O Coração do Bilionário: Sam
Capítulo 7
— Ele é e sinto muito pela dor dele, mas você não é a resposta —
retrucou ele. — Já está comprometida com um homem que precisa de você desesperadamente. Você é minha, doçura. Sempre foi.
Ela olhou para os belos olhos de Sam e mergulhou nas profundezas deles, completamente incapaz de negar que pertencia a ele. O olhar dele parecia desconsolado e feroz, uma combinação que fez com que ela quisesse apertá-lo para tentar afastar a dor. — Não pode simplesmente me dar ordens e esperar que eu obedeça cegamente, Sam. Eu tomo as minhas próprias decisões. Sempre fiz isso. Não sou a jovem ingênua que você conheceu no passado. — Ela tomou um gole da bebida, observando-o totalmente fascinada.
Maddie percebeu uma camada fina de suor que lhe cobria o rosto e as emoções mal controladas perto da superfície. Ele se levantou e pegou a mão dela, ajudando-a a se levantar.
— Vamos dançar. — Não foi um pedido. Foi uma ordem.
Maddie soltou o copo quase vazio sobre a mesa e seguiu-o.
Dançar com Sam era como fazer amor na pista de dança. Ele a tocou, acariciou, seduziu, sussurrou coisas picantes em seu ouvido até que ela sentiu o corpo em chamas e a calcinha totalmente molhada. Quando saíram da pista de dança depois de várias músicas, Maddie estava praticamente sem fôlego.
Kara cortou o bolo e jogou o buquê, que pareceu voar diretamente para as mãos de Maddie, apesar de ela nem ter tentado pegá-lo. Simon nem tentou jogar a cinta-liga de Kara. Ele a colocou no bolso de Sam com um sorriso malicioso e saiu com a noiva para um local privativo.
Surpreendentemente, Sam aceitou a cinta-liga com um sorriso largo e bateu nas costas do irmão mais novo, causando um olhar perplexo no rosto de Simon.
— Nosso dever acabou. Vamos dar uma volta — disse Sam com voz grave ao parar ao lado dela. Eles tinham copos na mão e observavam as pessoas lentamente indo embora.
Maddie não perguntou aonde iriam. Não importava. A mão dela segurou a dele de forma confortável e ela o seguiu para onde ele queria levá-la.
Ele andou lentamente pelo gramado, soltando a mão de Maddie e passando o braço pela cintura dela. Eles chegaram a um caminho de pedras e ele acenou com a cabeça para um agente de segurança da Hudson. — Não deixe ninguém mais vir aqui hoje à noite — instruiu Sam ao agente em voz baixa ao passar com Maddie pelo homem mais velho.
— Sim, sr. Hudson. Pode deixar comigo — respondeu o guarda.
Estava escuro, provavelmente para manter os convidados longe das áreas em que Sam não os queria. Maddie soltou uma exclamação ao saírem do caminho. O luar iluminava a doca privativa e a água da baía, uma visão incrível, com os pontos distantes de luz e a beleza das estrelas. — É lindo.
Esta doca é sua?
— Sim. É minha e é particular — respondeu ele em tom ameaçador.
Maddie subiu na doca, tomando cuidado para que os saltos não ficassem presos nas tábuas. — Então, foi aqui que você avançou em Kara? —
perguntou ela, tentando não deixar o ciúme transparecer por ele ter dado em cima da amiga.
— Não era Kara que eu queria. Eu estava bêbado e provavelmente com inveja da felicidade de Simon. Não sabia que ele era sério em relação a ela e, se eu não tivesse bebido, aquilo nunca teria acontecido — respondeu ele ao pegar Maddie nos braços. — Mesmo se ela tivesse concordado, ainda assim não teria acontecido nada. Eu estava bêbado demais para fazer alguma coisa e, quando fiquei sóbrio, não queria ficar com ela. Kara não é o meu tipo.
Ela queria objetar ao fato de Sam estar carregando-a, aguentando seu peso, mas ele não parecia estar fazendo esforço nenhum, percorrendo o caminho até uma estrutura mais adiante na doca de madeira. Ela passou os braços em volta do pescoço dele e repousou a cabeça em seu ombro, sabendo que conseguiria se acostumar com aquilo muito facilmente. Sam era um alfa muito atraente que atraía tudo o que havia de feminino dentro dela de tal forma que ela só queria derreter em seus braços e deixá-lo protegê-la por algum tempo. — E qual é o seu tipo? — perguntou ela curiosa.
— Uma ruiva linda e pequena que adora me provocar — respondeu ele, chegando à estrutura e subindo uma escada.
Maddie ficou boquiaberta em choque quando ele chegou ao topo, abrindo uma porta com o ombro. O piso superior era telado para manter os insetos afastados e uma parede inteira era feita de vidro, oferecendo uma vista incrível da água. — Isto é inacreditável — sussurrou ela quando Sam a colocou no chão.
Obviamente, alguém o esperava. O local era decorado com mobílias de couro, mas havia velas acesas em cada mesa e uma garrafa de champanhe
dentro de um balde de gelo com dois copos altos ao lado de uma espreguiçadeira larga, coberta de almofadas.
— Passo muito tempo aqui. É silencioso e pacífico — disse Sam casualmente, tirando o casaco e jogando-o sobre uma cadeira. — Gosto de olhar para a água.
— Mas você não tem um barco? — perguntou Maddie, percebendo a ausência de barcos presos à doca.
Ele deu de ombros ao se deitar na espreguiçadeira. — Nunca precisei de um. Posso ficar na água bem aqui. — Ele abriu os braços para ela. — Venha cá. Quero discutir aquele seu comentário sobre pilhas e como isso me afetou nos últimos dias.
Maddie mordeu o lábio inferior nervosamente. Na verdade, o que Sam queria dizer era que buscava vingança, um troco que provavelmente envolveria beijos de tirar o fôlego e tortura erótica.
Ela olhou de relance para a porta.
— Nem pense nisso. Consigo me levantar e pegar você em questão de segundos, especialmente com esses sapatos — comentou ele de forma razoável, mas com um tom perigoso. — Ou vem até aqui ou busco você aí.
Ela suspirou, pois sabia que não queria realmente fugir. Tirando os sapatos, ela se sentou na espreguiçadeira e foi imediatamente envolvida por braços fortes que a seguraram com força contra um peito igualmente musculoso. — Você é tão mandão — comentou ela com um tom rabugento.
— Sempre fui. Só agora que você notou? Simon começou a me acusar disso na infância, quando começou a falar — retrucou ele com voz divertida.
Na realidade, a atitude autoritária de Sam fora algo que ela sempre admirara nele, mas agora era totalmente diferente. Ela supôs que tivesse muito a ver com o sucesso dele. — Você está diferente agora — comentou ela. Ele era sofisticado e educado, mas ela não tinha certeza se mudara tanto por dentro. Ainda era emocionalmente rígido como fora tantos anos antes.
Mas aprendera a cobrir aquilo com um exterior suave.
— E isso é bom ou ruim? — perguntou ele, com a mão subindo e descendo pelo braço nu de Maddie, causando arrepios.
— Nenhum dos dois — respondeu ela, quase certa de que, sob a riqueza e a sofisticação, ele era praticamente o mesmo homem. Aquilo era, ao mesmo tempo, assustador e reconfortante.
— E as pilhas novas, estão funcionando direitinho, Madeline? —
perguntou ele em voz baixa e rouca.
Ela franziu a testa ao agarrar a gravata dele. — Elas são... ahm... muito estimulantes.
— Tive que lutar comigo mesmo todas as noites para não derrubar a porta do quarto de hóspedes, tirar a sua roupa e foder você até que gritasse de prazer. Bati punheta todas as noites pensando em você sentindo prazer sozinha. — A voz dele soou desesperada e ele puxou a manga do vestido dela mais para baixo. — Hoje, tive que tentar esconder meu pau duro a tarde e a noite inteiras ao vê-la neste vestido provocante, especialmente depois de descobrir que não estava usando sutiã, que seus seios estavam nus esperando para serem tocados pelos meus dedos e minha boca. — O decote do vestido começou a descer quando ele continuou a puxá-lo. A mão de Sam entrou pelo corpete pelo lado, abrindo caminho entre o material do vestido e o seio nu.
Maddie se sentiu invadida pelo calor, com os mamilos já rígidos e sensíveis por causa das palavras eróticas dele. Ela gemeu quando ele segurou o seio possessivamente, beliscando o mamilo de leve. — Sam —
murmurou ela com uma voz que mal reconheceu como sendo sua.
Ele a rolou para debaixo de si em uma manobra suave que fez com que ela o encarasse saudosamente. Ela sentiu a respiração acelerar ao perceber o desejo e a necessidade brilhando nos olhos cor de esmeralda, uma visão que quisera ter por tanto tempo com aquele homem, uma fantasia erótica que se transformava em realidade. — Você é minha, Madeline. Sempre foi e sempre será. Talvez me faça perder o juízo, mas pelo menos serei um maluco feliz.
Sim. Sim. Sim.
Todo o seu ser precisava de Sam Hudson e somente dele. A atitude dominadora dele a deixava excitada e seu cheiro a envolvia em um desejo carnal. — Então me tome, Sam. — Ela não queria mais esperar, não questionaria mais. Só havia aquele homem para ela. Ele sempre fora o único.
— Você vai casar comigo, Maddie. Prometa que sim — exigiu ele, com as mãos puxando as mangas pelos braços, abaixando a parte de cima do vestido até que os seios estivessem livres. Os braços ficaram presos nos lados do corpo pelas mangas.
— Vou pensar no assunto — concordou ela, gemendo quando ele abaixou a boca sobre os seios, com as mãos empurrando-os para que ficassem juntos e ele pudesse trocar facilmente de um para o outro. Ele mordeu gentilmente um dos mamilos, chupou-o de forma muito erótica e passou para o outro, repetidamente, até que Maddie estava quase louca com o tormento cheio de prazer.
— Prometa — ordenou ele, lambendo o mamilo.
Ela moveu os quadris, tentando se aproximar mais da ereção dele, precisando encostar nele, precisando ser preenchida. — Pelo amor de Deus, quero que me foda. Podemos falar sobre o resto depois — disse ela veementemente ao puxar os braços, rasgando as mangas sem um pingo de arrependimento, para soltar as mãos e poder tocá-lo.
Ela enterrou os dedos nos cabelos cacheados de Sam, segurando-lhe a cabeça contra o seio, incentivando-o a lhe dar mais. Movendo os dedos trêmulos pelas costas dele, ela passou os braços em volta de sua cintura e esfregou-se contra ele desesperada.
Afastando a cabeça dos seios dela, Sam a beijou intensamente, uma reivindicação dominante que fez com que ela gemesse, esfregando a boceta com mais força nele. O abraço de Sam era selvagem, as mãos seguravam-lhe a nuca e os dedos desesperados arrancavam os prendedores dos cabelos, mantendo-a imóvel para que fosse possuída. As línguas dançavam em um duelo faminto e primitivo.
Com um gemido atormentado, Sam ficou de joelhos, tirou a gravata e arrancou o colete, sem nem se preocupar em parar para abrir os botões. A camisa teve o mesmo destino e juntou-se à pilha de itens descartados no chão sem cuidado algum. Maddie se sentou e Sam imediatamente encontrou o zíper na parte de trás do vestido, abriu-o, puxou o vestido até a cintura dela e, quando ela ergueu os quadris, terminou de tirá-lo.
— Meu Deus, Maddie! Você é a visão mais linda do mundo. Nada chega nem perto — rosnou ele, levantando-se para tirar o restante das roupas.
Seus olhos não se afastaram dela quando Maddie se reclinou novamente na espreguiçadeira. Ele a encarou abertamente ao tirar a calça, as meias e a cueca, com os olhos emanando um desejo intenso.
Ela ficou boquiaberta ao ver o pênis ereto e imenso contra o abdômen bem definido, sentindo a boceta palpitar de desejo. Sam tinha um corpo que provavelmente assombrava as fantasias de qualquer mulher. Grande,
musculoso e perfeito. Para ela, ele era completo. Era o Sam dela, incluindo o olhar intenso e erótico com que a estudava.
Com pouca autoestima, ela deveria ter se sentido constrangida, mas não estava. Sam gostava do corpo cheio de curvas que tinha e ela estava em excelente forma, pois fazia exercícios várias vezes por semana. Vendo o olhar no rosto dele, ela não se arrependeu de nenhuma das próprias curvas.
Ele obviamente apreciava os quadris largos e os seios fartos. Ele a fazia se sentir como uma deusa do sexo, uma sensação muito incomum e erótica.
— Quero você — implorou ela, estendendo os braços para ele. Ela precisava sentir o corpo dele contra o seu, preenchendo-a.
— Não, eu que quero você — disse ele em tom malicioso. — Estou louco para sentir o seu gosto e é isso que vou fazer.
Subindo na espreguiçadeira, ele se posicionou entre as coxas dela, abrindo-lhe as pernas. Ela usava uma calcinha verde transparente e meias até a altura das coxas, com renda na parte de cima.
Subitamente nervosa, ela gaguejou: — Sam, eu... eu não... nunca...
— Nunca deixou que um cara fizesse isso com você? — perguntou ele com os dedos acariciando a pele exposta da parte de cima da coxa.
— Nunca pediram — gemeu ela quando a língua dele tomou o lugar dos dedos, percorrendo a pele da coxa em movimentos lentos e sensuais.
— Ótimo — respondeu ele com satisfação. — E não estou pedindo, doçura. Estou tomando o que é meu. O que sempre foi meu.
Ela não conseguiu dizer mais nada quando ele passou a língua sobre a calcinha, acariciando as dobras molhadas por cima do tecido fino. Trêmula, ela enterrou os dedos nos cabelos dele, sem saber ao certo se conseguiria aguentar mais. — Por favor, Sam. Preciso de você.
— Você me tem, Maddie. Sempre teve — respondeu ele com voz rouca.
Com um puxão rápido e um som alto, a calcinha se rasgou, fazendo com que ela se sentisse aliviada, pois indicava um passo mais perto da comunhão. O primeiro toque da boca de Sam provocou agonia e êxtase, sensações totalmente diferentes do que jamais sentira. Subitamente, ela ficou feliz por Sam ser o primeiro a fazer aquilo, pois era um ato tão íntimo que teria sido um sacrilégio com qualquer outro homem. Mas não com Sam, nunca com ele. A única coisa que ela sentia com Sam era a necessidade de mais. Ela acariciou-lhe os cabelos com um gemido quando a
língua a percorreu debaixo para cima, hesitando em volta do clitóris, circulando-o até que sentiu vontade de gritar.
— Por favor, por favor — implorou ela com a respiração pesada, arqueando as costas quando os dedos dele se juntaram à boca, segurando as dobras abertas com uma mão e colocando o dedo indicador da outra na abertura apertada.
Sim. Sim. Preencha-me. Estou me sentindo tão vazia.
Inserindo um segundo dedo, ele falou baixinho: — Nossa, Maddie. Você é tão apertada e gostosa.
Acontecera muitos anos antes e ela era apertada, mas a sensação era inacreditavelmente boa. Ela ergueu os quadris, pedindo mais. — Faça-me gozar. Por favor. — O corpo estava prestes a entrar em combustão e ela já estava coberta de suor, com cada célula implorando a liberação.
Ela agarrou a cabeça dele, puxando-o para mais perto da boceta, precisando gozar.
Ele moveu a língua sobre o clitóris e começou a devorá-lo, lambendo e sugando, saboreando o gosto dela com um gemido faminto. Os dedos a penetravam em um ritmo selvagem e abandonado enquanto ele estimulava o clitóris com a língua e os lábios.
— Sam, ai, meu Deus, sim — sibilou ela, sentindo o corpo inteiro se contrair quando o orgasmo a atingiu. Ela se fechou em volta dos dedos dele enquanto o corpo pulsava e estremecia com o clímax poderoso.
Maddie agarrou e soltou os cabelos dele, estremecendo quando os cachos sedosos passaram pelos dedos.
Incrível.
Cada um dos nervos estava hipersensível. Respirando pesadamente, ela se acalmou lentamente enquanto Sam continuava a lamber cada gota do orgasmo, estendendo-lhe o prazer até que não aguentasse mais.
Quando ele se ajoelhou, Maddie viu as veias do pênis intumescido e o rosto dele, tão ardente e primitivo que ela sentiu espasmos de desejo de tê-lo dentro de si.
Querendo dar a ele o mesmo prazer que lhe dera, ela estendeu a mão para o membro enorme, para sentir a textura macia sob os dedos. Ela se sentou, encostando nele, tocando na cabeça úmida com um suspiro.
— Não. Maddie, não. — Sam agarrou o pulso dela com tanta força que a assustou. Olhando para o rosto de Sam, a expressão dele a impediu de
colocar a boca sobre o pênis. Ele parecia ansioso e em pânico. Aquele olhar durou alguns segundos e desapareceu, sendo seguido por uma expressão de remorso.
Ele afrouxou a mão em volta do pulso de Maddie e abaixou o corpo ardente até ela. — Desculpe. Algumas vezes, eu só não gosto de ser...
tocado. — A voz dele tinha um toque de frustração.
Ela tirou o pulso da mão dele e passou os braços em volta de seu pescoço. — Posso tocar em você assim? — Ela enrolou as pernas em volta da cintura de Sam e encostou os seios no peito dele. Em seguida, correu os dedos pelos músculos rígidos das costas de Sam até a cintura e novamente para cima.
— Ah, caralho, sim. Toque em mim desse jeito — gemeu ele com voz torturada.
— Preciso de você, Sam.
— Também preciso de você, doçura. Agora. — Ele se abaixou e posicionou-se na entrada estreita. — Você é tão apertada. Não quero machucá-la. — Ele colocou a ponta dentro dela e ela o ouviu gemer, com o corpo suado pela tensão de se conter.
— Quero que me foda, Sam. Agora. Não vá devagar nem seja gentil.
Preciso de você. — Ela queria que ele a penetrasse, preenchendo-a totalmente. Não se importava se era apertada. Precisava que ele a penetrasse imediatamente.
Ele a penetrou com uma investida forte, enterrando-se no canal apertado.
Maddie gemeu, abrindo-se ao máximo, preenchida por Sam. Naquele momento, nada mais existia no mundo lá fora. Só havia o desejo pelo homem que a tomava, que a reivindicava, que dominava seu corpo.
— Sonhei com isto, Maddie. Tantas vezes — gaguejou ele ao sair e penetrá-la novamente. — Nunca pareceu tão bom nos sonhos.
— Nem nos meus — ofegou ela, apertando ainda mais as pernas em volta da cintura dele, pedindo mais. — Vamos, Sam, faça com que aqueles sonhos finalmente sejam reais.
Tudo era primitivo, carnal e desesperado. Sam a penetrou profunda e repetidamente, agarrando-lhe as nádegas para que ficassem mais perto um do outro. O ar estava pesado e os corpos suados dançavam juntos em um voo erótico até chegarem ao clímax.
— Goze para mim, doçura. Goze para mim. Quero ver você gozando desta vez.
Aquelas palavras a levaram à loucura e o orgasmo a invadiu como uma tempestade violenta. Agarrando-se a Sam, enterrando as unhas nas costas dele, ela explodiu, gritando quando os músculos se contraíram em volta do pênis, envolvendo-o em um calor selvagem.
Ela arqueou as costas, sentindo o atrito dos pelos do peito de Sam nos seios, e o corpo estremeceu. Jogando a cabeça para trás, ela gritou o nome dele quando o mundo desapareceu. A única coisa que existia era o homem em quem se agarrava. O corpo musculoso era a única coisa que a impedia de se perder no espaço.
O orgasmo de Sam veio logo depois com um gemido agoniado e o calor dele a invadiu quando o corpo estremeceu sobre o seu.
— Caralho. Puta merda. — Ele caiu sobre ela, com a respiração ofegante e pesada. — Merda, vou esmagar você. — Ele rolou de costas ao lado de Maddie, puxando-a para perto e passando os braços em volta dela.
Eles ficaram em silêncio enquanto sentiam o coração voltar ao normal e o corpo lentamente se acalmar depois do orgasmo. Maddie deitou a cabeça no peito dele, com o corpo mais saciado e feliz do que jamais sentira.
— Não usamos camisinha — disse ela finalmente em tom preocupado.
— Eu lhe dei meus registros médicos — respondeu ele com voz ligeiramente rouca.
Ela não lera os registros, mas não estava preocupada com doenças. Ele não teria lhe dado os registros médicos se não fossem todos negativos. —
Eu não lhe dei os meus — comentou ela com um suspiro.
— Então, acho que pegarei o que você tiver. Se for fatal, morrerei com você — respondeu ele completamente sério. — Não posso mais ficar sem você, Maddie. Dói demais.
Maddie engoliu um nó que surgiu na garganta. Ela se sentia da mesma forma. Viver sem Sam fora como viver no escuro, esperando que a luz do dia chegasse. — Estou limpa. Mas não estou tomando anticoncepcional.
Acho que não estou no período fértil, mas, mesmo assim, foi um descuido.
Sou médica, caramba.
— Não faz mal, você vai casar comigo — retrucou ele, rolando o corpo para prender o dela sob si. — Você vai casar comigo, Maddie. — Não era uma pergunta. Era uma exigência.
Ela sorriu, encarando o macho alfa sobre si, tão masculino naquela atitude dominadora. — Já disse que discutiremos isso depois.
— Já é depois. E você é minha — disse ele possessivamente.
— Veremos — murmurou ela, puxando-o para beijá-lo de forma carinhosa que rapidamente ficou apaixonada. Beijar Sam era como acender uma chama em um latão de gasolina. A ignição era quase imediata e muito quente.
— Está tentando mudar de assunto? — perguntou Sam quando se ergueu para recuperar o fôlego.
— Na verdade, não. Estava só tentando recuperar o tempo perdido —
respondeu ela em tom sedutor.
— Achei que você não gostava de sexo — relembrou ele com voz cheia de desejo.
— Estou começando a mudar de opinião. — Ela correu a sola do pé pelo tornozelo dele.
— Acho que preciso ajudar você a dar uma reviravolta completa —
respondeu ele.