Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Floresta Proibida
A floresta parece maior, mais densa. E no meio das árvores, pessoas procurando pelos bruxos perdidos. Mas lentamente eles se separam, e HARRY fica sozinho. Ele ouve algo. Vira para a direita.
HARRY: Alvo? Escórpio? Alvo?
Então ouve o som de cascos. HARRY fica surpreso. Ele procura a origem do barulho. De repente, BANE aparece na luz. É um magnífico centauro.
BANE: Harry Potter.
HARRY: Ainda me reconhece, Bane.
BANE: Você cresceu.
HARRY: Cresci.
BANE: Mas não ficou mais inteligente. Entrou em nossas terras.
HARRY: Sempre respeitei os centauros, não somos inimigos. Vocês lutaram bravamente na Batalha de Hogwarts. E
eu lutei ao lado de vocês.
BANE: Fiz minha parte, mas pelo meu grupo e nossa honra. Não por você. E depois da batalha, a floresta foi proclamada como terra dos centauros. E se está em nossa terra, sem permissão, é nosso inimigo.
HARRY: Meu filho está desaparecido, Bane. Preciso de ajuda para encontrá-lo.
BANE: E está aqui? Na nossa floresta?
HARRY: Sim.
BANE: Então é tão burro quanto você.
HARRY: Pode me ajudar, Bane?
Há uma pausa. BANE olha para HARRY.
BANE: Só posso dizer o que sei. Mas não digo para seu benefício, e sim pelo do meu grupo. Os centauros não precisam de outra guerra.
HARRY: Nem nós! O que você sabe?
BANE: Eu vi seu filho, Harry Potter. No movimento das estrelas.
HARRY: O viu nas estrelas?
BANE: Não posso dizer onde está, nem como encontrá-lo.
HARRY: Mas viu alguma coisa, ou previu?
BANE: Há uma nuvem negra ao redor dele. Uma nuvem perigosa.
HARRY: Ao redor do Alvo?
BANE: Uma nuvem negra que pode colocar todos nós em risco. Você encontrará seu filho de novo Harry Potter, mas pode perdê-lo para sempre.
Ele faz um som parecido com o choro de um cavalo, e toma seu caminho, deixando para trás Harry, perplexo. Ele volta a procurar ALVO, agora com mais vontade.
HARRY: Alvo! Alvo!
ATO DOIS, CENA SEIS