O Coração do Bilionário: Sam
Capítulo 2
— Eu entendo, senhora. Vou deixar aqui em frente à porta. — Ele se inclinou para a frente brevemente, endireitou o corpo e foi embora.
Maddie abriu uma fresta da porta, deixando a corrente de segurança no lugar. Viu o homem entrar na caminhonete e ir embora. Ela tirou a corrente e abriu a porta completamente, arregalando os olhos.
Em frente à porta, estava o buquê de rosas vermelhas mais incrível que já vira. Havia várias dúzias de flores, flores demais para que conseguisse contar na condição atônita em que se encontrava. Erguendo o vaso pesado, que parecia ser de cristal, ela segurou a porta aberta com o corpo e carregou as rosas até a mesa de jantar. Colocando-as no centro da superfície circular de carvalho, tirou o cartão que estava no centro do arranjo.
Ela se sentou, pois os joelhos trêmulos não aguentaram o peso das pernas. O cartão era pequeno, com a parte de fora do minúsculo envelope decorada com corações e um pequeno cupido no canto. A única coisa
escrita na frente dele era o nome dela. Ela o abriu com dedos trêmulos, puxando o cartão para fora do envelope. Nele, em uma letra que ela ainda reconhecia, havia apenas duas palavras.
Sinto muito.
Não havia assinatura nem qualquer outra identificação.
Soltando o envelope e o cartão sobre a mesa, Maddie enterrou o rosto nas mãos e chorou.
Chega! Isso é uma besteira completa.
Sam Hudson enfiou o celular no bolso do terno cinza Armani e pisou no pedal do freio do Bugatti com tanta força que os pneus guincharam em protesto. Em seguida, reduziu a marcha e fez um retorno totalmente ilegal no meio de uma rua lateral de Tampa. Cerrando os dentes, pisou no acelerador e voou na direção oposta, afastando-se de sua mansão à beira do mar.
O que diabos ela está fazendo? Tentando se matar?
Honestamente, a Dra. Maddie Reynolds estava prestes a matá-lo. Estava novamente na clínica gratuita. Depois de escurecer. Em uma área perigosa de Tampa. Ela estivera lá todas as noites nas duas semanas anteriores e a segurança o alertava sempre que ia lá à noite. Por quatorze malditos dias, ele esperara em casa que a segurança o avisasse de que ela deixara a área em segurança e fora embora. Em todas as noites, fora depois das onze.
Aquele era o décimo quinto dia e era meia-noite. E Maddie ainda não saíra da clínica.
Ela atendia pacientes de forma voluntária na clínica todas as noites depois de terminar o trabalho normal como médica em um hospital.
Obviamente, ficava até tarde cuidando da papelada necessária e as avaliações de casos depois de fechar a clínica por volta de nove horas, às vezes às dez. Ela passava os dias de folga na clínica. O dia inteiro. E
metade da merda da noite. Ela não conseguiria acompanhar aquele tipo de programação sem cair de exaustão.
Batendo a mão no volante frustrado, Sam estava determinado a descobrir que merda estava acontecendo. Maddie sempre trabalhara como louca, fazendo um milhão de horas de graça na clínica nos dias de folga, mas não dessa forma, não todas as noites. Ela tinha a segurança da Hudson porque o irmão dele, Simon, enviara os guardas para lá depois que a noiva, Kara, quase levara um tiro durante um assalto na clínica. Mas ainda não era seguro e o horário de Maddie era ridículo. Será que ela dormia em algum momento? Será que se alimentava decentemente?
Sam não vira Maddie desde o encontro na clínica quase um mês antes, um breve interlúdio que ele tinha dificuldade em esquecer. Bastava pensar naquele beijo ou sentir o perfume dela no suéter que vestia naquela noite —
uma roupa que, por algum motivo estranho, ainda não colocara na pilha de roupas sujas — para que o pênis ficasse duro.
Que merda. Ela está me deixando louco.
Fazendo uma careta, ele fez uma curva fechada à direita e acelerou, com o coração batendo forte por causa da ideia de ver Maddie de novo e imaginando o que ela achara das flores que lhe enviara no dia dos namorados. Uma vez, muitos anos antes, ele só tivera dinheiro para comprar uma única rosa vermelha. Agora, ele finalmente dera as dúzias de rosas que ela merecia. Sim, era uma forma idiota de se desculpar pelo que acontecera havia tantos anos, mas ele nunca fora muito bom com desculpas.
Era Sam Hudson, bilionário e um dos donos da Corporação Hudson. Ora, ele não pedia desculpas por nada desde... bem... desde sempre, exceto pelo que fizera quando estivera bêbado na festa de aniversário de Simon no ano anterior. Provavelmente pedira desculpas muitos anos antes, mas não desde que a mãe agarrara-lhe a orelha quando era pequeno e comportara-se mal.
Ele se acostumara a não fazer nada do que pudesse se arrepender mais tarde, exceto pelo ocorrido com Maddie havia muitos anos e o mais recente com Kara. Mesmo agora, ele não se sentia totalmente arrependido do que fizera com Maddie, exceto pelo fato de tê-la magoado. Na verdade, o único pedido de desculpas fora para Kara e para o irmão pelo comportamento que tivera na festa de aniversário de Simon. Estivera bêbado e deprimido. O que não justificava o comportamento idiota. Por sorte, Simon e Kara o perdoaram, deixando o ocorrido no passado.
Eu magoei Maddie, a única pessoa que nunca quis magoar.
Mas magoara e, por isso, sentia muito.
Ela nunca me perdoará.
Sam cerrou os dentes ao virar à esquerda, aproximando-se da clínica que ficava em uma área mais pobre da cidade. Sim, sabia que Maddie estava perdida para ele, soubera disso desde o momento em que a alienara para sempre. A dor ainda lhe cortava o peito ao lembrar do olhar magoado no rosto de Maddie, da desolação nos belos olhos cor de amêndoa. Naquele dia, ele perdera a mulher que amava e, mesmo depois de tantos anos de sucesso, do dinheiro, do poder, a vida dele ainda era nublada, algumas vezes totalmente deprimente.
Ainda posso ser amigo dela, mesmo que ela me odeie. Devo isso a ela como amigo. Ela está se matando de tanto trabalho e preciso impedi-la.
— Merda — xingou Sam com voz baixa e furiosa. A quem estava tentando enganar? Ele não era do tipo altruísta. A verdade era que queria vê-la, queria protegê-la. O jantar de ensaio do casamento de Simon e Kara seria no dia seguinte e Maddie estaria lá, mas ele não aguentaria mais uma noite de preocupação. Acabaria com isso agora mesmo, antes que aquela mulher maluca ficasse doente por trabalhar tanto sem dormir o suficiente.
Ele não se deu ao trabalho de estacionar. Parou o carro esportivo caro no meio-fio e saiu, acenando para os dois guardas da Hudson em frente à clínica.
— Ela ainda está aqui? — perguntou ele a um dos guardas mais perto da porta.
— Sim, senhor. Ainda não foi embora. — O homem mais velho rapidamente pegou a chave para destrancar a porta.
Ela vai. Ela vai embora agora.
Sam empurrou a porta para abri-la, sentindo o estômago queimar por causa da irritação. Ao atravessar o saguão, ouviu o barulho da porta sendo trancada atrás de si. Ignorando-o, passou pela área de recepção e foi para os escritórios do fundo. Ele parou, respirando fundo antes de abrir a porta do escritório de Maddie, preparando-se para um confronto desagradável.
A respiração agitada dele terminou em um suspiro longo quando percebeu que não haveria uma guerra no futuro próximo. A adversária, usando um uniforme verde velho, com os cachos ardentes espalhados sobre a mesa e o braço direito dobrado apoiando a cabeça... estava profundamente adormecida.
Andando até a mesa, ele fez uma careta ao notar os círculos escuros sob os olhos dela. Ainda assim, a mulher parecia um anjo, com a pele com tom de marfim e a boca da cor de morangos maduros. Estudando o rosto dela, ele percebeu que nem estava usando maquiagem e que provavelmente tomara um banho depois de terminar o trabalho. Ele colocou a mão gentilmente em sua nuca e os cabelos úmidos confirmaram as suspeitas sobre o banho. Cedendo à tentação que procurara evitar, ele enterrou a mão nos cachos abundantes, deixando que os cabelos vermelhos escorressem pelos dedos.
— Merda — sussurrou ele suavemente, acariciando os cabelos de leve, aproveitando o momento ao sentir o perfume floral. Ele se abaixou, deixando o rosto no mesmo nível do dela. — Maddie — chamou ele baixinho, com a mão ainda acariciando-lhe os cabelos.
Ela levantou a mão esquerda, que estivera apoiada na coxa, e tentou espantá-lo, errando quando ele recuou para evitar o tapa. — Preciso descansar os olhos por um minuto. Só um minuto — resmungou ela, espremendo os lábios como se estivesse irritada.
Sam abriu um sorriso divertido ao passar a mão na cabeça dela. — Hora de dormir, doçura.
Maddie estendeu a mão novamente, desta vez batendo no braço dele em um tapa fraco. — Dormindo. Vá embora — resmungou ela sem abrir os olhos.
Minha nossa, ela está realmente apagada.
Encostando a mão na xícara de café, ele notou que mal estava morna.
Ela não estava dormindo havia muito tempo, mas obviamente estava exausta, com tanta falta de sono que as funções cognitivas estavam incrivelmente lentas.
Sam tirou a agenda que estava sob o braço dela, olhando rapidamente para a página aberta. Hmm. Ela teria folga nos cinco dias seguintes. Não que isso fosse uma surpresa. Todas as atividades do casamento de Simon e Kara teriam início no dia seguinte, começando pelo ensaio e pelo jantar do ensaio. Fechando a agenda, ele a colocou no bolso do casaco e puxou a cadeira para trás, com o belo traseiro de Maddie ainda sobre ela, o suficiente para que conseguisse passar um braço sob seus joelhos e o outro atrás das costas.
— É hora de ir para a cama, Maddie — sussurrou ele com voz rouca.
— Cansada — resmungou ela irritada. — Vá embora.
Sam olhou para o rosto de Maddie ao se levantar com o corpo feminino pequeno nos braços. Ela nem mesmo abrira os olhos. Mas ainda estava rabugenta. Com a cabeça repousada no ombro dele, ela se remexeu, passando os braços instintivamente em volta de seu pescoço para que ficasse mais confortável. — Não pode me carregar. Sou gorda demais —
reclamou ela.
O comentário de Maddie foi tão ridículo que Sam sorriu, passando os olhos sobre o corpo dela ao ajeitá-la contra o peito. Ela tinha um corpo perfeito para o pecado, um corpo que sempre fora a maior tentação que ele já vira. Sam gostava de mulheres com curvas e Maddie as tinha em abundância. Os seios enchiam as mãos de um homem e a pele parecia seda.
O traseiro largo e arredondado era firme e ele ficou excitado só de fantasiar aquelas coxas em volta de sua cintura, com Maddie implorando que a penetrasse. Só a sensação da maciez dela fez com que o pênis ficasse duro contra o zíper das calças, ansioso para se enterrar nela, perder-se naquele corpo pequeno e curvilíneo.
Maddie nunca gostou do próprio corpo, mas é o meu ideal de mulher.
Ele sorriu ao pegar a bolsa dela, que estava no encosto da cadeira, e colocá-la sobre a barriga de Maddie. Em seguida, saiu do escritório para o corredor. Parando na porta trancada, ele esperou que a segurança a abrisse, colocando a boca perto do ouvido de Maddie. — Você tem o corpo de uma deusa, doçura — disse ele em voz baixa e rouca, sabendo que ela não estava consciente, mas precisando dizê-lo mesmo assim.
— Gorda demais — respondeu ela com um suspiro suave.
— Perfeita — respondeu ele em tom divertido.
— Cabelos ruivos horríveis — sussurrou ela com os olhos ainda fechados.
— Lindos — retrucou ele.
— Você é louco — disse ela com um resmungo irritado.
— Provavelmente — admitiu ele, saindo pela porta quando o guarda a abriu. Ele andou até o Bugatti e parou do lado da porta do passageiro. O
guarda entendeu a mensagem sutil e correu para abri-la.
Maddie soltou outro suspiro suave, com o hálito quente acariciando o pescoço de Sam, que reprimiu um gemido.
Soltando um suspiro de alívio, Sam colocou o corpo adormecido de Maddie no banco. Ele não podia ficar tão perto dela. O perfume dela e a proximidade de seu corpo o deixavam maluco. Ele afivelou o cinto de segurança e colocou a bolsa no colo dela antes de fechar a porta.
Respirando fundo, ele deu a volta no carro, erguendo a mão em um gesto silencioso de agradecimento para o guarda. Em seguida, abriu a porta do motorista e entrou no veículo. Fechando a porta, ligou o motor e afivelou o próprio cinto de segurança, olhando para Maddie.
Merda! Ele odiava ver Maddie daquele jeito, obviamente exausta.
Preferia mil vezes vê-la cuspindo fogo, com os olhos brilhando e a voz cheia de sarcasmo ou fúria. Vê-la tão cansada, tão perdida e tão vulnerável o deixava com o coração partido.
Afastando os olhos dela, ele engatou a marcha do Veyron, tomando uma decisão que certamente a deixaria enfurecida. Mas ele resolveu que não se importava. Sem dúvida, se não interferisse, ela voltaria ao trabalho pela manhã, arrastando o corpo esgotado para fora da cama e até a clínica antes do ensaio e do jantar do dia seguinte.
Sem chance! E daí se ela me odiar por isso? Já sabe que sou um escroto. Não importa. O que importa é que ela esteja saudável.
Ele conectou o celular ao suporte do painel, pretendendo dar alguns telefonemas. Em seguida, fez um retorno e voltou na mesma direção em que estivera anteriormente.
Ele sorriu, lançando um olhar rápido a Maddie, e discou o primeiro número, transmitindo ordens pelo telefone, apesar de ser mais de uma hora da manhã. Por sorte, seu assistente pessoal era muito eficiente e respondeu imediatamente. Não era toda noite que Sam o telefonava àquela hora. Na verdade, Sam nunca telefonara para ele àquela hora e David entendeu imediatamente que as ordens eram importantes para o chefe.
Totalmente alheia, Maddie continuou dormindo, sem ter ciência de que estava prestes a tirar férias breves, querendo ou não.
Sam colocou Maddie sobre os lençóis ridiculamente caros de algodão egípcio e observou quando ela se aconchegou ao tecido macio, afofando o
travesseiro sob a cabeça com um gemido satisfeito, um som profundo e erótico que o deixou sem fôlego.
Nunca houve um dia em que eu não tivesse ficado sem fôlego ao pensar nela. Não desde que a vi pela primeira vez.
Sim, ele a quisera desde então. O olhar dele pousara sobre aquela cabeleira ardente e brilhante, puxada para trás e caindo pelas costas. Ele sentira o início de uma ereção quando os olhos caíram sobre o belo rosto, com os óculos tão conservadores sobre o nariz e uma ligeira expressão de confusão nos lábios vermelhos. Ela parecera uma bibliotecária e, daquele dia em diante, ele ficava de pau duro sempre que a via.
O que será que aconteceu com os óculos dela?
Gentilmente, Sam ergueu uma das pálpebras de Maddie para ter certeza de que não usava lentes de contatos que precisavam ser retiradas, rindo quando ela resmungou irritada com a invasão. Satisfeito por ela provavelmente ter corrigido a visão com uma cirurgia a laser, ele afastou a mão do rosto dela e suspirou. Que merda... No passado, ele adorava tirar os óculos do rosto dela e beijá-la até que ficasse sem fôlego. Uma pequena parte dele sentia pesar pela perda, mas uma parte maior se sentia aliviada por ela conseguir enxergar e por ter conseguido se livrar dos óculos que odiava.
Ele tirou os tênis dela e jogou-os no chão, deixando que ela dormisse com o guarda-pó, que estava obviamente limpo e provavelmente era confortável.
Ele se despiu, observando-a dormir enquanto tirava a roupa até ficar apenas de cuecas. Em seguida, deu a volta na cama, deitou sob os lençóis no outro lado da cama e apagou o abajur, sentindo o corpo tenso. Era uma cama grande, mas não era grande o suficiente. Estava completamente maluco? Como diabos conseguiria dormir com Maddie em sua cama?
Aquele momento era surreal, algo com o qual sonhara o tempo inteiro e sobre o qual fantasiara com frequência.
Vá dormir, idiota. Está cuidando dela. Se não ficar aqui, Maddie provavelmente fugirá antes que consiga pegá-la.
Nem pensar. Ela não iria para o trabalho no dia seguinte. Aquela insanidade precisava chegar ao fim.
Dando um soco no travesseiro, ele rolou de lado e ficou virado para Maddie. Minha nossa, ela era linda. Tudo nela era absolutamente perfeito.
Incapaz de se conter, ele estendeu a mão, aproximando-a dela como se atraído por um ímã. Sam acariciou-lhe os cachos e correu a parte de trás da mão pelo rosto delicado. O quarto estava iluminado apenas pelo luar, mas claro o suficiente para ver as feições dela. Ao passar a mão pelo braço dela, Maddie se mexeu e as pálpebras estremeceram. Com o corpo movendo-se inquieto, ela se aproximou até que estivesse esfregando-se inteiramente em Sam. Ela passou os braços em volta do pescoço dele, aconchegando-se contra o corpo de Sam como se aquele fosse o seu lugar.
— E sim, é — sussurrou ele. — Ela nunca se sentiria tão bem se o seu lugar não fosse aqui, comigo.
— Sam? — murmurou ela com voz confusa.
Com o coração batendo forte, ele respondeu: — Sim?
— Eu odeio você. Por que está aqui? — Ela se aconchegou ainda mais contra ele, contradizendo as palavras ao se agarrar ao corpo ardente de Sam.
— Eu sei disso, doçura. Agora, durma — respondeu ele em tom grave.
Ele passou os braços em volta dela. Talvez ela o odiasse, mas precisava dele naquele momento. E ele estava determinado a cuidar dela.
Como eu deveria ter feito o tempo todo. Eu não sabia que ela nunca se casou. A não ser que tenha se casado, mas não mudou o nome. Mas que tipo de cara deixaria a esposa trabalhar da forma como ela trabalha?
Achei que ela teria meia dúzia de filhos a essas alturas.
Sam achou que ela deveria pelo menos ter um homem em sua vida e estremeceu com a ideia.
Minha. O lugar dela é ao meu lado, merda.
Fechando os olhos, ele se deixou absorver o perfume e a sensação do corpo dela contra o seu.
Era pura agonia e puro êxtase.
Ele ficou deitado, ouvindo a respiração regular de Maddie, que indicava que ela finalmente se aquietara e estava profundamente adormecida.
Estranhamente, Sam também pegou no sono momentos depois, com o corpo relaxado e, pela primeira vez em anos, com a mente completamente satisfeita.