE: Quem é Rosa? O que aconteceu com seu sotaque?

ALVO ( com um sotaque ruim): Desculpe, Hermione. Ele está te confundindo com outra pessoa.

JOVEM HERMIONE: Como sabe meu nome?

LUDO BAGMAN: E sem tempo a perder, vamos trazer nosso primeiro campeão. Encarando um Focinho-Curto-Sueco, os apresento CEDRICO DIGGORY.

O rugido de um dragão distrai a JOVEM HERMIONE, e ALVO prepara sua varinha.

LUDO BAGMAN: Cedrico Diggory entra em cena, e parece preparado. Assustado, mas preparado. Ele se esquiva de um lado, se esquiva do outro. As garotas desmaiam quando ele procura por abrigo. Elas choram juntas: não machuque nosso Diggory, Sr. Dragão!

ESCÓRPIO parece preocupado.

ESCÓRPIO: Alvo, tem alguma coisa errada. O Vira-Tempo está tremendo.

Um barulhinho começa, um incessante e perigoso barulhinho. Está vindo do Vira-Tempo.

LUDO BAGMAN: E Cedrico sai pela esquerda e mergulha pela direita, e aponta sua varinha. O que este jovem, corajoso e bonito homem, tem em mente agora?

ALVO (estendendo a varinha): Expelliarmus!

A varinha de CEDRICO voa para a mão de ALVO.

LUDO BAGMAN: Não, o que é isso? É magia negra ou alguma outra coisa? Sua varinha voou para longe! Cedrico Diggory está desarmado!

ESCÓRPIO: Alvo, acho que o Vira-Tempo... tem alguma coisa errada.

O barulho fica mais alto.

LUDO BAGMAN: Está tudo dando errado para Diggory. Pode ser o fim da tarefa para ele. O fim do torneio.

ESCÓRPIO agarra ALVO. O barulho cresce e há um flash. E o tempo está de volta no presente, com ALVO gritando de dor. ESCÓRPIO: Alvo! Você está machucado? Alvo, você está...

ALVO: O que aconteceu?

ESCÓRPIO: Deve haver algum limite. O Vira-Tempo deve ter algum limite de tempo.

ALVO: Acha que conseguimos? Que mudamos alguma coisa?

De repente, o palco é invadido de todos os lados por HARRY, RONY (que agora tem uma divisão lateral no cabelo e roupas um pouco mais sérias), GINA e DRACO. ESCÓRPIO olha para eles, e coloca o Vira-Tempo de volta no bolso. ALVO

os olha, sem entender, e com muita dor.

RONY: Eu disse que tinha visto eles.

ESCÓRPIO: Acho que vamos descobrir agora.

ALVO: Oi, pai. Tem alguma coisa errada?

HARRY olha para o filho, sem acreditar.

HARRY: Sim. Pode-se dizer que sim.

ALVO cai no chão. HARRY e GINA correm para ajudar.

ATO DOIS, CENA OITO

HOGWARTS, ALA HOSPITALAR

ALVO está adormecido na cama do hospital. HARRY senta preocupado ao lado dele. Sobre eles, há um quadro de um amigável homem apreensivo. HARRY esfrega os olhos, levanta e anda pela sala. Ele estica sua coluna. Então olha para a pintura, que o olha assustada por ter sido vista. HARRY olha assustado de volta.

HARRY: Professor Dumbledore.

DUMBLEDORE: Boa noite, Harry.

HARRY: Senti sua falta. Todas às vezes que fui na sala da diretora recentemente, seu quadro estava vazio.

DUMBLEDORE: Ah, bem, eu gosto de dar um pulo nos meus outros retratos de vez em quando. ( Ele olha para ALVO. ) Ele ficará bem?

HARRY: Está desacordado há vinte e quatro horas para que a Madame Pomfrey pudesse colocar seu braço no lugar.

Ela disse que foi uma coisa muito estranha, como se tivesse sido quebrado há vinte anos e colocado nas direções “mais contrárias”. Mas também disse que vai ficar bem.

DUMBLEDORE: É uma coisa difícil, eu imagino, vê-lo sofrer.

HARRY olha para DUMBLEDORE, e então para ALVO.

HARRY: Nunca te perguntei como se sente por ter dado seu nome a ele, já?

DUMBLEDORE: Francamente, Harry, parece um grande peso para se colocar em um pobre garoto.

HARRY: Eu preciso da sua ajuda, dos seus conselhos. Bane disse que Alvo está em perigo. Como protejo meu filho, Dumbledore?

DUMBLEDORE: Você pergunta a mim, entre todas as pessoas, como proteger um garoto de um terrível perigo? Não podemos impedir os jovens de se machucarem. A dor deve e vai chegar.

HARRY: Então devo sentar e assistir?

DUMBLEDORE: Não. Deve ensiná-lo como encontrar a vida.

HARRY: Como? Não vai me escutar.

DUMBLEDORE: Talvez esteja esperando que você o enxergue com clareza.

HARRY franze as sobrancelhas enquanto tenta entender isso.

DUMBLEDORE: ( Com sensibilidade. ) É uma maldição e benção de um retrato poder escutar as coisas. Na escola, no Ministério, eu ouço as pessoas falando...

HARRY: E qual é a fofoca sobre meu filho e eu?

DUMBLEDORE: Não é fofoca, é preocupação. Que vocês dois estão lutando. Que ele é difícil e que está bravo contigo. Tive a impressão de que, talvez, você esteja cego pelo seu amor a ele.

HARRY: Cego?

DUMBLEDORE: Deve vê-lo como é, Harry. Deve procurar o que o está machucando.

HARRY: Eu nunca o vi como ele é? O que está machucando meu filho? ( Ele pensa. ) Ou quem está machucando meu filho?

ALVO ( sussurra no sono): Pai...

HARRY: Essa nuvem negra é alguém, não é? Não uma coisa.

DUMBLEDORE: Ah, por que a minha opinião ainda importa? Sou apenas uma pintura e uma memória, Harry. Uma pintura e uma memória. Nunca tive um filho.

HARRY: Mas eu preciso do seu conselho.

ALVO: Pai?

HARRY olha para ALVO e de volta para DUMBLEDORE. Mas DUMBLEDORE foi embora.

HARRY: Não, onde você foi agora?

ALVO: Estamos na ala hospitalar?

HARRY volta sua atenção para ALVO.

HARRY ( abalado): Sim. E você está... vai ficar bem. Para a sua recuperação, a Madame Pomfrey não sabia o que prescrever e disse que provavelmente deveria comer muito chocolate. Na verdade, se importa se eu pegar um pouco? Tenho uma coisa pra te dizer e acho que não vai gostar muito.

ALVO olha para seu pai, o que ele tem pra dizer? Ele decide não debater.

ALVO: Tudo bem. Eu acho.

HARRY pega um pouco de chocolate, e dá uma grande mordida. ALVO olha para seu pai, confuso.

ALVO: Está melhor?

HARRY: Muito.

Ele devolve o chocolate ao seu filho. ALVO pega um pedaço. Pai e filho mastigam juntos.

HARRY: O machucado, como está?

ALVO dobra o braço.

ALVO: Está ótimo.

HARRY ( suave): Onde você foi, Alvo? Não posso nem descrever o que fez com a gente. Sua mãe estava tão preocupada.

ALVO olha pra cima. Ele é um ótimo mentiroso.

ALVO: Decidimos não vir pra escola. Pensamos que poderíamos começar de novo, no mundo trouxa. Descobrimos que somos muito jovens. Estavamos voltando pra Hogwarts quando nos encontraram. HARRY: Com o uniforme de Durmstrang?

ALVO: O uniforme foi... toda essa coisa de Escórpio e eu... nós não pensamos.

HARRY: E por que fugiu? Por minha causa? Por causa do que eu disse?

ALVO: Eu não sei. Hogwarts não é aquele lugar maravilhoso quando não se adapta.

HARRY: E Escórpio te encorajou a ir?

ALVO: Escórpio? Não.

HARRY olha para ALVO, tentando quase enxergar uma aura em torno dele, pensando profundamente.

HARRY: Preciso que fique longe dele.

ALVO: O quê? Escórpio?

HARRY: Eu não sei como se tornaram amigos, mas se tornaram. Agora, preciso que você...

ALVO: Meu melhor amigo? Meu único amigo?

HARRY: Ele é perigoso.

ALVO: Escórpio? Perigoso? Você já o conheceu? Pai, se realmente acha que ele é filho de Voldemort...

HARRY: Não sei o que ele é, só sei que precisa ficar longe dele. Bane me disse...

ALVO: Quem é Bane?

HARRY: Um centauro com profunda habilidade em adivinhação. Disse que há uma nuvem negra em torno de você.

ALVO: Uma nuvem negra?

HARRY: E tenho razões muito boas para acreditar que as artes das trevas estão ressurgindo, e preciso te manter seguro. A salvo dele. A salvo de Escórpio.

ALVO hesita por um momento, e então seu rosto ganha forças.

ALVO: E se eu não ficar? E se eu não ficar longe dele?

HARRY olha para seu filho, pensando rapidamente.

HARRY: Há um mapa. Costumava ser usado por quem não queria fazer nada de bom. Agora o usaremos para manter o olho em você. A Professora McGonagall irá vigiar cada movimento seu. Em qualquer momento em que forem vistos juntos, ou que tentar sair de Hogwarts, ela virá voando. Espero que vá às suas aulas, e nenhuma agora verá Escórpio. E entre os horários, ficará no Salão Comunal da Grifinória!

ALVO: Você não pode me fazer ficar na Grifinória. Sou da Sonserina!

HARRY: Não faça joguinhos, Alvo, sabe de qual Casa pertence. Se ela te encontrar com o Escórpio, vou te submeter a um feitiço que permite meus olhos e ouvidos acompanharem cada movimento seu, cada conversa. Enquanto isso, irão começar investigações no meu departamento sobre a verdadeira descendência dele.

ALVO ( começando a chorar): Mas pai, você não pode. Isso não é...

HARRY: Por muito tempo achei que não fosse um bom pai porque você não gostava de mim. Só agora percebo que não preciso que goste, apenas obedeça, porque sou seu pai e sei o que é melhor. Desculpe, Alvo. Tem que ser assim.

ATO DOIS, CENA NOVE

HOGWARTS, ESCADARIA

ALVO segue HARRY pelo palco.

ALVO: E se eu fugir? Eu vou fugir.

HARRY: Alvo, volte pra cama.

ALVO: Vou fugir de novo.

HARRY: Não, você não vai.

ALVO: Eu vou, e dessa vez vou me certificar que Rony não nos encontre.

RONY: Eu escutei meu nome?

RONY entra por uma escada, sua atitude agora super agressiva, com trajes um pouco curtos, com roupas espetacularmente antiquadas.

ALVO: Tio Rony! Graças a Dumbledore. Se alguma vez já precisamos das suas piadas, é hora é agora.

RONY franze a testa, confuso.

RONY: Piadas? Não sei nenhuma piada.

ALVO: Claro que sabe. Tem até uma loja de brincadeiras.

RONY ( agora extremamente confuso): Uma loja de brincadeiras? Tá bem, então. De qualquer forma, estou satisfeito de ter te encontrado. Ia trazer alguns doces pra desejar que fique bem logo, mas Padma (que pensa muito mais profundamente do que eu) achou que seria melhor trazer coisas úteis para a escola. Então trouxemos pra você um conjunto de penas. Sim. Sim.

Sim. Olha pra essas garotonas. Top de classe.

ALVO: Quem é Padma?

HARRY olha sismado para ALVO.

HARRY: Sua tia.

ALVO: Eu tenho uma Tia Padma?

RONY ( para HARRY): Ele levou um feitiço Confundus na cabeça? ( Para ALVO. ) Minha mulher, Padma. Você lembra. Fala levemente perto demais do seu rosto, tem um cheiro mentolado. ( Inclina-se. ) Padma, mãe de Panju! ( Para HARRY.) Por isso que eu estou aqui, claro. Panju. Está encrencado de novo. Queria apenas enviar um Berrador, mas Padma insistiu que eu viesse pessoalmente. Não sei porquê. Ele apenas fica rindo pra mim.

ALVO: Mas você é casado com Hermione.

Todos se impressionam. RONY não entende nada.

RONY: Hermione. Não. Pelas barbas de Merlim.

HARRY: Alvo também esqueceu que foi selecionado para a Grifinória. Conveniente.

RONY: Sim. Desculpe, mas você é da Grifinória.

ALVO: Mas como fui selecionado para lá?

RONY: Você persuadiu o Chapéu Seletor, não lembra? Panju apostou que não iria para a Grifinória nem se a sua vida

dependesse disso, então escolheu Grifinória pra irritá-lo. Não posso te culpar, ( seco) todos nós, as vezes, queremos tirar o sorriso da rosto dele, não é? ( Aterrorizado. ) Por favor, não conte a Padma que eu disse isso.

ALVO: Quem é Panju?

RONY e HARRY encaram ALVO.

RONY: Caramba, você realmente mudou. De qualquer forma, é melhor eu ir antes que receba um Berrador.

Ele tropeça. Não é nem um pouquinho do homem que era antes.

ALVO: Mas isso não faz sentido.

HARRY: Alvo, o que quer que esteja simulando, não vai funcionar. Não mudarei de ideia.

ALVO: Pai, você tem duas escolhas. Ou me leva pra...

HARRY: Não tem escolha, Alvo. Faça isso ou entrará num problema ainda maior, entendeu?

ESCÓRPIO: Alvo? Você está bem. Isso é fantástico.

HARRY: Está completamente curado. Temos que ir.

ALVO olha pra ESCÓRPIO e seu coração é partido. Ele vai andando.

ESCÓRPIO: Está bravo comigo? O que está acontecendo?

ALVO para e vira para ESCÓRPIO.

ALVO: Funcionou? Alguma coisa deu certo?

ESCÓRPIO: Não. Mas, Alvo...

HARRY: Qualquer coisa que estejam tagarelando, é melhor pararem, agora. Este é o seu último aviso, Alvo.

ALVO olha despedaçado entre seu pai e seu amigo.

ALVO: Eu não posso, ok?

ESCÓRPIO: Não pode o quê?

ALVO: Ficaremos melhor um sem o outro, tá?

ESCÓRPIO é deixado olhando para ele, com o coração partido.

ATO DOIS, CENA DEZ

HOGWARTS, SALA DA DIRETORA

PROFESSORA McGONAGALL está cheia de infelicidade, HARRY está cheio de propósito, GINA não tem certeza de como deveria estar.

PROFESSORA McGONAGALL: Eu não tenho certeza se é pra isso que o Mapa do Maroto deveria servir.

HARRY: Se vê-los juntos, os separe o mais rápido possível.

PROFESSORA McGONAGALL: Harry, tem certeza que essa é a decisão certa? Porque longe de mim duvidar da sabedoria dos centauros, mas Bane é extremamente bravo, e não seria difícil distorcer as constelações para seus próprios fins.

HARRY: Confio em Bane. Alvo deve ficar longe de Escórpio. Pelo bem dele, e de outros.

GINA: Acho que Harry quer dizer que...

HARRY ( com firmeza): A professora sabe o que quero dizer.

GINA olha para HARRY, surpresa por falar com ela daquela maneira.

PROFESSORA McGONAGALL: Alvo foi examinado pelos maiores bruxos e bruxas do país, e ninguém pôde encontrar um pingo de feitiço ou maldição.

HARRY: E Dumbledore... Ele disse que...

PROFESSORA McGONAGALL: O quê?

HARRY: Seu retrato. Ele falou. Disse algumas coisas que fazem sentido.

PROFESSORA McGONAGALL: Dumbledore está morto, Harry. E eu já te disse, retratos não representam nem metade das pessoas.

HARRY: Disse que o amor havia me cegado.

PROFESSORA McGONAGALL: O quadro de um diretor é uma memória. É para ser um mecanismo de suporte para as decisões que eu tenho que tomar. Mas fui avisada quando aceitei o emprego a não confundir a pintura com a pessoa. E você deveria ser prudente e fazer o mesmo.

HARRY: Mas ele estava certo. Consigo ver agora.

PROFESSORA McGONAGALL: Harry, você esteve sob muita pressão. A perda de Alvo, a busca por ele, o medo do que a sua cicatriz poderia significar. Confie em mim quando disser que está cometendo um erro.

HARRY: Alvo não gostava de mim antes, e pode não gostar de novo. Mas vai estar seguro. Com todo respeito, Minerva, mas não tem nenhum filho...

GINA: Harry!

HARRY: ...você não entende.

PROFESSORA McGONAGALL ( profundamente sentida): Eu esperava que uma vida toda como professora poderia significar...

HARRY: Esse mapa irá te revelar onde meu filho estiver o tempo todo. Espero que o use. E se eu souber que não está usando-o, virei pra essa escola o mais rápido, usando toda a força do Ministério. Está entendido?

PROFESSORA McGONAGALL ( perplexa com essa acidez): Perfeitamente.

GINA olha para HARRY, incerta do que ele se tornou. Ele não olha de volta.

ATO DOIS, CENA ONZE

HOGWARTS, SALA DE DEFESA CONTRA AS ARTES DAS