O Coração do Bilionário: Sam

J. S. Scott · Capítulo 12 de 17

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O Coração do Bilionário: Sam

Capítulo 11

Graças a Deus!

— Você vai casar comigo — resmungou ele, fechando os olhos quando o sono o invadiu.

Ela não respondeu. Só se aconchegou um pouco mais e suspirou.

Sam não deixou que a falta de resposta dela o incomodasse. Na verdade, seus lábios se curvaram em um sorriso. Já era um progresso. Pelo menos, ela não discutira nem dissera não.

Com aquele pensamento positivo na mente, ele dormiu.

 

Maddie ficou com Sam até que ele se recuperasse totalmente. Ela passou os dois dias de folga acompanhando-o durante a pior parte da doença e, nos dias seguintes, indo para a casa dele todas as noites depois do trabalho para garantir que ele estivesse cuidando bem de si mesmo. Sam era, de longe, o pior paciente que ela tivera, o que era dizer muito, pois já tivera diversos pacientes terríveis. Sam Hudson não gostava de nenhum tipo de fraqueza e obviamente isso incluía qualquer coisa que o prejudicasse fisicamente.

Naquele momento, ele estava completamente furioso e irritado ao encará-la da mesa de escritório que tinha em casa, com a cadeira inclinada para trás.

Sam estava escondendo-se atrás daquela fachada novamente e Maddie odiava aquilo. Ele mostrara uma certa vulnerabilidade durante o tempo em que estivera doente. Mas agora voltara a ser o valentão... com toda força.

Ela conseguia aceitar a personalidade de macho alfa de Sam. Na verdade, havia momentos em que a adorava. No entanto, aquele não era um deles. Ele estava fazendo exigências sem nenhum motivo.

— Você vai usar o carro novo. Ponto. Fim da discussão — gritou ele, como se ela fosse um de seus funcionários.

Maddie respirou fundo e soltou o ar lentamente. — Muito bem. Se a discussão terminou, vou embora. E você pode pegar esse carro e enfiar no rabo, porque não vou usá-lo. Você não tinha o direito de escolher um carro para mim sem me consultar e depois exigir que eu o usasse. Não sou um de seus malditos funcionários.

Desejando não ter ido à casa dele naquela noite, ela tentou se recompor.

Só o que queria era ter certeza de que ele estava bem e que estava cuidando de si mesmo. Ele fora um completo idiota, basicamente jogando nela a chave de um novo Mercedes SUV preto que provavelmente custara mais do que a casa da maioria das pessoas, e exigindo que ela o usasse. O problema não era que não gostara do carro, pois gostara muito. Quem não gostaria? O

problema era a atitude e a distância dele. Simplesmente comandara e esperara que ela concordasse com as exigências. Ele estava escondendo-se novamente, preocupado por ter mostrado uma fraqueza grande demais, e exagerando para compensar a atitude que tivera durante a doença. Ela entendia o que ele fazia e quais eram as motivações. Mas doía mesmo assim.

— Eu sei que não é um dos meus malditos funcionários. Se fosse, faria o que eu lhe dissesse para fazer — rosnou ele. — E, se sair por aquela porta, vou buscá-la.

Cruzando os braços sobre o peito, ela o encarou friamente. — E depois?

Como pretende me forçar a usar o carro? — retrucou com a voz ligeiramente trêmula. — Mas que droga! Você nem mesmo perguntou se gostei do carro, se eu o queria. A minha opinião não importa, desde que eu faça o que você quer. Qual é o seu problema hoje? — Uma lágrima solitária desceu pelo rosto dela, que a limpou impacientemente. Havia tanto que ela amava em Sam, mas havia algumas que não tolerava.

Mandão... ok. De vez em quando.

Exigente na cama... claro que sim.

Protetor... sim.

Distante e frio... claro que não!

Sam se levantou e deu a volta na mesa. — Você não vai embora — disse ele. — Por que está chorando?

Maddie correu para a porta, pois não estava pronta para responder àquela pergunta.

Porque eu amo tanto você que chega a doer. Porque quero ser tão importante para você quanto é para mim. Porque, quando você me afasta e fica frio, eu fico assustada.

Abrindo a porta freneticamente, desesperada para escapar, ela sentiu o corpo de Sam colidir com o seu por trás, fechando a porta e prendendo-a entre os braços.

Ela encostou a testa na porta com as lágrimas escorrendo livremente pelo rosto. — Por favor, deixe-me ir embora.

— Diga-me por que está chorando. Não gostou do carro? Posso devolvê-lo. Posso escolher outro, desde que seja seguro. Ele é um carro bonito e lembrou-me de você. — Ele estava ofegante e a respiração quente acariciou-lhe a orelha.

Merda. Ele estava amolecendo, agindo novamente como o Sam que amava. Lá vou eu, subindo a montanha-russa de novo, sem saber quando vou descer de novo.

— Não consigo lidar com isso, Sam. Por favor. — As emoções de Maddie estavam confusas e o passado voltava para assombrá-la. Não tinha como evitar. Sam era tão necessário para sua felicidade que ela ficava assustada quando ele se transformava naquela pessoa gelada e ríspida.

— O que eu fiz, doçura? Diga-me. Eu consertarei. — A voz dele era suave e emotiva.

— Quando você fica frio e distante, eu fico com medo de que não me queira mais — soluçou ela. Não tivera a intenção de dizer aquilo, mas não conseguira segurar. — Eu sei que é coisa do passado e sei que provavelmente sou mais carente do que a maioria das mulheres quando se trata de você. Mas preciso saber que sou importante para você, que minhas opiniões importam. Que eu importo. — Mesmo para si mesma, ela soou ridícula, mas não pôde evitar. — Quando você se distancia emocionalmente de mim, agindo friamente, eu fico com medo.

Sam passou os braços em volta do corpo de Maddie, puxando-a para perto e balançando-a de leve. — Desculpe, doçura. Eu sinto muito —

murmurou ele em seu ouvido. — Eu também fico com medo. Tenho medo de que alguma coisa aconteça com você e, se acontecer, a minha vida chegará ao fim. Você não entende como é importante para mim?

Maddie balançou a cabeça, com os ombros sacudindo por causa dos soluços de agonia, temporariamente assombrada pelos medos do passado.

Mas que merda! Ela aprendera a ser sozinha, a não depender de ninguém.

Mas todas as defesas estavam ruindo por causa daquele homem.

Sam a virou e ergueu-a nos braços, levando-a até o sofá de couro que ficava encostado na parede do escritório. Ele se sentou e segurou-a com força no colo. — Eu preciso de você, Maddie. Tanto que fico aterrorizado.

Acho que, algumas vezes, fico com medo de precisar tanto de alguém que

minha vida dependa disso. — Ele soltou um suspiro trêmulo ao acariciar-lhe os cabelos.

— Eu também preciso de você, Sam. Muito. Não aguento quando você fica frio e distante. Isso traz de volta o passado, todas as vezes em que ninguém me quis. — Ela já contara a ele o pior. Se não conseguisse dividir as emoções, ele nunca saberia.

— Caralho! — Ele passou a mão pelos cabelos frustrado. — Doçura, algumas vezes eu esqueço que você tem suas inseguranças. Eu fui um idiota egoísta. Só estava pensando em proteger a mim mesmo. Perdoe-me. Por favor. Vou tentar não fazer mais isso. Prometo. Mas não consigo deixar de me preocupar. — Ele se afastou ligeiramente e encarou-a com um olhar intenso e tórrido.

— Quero você exatamente como é, menos a parte fria — disse ela, sorrindo por entre as lágrimas. Ela também fora egoísta, deixando que os medos a invadissem, esquecendo do passado de Sam e de como ele devia estar sentindo-se vulnerável.

— E se eu for quente demais? — perguntou ele com voz meio rouca.

Ela derreteu e sorriu ao encontrar o olhar dele, repleto de desejo. A máscara gelada desaparecera do seu rosto. — Então vou queimar feliz —

respondeu, movendo-se para sentar de frente para ele sobre seu colo e passando os braços em volta de seu pescoço.

Sam colocou a mão na nuca de Maddie, puxando-lhe a cabeça com força para encontrar sua boca faminta. Ele a devorou, com a língua dançando com a dela de forma exigente. Ela estava sobre ele, mas, mesmo assim, era dominada. As mãos de Sam subiram para suas têmporas, enterrando-se nos cabelos para segurá-la firmemente no lugar.

Ela fez pressão contra o pênis inchado ao enterrar os dedos nos cabelos de Sam com voracidade, querendo-o dentro de si tão desesperadamente que gemeu. Ela estava perdida, sabia disso... e não se importava. Sentir o cheiro de Sam, seu gosto, aquele pênis enorme contra seu sexo a deixou selvagem, louca para tê-lo dentro de si. Os botões da camisa de manga curta foram arrancados e ela gemeu quando as mãos buscaram freneticamente a presilha do sutiã para acariciar os seios nus de forma possessiva. Ela ofegou ao afastar a boca e tirar a camisa rasgada e o sutiã, deixando que caíssem no chão. — Por favor, Sam. Preciso sentir você dentro de mim. — Levantando-se, ela parou em frente a ele e abriu o cinto que prendia a calça, tirando-a com a calcinha e ficando totalmente nua.

Ainda vestindo o terno cinza e a gravata, Sam parecia pronto para ir para uma reunião de negócios, até que ela olhou para o rosto dele e para a ereção enorme. Ele a devorou com os olhos, com expressão tão ardente e torturada que ela sabia que estava imaginando o ato... e precisando dele desesperadamente. Ele abriu o cinto e o zíper da calça, sem tirar o olhar ardente dela. — Sente em mim — pediu ele em tom exigente, tirando o pênis intumescido de dentro da calça.

Ela olhou para o membro enorme e para o terno caro. — Vai manchar o seu terno — disse ela hesitantemente. Mas ela se sentiu molhada com a ideia de sentar sobre ele, exatamente como estava, virando o mundo dele de cabeça para baixo enquanto estava vestido como um executivo poderoso.

— Se isso acontecer, ele passará a ser meu terno favorito. Vou mandar lavá-lo e usarei todos os dias, lembrando de como foi bom foder você com ele. Venha, agora — disse ele, abrindo os braços.

Ela sentou sobre ele, que colocou os braços em volta de seu corpo de forma possessiva. A boca de Sam buscou os mamilos sensíveis antes mesmo que ela estivesse totalmente sentada. Maddie arqueou as costas quando ele mordeu os mamilos gentilmente, com pressão suficiente para fazê-la perder o juízo. Movendo os quadris, ela esfregou o clitóris em Sam, gemendo com a sensação de estimular a si mesma contra o pênis rígido.

Correndo as mãos pelas costas de Maddie, Sam agarrou-lhe o traseiro, deslizando uma das mãos entre os dois corpos por trás e acariciando as dobras molhadas.

— Caralho, você está tão molhada. — A voz dele estava tensa e ele mal conseguia se controlar.

— Eu preciso de você — sussurrou ela, inclinando-se para frente para morder o lóbulo da orelha dele, sentindo a barba por fazer contra a pele macia, o que aumentou a sensação selvagem que a invadia.

Freneticamente, os dedos de Sam penetraram-lhe a vagina. A respiração dele estava ofegante e quente contra seus seios quando ele parou de acariciá-los com a boca, inalando e exalando como se estivesse tentando recuperar o controle. A mão de Sam segurou uma das nádegas e a outra, que se afastou das dobras molhadas, subiu até o ânus, molhando-a com os

próprios fluidos. Ela gemeu quando ele inseriu o polegar molhado gentilmente pelo esfíncter apertado.

— Ahh... — gemeu ela, jogando a cabeça para trás quando ele a penetrou um pouco mais fundo. Ela não sentiu dor. Foi um gesto tão erótico que quase gozou.

— Merda! — Sam tirou o polegar com o peito ofegante. — Desculpe.

Desculpe — repetiu ele com voz confusa e rouca.

— O quê? O que foi? — Ela ergueu a cabeça para olhar para o rosto dele.

Ele estava suando, com gotas escorrendo pela testa e caindo na camisa branca, o rosto pálido e assombrado. — Desculpe — disse ele novamente.

— Não faço isso. Não devia ter molestado você desse jeito. — A respiração dele estava pesada e o corpo inteiro tenso.

Ah, merda. É claro que Sam não fazia sexo anal... nada anal, por causa da experiência que teve no passado. Nem ela, mas a sensação de preenchimento fora erótica. Ele fora muito gentil e cuidadoso para não machucá-la. — Sam, você não me machucou. Foi bom. Foi gostoso e excitante.

— Eu não devia ter feito isso. Não devia ter feito. — Ele balançou a cabeça, com o suor ainda escorrendo pelo rosto. — Estava tão obcecado em estar dentro de você de todas as formas que esqueci.

Segurando o rosto dele, ela o forçou a encará-la. — Foi erótico. Adorei sentir você dentro de mim. Não estou pronta para sexo anal, mas você quase me fez gozar. Foi gentil. Você. Não. Me. Machucou. — Ela o encarou com os olhos cheios de amor.

— Você gostou mesmo? — perguntou ele com voz atônita e estudando-lhe o rosto em busca da verdade.

— Sim. Você tem minha permissão para me penetrar como quiser e quando quiser — respondeu ela em tom cheio de desejo. — Por favor.

Preciso de você. — Ela queria tirar o olhar cheio de remorso do rosto dele e substituí-lo novamente por desejo.

— Preciso estar dentro de você, Maddie. Agora — murmurou ele desesperado.

Ela ergueu os quadris e ele segurou o membro rígido. Os dois gemeram juntos quando o pênis a penetrou. Descendo lentamente sobre ele, ela agarrou-lhe os ombros, com os músculos distendendo-se para aceitá-lo.

Maddie ofegou quando ele a preencheu completamente, quase à beira do desconforto.

Ele agarrou-lhe a cintura, com a mandíbula cerrada e uma expressão feroz. Sam estava lindo naquele momento, com o desejo e a possessividade muito perto da superfície e o corpo tenso com desejo carnal.

Maddie gemeu quando ele investiu, enterrando-se nela o mais fundo possível. — Isso — disse ela ofegante. O ar em volta deles estava úmido, pesado e cheirava a desejo e necessidade. Os músculos internos dela se contraíram em torno do pênis pulsante, fazendo com que o corpo inteiro estremecesse.

O olhar se prendeu ao dela enquanto ele controlava as investidas, entrando e saindo da boceta apertada.

— Quero ir devagar. Quero saborear essa sensação. Mas você é tão incrível, doçura, que não vou aguentar — sussurrou ele.

Maddie sentiu como se estivesse prestes a incendiar. — Trepe comigo, Sam. Por favor. Adoro sentir você dentro de mim. Queria que pudéssemos ficar assim para sempre. — Ela gemeu quando ele se moveu mais depressa.

O tecido elegante da calça de Sam acariciava-lhe as nádegas e a parte superior das coxas com cada movimento dele. O clitóris friccionava contra o zíper aberto, aumentando ainda mais sua excitação. Maddie se entregou a Sam, completamente perdida nas sensações ao fechar os olhos e jogar a cabeça para trás.

— Preciso de você, Maddie. Preciso de você — gemeu ele, com uma das mãos deslizando até seu traseiro. — Quero estar dentro de você em todos os lugares. Preciso disso. — Ele deslizou o polegar novamente no ânus dela, com a área já molhada, enquanto a penetrava repetidamente com o pênis.

— Ai, meu Deus, isso, isso. — A boceta se contraiu em volta dele em espasmos enquanto tremores sacudiam-lhe o corpo.

— Goze para mim, Maddie — pediu ele, agarrando-lhe a nuca e puxando-lhe a boca até a sua. Sam enfiou a língua entre seus lábios, penetrando-a de todas as formas possíveis.

Apesar de ela estar sobre ele, Sam continuava a dominá-la, exigindo, insistindo. A única coisa que ela podia fazer era baixar o corpo no mesmo ritmo das investidas furiosas e profundas... e gozar.

Afastando a boca, ela gritou, com o orgasmo invadindo-a como uma tempestade turbulenta e levando-a às nuvens.

— Caralho, caralho, caralho — gemeu Sam, penetrando-a com força quando o pênis pulsou, aliviando-se dentro do ventre dela. O polegar ainda entrava e saía do ânus de Maddie, de forma gentil e inconsciente, enquanto ele estremecia com o orgasmo violento.

Sam girou o corpo, afastando as mãos das coxas e do traseiro de Maddie.

Ele caiu sobre o sofá, mantendo-a sobre si e passando os braços em volta de sua cintura. — Você vai me matar — murmurou ele, reduzindo a dureza das palavras ao beijá-la na testa, nas têmporas, nas bochechas e finalmente beijando-a suavemente nos lábios inchados. — Desculpe. Eu fiz de novo.

Maddie não precisou perguntar o que ele queria dizer. — Eu disse que podia, Sam. Você não está me violando. Por favor. Nada do que fazemos juntos é motivo para vergonha. Eu gostei. Eu queria. Quero você de todas as formas, em todos os lugares.

— Eu não tenho o menor controle com você, doçura — retrucou ele.

— Eu sei. E adoro a forma como me quer — sussurrou ela, deitando a cabeça em seu ombro.

— Adora, Maddie? Isso não a assusta? Porque, de vez em quando, isso me deixa muito assustado — disse ele, acariciando-lhe os cabelos.

— Não, Sam. Eu nunca teria medo de você. Talvez você me deixe enfurecida, mas a forma como me quer me deixa tão excitada que não consigo resistir. Quero você tanto quanto me quer — respondeu ela com sinceridade.

Ele balançou a cabeça negativamente. — Não, isso não é possível, doçura — disse ele, com a voz vibrando perto do ouvido dela.

— Então, você prefere ter controle? Trepar sem paixão? — perguntou ela curiosa.

— Claro que não. Eu não disse que não queria. Só disse que isso pode ser um pouco desconfortável — respondeu ele um pouco tenso.

Maddie correu o dedo pelo padrão listrado da gravata de Sam. — Nós nos acostumaremos — comentou ela divertidamente. — Não acredito que estou deitada aqui, totalmente nua, enquanto você parece pronto para sair e dominar o mundo.

— É bom começar a se acostumar. Nós vamos nos casar — retrucou ele.

— E prefiro muito mais ficar aqui e dominar você.

A voz rouca e possessiva dele fez com que um arrepio lhe percorresse.

— Não concordei em casar com você porque nunca se deu ao trabalho de

pedir. Você exigiu. E, falando em exigir, o que faremos quanto ao carro?

— O que você quer fazer? — perguntou ele baixinho. — Eu quero que fique com ele. Era um presente e eu não pretendia ser um idiota. É grande, é resistente e tem todos os recursos de segurança conhecidos. Eu gostaria que ficasse com ele porque fico preocupado com a sua segurança. Nada pode acontecer com você, doçura. — Ele suspirou pesadamente.

Muito bem... assim é melhor. Pelo menos, ele não está sendo um idiota frio.

Maddie suspirou suavemente. — Está bem, eu fico com ele. Viu como foi fácil? Basta pedir com gentileza e eu respondo da forma como você quer

— disse ela em tom divertido.

— Está tentando me treinar, mulher? — rosnou ele.

Maddie deu uma risada e perguntou: — E isso é possível?

— Não. Mas também não quero magoar você — respondeu ele. As mãos de Sam continuavam a acariciar-lhe as costas e os cabelos de forma possessiva e adoradora.

Erguendo a cabeça, ela o olhou com uma expressão divertida: — Então, você tentará não ser tanto um homem das cavernas?

— Foi o que a minha mãe disse — comentou ele com desgosto.

Maddie ergueu a sobrancelha. — Ela disse que você era um homem das cavernas?

— Sim. Mais ou menos. Mas não é verdade — retrucou ele indignado.

— Ah, Sam... é verdade, sim. — Maddie soltou uma gargalhada.

— Eu fui bonzinho em relação ao carro — argumentou ele.

— Depois de termos brigado por causa dele — relembrou ela, aproximando as sobrancelhas e desafiando-o a negar.

— Então, como diabos vou fazer com que você faça o que eu quero? —

perguntou ele.

Maddie se moveu, saindo de cima dele relutantemente e ficando de pé ao lado do sofá. — Leve-me para o andar de cima e convença-me — sugeriu ela. — Você descobrirá que esse método é muito mais eficiente do que tentar mandar em mim como se eu fosse sua funcionária.

Ele se levantou rapidamente, pegando uma manta que estava sobre o encosto do sofá e cobrindo-a. Em seguida, pegou-a nos braços. — Não tenho problema algum com esse método. Então, quando eu quiser alguma coisa, basta trepar com você até que concorde?

Ai, meu Deus. Maddie balançou a cabeça com um sorriso. Talvez não fosse um plano tão bom, no fim das contas. Ele provavelmente faria com que concordasse com qualquer coisa. — Sim — respondeu ela relutantemente, sabendo que provavelmente se arrependeria.

Sam abriu um sorriso malicioso que deixou seu rosto tão sensual que ela se sentiu excitada novamente.

— Quero muito de você, doçura. Quero tudo. — A voz baixa era deliciosa e cheia de pecado. — Talvez eu passe um bom tempo convencendo você.

O coração dela bateu mais forte ao encontrar o olhar cor de esmeralda.

— Acho que consigo aguentar. — Soltando um suspiro, ela sorriu.

— Você acabará implorando. — Ele a olhou de forma arrogante.

A verdade era que isso provavelmente aconteceria e ela adoraria cada segundo. Maddie mordeu o lóbulo da orelha dele e, em seguida, passou a língua sobre ele. — Posso começar a implorar agora mesmo, se quiser — sussurrou ela em tom sensual.

— Puta merda, Maddie. Meu pau já está absurdamente duro —

respondeu ele. — Você é provocante demais.

Ele saiu do escritório, atravessou a casa e subiu a escada com tanta pressa que ela sacudiu em seus braços, rindo enquanto corriam para o quarto. — Não sou provocante, pois pretendo fazer o que eu disse —

murmurou ela.

— É provocante mesmo assim — resmungou ele. Ele a colocou gentilmente sobre a cama e começou a tirar as roupas. — E você vai casar comigo. Logo — exigiu ele, arrancando os botões da camisa ao tirá-la.

Maddie suspirou feliz ao observar Sam tirar as roupas freneticamente, revelando cada centímetro da perfeição masculina.

Um dia, Sam vai me perguntar se quero casar com ele.

Ela já sabia que diria sim. Se não tivesse certeza, não estaria fazendo sexo desprotegido com ele. Ela começara a tomar anticoncepcional, mas as coisas ainda eram um pouco arriscadas, da mesma forma como o homem que se aproximava dela podia ser um pouco perigoso.

Em sua nudez gloriosa, ele se aproximou da cama e puxou a coberta que a escondia, revelando-a como se estivesse desembrulhando um presente com um olhar de fascinação completa no rosto.

— Dê-me uma data. Nós vamos nos casar, caralho. Você é minha —

disse ele, cobrindo-lhe o corpo com o seu e prendendo-lhe as mãos sobre a cabeça.

Maddie derreteu quando a pele quente encostou na sua. O alívio do contato fez com ela ignorasse o comentário. O comportamento gelado dele a magoava, mas a atitude de macho alfa a deixava louca. O comportamento dominante fazia com que o quisesse dentro de si.