O Coração do Bilionário: Sam
Capítulo 3
Maddie acordou na manhã seguinte confusa, com o coração batendo com tanta força que parecia estar com uma ressaca inacreditavelmente forte — exceto pelo fato de que raramente bebia mais do que uma taça e vinho.
O que diabos aconteceu? Onde estou?
Tirando os cabelos do rosto, ela piscou várias vezes ao abrir os olhos, com a mente ainda enevoada.
Ouvindo um resmungo masculino sob si, ela se apoiou para se sentar, sentindo sob os dedos uma pele quente e músculos rígidos ao encostar no peito enorme.
Mas que diabos?!
Maddie arregalou os olhos, ficando totalmente desperta em questão de segundos ao olhar para o corpo sob o seu. — Hudson — sibilou ela, notando que estivera deitada sobre ele, com a cabeça repousada em seu ombro. — Tire a mão da minha bunda.
Os olhos dele estavam bem abertos, lançando um olhar quente e intenso que quase a incinerou por dentro. O coração de Maddie bateu com força quando os olhos verdes ardentes de Sam a devoraram.
— Você me chamou de Sam na noite passada, doçura — disse ele em voz baixa e sensual. — E, se pretende espalhar esse corpo gostoso em cima do meu, é claro que vou agarrar essa bunda deliciosa. Não sou nenhum santo.
Maddie estremeceu quando ele colocou as mãos em suas nádegas, posicionando-a sobre a ereção intensa. Noite passada? Noite passada? O que exatamente acontecera na noite passada? Pensando furiosamente, Maddie tentou se lembrar se ela e Sam tinham... ficado íntimos. A última coisa de que se lembrava era colocar a cabeça sobre a mesa na clínica, pensando em descansar os olhos por um momento. E depois... nada. — Não me lembro da noite passada. Nós... — Ela parou abruptamente, incapaz de fazer aquela pergunta absurda a Sam Hudson.
— Se nós trepamos? — perguntou ele casualmente. Ao continuar, ele soltou um suspiro muito masculino: — Infelizmente... não, não trepamos.
Mas, se isso tivesse acontecido, você se lembraria.
Graças a Deus!
Passando a perna sobre o corpo dele, ela se afastou rapidamente, movendo-se para o outro lado da cama. Ela afastou os cachos irritantes do rosto e lançou a ele um olhar furioso. Ainda estava usando o guarda-pó limpo que vestira depois de tomar banho na clínica. Ele, por outro lado, estava nu, pelo menos da cintura para cima. Ela tentou não notar o peito escultural, coberto por uma camada fina de pelos loiros, e a trilha provocante que descia pelo abdômen...
Merda!
Afastando os olhos dele, completamente desgostosa consigo mesma por babar sobre aquele corpo maravilhoso, ela perguntou abruptamente: — O
que aconteceu? Por que estou aqui? — Ela supôs que aquela era a casa dele, pois estavam na mesma cama. Uma cama, foi obrigada a admitir, com lençóis incrivelmente agradáveis e em um quarto com móveis adoráveis.
Sam se sentou e Maddie prendeu a respiração quando o lençol escorregou e seu olho foi atraído para o abdômen dele. Foi então que percebeu a faixa elástica em volta da cintura dele, prova de que não estava completamente nu. Ela soltou a respiração, odiando-se por se sentir desapontada.
— Eu adoraria dizer que fui até a clínica e que você ficou tão cheia de tesão que implorou para que a trouxesse para a minha casa para fodê-la — respondeu Sam, com os olhos verdes percorrendo-lhe o rosto e o corpo. —
Mas você não estava e eu não fiz isso. Fui ao seu escritório e encontrei-a dormindo sobre a mesa. Tentei acordá-la, mas você estava tão exausta que tive que carregá-la até aqui e colocá-la na cama.
Saindo de cima da cama, ela perguntou: — Por quê? Eu teria acordado depois de algum tempo. — Maddie colocou as mãos na cintura, furiosa por
ele ter invadido a clínica. De novo.
Jogando os lençóis para o lado, ele se levantou, olhando-a com uma expressão perigosa. — Está de sacanagem comigo? Você estava completamente esgotada. O que diabos está tentando fazer, Maddie? Morrer de exaustão? Ninguém dorme daquele jeito a não ser que tenha bebido muito ou que não descanse há muito tempo. Isso é loucura — rosnou ele, atravessando o quarto para pegar um roupão de seda cinza que estava sobre uma cadeira.
Ela abriu a boca para lhe dar uma resposta ácida, mas fechou-a ao observá-lo andando pelo quarto. Puta merda, o homem tinha uma bunda tão bem definida que ela conseguia ver cada movimento, cada contração dos músculos enquanto ele atravessava o aposento. Era o tipo de bunda que uma mulher gostava de apertar. Sam era todo musculoso. Era quase perfeito, tão incrivelmente masculino que a deixou sem fôlego. Ele ainda tinha as cicatrizes leves nas costas, faixas de pele mais clara sobre as quais ela perguntara anos antes, mas nunca recebera uma resposta clara sobre a origem delas.
Ele vestiu o roupão e virou-se, dando a ela uma visão rápida da ereção matinal que estava bem delineada pela cueca apertada. Atraindo o olhar dela, ele deu um sorriso e ergueu a sobrancelha de forma maliciosa.
Não olhe para ele. É Sam Hudson. O maior sacana do mundo. Pode ter uma aparência incrível, mas o coração é preto como carvão.
Afastando os olhos daquele olhar esmeralda implicante, ela tentou se lembrar do que queria dizer. Ah, é, lembrei. — O que eu faço não é da sua conta. Você não tinha o direito de me tirar do consultório.
Ele fez um som indiferente. — Você não reclamou nem um pouco.
Estava com os braços em volta do meu pescoço quando a carreguei até o carro.
Ah, merda. — Você me carregou?
Ele ergueu a mão em advertência. — Não comece. O seu corpo é perfeito. — O rosto dele ficou duro ao continuar. — O que você fica fazendo na clínica durante esse tempo todo? Já tem um emprego de horário integral. Não pode carregar as duas coisas ao mesmo tempo.
— Eu preciso. Aquelas pessoas precisam de mim — sussurrou ela. —
Eles não têm mais ninguém a quem recorrer.
Maddie deixara a prática particular quase um ano antes para trabalhar em um hospital, esperando que pudesse passar mais tempo na clínica. Tinha mais dias livres para passar na clínica, mas era uma carga de trabalho maior e ela começava a sentir o estresse.
O rosto de Sam suavizou quando ele se aproximou dela. — Você não pode salvar o mundo, Maddie. É uma pessoa só. Isso não trará Crystal de volta.
Maddie se encolheu ligeiramente, com a menção da melhor amiga de infância ainda causando-lhe dor. Crystal morrera aos dez anos devido a uma meningite bacteriana por não ter recebido tratamento a tempo, já que os pais pobres não tinham nenhum seguro-saúde. Eu devo ter contado isso a Sam anos atrás e ele ainda se lembra disso. Era um dos motivos pelos quais ela quisera ser médica e ainda era sua principal motivação para manter a clínica aberta.
Ela olhou para ele, recostando-se na cabeceira enorme. — Não acha que eu sei disso? Houve um garoto de cinco anos que quase não consegui diagnosticar a tempo. Ele estava cronicamente doente, cansado, fatigado.
Demorou algum tempo para fazer os exames porque não vou à clínica todos os dias. Ele tinha diabetes tipo 1. Podia ter morrido. — Ela abaixou a cabeça, olhando para o carpete e pensando no que poderia ter acontecido se não tivesse finalmente encontrado um diagnóstico correto. — Preciso passar o máximo possível de tempo lá. — O caso de Timmy a deixara assustada, fazendo com que trabalhasse ainda mais. E se houvesse outro caso lá fora que não conseguisse atender a tempo?
Sam se inclinou sobre ela, pressionando o corpo enorme e poderoso contra o dela. Segurando-lhe o queixo, ele levantou seu rosto. O olhar de Maddie encontrou o dele, penetrante e intenso. — Ele não morreu porque você estava lá. Mas você não ajuda os pobres ficando exausta deste jeito.
Há um limite para o que consegue fazer.
— Eu preciso...
— Você precisa descansar. Precisa ser capaz de funcionar completamente para oferecer os melhores cuidados — interrompeu ele em tom firme. — Eu conheço você, Maddie. Era uma lutadora mesmo quando éramos jovens. Não pode salvar o mundo. Precisa ajudar uma pessoa de cada vez e torcer para fazer a diferença. — Ele passou os braços em volta dela, pressionando-lhe a cabeça contra o peito ao acariciar seus cabelos. —
Eu sempre soube que você seria uma médica fenomenal, mas, se deixar, isso devorará a sua alma. Você carrega a responsabilidade do mundo sobre os ombros. Sempre fez isso.
Maddie suspirou, dando a si mesma um momento para relaxar contra o corpo forte que a segurava e que fazia com que se sentisse segura. Ela esqueceu por um breve instante que odiava Sam Hudson. — Não sei o que fazer — admitiu ela. E era verdade. Estava muito dividida entre a necessidade de sobreviver, de pagar as contas todos os meses, e o desespero em ajudar as pessoas que realmente precisavam de cuidados médicos, mas não tinham dinheiro.
— Tenho uma proposta para lhe fazer — respondeu Sam, movendo a mão devagar pelas costas dela.
— Que proposta? — Empurrando o peito dele, ela o encarou com curiosidade.
— Podemos conversar sobre isso durante o café da manhã. Estou morrendo de fome — comentou ele casualmente.
— Não. Preciso tomar um banho e voltar para a clínica. Merda! Não tenho nenhuma roupa aqui. Vou ter que usar o mesmo guarda-pó e...
— Você encontrará tudo de que precisa no banheiro principal. Pedi ao meu assistente que trouxesse algumas coisas para você. — Ele se afastou e apontou para uma porta no outro lado do quarto. — Usarei o outro banheiro e encontrarei você na cozinha.
— Eu disse que preciso ir embora. Tenho compromissos hoje —
respondeu ela teimosamente, cruzando o quarto em direção ao banheiro.
— Na verdade, não, não tem — retrucou ele ao tirar algumas roupas do armário.
— Tenho a agenda cheia até o ensaio do casamento — informou ela em tom indignado. Será que ele achava que estava tão maluca que esquecera dos compromissos?
— Não tem. A sua clínica está sob os cuidados de outro médico por algum tempo. Com a ajuda de algumas enfermeiras — contou ele ao estender a mão para abrir a porta do quarto.
— O quê? Como? Por quê? — Maddie sabia que não estava dizendo coisa com coisa, mas não tinha ideia do que ele estava falando.
Ele abriu a porta e virou-se, com a expressão sombria e os olhos turbulentos. — Isso foi feito sob minhas ordens.
— Você não pode simplesmente assumir o controle da minha clínica, Hudson. Nem da minha vida — retrucou ela furiosa.
— Alguém precisa e eu acabei de fazer isso, doçura. E é só o começo.
Encontro você lá embaixo. — Ele se virou e saiu, fechando a porta atrás de si.
Maddie estava fumegando ao entrar no banheiro, tentada a ir atrás de Sam e continuar a briga, mas precisava se preparar. Ele a deixara tão enfurecida que ela não conseguiria argumentar de forma decente com o humor em que estava.
Quem diabos estava cuidando da clínica? Estavam cuidando bem das pessoas lá? Mas que merda!
Ela tirou o guarda-pó e as roupas íntimas, dobrando-os em uma pilha que levaria consigo ao ir embora, algo que planejava fazer assim que lidasse com Sam Hudson.
Ela precisou de um momento para descobrir como usar o banheiro complicado, que tinha vários chuveiros que pulsavam água quente sobre cada músculo do corpo dela, um prazer decadente que a fez reprimir um gemido ao lavar os cabelos. Nem um pouco surpresa pelo fato de ele ter gel de banho e xampu femininos em seu banheiro, Maddie tentou não pensar nos zilhões de mulheres que provavelmente fizeram mais do que apenas tomar banho com Sam naquele banheiro. Desligando o chuveiro, ela pegou uma toalha felpuda, secou-se e aplicou um pouco de loção que encontrou dentre uma infinidade de produtos femininos nos armários.
Havia roupas femininas empilhadas em cada superfície. E todos os itens ainda estavam com as etiquetas. Pensando bem, tudo o que ela abrira era totalmente novo, incluindo o xampu e o condicionador que usara.
Verificando o tamanho de uma calça jeans, ela notou que era o seu número, assim como todas as roupas. Até mesmo as roupas íntimas novas eram o seu número, exceto que nada era exatamente seu estilo. As roupas íntimas eram decadentes, feitas de seda e renda. A calça jeans era mais justa do que normalmente usava, moldando-lhe as curvas e o traseiro. Ignorando a imagem nos espelhos, ela vestiu uma camiseta, que era curta e justa sobre os seios.
Ah, que se dane. Vou trocar mesmo quando chegar na clínica.
Ela penteou os cabelos rebeldes com uma escova nunca usada que precisou tirar da embalagem.
Nenhum prendedor de cabelo.
Vasculhando todos os potes de loção, gel, spray para cabelos e outros itens variados, ela não encontrou absolutamente nada para prender os cachos desorganizados. Com toda a atenção que Sam tinha para detalhes, Maddie sabia que aquilo fora intencional. Ele nunca gostara de seus cabelos presos.
Abrindo um dos armários de remédios, ela abriu um sorriso maldoso, tirando um pacote de camisinhas.
Extragrande.
Maddie gostaria de achar que Sam ter comprado aquele tamanho fazia parte de uma ilusão, mas sabia que não era. Ela sentira aquela ereção contra o próprio corpo vezes suficientes para saber que ele era grande.
Tirando uma delas da embalagem, ela rasgou o anel superior e jogou o restante no lixo.
Perfeito.
A borracha era elástica o suficiente para segurar os cachos em um rabo de cavalo.
Agora, ela só precisava de um pouco de café para se sentir humana novamente. Ela pegou os sapatos que estavam ao lado da cama, calçou-os e desceu a escada, sem ter a menor ideia de onde ficava a cozinha. Quando chegou ao pé da escada, olhou em volta, admirando o teto alto e a decoração clara. O esquema de cores parecia deixar tudo mais leve e alegre.
Ela já sabia que a casa de Sam era imensa, grande o suficiente para uma festa de casamento e a recepção. Olhando para a esquerda, ela viu uma sala de estar enorme. À direita, uma entrada gigantesca. Deduzindo que a cozinha provavelmente ficava à direita, Maddie andou naquela direção, ansiosa para encontrar uma cafeteira. Precisava muito de uma dose de cafeína. A dor de cabeça diminuíra bastante, mas o vício de cafeína não ajudava em nada. Ignorando vários corredores menores, ela seguiu o que parecia ser um corredor principal que talvez levasse à cozinha.
Ah, finalmente!
Ela chegou a um arco alto que levava a uma cozinha de que qualquer chef profissional teria inveja. E lá, em frente ao fogão, estava Sam. Os cachos começavam a se formar à medida que os cabelos secavam e ele vestia uma calça jeans justa e uma camiseta polo.
Ela observou enquanto ele enchia com habilidade dois pratos, como se realmente cozinhasse o tempo inteiro. O olhar dela se moveu nervosamente para a bolsa que estava sobre o balcão. Os papéis que enfiara apressadamente no bolso lateral agora estavam sob ela.
Ela se aproximou do balcão, tirou os papéis de sob a bolsa, dobrou-os e enfiou-os na parte central da bolsa, fechando o zíper rapidamente.
— Eu já os vi. Os papéis caíram da sua bolsa quando eu a trouxe para dentro de casa na noite passada. Eu os encontrei no chão esta manhã. — A voz dele era baixa e ameaçadora.
— Você os leu? — Cruzando os braços em frente ao corpo, ela fez uma cara feia para ele, encostando o quadril no balcão.
— Não intencionalmente. Mas eu os abri para ver o que era. Achei que fossem papéis que eu deixara cair. — Ele colocou os dois pratos sobre a mesa da cozinha e puxou uma das cadeiras. — Você não vai fazer isso, Maddie. Nem agora, nem nunca — disse ele em tom firme. — Agora coma.
— Ele colocou uma caneca grande de café ao lado do prato e o aroma a deixou com a boca cheia d’água.
— Na verdade, não vou fazer isso. Não tenho dinheiro e não é justo colocar uma criança no mundo só porque sou egoísta e quero ser mãe.
Trabalho em horários horrorosos e não seria uma coisa boa para um bebê.
Posso adotar uma criança no futuro. Foi só uma ideia. — Ela faria trinta e cinco anos em breve. A inseminação artificial fora algo que quisera considerar. Provavelmente nunca se casaria, mas queria muito um filho. Na verdade, queria mais ser mãe agora do que quando era mais jovem.
Ela começou a andar na direção da mesa com a intenção de pegar o café.
Antes que conseguisse dar um passo, Sam a agarrou pelo braço e encostou-a no balcão. Com as costas pressionadas contra o móvel, Sam colocou um braço musculoso em cada lado de seu corpo, prendendo-a no lugar. —
Diga-me por quê? Por que desejaria fazer isso? Por que não se casou? Por que não teve filhos da forma normal? — rosnou ele, com os olhos intensos brilhando ao olhar para o rosto dela e os músculos da mandíbula tensos.
Ela encontrou o olhar dele com uma expressão ardente e furiosa ao retrucar: — Porque, para isso, eu precisaria ter feito sexo e não gosto.
— Você não gosta de sexo? Com nenhum de seus parceiros? —
perguntou ele em um tom confuso.
— Parceiro. Tive um namorado. Tentei, não gostei e não tentei de novo.
Lance disse que eu não era uma mulher sensual e acho que tenho que concordar com ele. Tive que tomar alguns drinques para deixar que ele encostasse em mim.
— E você acreditou nele? Ele disse que o problema era você e acreditou nisso, Maddie? Isto é ridículo. Você é a mulher mais sensual que já conheci
— disse ele em voz rouca. — E sei com certeza que você gosta de sexo. Só não fez sexo com o cara certo.
— Não importa. Não tenho vontade de tentar de novo e foi por isso que pesquisei a inseminação artificial — respondeu ela, contorcendo-se para se afastar dele.
— Se alguma inseminação for feita, será por mim. Não será feita em um ambiente estéril em uma clínica qualquer. Você só precisa de um homem que queira lhe dar prazer até o ponto de perder a sanidade. E este homem sou eu — disse ele, abaixando a cabeça para capturar-lhe os lábios.
Maddie empurrou o peito dele, desesperada para se afastar, com o coração batendo forte no momento em que a boca de Sam caiu sobre a sua.
Ah, meu Deus. Sam conseguia incendiá-la como nenhum outro homem apenas com um beijo, mas o ato sexual era algo muito diferente. As mãos dela agarraram os ombros dele quando ele invadiu-lhe a boca com a língua, beijando-a de uma forma que sempre a deixava fraca e incapaz de resistir.
Ela se entregou, empurrando a língua contra a dele repetidamente. Ela sentiu a boceta úmida ao gemer contra os lábios de Sam, com o ser inteiro consumido quando ele a dominou com a boca até que ficasse sem fôlego.
Os beijos sem fim continuaram, um levando ao próximo, com cada abraço mais sensual. As mãos grandes se moveram sob a camiseta curta, deslizando sobre a pele das costas, pelo abdômen e finalmente envolvendo os seios por cima do sutiã. Ele passou os polegares sobre os mamilos sensíveis, acariciando-os em círculos lentos e torturantes. Inclinando Maddie mais para trás, os dedos ágeis de Sam abriram o fecho dianteiro do sutiã e acariciaram os seios nus.
Sim. Sim. Sim.
Afastando os lábios dos dela e com a respiração pesada, ele pediu: —
Passe as pernas em volta da minha cintura, Maddie.
Tão perdida, tão carente, ela não pensou que colocaria o peso sobre ele, apenas fez o que lhe pedira. Ela passou os braços em volta do pescoço dele
e prendeu as pernas em volta da cintura, esfregando-se contra o pênis grande e duro com abandono, gemendo suavemente ao sentir o atrito contra o clitóris.
Sam deu alguns passos, parando ao lado do balcão no centro da cozinha, e deitou-a sobre o material frio. Com as costas dela apoiadas, ele moveu a camiseta para cima e fora do caminho. Em seguida, acariciou, lambeu e mordeu gentilmente os mamilos até que Maddie gemesse seu nome. —
Sam. Ah, meu Deus, Sam.
Ela mexeu a cabeça de um lado para o outro, sentindo a frustração aumentar. Mais. Ela precisava de mais. Movendo os quadris para chegar mais perto, ela esfregou a boceta saturada nele, ardendo de desejo.
— Você é linda demais, Maddie. Tão cheia de fogo por mim. — A mão dele desceu até a cintura dela, abriu o botão da calça e abaixou o zíper. Ele se ergueu ligeiramente e ela quase soluçou desapontada quando a boca se afastou de seus seios. Logo em seguida, a mão dele deslizou entre os dois corpos e para dentro da calcinha dela, com os dedos invadindo as dobras úmidas para encontrar o clitóris.
— Sam, não aguento mais. Não aguento. — Ela balançou a cabeça selvagemente, arqueando as costas quando ele a acariciou, aumentando-lhe o desejo até que teve vontade de xingá-lo para que a fizesse gozar.
— Você está tão molhada. Diga de que precisa — disse ele com voz rouca.
— Preciso de você — respondeu ela sem fôlego, percebendo que queria aquele pênis enorme enterrado dentro de si.
Os dedos dele passeavam pela boceta, acariciando o clitóris com pressão suficiente para deixá-la louca. — Goze, Maddie. Quero ver você gozar.
Como se estivesse obedecendo às ordens dele, ela explodiu quando ele aumentou a pressão dos dedos, fazendo-a estremecer com um gemido torturado.
Sam a penetrou com um dedo enquanto continuava a acariciá-la. —
Caralho, adoro ver você gozar. Queria que estivesse gozando em volta do meu pau agora.
Ao se contrair em volta do dedo dele, Maddie desejou o mesmo. O corpo inteiro estremeceu ao tentar recuperar o fôlego, com o coração batendo com força dentro do peito.
Sam tirou a mão de dentro da calcinha dela e puxou Maddie contra o peito. Com as pernas ainda em volta da cintura dele, ela recostou a cabeça em seu ombro, tentando entender o que acabara de acontecer. Claro, ela já chegara ao clímax antes, mas nunca daquele jeito. — Ah, meu Deus, o que eu fiz? — sussurrou para si mesma, com uma sensação de condenação, sabendo que nunca mais a vida seria a mesma.