O Coração do Bilionário: Sam

J. S. Scott · Capítulo 13 de 17

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O Coração do Bilionário: Sam

Capítulo 12

Sabendo que nunca domaria Sam e que, na verdade, não queria fazer isso, ela aceitou a boca exigente que cobriu a sua, prendendo-se no homem que era dono de seu coração, seu corpo e sua alma... e que sempre fora.

 

Duas noites mais tarde, Maddie tomava champanhe em um dos salões mais elegantes da cidade, tentando desesperadamente não parecer entediada. A única coisa que a impedia de ficar totalmente alheia era observar Sam em seu ambiente, charmoso e urbano, lindo e sensual.

Escondendo o sorriso atrás do copo elegante, ela o estudou abertamente, ainda tentando aceitar o fato de que ele realmente a queria, precisava dela.

Maddie já sabia que Sam conseguia usar um terno com estilo, mas não deixou de notar que ele estava completamente confortável naquele lugar elegante, uma festa de caridade na qual pedira que o acompanhasse.

Usando um vestido de festa preto comum e saltos altos, ela se sentia incrivelmente deslocada, como um peixe fora d’água. Maddie tinha certeza de que todas as mulheres usavam vestidos exclusivos, com etiquetas caras, e que nenhuma delas usava joias comuns.

Mas Sam foi completamente sincero ao dizer que eu estava linda. E ele é o único que importa.

Ela suspirou quando Sam abriu um sorriso charmoso para uma mulher mais velha, um sorriso carismático que deixou a pobre mulher corada como uma adolescente. Sim, Sam adorava mulheres de todas as idades e Maddie percebeu que todas ficavam encantadas com ele. Estranhamente, ela não estava com ciúmes. A pessoa que via era apenas uma parte muito pequena do homem que ela conhecia, o rosto da Corporação Hudson, o Sam Hudson público, o bilionário elegante.

Mas ele é... muito mais.

Maddie guardou aquela informação perto do coração, amando o fato de que conhecia o verdadeiro Sam Hudson, um macho alfa ardente com um lado terno que derretia-lhe o coração de tal forma que ela não podia fazer nada além de aceitar que o amava. Sempre amara. Sempre amaria.

Para ela, havia apenas Sam. Aquela conexão básica e elementar se concretizara quando se conheceram e ela nunca conseguira se livrar disso.

Ela aceitava o fato de que Sam era seu único homem, que, durante toda sua vida, não houvera mais ninguém. Fora assustador, mas também emocionante, encontrá-lo novamente, descobrir que ele sentira sua falta tanto quanto ela sentira falta dele durante todos aqueles anos.

Eu só queria ter descoberto a verdade antes. Saber como ele sofreu no passado.

Maddie soltou a respiração trêmula, feliz por ter uma segunda chance.

Ela e Sam quase não se encontraram novamente. Ela era uma mulher da ciência, mas tinha que admitir que, algumas vezes, o destino não podia ser negado.

Os olhos de Sam percorreram o salão, como se estivessem procurando-a.

Ele a encontrou e lançou-lhe um olhar ardente que Maddie sabia ser reservado apenas a ela. Sua respiração ficou mais rápida quando ele a encarou de forma aberta e possessiva, demonstrando exatamente o que pensava. A comunicação silenciosa fluiu entre os dois, com o calor quase insuportável, fazendo com que tivesse vontade de tomar um banho frio.

Era para eu ter ido ao banheiro. Agora ele quer saber por que estou aqui parada, sozinha, observando-o.

Na verdade, ela fora na direção do banheiro, mas parara para pegar uma bebida e acabada hipnotizada, observando aquele homem maravilhoso despejar o charme sobre as pessoas à sua volta.

Abrindo um sorriso leve, ela ergueu o copo na direção dele e virou-se para subir a longa escada até o banheiro.

— Precisa de um acompanhante? — perguntou uma voz baixa e amigável ao seu lado.

Maddie parou no primeiro degrau. — Max! — exclamou ela, feliz ao ver o rosto sorridente dele. Incapaz de se conter, ela o abraçou com força. —

Que bom ver você.

Ele a abraçou de volta e, com um sorriso contente, ofereceu o braço, que Maddie aceitou com prazer. Meu Deus, como ele era bonito. Não havia uma

centelha de química entre eles, mas havia algo nele que cativara seu coração. Esteticamente, ela podia olhar para ele e apreciar como era bonito e como estava elegante no terno preto. Ele era um homem incrivelmente atraente e doce. Ainda assim, não parecia ter uma acompanhante. Talvez fosse cedo demais.

— Está se divertindo? — perguntou Max ao conduzi-la escada acima.

— Na verdade, não — respondeu ela com sinceridade. — Não sei como você e Sam conseguem fazer isso o tempo todo.

— Fazer o quê? — perguntou ele curioso, parando no topo da escada ao lado dela, com uma expressão confusa no rosto.

Ela o soltou e deu um passo atrás. — Isso. Tudo isso. — Ela gesticulou em volta do salão. — Acho que não sou uma pessoa da alta sociedade —

disse em tom suave. — A única coisa boa disso é ver todos os homens bonitos de terno. — Ela deu uma piscadela.

— Um em particular — respondeu ele em tom divertido. — Vi a forma como olhava para Sam. Duvido que soubesse que havia mais algum homem no salão. — Em tom mais sério, continuou: — Você parece feliz, mesmo estando um pouco entediada. Depois de algum tempo, acabará se acostumando. — Ele deu de ombros. — É praticamente uma obrigação que acompanha o dinheiro. É uma troca justa.

Maddie deu de ombros, supondo que o que ele dizia era verdade. Havia certas partes de ser médica de que ela também não gostava, mas se acostumara a lidar com elas. Para Sam, estava disposta a fazer quase tudo.

— Encontro você mais tarde, Maddie. Preciso conversar uma coisa com você — disse Max casualmente ao se separarem.

Ela acenou de leve para Max, andando em direção ao banheiro feminino quando ele saiu, provavelmente em direção ao banheiro masculino.

Maddie usou o banheiro rapidamente e parou para lavar as mãos, observando-se no espelho. Tentara fazer um penteado mais elegante e a maquiagem estava decente, mas ela estava tão... comum. E tão incrivelmente diferente de todas as mulheres lindas daquele evento de caridade. No entanto, depois de conversar com algumas delas, não se sentira mais terrivelmente deslocada. Ela era médica e conseguia detectar uma cirurgia plástica a quilômetros, além de ter notado que algumas das mulheres pareciam anoréxicas. Apesar de Maddie ter tentado participar das

conversas, pouquíssimas das mulheres conseguiam falar de outra coisa que não fosse de atividades sociais, moda ou outro assunto sem importância.

Sam precisa de mim. Precisa de uma mulher com quem possa conversar no fim do dia. E precisa de amor. Desesperadamente.

Ela secou as mãos com um pequeno suspiro, sabendo que Sam provavelmente tentara sempre se rodear de pessoas para esconder o próprio vazio. Era algo que não dava certo. Ela tentara usar aquele truque, trabalhando o tempo inteiro até que estivesse exausta, preenchendo todas as horas do dia com trabalho. Mas o vácuo permanecera. Escondido, mas sempre presente. Um vazio que somente Sam conseguira preencher.

Abrindo a porta, ela saiu para o corredor e andou em direção à escada.

Maddie ouviu a discussão ao chegar ao primeiro degrau, duas vozes masculinas furiosas vindas da direção contrária.

— Eu sei que você telefonou para ela. Que a levou para jantar. Quero que a deixe em paz. Ela pertence a mim. Sempre pertenceu. Eu preciso dela, caralho. — A voz furiosa de Sam era fácil de reconhecer.

— Quero ser amigo dela — argumentou Max com voz firme.

— Você quer foder Maddie. Você sente alguma coisa por ela e não o condeno. Mas ela é minha. Sempre foi minha. Não consigo viver sem ela.

Portanto, encontre outra mulher para você — gritou Sam.

— Não quero foder Maddie — retrucou Max, com a voz agora mais perto da escada, obviamente afastando-se de Sam.

Maddie viu que eles vinham em sua direção, mas não a viram. Os dois homens estavam prestes a brigar, lançando olhares irritados e hostis um ao outro.

— Você a quer na sua cama, mas isso não vai acontecer — rosnou Sam.

— Ora, pelo amor de Deus, Sam. Deixe de ser tão egoísta por um minuto e escute. Não estou nem um pouco interessado em incesto. — A mandíbula de Max estava tensa e as mãos fechadas em punhos quando ele acrescentou: — Maddie é minha irmã. Ela é minha parente.

Sam pareceu ficar sem palavras, pois não respondeu. Só ficou encarando Max com expressão atordoada.

Maddie ficou imóvel. Os dois homens estavam a poucos metros dela, mas estavam tão concentrados na conversa que não tinham notado sua presença.

Max respirou fundo e passou a mão pelos cabelos. — Nós fomos separados. Eu fui adotado, ela não. Eu nem sabia da existência dela até vê-la no casamento. Ela é a imagem de nossa mãe biológica. E nós dois temos os mesmos malditos olhos. Depois de investigar meus registros de adoção, descobri que ela é minha irmã. Eu ia contar a ela, mas ainda não tive a oportunidade. Eu queria mesmo era contar primeiro a ela.

Maddie tentou digerir a informação. O cérebro atordoado tentou reconhecer o fato de que tinha um irmão. Mas a ideia era tão surreal que não sabia ao certo como reagir.

Alegria.

Confusão.

Negação.

Ela tinha um irmão e nunca tivera ciência disso. Um irmão que não sabia que existia.

Max Hamilton é meu irmão. Não é de se admirar que eu me sinta tão ligada a ele.

Ela soltou uma exclamação e o barulho ecoou pela área fechada. Os dois homens viraram a cabeça em sua direção. A intensidade no rosto deles fez com que ela cambaleasse e o salto prendeu no carpete luxuoso da escada.

Ela estendeu a mão para se segurar no corrimão, mas errou. Foi incapaz de evitar uma queda que sabia que aconteceria, pois o corpo estava desequilibrado. Por um instante muito breve, ela encontrou o olhar de Sam, sentindo-se gelada pelo medo que viu.

Tudo aconteceu em câmera lenta, um momento aterrorizante de que ela sabia que se lembraria para sempre. Ela gritou ao ver Sam saltar com expressão determinada sobre o corrimão que protegia uma longa descida até o andar inferior. Ele saltou em direção a Maddie quando ela tropeçou, com o corpo enorme voando para uma queda traiçoeira que possivelmente o mataria ou, pelo menos, causaria ferimentos graves. Max estava bem em frente a Sam e o irmão não percebera que ela tropeçara. Portanto, Sam escolhera o caminho mais rápido até ela, a única forma de colocar o corpo em frente ao dela. Os dois caíram pela escada, mas Sam ficou por baixo, colocando os braços em volta dela de forma protetora, usando o próprio corpo como escudo.

A queda até o pé da escada foi um pesadelo e Maddie não conseguiu fazer nada além de gritar contra o peito de Sam, cujo braço estava em volta

de sua cabeça. O corpo dele absorveu as batidas durante o mergulho até o pé da escada ao caírem em uma velocidade assustadora, rolando sem parar até que, finalmente, pararam. As costas de Sam bateram no chão com uma força brutal o suficiente para deter a queda, deixando-o deitado sobre ela.

— Sam! Sam! — A voz de Maddie estava frenética e aterrorizada ao gritar o nome, em pânico por ele ter se ferido.

Ele não se mexia e o peso do corpo estava inerte sobre ela.

Ai, meu Deus. E se ele estiver ferido? Não quero movê-lo. Ele pode ter ferido a espinha. Por favor, por favor, faça com que ele esteja bem.

— Maddie! Sam! Vocês estão bem? — Maddie ouviu a voz de Max quando ele se abaixou perto deles.

A voz assustada de Max fez com que ela saísse do ataque de pânico. Ela precisava fazer alguma coisa. O corpo inteiro tremia e ela estava ofegante como se tivesse acabado de correr a maratona ao responder: — Estou bem.

Não sei se Sam está. Ele não está se mexendo. Estou com medo de movê-lo.

Não sei o quanto ele está ferido.

Ela tentou pensar, deixar de lado as lembranças horríveis do momento em que ele saltara para protegê-la com o próprio corpo. Ele não pensara na própria segurança e a única ideia fora de agarrá-la e impedir que se machucasse.

— Ai, meu Deus, Sam, fale comigo. Por favor — sussurrou ela, implorando para que dissesse alguma coisa. O corpo inteiro estava tenso com a agonia e não saber se ele ficaria bem. — Eu amo você. Amo muito você. Esteja bem, por favor.

— Talvez eu só goste demais desta posição, doçura. — A voz dele foi um sussurro rouco, que ela mal conseguiu ouvir. Maddie sentiu a respiração quente dele no ouvido, que tinha a boca encostada em sua têmpora.

Ai, meu Deus, ele está vivo.

O coração de Maddie bateu com força dentro do peito e tão depressa que ficou meio tonta. — Não se mexa. Não sei qual é a extensão dos seus ferimentos — sussurrou ela de volta.

— A ambulância está a caminho — disse Max em tom urgente, tentando reconfortá-la.

— Ele está vivo — respondeu ela, com os olhos encontrando os do irmão recém-descoberto, muito parecidos com os seus.

Sam começou a se mexer, gemendo ao tentar sair de cima dela.

— Eu falei para não se mexer — disse ela em tom firme.

— Nossa, doçura... adoro quando você dá uma de médica mandona e sexy — comentou ele com a voz embolada. — Estou esmagando você.

— Não importa. Fique quieto — exigiu ela. — Espere.

— Vai dizer de novo que me ama? — perguntou ele, apoiando parte do peso nos braços.

Ela ergueu os braços e passou-os em volta dele, segurando-o no lugar. —

Sim, eu amo você. Eu amo você. Eu amo você, Sam. Agora, fique parado até a ambulância chegar.

— Doçura, ficarei aqui para sempre para ouvir isso — murmurou ele em seu ouvido. — Quer casar comigo?

Se ela não estivesse com tanto medo, teria sorrido. Sam decididamente estava usando a situação a seu favor, mas ela não se importou. Desde que estivesse bem, ela faria qualquer coisa que ele quisesse, daria tudo o que pedisse.