Raptar um Rei

Jack Higgins · Capítulo 4 de 16

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Raptar um Rei

Três

NA MANHÃ seguinte, Schellenberg estava a trabalhar no seu gabinete na Prinz Albrechtstrasse quando o telefone tocou. Reconheceu a voz — Joachim von Ribbentrop.

— Schellenberg, preciso que venha cá im ediatam ente.

— Algum a coisa em especial? — perguntou Schellenberg ao m inistro dos Negócios Estrangeiros.

— Um assunto da m áxim a im portância para o Reich. Não posso discuti-lo ao telefone.

Schellenberg ligou para Hey drich e relatou a situação, sem pre atento, consciente da raiva deste a qualquer sugestão de que a sua autoridade estava a ser usurpada. Desta vez, Hey drich ficou intrigado e disse-lhe que avançasse. Schellenberg prom eteu que entregaria m ais tarde um relatório detalhado.

Ribbentrop recebeu-o no seu gabinete particular na Chancelaria do Reich.

— Ainda bem que veio, m eu caro. Sente-se que eu vou direito ao assunto. Estou a falar consigo sobre este assunto em nom e do próprio Führer, por isso trata-se de algo altam ente secreto.

— Claro. Continue, por favor.

— Conheceu por acaso o duque de Windsor durante a sua visita à Alem anha em 1937?

— Não, não tive esse prazer.

— Qual é a sua opinião sobre a m aneira com o os Ingleses lidaram com a crise que envolveu a sua abdicação?

— Parece-m e que trataram do problem a com m uita sensatez. A tradição e a responsabilidade tinham de se sobrepor às em oções. Schellenberg encolheu os om bros. — Não sei com o é que o Governo Britânico poderia ter atuado de outra m aneira.

Ribbentrop pareceu ficar extrem am ente desconcertado.

— Estou a ver que este é um assunto sobre o qual foi com pleta m ente m al inform ado. As verdadeiras razões da pressão para o duque abdicar foram políticas. Estava dem asiadam ente determ inado a m odificar a decadente sociedade inglesa em algo poderoso e m oderno. Algo m ais de acordo com as necessidades dos nossos dias.

— Ele disse-lhe isso? — perguntou Schellenberg secam ente.

Ribbentrop pareceu não ouvi-lo.

— O duque ficou m uito im pressionado com tudo o que viu na Alem anha. O Führer recebeu-o em Berchtesgaden. Falaram durante um a hora. — Fez um a pausa. — Neste m om ento, o Führer está profundam ente em brenhado no planeam ento da Operação Leão-Marinho, a invasão de Inglaterra, razão por que m e pediu para tratar ' deste assunto tão im portante.

— Com preendo.

— O duque, com o sabe, era general das Forças Aliadas em França. Depois da nossa m agnífica vitória, ele e a duquesa conseguiram fugir para Espanha. Estiveram em Madrid até há pouco tem po. De fato, a atitude dos Espanhóis sobre este assunto talvez possa ser m ais bem resum ida por um telegram a que recebi do nosso em baixador em Madrid, Eberhard von Stohrer. Tenho aqui um a cópia.

Entregou-a a Schellenberg, que a exam inou rapidam ente.

MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS ESPANHOL SOLICITA PARECER SOBRE COMO TRATAR DUQUE E DUQUESA DE WINDSOR QUE CHEGAM HOJE A MADRI, APARENTEMENTE COM DESTINO À INGLATERRA COM ESCALA EM LISBOA. O MINISTRO CALCULA QUE TALVEZ POSSAMOS ESTAR INTERESSADOS EM RETER O DUQUE AQUI E ESTABELECER CONTACTO COM ELE.

Schellenberg devolveu a folha.

— Não com preendo.

— É, de fato, m uito sim ples. Os Ingleses, no que respeita a raça, fazem parte da nossa irm andade germ ânica. O Führer não tem vontade de os: destruir. Podem ter um papel im portante a desem penhar no grande ideal europeu. Está convencido de que, qualquer dia, o Governo Britânico verá isto e pedirá a paz. No final de contas, não têm m uitas alternativas. Estão acabados.

— Ainda é preciso atravessar o canal — disse Schellenberg.

— Mas não será necessário, não vê? E um a vez concluído um tratado de paz, a questão do trono terá que ser considerada. Será m uito m elhor vê-lo ocupado por um hom em am ado pelo seu povo e que sej a tam bém um bom am igo da Alem anha.

Foi com dificuldade que Schellenberg conteve o riso.

— Está a falar a sério, Sr. Ministro?

Ribbentrop pareceu ligeiram ente surpreendido.

— Mas, é claro. Tenho aqui um relatório de Madrid que declara que, num a conversa com um m em bro do pessoal da Em baixada Am ericana, o duque afirm ou que agora a coisa m ais im portante era acabar com a guerra antes que m orressem m ais uns m ilhares de pessoas para alguns políticos salvarem as aparências.

— O que dificilm ente o torna um m em bro do nosso Partido Nacional Socialista — retorquiu Schellenberg.

Ribbentrop continuou sem pausa:

— O duque e a duquesa chegaram recentem ente a Lisboa e estão no Estoril, em casa de um banqueiro português, Santo e Silva.

Quando chegaram , encontraram dois hidroaviões britânicos à espera para os levarem para Inglaterra. O duque m andou-os em bora.

Recusou-se a ir. Não acha isto interessante?

— Deu algum a j ustificação?

— De acordo com a nossa inform ação, insistiu na oferta de um cargo conveniente e garantias de que, no futuro, a duquesa fosse tratada totalm ente de acordo com a sua posição com o sua m ulher.

— Parece razoável. Até agora, os Ingleses não utilizaram devidam ente os seus talentos nesta guerra. Teve algum a resposta?

— Churchill ofereceu-lhe o cargo de governador das Baham as.

— Inteligente — disse Schellenberg — e prático. A cinco m il quilôm etros da guerra. Acha que ele irá aceitar?

— Não. Pensam os que ele provavelm ente preferia ficar na Europa, talvez em Espanha ou m esm o na Suíça. Naturalm ente, o bandido do Churchill não gostaria disso, e podem os calcular que os Serviços Secretos Britânicos seriam utilizados para evitá-lo.

— De que m aneira?

— Oh, im agino que o truque óbvio seria fazer em barcar o duque num barco para as Baham as, quer ele quisesse ou não, e é aí que você entra, Schellenberg. O Führer pensa que você é a pessoa ideal para falar com o duque em nosso nom e. Oferecer-lhe toda a assistência de que possa precisar. Financeira, por exem plo, se necessário. Aconteça o que acontecer, o duque precisa de aj uda para atingir o país que escolher.

— Mesm o se forem as Baham as?

Ribbentrop olhou para ele.

— Meu caro Schellenberg, o seu hum or pode ser a sua m orte um destes dias.

— As m inhas desculpas, Sr. Ministro.

— Continuando. Se o duque se m ostrar de algum m odo hesitante, o Führer não teria obj ecções a que você o aj udasse a tom ar a decisão certa.

— À força?

— Se necessário. Naturalm ente, tam bém será da sua responsabilidade certificar-se de que o duque e a m ulher não são expostos a quaisquer perigos pessoais. Um a caçada em Espanha, por exem plo, seria o suficiente. Um a vez do lado de cá da fronteira, o resto é sim ples.

— E isto é um a ordem direta do próprio Führer?

— Mas é claro. — Ribbentrop passou-lhe um envelope. — Encontrará aí tudo o que precisa. Autoridade total. Posso apenas desej ar-lhe boa sorte e invej ar-lhe o seu inevitável sucesso neste assunto.

HEYDRICH estava sentado j unto da j anela do seu gabinete segurando o docum ento que Schellenberg lhe tinha entregue.

DO DIRIGENTE E CHANCELER DO ESTADO

MUITO SECRETO

O general Schellenberg atua sob as minhas ordens diretas e pessoais num assunto da máxima importância para o Reich. É apenas responsável perante mim. Todo o pessoal, militar e civil, sem qualquer distinção de posto, deve assisti-lo em tudo o que ele julgue necessário.

Adolf Hitler

— Que disparate! — disse Hey drich. — Este plano é totalm ente absurdo e todo baseado em suposições totalm ente falsas.

Bateram à :?porta e entrou um a j ovem secretária com um a pasta que colocou em cim a da m esa. Saiu sem dizer um a palavra, e Hey drich bateu na pasta ao de leve com um dedo.

— Aqui, Walter, está tudo o que precisa de saber sobre o duque de Windsor, tudo o que existe registado sobre ele. Mas que é que eu lhe ensinei sobre o princípio fundam ental de um trabalho de espionagem ?

— Com o dizem os Jesuítas, as pessoas conhecem -se pelas pequenas coisas.

— Exatam ente. Não é o que um hom em diz ou o que as pessoas dizem sobre ele que é a verdade. É com o se com porta, pois o caráter define a ação. — Hey drich bateu de novo levem ente na pasta.

— E ninguém m ais do que este hom em . Com o é que o descreveria aos olhos do m undo?

— Um a contradição. Preocupado com o próxim o, com o o dem onstrou a sua atitude perante as classes trabalhadoras inglesas, e, não obstante, apreciando o luxo e o prazer. Um hom em difícil, reservado.

— Talvez. Certam ente teim oso.

— Por causa da sua posição em relação ao casam ento com a duquesa? Algum as pessoas talvez achem isso adm irável.

Hey drich abriu a pasta sobre o duque.

— Quando servia na m issão m ilitar britânica em França, conseguiu visitar várias vezes a Linha Maginot. O seu relatório, que cham a a atenção para as im perfeições da linha, m ostra todos os indícios de um a m ente m ilitar de prim eira classe. Estude toda a pasta, depois, pelo m enos, saberá do que está a falar. Entretanto, faça o habitual relatório departam ental. Tudo o que Ribbentrop disse. Quero tudo por escrito.

Quando Schellenberg voltou para o seu gabinete, telefonou a Frau Huber, secretária particular de Hey drich. Tinha trinta e oito anos e era j á viúva da guerra; o seu m arido fora m orto durante a cam panha francesa. Um a m ulher sensual, sem m aquilhagem , que usava o cabelo apanhado atrás num carrapito.

Schellenberg ditou rapidam ente um relatório da reunião com Ribbentrop.

— O m ais depressa possível, se faz favor.

Ela saiu, e ele abriu a pasta Windsor e com eçou a lê-la. Meia hora m ais tarde, Frau Huber voltou com o relatório pronto. Ele conferiu-o e assinou.

— As cópias habituais? — perguntou ela.

— Sim , um a para Him m ler, um a para m im e um a para o arquivo.

Ela saiu. Ele ficou ali sentado, franzindo as sobrancelhas por um m om ento, depois pegou no telefone e ligou para o alm irante Canaris, no quartel-general da Abwehr. Mas parecia que o alm irante estava a m ontar a cavalo no Tiergarten. Schellenberg m andou cham ar um carro e partiu rapidam ente.

QUANDO Frau Huber entrou na sala das fotocópias, estava um a m ulher de m eia-idade de serviço que não lhe era fam iliar.

— Quem é você? — perguntou.

— Irene Neum ann. Norm alm ente, trabalho no Departam ento Central.

— Está bem . Faça-m e isto. Três cópias. Eu espero.

A outra m ulher ligou a m áquina.

APENAS PARA OS SEUS OLHOS MUITO SECRETO, viu na parte de cim a da página. Depois, o nom e do duque de Windsor saltou-lhe à vista.

Frau Huber acendeu um cigarro e andou pela sala im pacientem ente.

— Não pode despachar-se?

Quando a m áquina com eçou a trabalhar, o telefone tocou no seu gabinete e ela correu a atendê-lo. Era um assunto de rotina que dem orou apenas três ou quatro m inutos a resolver. Quando acabou, voltou-se e viu Irene Neum ann ali.

— Disse três cópias, Frau Huber?

— Sim . Ponha-as na secretária.

A outra m ulher fez o que lhe foi dito e saiu. De novo na sala de fotocópias, fechou a porta atrás de si, abriu um a gaveta e tirou um a cópia extra que tinha feito do relatório Windsor. Dobrou-a cuidadosam ente, levantou a saia e enfiou-a dentro da m eia.

O ALMIRANTE Wilhelm Canaris tinha cinquenta e três anos. Um distinto com andante de subm arino durante a I Guerra Mundial, era agora com andante da Abwehr, Departam ento de Espionagem do Estado-Maior-General das Forças Arm adas Alem ãs. Em bora fosse um alem ão leal, detestava, com o m uitos outros oficiais, a m aior parte dos aspectos do regim e nazi, atitude que levaria à sua queda e execução perto do final da guerra.

Schellenberg era íntim o dele e frequentem ente m ontavam a cavalo j untos no' Tiergarten. Enquanto esperava ao lado no carro, viu o alm irante cavalgando a trote largo ao longo do cam inho seguido pelos seus dois hassets favoritos, que tinham dificuldade em acom panhá-lo. Canaris viu Schellenberg, avançou para ele e puxou as rédeas.

— Negócios, Walter, ou conversa? — perguntou o alm irante, desm ontando.

— São interm utáveis, acho eu, norm alm ente. — Schellenberg cham ou o seu m otorista. — Segure no cavalo do Sr. Alm irante.

Os dois hom ens passearam entre as árvores, com os hassets bam boleando-se atrás deles.

— Com o é que vai a guerra, Walter? Pensa que os Ingleses vão pedir a paz um destes dias?

— Não, m eu alm irante.

— Nem eu. Não com o canal por atravessar. E eles são sem pre tão bons quando estão encostados à parede. Ouviu o tom do discurso de Churchill? Luta nas praias, nas ruas. Sangue, suor, lágrim as.

— Ainda está para vir a Luftwaffe.

— Eu sei — disse Canaris com desprezo. — O gordo Herm ann Gõring de novo a vangloriar-se. Reduzir Londres a cinzas, bom bardeá-los até à subm issão. Não era o que era suposto ele fazer ao exército inglês em Dunquerque? Em vez disso, a Luftwaffe foi rechaçada por um a m ão-cheia de Spitfires.

A cara do alm irante estava rígida de raiva, e Schellenberg olhou para ele de perto. Gostava de Canaris, adm irava-o im ensam ente com o hom em . Por outro lado, o alm irante era incontestavelm ente indiscreto.

— Bem , que é que se passa, Walter? Que é que quer discutir?

— Estava a pensar — disse Schellenberg — se o senhor teria algum a opinião sobre o duque de Windsor.

Canaris riu às gargalhadas. — Foi Ribbentrop quem lhe atirou essa?

— Então sabe tudo sobre o assunto?

— É claro que sei. Ele contatou-m e ontem . Sabe que a Abwehr tem um a organização em Lisboa. Parecia pensar que nós seríam os capazes de resolver toda a questão.

— E não são?

— Descobriu-se que o nosso hom em em Lisboa é um agente duplo. Em breve será elim inado.

— É essa a única razão?

— Não. Penso que todo o caso Windsor é um disparate. Vários incidentes respeitantes ao duque foram incrivelm ente m al interpretados. Para lhe dar um exem plo: um discurso que fez há alguns anos, sugerindo que tinha chegado a altura de os veteranos britânicos da Grande Guerra darem as m ãos em cam aradagem aos veteranos alem ães, é considerado por alguns dos nossos m ais insensatos dirigentes com o um indício da sua aprovação pelo nacional-socialism o. Um pensam ento cheio de fé. Penso tam bém que o Führer se ; engana ao considerar a visita ao nosso país feita pelo duque em 1937 com o um a evidência de sem elhante aprovação. Devo lem brar-lhe que um a distinta lista de chefes m undiais visitou o Reich. Será que isso os torna todos em potenciais nazis?

— Portanto, acha que o duque não teria o m enor interesse nas nossas propostas?

— Ele tem um a considerável quantidade de sangue alem ão, fala fluentem ente a nossa língua e acredito que goste de nós. Mas a m inha opinião é que esta am izade não se estende ao Partido Nazi. Pronto, choquei-o?

— De m aneira nenhum a, m eu alm irante. Pedi-lhe a sua opinião e foi suficientem ente honesto para m a dar. Respeitarei a sua confidência.

Dirigiram -se para o carro e Canaris disse: — Um conselho final. Exam ine a ficha do duque durante a Grande Guerra. Extrem am ente coraj oso. Apesar das ordens de seu pai para se m anter fora de ação quando estava na frente ocidental, o que ele gostava era de estar com os Tom m ies, e foi por isso que eles ficaram a conhecê-lo e a gostar dele. Estava sem pre nas trincheiras.

Sabia que os seus aj udantes fizeram um a vez um a queixa oficial? Disseram que para ele estava tudo bem , m as o problem a era , que tam bém tinham de o seguir para a zona de fogo.

— Gostei dessa — disse Schellenberg. — Isso diz-m e m ais sobre o hom em do que qualquer outra coisa.

— Walter, o Führer está a perder desesperadam ente o seu tem po . neste assunto. Aqui está um hom em que preferiu renunciar ao trono a trair a m ulher que am ava. Pensa realm ente que um hom em com o ' esse podia trair o seu país?

NO ESTORIL, na casa cor-de-rosa sobre o m ar, a duquesa de Windsor estava sentada ao lado da piscina. Lia O Monte dos Vendavais, um dos seus livros favoritos, e estava tão absorvida na história que não se apercebeu im ediatam ente de que o duque tinha saído de casa para o terraço e estava a seu lado.

Ela olhou para cim a e tirou os óculos.

— Assustaste-m e, David. — O duque sentou-se num a cadeira perto dela. — Um a lim onada? — perguntou ela, oferecendo-lhe um copo de um tabuleiro que estava na m esa.

— Preferia um a coisa m ais forte.

— Disparate, David, sabes que nunca bebes antes das sete da tarde. Que é que está a acontecer? — Aproxim ou-se e pegou-lhe na m ão.

— Percebes sem pre, não é, Wallis? — Forçou um sorriso. — Recebi um telegram a de Winston. Arranj ou-m e finalm ente um trabalho. Governador das Baham as. Convenientem ente afastado, a cinco m il quilôm etros da ação.

— Vais aceitá-lo?

— Tenho de aceitar. Não quero que nos em purrem para um a gaveta esquecida.

Tem os de ficar os dois j untos. Marido e m ulher na m esm a situação. Não parecem querer oferecer-nos um lugar nestas condições em Inglaterra. Então, será nas Baham as.

— Meu querido David — disse ela. — Estam os no m eio de um a guerra e tenho a certeza de que a m inha situação não pesa m uito na agenda.

— Mas na m inha sim , Wallis. Nunca poderei alterar esse ponto.

— Encolheu os om bros. — O que m e custa é não terem encontrado nada m ais im portante para eu fazer.

Levantou-se e andou até à beira do terraço, onde ficou a olhar para o m ar. Quando a duquesa olhou para ele, a sensação de desperdício era tão esm agadora que teve de se controlar para conter as lágrim as.