O Coração do Bilionário: Sam

J. S. Scott · Capítulo 7 de 17

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O Coração do Bilionário: Sam

Capítulo 6

Maddie riu, cobrindo a boca com a mão para abafar o som. — Preciso pegar algumas coisas na minha casa. E pilhas novas — disse ela ao atravessar a sala.

Sam rosnou, observando-a andar para a cozinha, com aquele traseiro lindo rebolando de forma sensual dentro de uma calça jeans que ele nunca

deveria ter pedido a David que comprasse. Era provocante demais e moldava o traseiro de forma perfeita.

Pilhas? Para que ela precisa...?

Ah, merda. O quanto um homem podia se sentir perdedor? Ele deu um sorriso amarelo ao andar na direção da porta da frente. Um ponto para Maddie. Ele lhe daria aquele ponto. Porque, no final, pretendia ganhar com uma grande vantagem.

Ele colocou a mão na maçaneta, tentando ajustar o pênis latejante antes de abrir a porta e afastar a visão de Maddie sentindo prazer com o vibrador.

— Você pagará por isso, doçura — sussurrou ele para si mesmo, abrindo um sorriso ao abrir a porta.

Sam esperara muito tempo para ter Maddie e, subitamente, não podia esperar mais. Ele conseguira uma segunda chance e, desta vez, não a deixaria ir embora, pois ninguém mais no mundo precisava dela tanto quanto Sam. E ninguém cuidaria dela como ele.

Com o pênis e a determinação firmes como aço, ele aumentou o sorriso ao cumprimentar Simon e Kara.

Maddie chorou no casamento. Não conseguiu se conter. Não foi possível ver Simon e Kara trocando os votos sem lágrimas de felicidade escorrendo dos olhos, com a alegria pela amiga quase ao ponto da dor. Quando o casal ficou virado um para o outro, Maddie observou o rosto de Simon, com Kara de costas enquanto recitava os votos para o quase marido. As emoções estavam desprotegidas no rosto de Simon ao repetir os votos em voz rouca e suave.

Ela e Sam eram os únicos padrinhos e o pequeno público era composto de amigos e familiares. O tempo cooperara e tudo fora preparado ao ar livre, com uma decoração exótica. Kara optara por uma cerimônia pequena, mas fora planejada uma recepção farta para depois do casamento, quando centenas de pessoas se reuniriam na casa elegante de Sam para cumprimentar o casal feliz.

Kara parecia uma princesa no vestido vitoriano de seda e renda fina. O

estilo combinava com ela, que era alta e esbelta. O vestido era justo até a altura dos quadris e abria-se em uma saia ampla até o chão.

Maddie adorou o próprio vestido cor de esmeralda, com as mangas largas abaixo dos ombros e o decote amplo, um modelo ousado que a fizera estremecer ao vê-lo pela primeira vez. Mas, depois de experimentá-lo, ela se apaixonara pela cintura justa e a saia larga que descia até abaixo dos joelhos. Ele tinha um cinto de seda preto que flutuava nas costas em ondas brilhantes. O conjunto terminava com sapatos pretos de salto alto e Maddie sabia que estava com a melhor aparência possível em comparação a uma mulher alta e bela como Kara.

Maddie olhou para além do casal feliz para Sam, que estava com uma aparência de tirar o fôlego. Ele vestia um terno preto igual ao de Simon, que usava uma gravata borboleta. Sam usava uma gravata preta fina com listras finas cor de esmeralda, combinando com o vestido dela... e com os olhos maravilhosos dele. Tudo nele era urbano e sofisticado, até a postura e a expressão, um homem obviamente confortável com o ambiente.

Forçando-se a afastar os olhos de Sam, Maddie olhou novamente para Simon, observando-o se entregar a Kara.

Quando o padre chegou à parte da cerimônia em que perguntou se alguém tinha alguma objeção, Simon fez um som de desprezo.

Virando-se brevemente em direção ao homem, Simon informou ao padre em tom irritado: — Ela é minha, continue.

Maddie mordeu o lábio inferior para reprimir uma risada. Simon Hudson não era nada sutil em relação à possessividade que sentia por Kara. Os olhos de Maddie encontraram os de Sam e o coração dela deu um salto. Ela percebeu que ele reprimia um sorriso e os olhos dançavam divertidos. Eles se encararam, dividindo um momento de comunicação silenciosa, de diversão.

Finalmente, ao afastar o olhar de Sam, ela sentiu um arrepio gelado descendo pela espinha, a sensação de outro par de olhos sobre si. Estava em um casamento com pelo menos cinquenta convidados. As pessoas estavam assistindo. Mas Maddie virou a cabeça e seu olhar encontrou um homem na primeira fileira, de aparência perigosa, vestindo um terno caro, olhando diretamente para ela. O homem era bonito de uma forma intensa e primitiva, com cabelos avermelhados e olhos penetrantes que a encaravam com concentração. Incapaz de afastar o olhar, Maddie ficou atônita quando os lábios dele subitamente se abriram em um sorriso e ele piscou para ela.

Havia algo tão magnético nele que ela não conseguiu evitar sorrir de volta.

Voltando a atenção novamente para Simon e Kara, ela assistiu com os olhos cheios de lágrimas quando o padre os pronunciou marido e mulher.

Simon beijou a noiva, beijou novamente e finalmente parou quando Sam bateu-lhe nas costas ao lhe dar os parabéns, mas Maddie sabia que era, na verdade, para impedir que ele devorasse a esposa em frente aos convidados.

Os olhos de Kara brilhavam por causa das lágrimas quando ela abraçou Maddie e pegou o buquê de volta. Sam ofereceu o braço e Maddie o segurou, seguindo o casal recém-casado.

— Vi Max comendo você com os olhos. Nem pense nisso — resmungou Sam baixinho, abrindo um sorriso largo para a multidão ao dizer aquilo.

— Quem é Max? — perguntou ela confusa enquanto andavam atrás de Kara e Simon.

— Maxwell Hamilton. O idiota que estava encarando você na primeira fileira. Ele não conseguia tirar os olhos de você. Não que eu o culpe. Mas é melhor que ele fique longe de você, senão, eu o matarei — rosnou Sam ao chegarem ao fim do corredor. Ele passou um braço possessivo pela cintura dela, puxando-a para perto de si.

Maddie nunca o encontrara, mas ouvira falar dele. Max Hamilton era outro homem que aparecia com muita frequência nas páginas de fofocas por causa do dinheiro e do poder que tinha. — Obviamente, vocês são amigos.

Afinal, ele está aqui.

— Sim, ele é um amigo. Mas, neste momento, não gosto dele. Não gostei da forma como ele olhou para você — respondeu ele em tom seco.

— Fazemos muitos negócios juntos.

As pessoas se encaminhavam para as tendas adoráveis que foram instaladas perto da praia com mesas de comida, um bar e um bolo gigantesco. O sol começava a se pôr e a área da recepção tinha uma aparência de conto de fadas. Maddie respirou fundo, sentindo o cheiro do ar salgado e úmido. — Tudo está tão lindo — disse ela com um suspiro.

— Sim. Tudo. Você está de tirar o fôlego, Maddie. Eu já lhe disse isso?

— O olhar de Sam estava sobre ela, estudando-a, devorando o decote largo do vestido.

— Uma ou duas vezes — respondeu ela, corando enquanto ele continuava a encará-la. Na verdade, ele dissera aquilo pelo menos cinco vezes desde que ela descera a escada para ir para a área onde acontecera a cerimônia e, todas as vezes, Maddie sentira o rosto quente. Não eram as palavras que Sam dissera, era a forma como as dissera. Era como se estivesse dizendo que precisava fodê-la ou morrer, com um tom desesperado. O timbre da voz dele a deixava arrepiada e excitada.

— Como você usa um sutiã com esse vestido? — perguntou ele, com a voz rouca e desesperada ao tocar na manga delicada.

— Não uso — sussurrou ela de volta, olhando para ele com inocência fingida. — Não tem como.

Um som profundo e vibrante saiu da garganta dele, fazendo com que ela se arrepiasse. Ela só sentia aquele tipo de poder feminino com Sam.

— Pelo amor de Deus, Maddie. Já estou muito tenso por causa dos últimos dias. Não sei se aguento muito mais. — Ele estava com a mandíbula cerrada. — Por favor, não se incline para a frente. Todos os homens da recepção ficarão com a boca cheia d’água. Merda, preciso de uma bebida.

Ele pegou a mão de Maddie, envolvendo-a completamente, e entrelaçou os dedos com os dela de uma forma proprietária que fez com que seu coração saltasse de alegria. Todas as preparações do casamento tinham acontecido de forma incrivelmente tranquila, com tudo perfeitamente planejado. Observar Simon e Kara juntos nos dias anteriores fora pungentemente doloroso, mas encantador. Maddie não tinha dúvidas de que a amiga seria feliz com Simon. Os dois eram como duas metades, tão felizes juntos que era quase doloroso observar. Kara passara por tanta coisa, sofrera tanto. Maddie se sentia contente por Kara finalmente ter encontrado um homem que a fazia feliz. A amiga estava grávida, mas ainda não aparecia nada. Apesar de Maddie não achar que isso fosse possível, aquilo fazia com que Simon fosse ainda mais protetor e carinhoso com Kara. Eles seriam excelentes pais e o filho deles seria abençoado.

Sam a puxou pela mão, levando-a na direção da tenda de seda luxuosa mais próxima da água. — Sam, vá mais devagar, estou de salto alto —

relembrou ela ao apertar a mão dele, apontando na direção dos pés. Eles cruzaram o gramado e ela não estava acostumada a usar saltos tão finos. Se ele não andasse mais devagar, ela acabaria torcendo o tornozelo.

Ele olhou para ela com remorso. — Desculpe, doçura. Esqueci como você é pequena. — Ele a pegou nos braços e segurou-a contra o peito. —

Problema resolvido — disse ele, abrindo um sorriso malicioso. — Prefiro assim.

— Coloque-me no chão — disse ela mortificada. — Todo mundo está olhando. — Lutar com Sam era completamente inútil. A mão dela bateu nos músculos poderosos dos braços dele como se estivesse batendo em rocha sólida. A palma da mão de Maddie doeu mais do que o braço do homem.

Ele andou em direção à tenda, ignorando-a. — Deixe que olhem —

respondeu ele sem se preocupar.

— Mas que droga, Sam. Está tentando me bolinar? — perguntou ela com expressão repreendedora, mas segurando um sorriso. Um dos braços musculosos estava sob os joelhos dela, mas ele o passou em volta das pernas, com a palma acariciando a coxa sob a saia fina do vestido.

— Sim. Estou tentando também espiar dentro do decote. Quando um cara está desesperado, aceita o que consegue. — Ele olhou para ela de forma arrogante e voltou a observar-lhe os seios de uma forma possessiva que a deixou arrepiada.

Maddie suspirou, inalando profundamente, deixando que o perfume masculino lhe invadisse os sentidos. Meu Deus, o cheiro dele é tão bom.

Fechando os olhos por um momento, ela deixou o impacto de Sam penetrar em seu ser, passando os braços em volta dos ombros dele e acariciando os cachos sedosos em sua nuca. Estar perto dele novamente, sentir o corpo rígido contra o seu, era algo totalmente decadente. Tudo em Sam a atraía, fazia com que quisesse mergulhar nele, estar junto dele. Era uma sensação carnal que ela nunca sentira com outros homens. Era como se Sam estivesse emitindo feromônios e ela não conseguia ignorar o chamado envolvente.

— No que está pensando? — perguntou ele em voz baixa e sedutora.

Maddie abriu os olhos e encarou-o. — Em você — respondeu honestamente.

O olhar dele ficou intenso e ele a apertou com mais força. — Se não parar de me olhar desse jeito, vou levá-la para dentro da casa, tirar a sua roupa toda e trepar com você até que me implore para parar. Depois disso, vou começar tudo de novo — avisou ele com a voz rouca.

Ela absorveu aquele aviso masculino, adorando a intensidade dele.

Naquele momento, o que ela mais queria era desafiá-lo a cumprir a ameaça.

Mas sabia que ele aceitaria o desafio. — Estamos na recepção do casamento de Simon — relembrou ela. — Coloque-me no chão.

Ele a baixou até o chão, mantendo o vestido em volta das pernas para que não aparecesse nada. — Não quero soltar você. — Ele colocou-lhe os pés no chão, mas manteve os braços ao seu redor.

Maddie não precisava que Sam explicasse, pois sabia exatamente como ele se sentia. Estarem juntos novamente era quase como um sonho que ela não queria que terminasse. Eles sempre se deram muito bem, como duas peças de quebra-cabeça que se encaixavam quando estavam juntos. Era algo tão natural que chegava a ser assustador. — Acho que preciso daquela

bebida que você mencionou. — Ela precisava de alguma coisa, qualquer coisa, para conseguir se afastar de Sam.

— O que você quer? — perguntou ele, soltando-a com uma expressão sofredora.

Você. Dentro de mim. Agora.

— Não conheço muito sobre bebidas. Pode escolher. — Ela alisou o vestido ao passar a língua pelos lábios secos.

Sam colocou a mão nas costas dela, conduzindo-a até uma mesa elegante vazia. Depois de ajudá-la a se sentar de uma forma que deixaria qualquer mãe orgulhosa, ela observou quando ele andou até o bar. Estava com tanta sede que a língua parecia seca. Sam sempre causara aquela reação nela. Um olhar, um toque, um beijo... era o bastante para cativá-la.

— Olá — disse uma voz baixa acima dela.

Virando a cabeça, Maddie viu o mesmo homem que piscara para ela mais cedo durante a cerimônia com um sorriso largo no rosto encantador. E

ele realmente era encantador. Maddie tinha certeza disso. Ele parecia o tipo de homem que conseguiria sair de qualquer situação constrangedora, mesmo se fosse culpado. — Olá — respondeu ela com cautela.

— Max Hamilton. Eu queria conhecê-la. — Ele estendeu a mão.

Maddie a apertou. — Maddie Reynolds. É um prazer conhecer você, sr.

Hamilton.

— Por favor, chame-me de Max — disse ele suavemente, puxando a mão e sentando-se em frente a ela. — Dra. Reynolds? Kara e Simon falam muito bem de você.

— Pode me chamar de Maddie. — Ela estudou o rosto dele, encarando os olhos verdes e procurando algum sinal de malícia. Não havia nenhum.

Ela não sabia por que Sam fora tão hostil em relação àquele homem. Ele parecia bastante inofensivo e muito simpático. Havia algo no sorriso dele, algo nele que a agradava.

— Foi um belo casamento — comentou ele casualmente com os lábios curvando-se em um sorriso leve.

— É um belo casal — acrescentou Maddie, devolvendo o sorriso.

— Você e Kara estão lindas, Maddie.

Ela inclinou a cabeça e olhou para ele, imaginando por que um homem como aquele estava sozinho. Ele era muito bonito e, ela sabia, muito rico.

— Imagino que não tenha vindo acompanhado. Não vi você com ninguém.

— Durante a cerimônia, ele estivera sentado ao lado de um homem mais velho e uma senhora que tinha idade para ser avó dele.

Ele balançou a cabeça lentamente, com os cabelos ruivos brilhando sob a luz das velas. — Não. Eu era casado. Perdi minha esposa há dois anos.

— Sinto muito. — Subitamente, Maddie desejou não ter perguntado. O

rosto dele ficou sério e triste.

— E você? Nada de marido, namorado? Você e Sam estão juntos?

Pareciam um tanto íntimos agora há pouco — observou ele com um tom divertido.

— Não sei — respondeu ela com sinceridade.

— Quer sair para jantar comigo, Maddie? — perguntou ele com expressão ansiosa.

Havia algo nos olhos dele, algo na voz que fez com que ela sentisse vontade de dizer sim. Talvez fosse o vazio que via em sua expressão ou a solidão que percebera por trás da aparência um tanto misteriosa. — Sim, claro, eu adoraria. — Era só um jantar e ela não tinha motivos para recusar.

— Dê-me o número do seu telefone. — Ele tirou o celular do bolso.

Ela disse o número, terminando no momento em que Sam voltou à mesa com as bebidas.

Max sorriu, colocando o celular de volta no bolso e levantando-se. —

Sam. Como vai?

O rosto de Sam parecia feito de pedra, com uma expressão sombria. —

Eu estava muito bem até você começar a dar em cima da minha mulher —

respondeu ele agressivamente ao colocar as bebidas sobre a mesa e encarar Max.

— Caramba, não seja grosseiro, Sam. Eu só estava me apresentando. —

Max deu um passo à frente, como se estivesse pronto para brigar com Sam.

— Você deu a ele o número do seu telefone? — rosnou Sam, lançando um olhar desaprovador a Maddie.

— Sente-se, Sam. Max, foi um prazer conhecê-lo. — Ela sorriu para Max e lançou um olhar de advertência a Sam.

— Foi um prazer, Maddie. — Max apertou a mão dela novamente e inclinou-se para perguntar em voz baixa e preocupada: — Você está bem?

Ele parece furioso.

Ela revirou os olhos. — Ele normalmente parece furioso. Estou bem.

— Falo com você mais tarde. — Max se afastou e Sam olhou para ele de forma beligerante que dizia que estava disposto a brigar.

Sam manteve os olhos cravados nas costas de Max e os punhos cerrados.

Ele se sentou e bebeu metade do copo antes de falar. — Você não vai a lugar algum com ele. — Os dedos estavam apertados em volta do copo e os olhos, furiosos.

Maddie olhou para Sam e tomou um gole da bebida branca cremosa que ele lhe trouxera. — Hmm, é gostoso. O que é?

— White Russian — respondeu ele em tom ríspido. — Você me ouviu, Madeline?

— Vou ignorá-lo até que faça alguma coisa que não seja me dar ordens.

Não gosto disso. — Ela tomou outro gole, desfrutando do gosto suave da bebida.

— Hamilton não serve para você, Maddie. Ele nunca superou a morte da esposa. Ele a deixaria infeliz — rosnou ele, bebendo o restante da bebida.

— Ele parece tão solitário — respondeu ela em tom triste.