O Coração do Bilionário: Sam

J. S. Scott · Capítulo 16 de 17

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O Coração do Bilionário: Sam

Capítulo 15

— Você e Simon conseguirão nos visitar? — perguntou Maddie ao estacionar o carro.

— Está brincando? Iremos para lá assim que chegarmos em casa.

Precisamos botar as fofocas em dia. Até mais tarde, amiga.

— Até mais tarde — respondeu Maddie, desligando o telefone e o carro.

O Bugatti de Sam estava no estacionamento, portanto, Maddie soube que ele estava em casa. Seu coração deu um salto de ansiedade, impaciente para ver o rosto bonito dele e aconchegar-se no calor de sua presença.

Ao sair do SUV, ela contemplou como a própria vida mudara tanto em tão pouco tempo. Antes, ela odiava ir para casa, pois a encontraria vazia devido à vida pessoal inexistente. Agora, estava sempre ansiosa para chegar em casa, para ficar com Sam e satisfazer a necessidade de vê-lo e estar com ele.

Não estou mais sozinha.

Maddie sabia que, finalmente, sua vida estava completa.

Subindo os degraus de mármore, ela destrancou e abriu a porta, sentindo-se finalmente em casa.

 

Maddie entrou no banho com um suspiro feliz, deixando que os jatos massageassem o corpo inteiro. Ela estava tentada a ficar lá por algum tempo, mas a necessidade de ver Sam era maior do que o prazer de sentir a água quente relaxando o corpo. A tentação de ir primeiro à cozinha fora quase irresistível. Ela sentiu o aroma de algo delicioso e sabia que ele estava lá. Mas não tomara banho no hospital e precisava remover o cheiro e os germes que acumulara durante o longo dia de trabalho antes de encontrá-lo. Portanto, atravessara a casa na ponta dos pés até o banheiro.

Rapidamente ela lavou os cabelos e começara a passar sabonete no corpo quando sentiu a presença inconfundível do corpo de Sam pressionando-lhe as costas. Ele a virou, empurrando-a para que ficasse com as costas contra a parede e colocou os braços musculosos nos dois lados de seu corpo. Ele apoiou as mãos na parede, prendendo-a no lugar.

Olhando para ele, o corpo de Maddie começou a tremer quando viu a expressão feroz. Os olhos dele tinham uma expressão tão intensa que ela quase derreteu a seus pés.

Ele era tão grande, tão bonito e completamente dela.

— Eu amo você, Maddie. Eu amo você tanto que, algumas vezes, é difícil respirar. — A voz rouca estava emocionada. — Eu deveria ter dito essas palavras anos atrás. Não sei por que não fiz isso. Deus sabe que você merece mais, mas tudo o que sou, tudo o que tenho pertence a você. Não sei se isso é bom ou ruim... mas é a verdade. Não existo sem você.

Maddie engoliu em seco, encontrando os olhos dele. Aquele era Sam, nada refinado, o núcleo do homem que ela amava. E ele nunca estivera tão atraente e excitante como naquele momento, expondo-se completamente para ela.

As lágrimas escorreram dos olhos de Maddie, misturando-se com a água do chuveiro. Ela ergueu a mão e acariciou o rosto dele. — Eu também amo você. Sempre amei. Nunca o esqueci e não pense que um dia tenha se passado sem que eu pensasse em você — admitiu ela com sinceridade.

Ouvir Sam dizer que a amava quase a fez desmoronar. Sim, ela sabia que ele a amava. Mas ouvir a declaração primitiva dele deixara seu coração batendo em um ritmo incerto e a respiração difícil.

— Eu amo você, doçura. Eu amo você. Juro que vou compensar todas as vezes que não disse isso dizendo tantas vezes que você ficará cansada — sussurrou ele com voz rouca perto do ouvido dela ao abaixar a cabeça para morder de leve o lóbulo da orelha.

Isso não é possível. Maddie sabia que nunca se cansaria de ouvir Sam dizer o quanto a amava. Ela não se ressentia do fato de nunca ninguém lhe ter dito aquelas palavras antes, pois Sam fora o primeiro a dizê-las. Era algo quase surreal.

A boca de Sam cobriu a dela, roubando-lhe o ar, dominando-lhe os lábios, enfiando a língua entre seus dentes. O efeito de Sam em Maddie era de tirar qualquer pensamento racional que ela pudesse ter.

O vapor subia em volta deles e jatos pulsantes de água caíam sobre o corpo dos dois. Mas Maddie não sentiu nada além de Sam e o ataque dele em seus sentidos. Quando ele a beijou, ela passou os braços em volta do pescoço dele, tentando trazê-lo para mais perto. Cada emoção que ainda escondia foi exposta quando as mãos dele seguraram-lhe a cabeça para um abraço desesperado. Agarrando os cabelos molhados de Sam, ela soltou um soluço estrangulado, vibrando contra a boca dele.

Ele recuou, afastando os lábios dos dela. — Maddie, o que foi? O que eu fiz? — A voz de Sam estava preocupada.

— Nada — disse ela entre soluços. — Só estou muito feliz. Preciso tanto de você.

Colocando um braço ao lado da cabeça de Maddie e levantando seu queixo com a outra mão, o olhar dele encontrou o dela, deixando as emoções expostas.

Desejo.

Necessidade.

Amor.

A expressão dele mostrava aquilo e muito mais.

— Quero que você me ame e precise de mim, doçura. Se isso não acontecesse, não sei o que eu faria. Provavelmente perderia o juízo. Precise de mim, Maddie. Por favor.

As mãos dele se posicionaram entre os dois e seguraram-lhe os seios, pesando-os nas palmas e com os polegares deixando os mamilos rígidos.

Maddie gemeu, sentindo seu sexo enchendo-se de um calor furioso e o desejo de ter Sam dentro de si queimando-a. — Sam. Por favor.

— Eu interrompi seu banho. Agora, vou terminá-lo e depois terminarei com você — disse ele em tom malicioso, enchendo as mãos de sabonete líquido e movendo-as ligeiramente para longe da água para que pudesse passar o líquido escorregadio na pele dela. Os dedos de Sam dançaram e acariciaram, massagearam e provocaram, deslizando sobre os seios e circundando os mamilos até que ela arqueou as costas na direção dele, implorando mais.

Ele a empurrou para que mantivesse as costas contra a parede e ela bateu as mãos nela, tentando permanecer de pé enquanto sentia os dedos escorregadios na parte de dentro das coxas, provocando as dobras saturadas.

— Sim, por favor. — Ela gemeu quando ele correu um dedo pelas dobras, deixando-a louca para senti-lo possuí-la.

— Você é tão gostosa, doçura. Adoro ouvir esses sons que mostram que precisa de mim. Só de mim. Adoro o fato de que consigo fazer você gozar, coisa que nenhum outro homem conseguiu. E ninguém conseguiu, certo? —

exigiu ele.

— Não. Nunca. — O corpo de Maddie estava em chamas e a necessidade que sentia de Sam a controlava totalmente. — Foda-me, Sam.

Faça-me gozar. Preciso disso. Preciso de você.

Uma mão brincava sobre os seios, passando de um para o outro, torturando-a com prazer erótico. A outra mão acariciava seu sexo, com os dedos lentamente aprofundando-se em suas dobras.

— Toque-me. Por favor — implorou Maddie. Precisava que ele parasse de provocá-la e começasse a acariciá-la mais depressa e com mais força.

— Eu amo você, Maddie. Eu amo você — disse ele ao enfiar os dedos mais fundo. Os dedos médio e indicador se enterraram nela enquanto o polegar massageava o clitóris.

— Sim. Mais. Por favor. — Maddie moveu os quadris, pedindo mais.

Ele moveu os dedos mais depressa e esfregou o polegar com mais força no clitóris. — Goze para mim. Quero ver você sentindo prazer — pediu ele.

Com o corpo inteiro estremecendo, ela explodiu. Os músculos se contraíram em volta dos dedos que a preenchiam.

Maddie estava tão alheia que teve um sobressalto quando Sam a ergueu, apoiando-lhe as nádegas com as mãos, e penetrou-a.

— Ah, caralho. Você vai gozar de novo para mim. Desta vez, no meu pau — disse ele ofegante, com a voz vibrante. — Passe as pernas em volta de mim.

Maddie instintivamente erguera as pernas e colocara os braços em volta do pescoço de Sam quando ele a erguera, mas fechou-as com mais força.

Ela adorou a sensação da pele deslizando contra a dele, pois ainda estava ensaboada. — Sam, ah, meu Deus, isso é tão bom.

O pênis a preencheu totalmente e ela estremeceu com a sensação.

Rodeados pelo calor e pelo vapor, com os corpos famintos, eles gemeram com desejo erótico e primitivo quando ele começou a se mover.

Ele a possuiu com uma combinação de necessidade primitiva e possessividade que a deixou sem fôlego. Cada investida a marcava e o domínio dele quase a fez desfalecer.

— Diga que precisa de mim. Diga que é minha — disse ele, deixando-a cada vez mais quente com cada investida.

— Eu amo você. Sempre vou precisar de você — concordou ela com um gemido, sentindo o clímax acumulando-se com uma intensidade assustadora.

— Caralho, não há nada melhor do que estar dentro de você. Você é minha, doçura. Sempre será minha — disse ele com ferocidade.

Maddie arquejou enquanto ele entrava e saía dela com um desespero que beirava a loucura, uma paixão carnal que fez com que ela explodisse em um orgasmo que invadiu-lhe o corpo com tanta intensidade que gritou.

Segurando-lhe as nádegas com os braços musculosos, ele continuou o ritmo brutal, deixando que o orgasmo dela massageasse o pênis. Ele agarrou

 

os cabelos molhados de Maddie e devorou seu grito, enfiando a língua em sua boca.

Ele a penetrou profundamente quando o próprio orgasmo explodiu no ventre dela. Sam soltou o próprio grito de prazer contra os lábios de Maddie.

Ofegante, Maddie abaixou as pernas até o chão, mantendo os braços em volta do pescoço de Sam para apoiar o corpo trêmulo.

Eles ficaram naquela posição por algum tempo, incapazes de pensar e de falar, com os corpos ainda conectados.

Finalmente, Maddie sussurrou com voz trêmula: — Isso foi quase assustador.

Sam a abraçou com mais força, abaixou a cabeça e sussurrou de volta em seu ouvido: — Não, meu amor. Isso foi a perfeição absoluta. — A voz dele estava rouca, com um toque de fascinação.

Maddie suspirou, sabendo que não teria conseguido se expressar de forma melhor que aquela.

— Vamos nos casar em breve — disse Sam ao tomar um gole do vinho e lançar um olhar implacável a Maddie.

Maddie se sentia tão feliz que mal conseguia se mover. Acabara de limpar o prato e tomava o vinho à mesa. Sam a alimentara com linguini e um molho Alfredo divino com camarões. O homem realmente sabia cozinhar e havia algo muito excitante sobre um cara que conseguia dominar a cozinha.

Também acho excitante quando ele me domina. Ora. Sam é simplesmente... excitante.

Maddie olhou para ele com uma expressão complacente. — Em breve quando?

— Amanhã — respondeu ele esperançoso. — Podemos voar até Vegas.

— A sua mãe, Max, Kara e Simon nunca nos perdoariam — retrucou Maddie, com o coração batendo mais depressa ao considerar a ideia de pertencer a Sam.

— O que importa aqui somos nós, doçura. Não eles. E esperei tempo demais. Quero que você seja minha praticamente desde a primeira vez em

que a vi — respondeu ele. — Eu já disse que amo você?

Sim. Pelo menos uma centena de vezes desde que saímos do chuveiro.

Mas não estou contando. E meu coração canta feliz a cada vez.

— Ahm... não sei. Talvez seja melhor dizer de novo — murmurou ela.

— Eu poderia dizer isso de uma centena de maneiras e mostrar de muitas outras formas. Mas quero lhe dar um lembrete constante, caso se esqueça — respondeu ele hesitante, tirando uma caixinha do bolso da calça.

O olhar de Maddie se fixou na caixa por um momento antes que ela despertasse e estendesse a mão. Sam se moveu, ajoelhando-se em frente a ela, tomando a mão estendida e abrindo a caixa. — Eu sempre amei você, Maddie. Por favor, case comigo.

Atordoada, Maddie simplesmente encarou o belo anel repousando sobre o veludo preto, uma joia tão linda e tão perfeita que quase teve medo de tocá-la. Ela nunca tivera nada tão maravilhoso, mas não era o valor dos diamantes, era o valor sentimental. O diamante em formato de coração era exótico, mas ela sabia que ele tinha um significado mais profundo, que Sam tentava expressar com a joia.

— Agora é a hora em que você deveria dizer sim — comentou Sam com voz grave.

— Sim — respondeu ela sem fôlego, erguendo os olhos para o rosto dele com um sorriso trêmulo. Ela não conseguiu evitar as lágrimas que correram-lhe pelo rosto ao olhar para o homem que sempre fora seu destino.

Era difícil não acreditar em destino naquele momento. Duas almas que estavam destinadas a ficar juntas de alguma forma tinham se encontrado novamente, apesar de todas as probabilidades estarem contra elas.

Sam tirou o anel da caixa, colocou-a sobre a mesa e entregou o anel a ela. — Mandei gravar uma coisa.

Ela pegou o anel gentilmente, segurando-o de lado para que pudesse ler o que estava escrito.

Primeiro e sempre... Eu amo você

Reprimindo um soluço, ela perguntou: — Como você sabia que era o primeiro a dizer isso?

— Vi seus diários hoje. Li algumas das entradas. Não devia ter feito isso, mas fiz — admitiu ele envergonhado.

Maddie sorriu, incapaz de se conter. Ela adorava a honestidade dele, a forma como fora direto e confessara sem hesitar o que fizera. Não, ele não

devia ter lido os diários, mas ela não tinha e nunca teria nada a esconder de Sam. — Eu me esqueci deles. Mantenho aqueles diários há anos. Acho que eu mesma deveria tê-los encaixotado.

— Eu fiz isso. Não queria ninguém conhecendo você daquele jeito, exceto eu — disse ele com ciúmes. Em seguida, pegou a mão dela e colocou o anel em seu dedo. — Agora, diga que vai se casar comigo amanhã — exigiu ele ao se levantar, puxando-a para um abraço apertado.

— Sam, não podemos...

— Ah, sim, podemos. — Ele a pegou nos braços.

Maddie soltou um gritinho e passou os braços sobre os ombros dele. —

Sam, o que você...

— Chega de falar. Está na hora de convencer você — resmungou ele.

Maddie reprimiu uma risada, lembrando-se de como pedira a ele para convencê-la em vez de dar ordens.

Relaxando contra o corpo grande, quente e musculoso, ela absorveu a essência do que era Sam.

Por algum motivo, ela tinha a sensação de acabaria casando-se no dia seguinte, se dependesse de Sam. E, ao examinar o olhar determinado dele, percebeu que nunca conseguiria dizer não. E, sinceramente.... não queria.

Ela e Sam esperaram tempo demais para ficarem juntos.

Enquanto ele subia a escada, Maddie quase disse sim, mas conteve-se antes que a palavra saísse da boca.

Estou ficando louca? O homem mais gostoso do planeta está me levando para a cama para me convencer a casar com ele amanhã.