O Coração do Bilionário: Sam
Capítulo 13
— Sim — concordou ela sem fôlego. — Eu sempre pretendi dizer sim.
— Sabia que estava só me provocando — resmungou ele.
— Mas pretendo fazer isso — informou ela em tom terno, acariciando-lhe de leve os cabelos aliviada por ouvi-lo conversar.
— Acho muito bom — retrucou ele.
Naquele momento, Maddie percebeu que Sam estava bem. As lágrimas correram pelo seu rosto e ela apertou-o com mais força, tentando mantê-lo seguro até que a ambulância chegasse.
O olhar de Max encontrou o dela, confortando-a silenciosamente, tentando lhe dizer que tudo ficaria bem. A mão dele cobriu a sua, quente e gentil, apoiando-a enquanto ela continuava a segurar Sam. Eles ficaram naquela posição até que os paramédicos chegassem.
—Éverdade, Max? Você é mesmo meu irmão? — perguntou Maddie com voz trêmula.
Sam fora levado à radiologia para ver se havia alguma lesão na espinha enquanto Max e Maddie aguardavam sozinhos em uma sala na seção de emergência, sentados um ao lado do outro de mãos dadas.
A mão dela tremeu ligeiramente quando os eventos da noite a atingiram. Era tão fantástico... mas, antes mesmo de fazer aquela pergunta a Max, ela soube que era verdade. Sentia aquilo no fundo da alma. Max Hamilton era realmente seu irmão.
Maddie olhou para ele e sorriu. Max tinha razão. Eles tinham os mesmos olhos, um tom incomum que tinha um padrão dourado em volta da pupila, rodeado de uma íris marrom esverdeada. Quando ela encontrara Sam pela primeira vez, ele dissera que a cor da íris o lembrava do sol. Mais tarde, dissera que ela era a luz de sua vida.
Max apertou a mão dela um pouco mais. — É verdade. Eu tinha que ter certeza antes de dizer alguma coisa, mas senti isso no fundo do coração.
Soube no momento em que a vi que tínhamos alguma relação. — Ele soltou a mão dela, pegou a carteira do bolso e tirou uma fotografia antiga de dentro dela, um retrato pequeno parecido com os que tiravam na escola. —
Esta é nossa mãe biológica — explicou ele, entregando a fotografia a Maddie. — Esta é a fotografia de formatura do segundo grau. Você é muito parecida com ela.
Ela pegou a fotografia, examinando o rosto jovem e o sorriso despreocupado. A mulher realmente era parecida com ela, com os cachos
vermelhos e olhos cor de amêndoa, e feições muito similares. — Ela ainda está viva? — perguntou Maddie curiosa. — Você a conheceu?
Frustrado, Max passou a mão pelos cabelos. — Não. Ela morreu no final dos anos 1980 em um acidente de carro com o terceiro marido que estava bêbado.
Maddie nunca conhecera aquela mulher. Ainda assim, teve uma sensação de perda. Talvez sempre esperara que um dia a verdadeira mãe a encontrasse, que a mulher que lhe dera à luz realmente a quisesse, mas tivera que desistir dela. Admitindo para si mesma que provavelmente torcera por aquele cenário romântico, Maddie sabia que fora por isso que nunca investigara muito os próprios registros nem tentara procurar a mãe biológica. Se não soubesse a verdade... sempre haveria a esperança. Na juventude, a ilusão de que a mãe a procuraria acabou levando Maddie de um orfanato a outro, desesperadamente agarrando-se à esperança de que os pais a quiseram, mas não puderam ficar com ela, que realmente a amavam.
Mais tarde, ela simplesmente não quis mais saber a verdade, pois o coração estava magoado e ferido pelo excesso de rejeição e dor.
Segurando a fotografia, Maddie respondeu em tom suave: — Não sei muito mais além do fato de que o nome dela era Alice Messling e que o nome do meu pai era Victor Dunn. Obviamente, não eram casados e mal tinham feito dezoito anos — comentou ela, olhando para o rosto da mãe. —
Você sabe de mais alguma coisa? — perguntou ela, pronta para ouvir a resposta. Ela tinha Sam agora... e Max. O que estava no passado não a magoaria mais.
Max pegou a mão dela novamente ao responder: — Eles não estavam casados quando você nasceu, mas casaram-se antes de eu nascer. Você tinha dois anos e eu era bebê quando nosso pai morreu. Ele foi atingido por um carro quando estava indo para o trabalho um dia de manhã. A morte dele deixou nossa mãe sem nada além de duas crianças e nenhum dinheiro, sem ter como sobreviver. — Ele suspirou pesadamente antes de continuar. —
Pelas informações que descobri, ela teve que desistir de nós. Prefiro pensar que ela estava preocupada com o nosso bem-estar. Ela se casou mais duas vezes, provavelmente porque foi a única forma que encontrou de sobreviver.
Virando-se para Maddie, com um olhar cheio de remorso, ele acrescentou: — Eu não sabia, Maddie. Se soubesse, teria movido
montanhas para encontrar você. Eu tive sorte. Fui adotado quase imediatamente. Meus pais já eram ricos e eu fui totalmente mimado enquanto você passava de um orfanato para outro. Eu sinto muito. — A voz dele falhou com emoção e tristeza. — Eu achei que estava sozinho depois que meus pais morreram.
Maddie o encarou nos olhos, sentindo o peito doer por causa das lágrimas não derramadas. — Eu também não sabia. Não é culpa sua, Max.
Só estou feliz por estar aqui agora. — E ela estava feliz. O coração transbordava de alegria.
Maddie tinha Sam, tinha um irmão e tinha amigos que se importavam com ela. Para uma mulher que se sentira indesejada no passado, era tudo de que precisava.
— Eu também, Maddie. Quero conhecer você, ser seu irmão. O que acha? — perguntou Max hesitante.
As lágrimas correram pelo rosto dela ao olhar para o irmão preocupado, ainda muito bonito apesar do terno amarrotado. — É claro, eu sempre quis ter um irmão — disse ela entusiasmada, soltando a mão dele e passando os braços em volta de seu pescoço, agarrando-se a ele como se a conexão já estivesse selada. Desde o primeiro dia, Max fizera aflorar seus instintos protetores, uma necessidade de diminuir a dor que ele sentia. Talvez não acontecesse naquele dia ou no dia seguinte, mas ela estava determinada a vê-lo feliz novamente no futuro.
Maddie suspirou quando Max passou os braços em volta dela em um abraço apertado. — Encontrar você foi algo que eu nunca esperei, mas estou grato. Só queria tê-la encontrado mais cedo. Odeio saber pelo que passou durante a infância. Não deve ter sido fácil.
Ela se agarrou a ele, com as lágrimas correndo pelo rosto, já percebendo que Max era um homem de sentimentos profundos.
Ah, Max. Você precisa se curar. Sinto tanta dor dentro de você.
Maddie sentiu a solidão de Max no desespero do abraço dele. O irmão estava sofrendo, mas ela não podia fazer nada além de abraçá-lo com força, torcendo para que a alegria de tê-lo encontrado de alguma forma tocasse a alma vazia.
— Ei... tire essas patas tristes de cima da minha noiva. — O rosnado de Sam soou divertido. Max e Sam trocaram um sorriso, ambos aliviados por não precisarem mais brigar.
Maddie soltou o irmão, virando-se para Sam com uma expressão preocupada. — O médico disse que você podia caminhar? — perguntou ela.
O coração de Maddie dançou feliz quando ela olhou para Sam, ainda com a calça do terno, vestindo um pijama de hospital. Havia contusões e ferimentos por toda parte, mas ele nunca parecera tão bonito. O sorriso era ligeiramente dolorido e o andar feroz normal estava mais lento devido à dor dos ferimentos. Mas continuava maravilhosamente bonito, especialmente porque ela temera que ele tivesse ficado gravemente ferido.
Ele abriu um sorriso malicioso. — Sim, Dra. Mandona, disse. Eu fiz com que ele fosse à radiologia olhar os exames imediatamente. Não queria ficar preso naquela coisa desconfortável por mais tempo do que o necessário. — Ele andou na direção dela lentamente e beijou-a no rosto.
A respiração de Maddie acelerou e ela ficou imaginando como um beijo inocente podia ser tão sensual.
Porque cada toque de Sam é cheio de intimidade e isso me emociona.
Muito.
— Então, está tirando vantagem do seu poder financeiro de novo para que a equipe médica faça as suas vontades? — perguntou Maddie, tentando manter o tom sério. Ela tinha quase certeza de que Sam não fizera um pedido educado ao médico. Sam exigira... e, como era um doador generoso do hospital, conseguira o que queria.
— Você é médica e isso nunca funcionou — resmungou ele.
Maddie cruzou os braços sobre o peito, erguendo a sobrancelha ao encará-lo. — É porque eu conheço você há muitos anos. Esse sorriso charmoso não funciona comigo — informou ela, fazendo esforço para não rir. Sinceramente, ela mal conseguiu se conter, pois queria se jogar nos braços dele e segurá-lo até se convencer de que ele ficaria bem. A lembrança do momento em que ele saltara sobre o corrimão, jogando-se em frente a ela para protegê-la continuava assombrando-a como um pesadelo terrível. Que homem faria algo assim?
Um homem que se importa mais comigo do que com a própria vida.
— Você me ama. Eu sei disso — disse Sam com voz rouca. Havia um timbre divertido, mas vulnerável. Ele acariciou-lhe o rosto ao dizer aquilo.
Maddie sorriu, incapaz de se conter. Ela ouvira Simon e Sam implicando um com o outro tantas vezes, ouvira Sam dizer ao irmão aquelas mesmas
palavras. A resposta de Simon para aquele comentário em particular era quase sempre “Hoje não”.
Ela pegou a mão dele e segurou-a sobre o rosto, com o coração batendo depressa ao responder suavemente: — É, na verdade, sim. Eu amo você em todos os momentos de todos os dias. — Havia outra resposta a dar a ele?
Sam precisava de amor e ela nunca mais fingiria que ele não era seu mundo.
Não pretendia mais esconder os sentimentos. Ele a assustara muito naquela noite. A vida era curta demais para não dizer exatamente o que sentia.
Os olhos dele brilharam como uma pedra preciosa. — Nossa, doçura... a sua resposta é muito melhor que a de Simon — comentou ele emocionado, com o olhar prendendo-se ao dela e dizendo um mundo de coisas. — Você tem ideia de quanto tempo esperei até ouvir essas palavras?
Maddie balançou a cabeça, incapaz de falar.
— A vida inteira — respondeu ele enfaticamente, entrelaçando os dedos nos dela com tanta força que quase causou dor. — Vamos para casa.
— Você não foi liberado para ir embora e ficará aqui até que eu fale com o médico — retrucou ela. Sam não sairia do hospital até que ela descobrisse todos os ferimentos que sofrera.
— Sua tirana — acusou ele com um sorriso charmoso. — Isso é muito excitante. Pode fazer o papel de médica quando chegarmos em casa?
Maddie estremeceu. A ideia de examinar detalhadamente o corpo de Sam seria excitante se ele não estivesse machucado. Ignorando as insinuações sexuais dele, ela respondeu: — Você precisa ir com calma.
Estará todo dolorido.
Sam fez uma careta e abriu a boca para argumentar, mas o médico encarregado da sala de emergência entrou antes que pudesse responder.
Maddie conhecia o médico mais velho e aproximou-se dele para discutir o tratamento e os cuidados necessários para os ferimentos de Sam. Pelo canto do olho, ela viu Max ajudando Sam a recolocar a camisa, mas não o casaco para evitar desconforto. Sam estava resmungando, irritado com qualquer coisa que o atrasasse.
No momento em que o médico saiu da sala, Sam andou de forma determinada em direção à porta.
— Ei, ei... precisamos pegar a receita e você precisa assinar os papéis da alta, Sam. — Ela segurou gentilmente a parte de trás da camisa dele quando ele pegou sua mão e tentou arrastá-la para fora do hospital.
— Vamos embora — retrucou ele, puxando-a pela mão. Max estava logo atrás dela.
Ela lançou um olhar para o irmão, cujo rosto se iluminou ao ver Sam se arrastar em direção à porta.
Max deu de ombros e Maddie revirou os olhos. Por sorte, a enfermeira os encontrou na porta. Sam pegou a caneta e rabiscou o nome nas instruções da alta, mal parando de andar. Maddie pegou os papéis e retirou a receita, sorrindo para a enfermeira ao seguir Sam.
— Não preciso da merda dos remédios. A única coisa de que preciso é você — resmungou ele, caminhando para a saída e apertando a mão dela.
Não foi um gesto romântico nem gentil, mas, vindo de Sam, o comentário foi tocante e fez Maddie suspirar.
Vinte minutos depois, eles chegaram em casa.
— Por que não tirou minha virgindade quando éramos jovens? —
perguntou Maddie ao deitar o mais perto possível que ousava ao lado de Sam na cama imensa. Ele tentou puxá-la, mas ela se afastou, preocupada com o fato de poder machucá-lo.
As costas e as pernas de Sam estavam cheias de hematomas e ele distendera alguns músculos. Por sorte, não tivera fratura alguma, mas sentia dores por todo o corpo. Ela percebia pela forma como andava com uma expressão de dor. Maddie tirara toda a roupa dele e colocara-o na cama. Em seguida, colocara uma camisola de seda e deitara-se ao lado dele, depois de praticamente forçá-lo a tomar um dos analgésicos.
— Não consegui fazer isso — respondeu ele hesitante, passando a mão pelos cabelos como se estivesse frustrado, sem saber ao certo como responder.
Talvez, algum tempo antes, Maddie entendesse aquela resposta como rejeição. Mas não agora. Não depois de tudo o que acontecera entre eles.
Ela já sabia a resposta, mas queria que ele lhe contasse. — Por quê? —
perguntou baixinho. — Foi porque você foi atacado e molestado? — Ela estava cansada de evitar o assunto.
— Você sabia? — perguntou ele em voz baixa e atônita.
— Eu li seus registros médicos, Sam. Lembra? Esses registros também estavam lá — admitiu ela, pegando a mão dele para reconfortá-lo.
— Merda! — xingou ele, apertando a mão dela com força e com o corpo tenso. — Eu nunca quis que você soubesse. Você não deveria saber. Eu fui maculado. Não merecia você. Fui um rato de esgoto e deixei que homens usassem meu corpo. — A voz dele estava atormentada.
— Você foi molestado — insistiu Maddie indignada. — Não há nada do que se envergonhar, Sam. Não foi culpa sua. — Ela se apoiou sobre o cotovelo, conseguindo ver o rosto dele banhado pelo luar, mas não seus olhos. Sam estava deitado de costas com o corpo rígido e imóvel.
— Não fui molestado. Deixei que eles fizessem aquilo — respondeu ele.
— Para proteger Simon — acrescentou ela. — Para que o deixassem em paz.
— Não importa o motivo. Eu concordei — retrucou ele tenso.
— Importa, Sam — disse ela baixinho, erguendo a mão para acariciar o rosto dele. — Fale comigo sobre isso — pediu ela.
Como poderia dizer a ele que fora ainda mais corajoso por se sacrificar por Simon? Ele se submetera à dor e à humilhação para evitar que o irmão mais jovem fosse vítima, com o pai recebendo o pagamento em drogas e álcool pelo uso do corpo do filho.
Sam soltou um suspiro. — Ouvi os homens conversando com o meu pai uma noite, tentando fazer um negócio. Era um bando de escrotos doentes da organização que gostava de comer garotos. Eles queriam Simon porque ele era jovem e inofensivo. Meu pai iria concordar. Ele queria deixar que fizessem aquilo com Simon. Puta merda. Como um homem pode sacrificar o filho desse jeito por qualquer motivo que seja? — O peito de Sam subia e descia pesadamente. — Simon estava no ensino fundamental, ainda era muito inocente e jovem, caralho. Eu disse ao meu pai que o mataria se tocasse em Simon. Ele respondeu que já tinha concordado e que todos nós correríamos perigo se desistisse. Portanto, deixei que o imbecil me entregasse a eles no lugar de Simon.
Maddie correu a mão gentilmente pelo rosto e pelos cabelos dele.
Aquele homem doce, protetor e corajoso oferecera a si mesmo no lugar do irmão mais novo. — Eles machucaram você — sussurrou ela com os olhos enchendo-se de lágrimas.
— Eu não queria que você soubesse, Maddie. — A voz dele estava estrangulada, mostrando o quanto falar sobre o assunto o atormentava. —
Você me perguntou como consegui as cicatrizes nas costas. Foi quando doeu tanto que lutei contra eles. Eu deixava, mas, na maioria das vezes, eles tinham que me bater até que eu ficasse submisso.
— Meu pobre Sam. Eu amo você, querido. Odeio a dor que sofreu e, se pudesse encontrar esses homens, eu provavelmente os mataria. Foda-se meu juramento — respondeu ela furiosa. — Não foi culpa sua. Você foi muito heroico e corajoso. E foi molestado, estuprado e atacado, sim. Importa que você se submeteu a isso para poupar Simon daquela dor. É ainda mais terrível. — Maddie terminou com um soluço que não conseguiu reprimir.
— Não chore, por favor. Foi há muito tempo — respondeu Sam hesitante, soltando a mão dela e envolvendo-a com o braço forte para puxá-la para mais perto.
— Não faça isso. Você está sentindo dor — avisou Maddie.
— Doerá mais ainda se você resistir — retrucou ele. — E dói muito não ter você perto de mim.
O coração de Maddie derreteu e ela tentou ficar o mais imóvel possível.
— Simon sabe? — perguntou ela.
— Não. Ninguém sabe, exceto o psicólogo e agora você. Minha mãe se odiaria por isso. Simon também.
— A terapia ajudou?
— Sim. Na maioria dos problemas. Acho que ainda não superei o fato de ser tocado. Normalmente, eu me esforçava muito para dar prazer a uma mulher para que ela não se importasse se me tocaria ou não — disse ele com sinceridade.
— Eu me importo. Quero tocar você, Sam. Quero lhe dar prazer — disse Maddie com a voz suave e cheia de amor. — Quando éramos mais jovens, fiquei confusa. Achei que me queria, mas você nunca me levou para a cama.
— Eu queria você — respondeu ele, puxando-a para mais perto. — Eu falei sério quando disse que sonhei com isso durante anos. Você foi a melhor coisa que aconteceu comigo, mas eu me sentia sujo e maculado, não a merecia.
— E agora? — perguntou ela, apoiando-se no cotovelo e passando a mão pelo peito dele.
— Agora não consigo me segurar. Você já teve a oportunidade de encontrar um homem melhor. Está presa ao meu lado — respondeu ele, acariciando-lhe os cabelos. — Você concordou em casar comigo.
— Não existe homem melhor para mim, Sam. — Maddie correu o dedo de leve pelo peito dele, fazendo desenhos de borboleta em seu abdômen.
— Pare de me tocar ou acabará deitada de costas em cinco segundos —
avisou Sam com a voz cheia de desejo.
— Não está sentindo dor? — perguntou ela, detendo o dedo na cintura da cueca.
— A única coisa que está doendo agora é meu pau. E não foi porque caí da escada. Pelo amor de Deus, Maddie. Só preciso pensar em você, sentir seu cheiro, seu toque, e estou pronto para entrar em você. — Sam gemeu, baixando a mão para cobrir a dela.
— Você não vai fazer sexo agora. Está muito machucado. Não será agradável — retrucou ela em tom sério.
— Será um inferno se eu não fizer — respondeu ele. — Preciso demais de você.
— Eu quero tocar em você — sussurrou ela, soltando a mão e deslizando-a sob a cueca. — Você deixa? Por favor. Quero que fique deitado quietinho. Eu cuidarei de você. Pode fazer isso?
Maddie prendeu a respiração. Ele poderia ou não confiar nela. Com o passado que tinha, ela sabia que não seria fácil.
— Se você me tocar, duvido que eu consiga ficar quieto — avisou ele com diversão forçada. Ele tirou a mão e entrelaçou as duas atrás da cabeça.
— Mas vou tentar. Eu confio em você, doçura.
Ela soltou a respiração em um suspiro audível, deslizando a mão ainda mais para dentro da cueca para encontrar o pênis rígido. Ela passou os dedos pela pele lisa do membro enorme, usando o indicador para espalhar delicadamente uma gota de líquido da cabeça em volta da área sensível.
Maddie sentiu o corpo de Sam ficar tenso e manteve o toque bem leve.
Beijando repetidamente a têmpora dele, ela sussurrou: — Você é tão gostoso. Tão duro. Eu queria tocar você há muito tempo.
— Caralho, Maddie — disse ele com um gemido agoniado.
— Sim — disse ela suavemente em seu ouvido.
— Seu toque é tão bom. Tão diferente — respondeu ele com voz rouca.
— Não dói.
— Nunca — concordou Maddie. — Somente prazer. — Ela ficou de joelhos, segurando o elástico da cueca e puxando-a gentilmente para baixo. Sam ergueu os quadris para que ela tirasse a cueca.
— Não se mexa muito — relembrou ela ao segurar o pênis com a mão, movendo-a sensualmente para cima e para baixo.
— Certo — respondeu ele, erguendo a pélvis para que ela o acariciasse com mais força.
Abaixando-se ainda mais até que o rosto estivesse na altura da cintura dele, ela perguntou: — Posso sentir o seu gosto? Por favor?
Não havia nada que ela quisesse mais do que sentir o gosto da essência de Sam, mas não queria fazer aquilo sem a permissão dele. Não até que ele se acostumasse a ser tocado com amor, em vez de violência.
— Vai ser tão bom quanto os seus dedos? — perguntou ele.
— Melhor — respondeu ela com um sorriso.
— Então, pelo amor de Deus, faça isso — exigiu ele.
Maddie relaxou, abaixando a boca até o pênis, determinada a transformar aquilo em uma experiência boa para Sam. Ela não tinha muita experiência, mas era médica, conhecia anatomia e sabia o que seria bom.
Ela suspirou e abriu a boca para finalmente sentir o gosto do pênis de Sam.
Ele estremeceu quando Maddie o tomou entre os lábios, com a língua circulando a cabeça antes de mergulhar o membro na boca quente e molhada. A sensação quase o fez gozar antes mesmo que ela mal começasse.
Maddie. Maddie. Tudo o que eu sempre quis foi que me tomasse para a eternidade.
Não havia nenhum fantasma do passado atormentando-o. Ele sabia quem o mantinha hipnotizado, cujos lábios doces e macios estavam em volta do pênis, deixando-o quase louco.
O corpo dele provavelmente deveria estar dolorido, mas a única coisa que sentia era o prazer diferente e erótico da língua de Maddie percorrendo a ponta sensível do pênis, descendo e finalmente chupando-o como se fosse um pirulito.
Minha nossa! Como eu vivi sem isto? Como consegui sobreviver sem ela?
A verdade era que ele mal existira sem ela, vivendo cada dia em modo de sobrevivência, mergulhando no trabalho e adquirindo tanto poder e controle que nunca mais se sentiria vulnerável. Somente com aquela mulher ele ainda era vulnerável. Mas ele se importava? Claro que não. Precisava dela e, quando vira a vida inteira em perigo naquela escada mais cedo, percebera que não conseguiria sobreviver se a perdesse novamente.
Apoiando-se nos cotovelos, ele a observou sob o luar, os cabelos brilhantes iluminados enquanto a cabeça subia e descia sobre ele. O suor escorreu pelo rosto de Sam enquanto ela lambia e chupava, deixando seu corpo inteiro em fogo. Ele estremeceu quando ela aumentou o ritmo, apertando os lábios em volta dele.
Sam se deitou novamente sobre os travesseiros com um gemido, incapaz de se conter. Enterrando os dedos nos cabelos de Maddie, ele guiou-lhe a boca para cima e para baixo, com sensações eróticas invadindo-o. Ele estava perdido, em conflito entre querer puxá-la para cima e enterrar-se dentro dela ou deixar que continuasse enlouquecendo-o com a boca.
Minha.
Nenhuma outra mulher quisera lhe dar prazer daquela forma sem outra motivação que não fosse o amor.
Ela me ama. Meu Deus, eu sou um filho da puta sortudo.
O pênis pulsou e ele gemeu com abandono enquanto os lábios doces o atormentavam, subindo e descendo, até deixá-lo louco de desejo.
Ele estava tão perdido que não sentiu medo algum quando a mão macia acariciou gentilmente os testículos e moveu-se para o ânus, onde ela inseriu devagar um dedo. Ela não foi longe, apenas o suficiente para que perdesse o controle. A carícia gentil da ponta do dedo foi tão erótica que a cabeça de Sam quase explodiu e ele gozou na boca de Maddie.
— Ah, Maddie, caralho — gemeu ele, completamente perdido. Aquela mulher o sugara completamente, causando um orgasmo explosivo.
Ofegante, ele a puxou para cima de si, desesperado para sentir o corpo quente sobre o seu.
— Não, Sam. Não quero machucar você — disse ela, resistindo. Ela se deitou ao lado dele, colocando a mão sobre a testa de Sam, afastando os cabelos da pele suada.
— Então nunca me deixe. Isso me mataria — respondeu ele, tentando acalmar a respiração.
De alguma forma, Sam sentia que cada momento em sua vida levara àquilo, ao fato de que ela finalmente pertencia a ele.
— Devagar. Relaxe. Suas costelas estão machucadas — respondeu Maddie com voz preocupada.
Ela acabara de virar o mundo dele de cabeça para baixo e esperava que relaxasse? — Não houve um momento, desde que nos conhecemos, em que eu não quisesse você, doçura. Nunca. Eu a queria naquela época, mas não achei que fosse bom o suficiente para você.
Ela suspirou de leve. — Eu também amava você naquela época.
Exatamente da forma como era, Sam.
O coração de Sam bateu mais forte dentro do peito e ele se perguntou se algum dia se acostumaria a ouvir aquelas palavras. Achava que não. —
Diga de novo — pediu ele. — Diga.
— Eu amo você, Sam Hudson. Sempre amei — respondeu ela com um sorriso na voz.