Raptar um Rei

Jack Higgins · Capítulo 9 de 16

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Raptar um Rei

Oito

O com boio teve de parar para um a inspeção aduaneira no lado espanhol da fronteira em Irún. Hannah ficou na casa de banho enquanto um fiscal aduaneiro veio para verificar os passaportes. Depois de um a pequena paragem , partiram de novo.

Ela saiu e deitou-se num dos beliches inferiores; tinha os olhos inchados de chorar. Billy Joe e Harry ficaram sim plesm ente ali sentados com um ar preocupado. Passado um pouco, Connie apareceu com sanduíches e café, vindo da carruagem -restaurante, e sentou-se ao lado dela.

— Com e qualquer coisa. Faz-te bem .

— Não sou capaz.

— Tens que te recom por — insistiu ele.

— Não podes com preender.

— Ai não? Bem , deixa-m e dizer-te um a coisa. Com bati na Brigada do Harlem na frente ocidental em 1918. Perdi o m eu único irm ão, dois prim os e praticam ente todos os am igos que tinha no Mundo, e sabes o que aprendi com isso? Que a vida continua. Agora o teu tio Max; aqueles porcos m ataram -no. Não é assim ?

Ela acenou com a cabeça, as m ãos apertadas.

— Vais deixá-los ficar na m ó de cim a? Ele deu-te um trabalho para fazeres, m oça. Vais fazê-lo ou vais apenas ficar a chorar todo o dia?

Ela abraçou-o.

— Oh, Connie, tens razão. Que faria eu sem ti?

— Aqui está a m inha m enina. Ora bem , chegam os a Madrid às nove horas da m anhã e há um com boio que parte para Portugal às nove e trinta e cinco do m esm o cais. Podes com prar o bilhete no com boio. Estás lá às seis e m eia da tarde.

— Está ótim o — disse ela. — Não podia ser m elhor.

— Ainda há a fronteira portuguesa — salientou Harry Gray. Pode haver problem as lá.

— Não vej o por quê — disse Hannah. — Utilizarei o passaporte falso que o tio Max m e deu, caso necessário.

— Quando chegares a Lisboa — disse Connie —, se precisares de aj uda, vai ao Bar Am ericano de Joe Jackson. É perto do rio.

Qualquer m otorista de táxi sabe onde é. Vam os tocar lá na próxim a sem ana. É um velho am igo e um grande hom em . Lutou contra Franco em Espanha e pilotou aviões de com bate contra a Legião Condor. Não acontece nada em Lisboa que Joe não saiba. Agora, vê se dorm es, m oça. Vais precisar.

Ela virou-se para a parede, tentando afastar qualquer pensam ento sobre o tio Max. Quando finalm ente acordou com a m ão de Connie no seu om bro, estavam em Madrid.

O AVIÃO alem ão Ju-52 no qual Schellenberg e os dois guarda-costas viaj avam parou em San Sebastián, Espanha, para reabastecim ento. Mas havia um problem a no m otor esquerdo e ficaram lá retidos durante cinco horas. Eram quase 10 da m anhã quando sobrevoaram a velha cidade de Madrid e aterraram .

Estava um carro à espera deles para os levar à Em baixada Alem ã. Quando se dirigiam para a cidade, Kleiber perguntou: — Quando seguim os para Lisboa, m eu general?

— Esta tarde, penso eu — respondeu Schellenberg. — Depende da m inha conversa com o em baixador Von Stohrer.

— Com a sua licença, m eu general, gostaria de inspecionar a estação de com boios.

— O com boio deve ter chegado há um a hora. — Schellenberg abanou a cabeça. — Está obcecado com a ideia daquela m oça a vaguear pela Europa, quando ela está provavelm ente escondida em algum sótão em Berlim .

— Ou pode estar aqui em Madrid, no Clube Flam enco, onde os negros m e disseram que iam tocar.

O carro virou para o pátio da Em baixada Alem ã e parou.

— Muito bem — disse Schellenberg. — Pode levar o carro.

Estej a aqui para m e buscar às duas horas, o m ais tardar.

Um pouco m ais tarde, na Estação de Cham artín, Kleiber descobriu que o expresso de Madrid tinha chegado a horas e que havia partido um com boio do m esm o cais para Lisboa às 9.35. Tam bém descobriu na paragem de táxis que três passageiros negros tinham sido deixados no Clube Flam enco.

Meia hora m ais tarde, Kleiber estava fechado num gabinete com o chefe da Polícia de Madrid. Este estava contente por aj udar a Gestapo.

— Creio — disse Kleiber — que um a m ulher cham ada Hannah Winter pode ter em barcado no expresso de Lisboa, viaj ando com um passaporte am ericano falso. É um a cidadã alem ã procurada por assassínio. Um a vez presa, pedirem os a sua extradição, naturalm ente.

O chefe da Polícia olhou para o relógio da parede.

— O com boio pára em Talavera daqui a um a hora. Vou m andar a polícia local entrar no com boio e procurar essa m ulher. Entretanto, podem os beber um copo de vinho j untos e pode contar-m e o que se passa em Berlim hoj e em dia.

QUANDO o com boio parou na cidade espanhola de Talavera, Hannah olhou pela j anela e viu a Polícia. Não entrou em pânico — sim plesm ente, sentou-se para trás e continuou a ler a revista. Usava óculos escuros e um lenço em volta da cabeça, coisas que Connie tinha com prado para ela no quiosque da estação em Madrid.

Os únicos outros passageiros no com partim ento eram um padre e um a m oça com um bebé. Estavam todos à espera. Finalm ente, abriram a porta.

Hannah continuou a ler a revista, reparando através do canto do olho nas calças do uniform e.

— Señorita. O passaporte.

Olhou para cim a, para o j ovem oficial da Polícia, com o que surpreendida, depois tirou o passaporte francês e entregou-o.

— Rose Lenoir. Viaj a para Lisboa, m adem oiselle? — perguntou num francês hesitante.

— Sim — respondeu ela.

— Posso perguntar a razão da sua visita?

— Negócios. Sou cantora. Vou cantar num clube em Lisboa na próxim a sem ana. — Cruzou as pernas, deixando a orla da saia deslizar bem acim a do j oelho.

O j ovem polícia engoliu em seco e entregou-lhe o passaporte.

— Bonne chance, m adem oiselle — disse, e saiu.

O padre parecia chocado, a j ovem , divertida. Hannah sorriu-lhe e continuou a ler a revista.

NA EMBAIXADA ALEMÃ em Madrid, Schellenberg viu-se em im pressionante com panhia. Estava lá o em baixador Von Stohrer, diplom ata de carreira e um nazi inquestionavelm ente fiel ao Führer; os seus estreitos contatos pessoais a todos os níveis com o Governo Espanhol eram de trem enda im portância, especialm ente num a altura em que as negociações entre a Espanha e a Alem anha estavam em situação delicada. Estava tam bém presente o m inistro espanhol do Interior, Ram ón Serrano Suñer, cunhado do general Franco.

— Vam os tom ar o café no terraço, m eus senhores — disse Von Stohrer. — É m uito m ais agradável lá fora.

Sentaram -se à volta de um a pequena m esa de ferro pintada de branco e um dos criados trouxe o café. Depois, Von Stohrer fez-lhe sinal para sair.

— Bem , agora podem os ir direitos ao assunto. Sr. Ministro, talvez queira dizer algum a coisa sobre o problem a atual?

Suñer acenou com a cabeça.

— Muito bem . Até agora tem os utilizado Prim o de Rivera com o em issário j unto do duque. São velhos am igos. De Rivera não faz ideia do nosso interesse m útuo. Acredita que está m eram ente a atuar para o Governo Espanhol e recebe instruções m inhas em nom e do nosso governo.

— Está a dizer que ele apenas tem em vista os interesses do duque? — perguntou Schellenberg.

— Exatam ente. É j á do conhecim ento geral que o duque não gostou da sua nom eação para governador das Baham as. Seria com preensível se se sentisse insultado por não ser um lugar m uito im portante.

— Então, que foi que De Rivera lhe sugeriu?

— Que se m udasse para Espanha, onde o Governo Espanhol de bom grado lhe concederia asilo político, e esperasse aqui pelos acontecim entos.

— E será que De Rivera pensa que os Ingleses ficariam quietos enquanto o duque e a duquesa faziam as m alas e partiam ?

— Não. De Rivera vai novam ente a cam inho de Lisboa para visitar o duque. O seu obj ectivo é com binar um dia de caça no cam po em qualquer lugar conveniente perto da fronteira. Um a batida. Um a oportunidade óbvia para o duque e a duquesa passarem antes de os Ingleses, ou quaisquer outros, perceberem o que se estaria a passar.

— E se eles não quiserem ?

— Mas aí, m eu caro Schellenberg, é onde você entra — disse Von Stohrer.

Schellenberg acenou com a cabeça.

— Com preendo. Rapto. E De Rivera está consciente disso segundo aquilo que acredita serem os m elhores interesses de um velho am igo. Devo tam bém cham ar a atenção de que existe um boato nos círculos da alta sociedade espanhola de que o plano dos Serviços Secretos Britânicos, um a vez que o duque estivesse nas Baham as, seria liquidá-lo. Naturalm ente que De Rivera com unicará ao duque esta inform ação.

Schellenberg riu alto. — E espera seriam ente que o duque acredite nesse boato?

Von Stohrer m ostrou-se severo. — Eu soube-o pelo próprio Ribbentrop. O seu inform ador suíço tem contatos estreitos com os Serviços Secretos Britânicos.

— De Rivera voltará em breve com detalhes sobre a batida, a data e outras inform ações — disse Suñer. — Estas serão im ediata m ente com unicadas ao em baixador Huene, da Legação Alem ã em Lisboa, que as transm itirá a si.

Apareceu um criado que fez um a vênia.

— Excelência, Berlim ao telefone.

— Peço desculpa, m eus senhores — disse Von Stohrer.

Saiu, e Suñer ofereceu um cigarro a Schellenberg.

— Parece céptico, general, sobre este relatório do agente suíço acerca dos planos dos Serviços Secretos Britânicos para o duque.

— Um dos problem as do trabalho dos Serviços Secretos é distinguir as verdades das m entiras ou, pelo m enos, reconhecer as distorções — disse Schellenberg. Existem inform adores em todas as capitais da Europa a pensarem qual a história que irão contar esta sem ana para satisfazerem os seus chefes.

O m inistro espanhol do Interior disse: — General Schellenberg, vou ser franco consigo. Estam os ansiosos, aqui em Madrid, por ver este assunto Windsor resolvido com êxito por um a única razão, que é a de fazer um favor ao Governo Alem ão.

— E porque é que isso seria im portante nesta altura? — perguntou Schellenberg.

Podia im aginar, m as preferia ver as cartas na m esa.

— Aquilo que o Führer gostaria m ais de ver era a Espanha a entrar na guerra ao lado da Alem anha. Neste m om ento, a Inglaterra ainda tem a suprem acia num aspecto, a sua m arinha. A nossa entrada na guerra entregaria Gibraltar à Alem anha e infligiria um esm agador golpe contra a Marinha Britânica, recusando-lhe a entrada no Mediterrâneo.

— Que exigiria o general Franco em contrapartida?

— Arm as, com bustível, produtos m anufaturados que escasseiam aqui devido à devastação da guerra. E tam bém as colônias francesas no Norte de África. Com preende agora a situação?

— Perfeitam ente — respondeu Schellenberg. — O general Franco está disposto a entrar na guerra ao lado da Alem anha, m as apenas depois de a Operação Leão-Marinho estar concluída com a ocupação de Inglaterra. Entretanto, o rapto do duque de Windsor, de acordo com a vontade do Führer, serviria para m ostrar que Franco está do lado certo, m antendo assim toda a gente contente.

Suñer sorriu abertam ente.

— Vej o que nos entendem os perfeitam ente, e, para ser franco, penso que o rapto será necessário. Não acredito que Sua Alteza venha por sua própria vontade.

— Tem algum a razão especial para pensar assim ?

— Sim , penso que sim . Quando o duque esteve recentem ente em Madrid, j antou com o infante Afonso, seu prim o por afinidade, que com bateu na Guerra Civil de Espanha e foi testem unha da grande aj uda dada pelo Reich à Espanha. O infante elogiou abertam ente o poderio m ilitar da Alem anha, tornando claro que pensava que a Inglaterra estava acabada.

— E qual foi a reação do duque?

— Ficou indignado. Perguntou ao infante se nunca tinha ouvido falar do canal da Mancha. — Suñer encolheu os om bros. — Pode pensar que não é im portante, m as para m im indica que o duque é tudo m enos favorável à vossa causa.

Von Stohrer voltou.

— Meus senhores, era Ribbentrop ao telefone, de Berlim . Inform ei-o da sua chegada sem problem as, Schellenberg. Ele espera que siga para Lisboa o m ais depressa possível.

Schellenberg olhou para o relógio.

— Sim , com certeza. Tenho de ir andando. O carro vem -m e buscar às duas horas. Entrarei em contato convosco logo que possível.

Não tinha corrido m uito m al, pensou para consigo ao sair. Certam ente que sabia m ais agora do que quando entrara. O grande j ogo, tinha-lhe cham ado um a vez um chefe dos Serviços Secretos Britânicos, e que j ogo.

Andar no lim iar do perigo. Quantos anos tinha vivido daquela m aneira?

E ter chegado tão perto de deitar tudo a perder por causa de um a m oça que m al conhecia. E que certam ente desprezava quase tudo o que ele representava. Teve um sorriso cínico. "Ah, Walter", pensou. "O teu im pulso de tentares sem pre agir de m odo decente será a tua m orte um destes dias."

Quando saiu para o pátio, não havia sinais de Kleiber e Sinderm ann ou do carro da em baixada.

O porteiro saiu da casa do guarda.

— Posso aj udá-lo, m eu general?

— Viu o m aj or Kleiber? — perguntou Schellenberg.

— Ainda não voltou. O m otorista telefonou há algum tem po a dizer que estavam no Clube Flam enco. Aparentem ente, o m aj or está à espera de alguém .

Schellenberg praguej ou baixinho.

— Arranj e-m e um carro, depressa.

CONNIE e os rapazes haviam deixado os instrum entos m usicais no Clube Flam enco e ido à procura de hotel. Quando regressaram , o contrabaixo de Billy Joe estava arrum ado no pequeno palco ao lado da bateria de Harry Gray.

— Eh, alguém desem pacotou isto — disse Billy Joe. — Mas que sim pático.

A cortina atrás do palco abriu-se e Kleiber apareceu.

— Fui eu. Adm iro a ordem em todas as coisas. — Sinderm ann surgiu então por detrás da porta do palco e bloqueou-a.

Connie olhou para ele por cim a do om bro, depois para Kleiber.

— Que é isto?— perguntou.

— Vou dizer-lhe — disse Kleiber. — Tenho um pressentim ento de que têm estado a brincar com igo. Penso que sabem onde está Hannah Winter.

— Agora não estam os em terra nazi — disse Connie. — Por que não desaparece?

Sinderm ann aproxim ou-se rapidam ente e bateu-lhe nas costas, fazendo Connie cair de j oelhos.

— Isto é caro, não? — Kleiber apontou para o contrabaixo. Bateu-lhe com força, partindo-o, depois pisou-o. Billy Joe e Harry gritaram de raiva e avançaram . Kleiber tirou um a Luker do bolso do casaco. — Vá. Experim entem . A coisa que m ais gostaria era de ter a oportunidade para livrar o m undo de verm es com o vocês. — Eles ficaram parados, a olhar, e Kleiber disse para Sinderm ann: — Obriga o outro a falar Gunter.

Connie estava ainda de j oelhos e Sinderm ann deu-lhe um pontapé nas costas.

Estava a com eçar a divertir-se; dobrou os grandes braços e agarrou em Connie, atirando-o para cim a do bar.

— A sua vida é tocar piano — disse Kleiber. — Com o é que conseguiria sem alguns dedos?

Sinderm ann sorriu m aliciosam ente. Colocou a m ão direita de Connie no bar, inclinou-se, tirou um a garrafa de brandy da prateleira, agarrando-a pelo gargalo. Levantou-a com o um m artelo suspenso para bater, quando um a voz suave disse: — Chega, Sinderm ann. Solte-o.

Sinderm ann virou a cabeça devagar. A sua cara estava banhada em suor e os seus olhos não tinham expressão.

Kleiber disse: — General Schellenberg, estes hom ens têm inform ações de grande im portância.

— Estes hom ens, com o os designa, são cidadãos am ericanos num país neutro e você, Kleiber, está a desencadear um incidente que, na im prensa internacional, só poderia prej udicar o Reich.

— General, tenho que protestar.

— Bata os calcanhares e ponha-se em sentido quando falar com igo, m aj or, e guarde essa arm a.

Kleiber fez o que lhe m andaram ; devagar, m as fê-lo.

— Concorda que sou seu oficial superior, nom eado pelo Führer? — perguntou Schellenberg.

— Sim , m eu general.

— Então, para o futuro, lem bre-se e faça o que lhe disserem . — A sua voz agora estava m uito fria. — Com preende?

Kleiber olhava rigidam ente para a frente enquanto ele falava.

— Sim , m eu general.

— Ótim o. — Schellenberg voltou-se para Sinderm ann. — Largue esse hom em e ponha-se em sentido.

Mas Sinderm ann tinha ultrapassado o bom -senso.

— Não! — disse.

— Podia dar-lhe um tiro — disse-lhe Schellenberg. — Em vez disso, vou dar-lhe um a lição. Quando olho para si, fico cheio de náuseas. Que é você, afinal de contas? Noventa quilos de ossos e m úsculos. Um a força bruta, m as para que serve com um cérebro do tam anho de um a ervilha?

Sinderm ann largou Connie e atacou, com os braços levantados para destruir. Schellenberg rodou para um lado e desferiu um a esquerda aos rins de Sinderm ann. Este caiu sobre um j oelho e Schellenberg pegou num a cadeira e partiu-a nas suas costas. Quando Sinderm ann se levantou, Schellenberg aplicou-lhe outra esquerda abaixo das costelas, seguida de um gancho da direita que lhe atingiu a cara. Sinderm ann caiu e aí ficou. Schellenberg disse: — Na próxim a, m ato-o. Com preende?

A voz de Sinderm ann ouvia-se m al, m as a sua resposta foi bastante clara.

— Sim , m eu general.

— Ótim o. — Schellenberg voltou-se para Kleiber. — Leve-o para o carro e vam os em bora. O piloto deve estar a pensar no que terá acontecido.

Kleiber fez o que lhe disseram . Billy Joe sentou Connie num a cadeira a um a das m esas e Harry trouxe brandy do bar.

— Talvez precise de um m édico — disse Schellenberg. — Pode ter algum as costelas partidas.

Billy Joe abanou a cabeça. — Hom em , não consigo entendê-lo, m as obrigado de qualquer m aneira.

Schellenberg avançou em direção à porta. Parou e olhou para Connie.

— Só por curiosidade, um a questão de interesse pessoal: ela conseguiu e vai a cam inho de Lisboa, não é assim ?

Connie abriu a boca e disse com a voz rouca: — General, por que é que não ...

Schellenberg sorriu. — Obrigado, Mr. Jones, por ter respondido à m inha pergunta. — A porta fechou-se devagar atrás dele.