Saúde e Longevidade na Mesa: Dez Passos para a Escolha Diária dos Alimentos com a Dietoterapia Chinesa
Passo 2 | Conheça seu Corpo
Introdução
Para compreender os sinais e sintomas do corpo, é importante entender o funcionamento dos órgãos internos. Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, o organismo depende do bom funcionamento de dez órgãos principais, os quais, inicialmente, nutrem e possibilitam a ação dos membros superiores e inferiores e se relacionam com os cinco órgãos dos sentidos e o cérebro. A esse sistema de órgãos e vísceras é dado o nome de zang fu. Enquanto zang caracteriza os cinco órgãos com as maiores funções, fu caracteriza as vísceras, responsáveis pelo armazenamento das substâncias. Os órgãos zang são: fígado (gan), coração (xin), pulmão (fei), baço (pi) e rins (shèn). E os órgãos fu são: vesícula biliar (dan), intestino delgado (xiao chang), intestino grosso (da chang), estômago (wei) e bexiga (pang guang). Os chineses atribuem funções associadas ao sistema zang fu também ao pericárdio (xin bao) e ao triplo aquecedor (san jiao).
O pericárdio (xin bao) é a membrana que envolve o coração (xin) e, na
visão oriental, tem características energéticas de suporte e auxílio às funções do coração (xin), especialmente no nível emocional. Já o triplo aquecedor (san jiao), que é um conceito oriental, e não um órgão propriamente dito, exerce a função (yang) de concentrar e mobilizar o qi entre as três regiões do tronco: o tórax, o abdome e o ventre. Ele é subdividido em superior, médio e inferior, atuando como víscera (portanto, fu). Segundo Maciocia (1996), a atuação do triplo aquecedor superior dispersa o qi na pele e nos músculos, enquanto o triplo aquecedor médio controla o movimento do qi oriundo dos alimentos e o triplo aquecedor inferior controla o movimento descendente do qi na bexiga (pang guang) e nos intestinos (chang).
Funções dos órgãos internos
Fígado (gan)
Regular o volume de sangue
O fígado (gan) regula o volume de sangue conforme a demanda do organismo. Durante as atividades, ele trabalha para que as articulações estejam devidamente nutridas para a realização dos movimentos.
Assegurar o fluxo suave do qi
A função de regular o qi e o sangue (xue) contribui para a harmonia da digestão, das emoções, dos sentimentos e do fluxo de qi no corpo. O fígado (gan) trabalha para que o qi chegue a todos os lugares e os movimentos sejam realizados. Durante o processo digestivo, ele contribui com enzimas e bile, por exemplo.
Quando não há fluidez na função do fígado, há estagnação de qi, e como
o fígado abriga grande quantidade de sangue, a estagnação de qi compromete também sua fluidez. Isso, posteriormente, pode desencadear diversos desequilíbrios, como afirma Maciocia (1996): “se o qi do fígado (gan) estiver contido por um longo período, nossa vida emocional será caracterizada geralmente por depressão, frustração, irritabilidade e tensão emocional”.
Produzir a bile
A bile é composta por ácido clorídrico e estocada na vesícula biliar (dan), que contribui para a digestão e quebra das gorduras dos alimentos. Por isso, o sabor ácido beneficia o fígado (gan), pois sua ação adstringente favorece a quebra das moléculas de gordura. A estagnação do qi é visível em quadros de depressão, frustração, má digestão, flatulência ou constipação intestinal, e pode ser melhorada com o consumo de alimentos refrescantes e de sabor ácido.
Controlar os tendões e as articulações, abrir-se nos olhos e manifestar-se nas unhas
O fígado (gan) é o órgão responsável por nutrir os olhos, as unhas, as articulações e os tendões. Quando o fígado (gan) não está saudável, o indivíduo apresenta unhas fracas e frágeis, e a visão fica empobrecida, causando problemas oculares. A nutrição das articulações também pode diminuir e dar espaço para doenças como artrite e, posteriormente, artrose, bursite e todos os quadros dolorosos que acometem os membros superiores e inferiores.
Abrigar a alma etérea
O fígado (gan) abriga a alma etérea, a qual os chineses chamam de hun. Nas palavras de Lorie Dechar (2006): “nos humanos, hun representa a faculdade da imaginação, da visão, da direção clara e o senso de justiça”, por isso, ele é o responsável por intuição, criatividade, raciocínio, estratégia e planejamento. E acrescenta: “à noite, enquanto dormimos, hun organiza nosso sonhos e promove a imaginação para nossos planos no futuro”.
Observe que o entendimento da siologia para a Medicina Tradicional Chinesa difere da siologia da Medicina Ocidental. O olhar energético oriental compreende a atuação dos órgãos internos nos âmbitos físico, mental e espiritual. Isso é explicado com mais detalhes no livro Dietoterapia Chinesa | Nutrição para Corpo, Mente e Espírito (Editora Roca, 2015).
Sinais de que o fígado (gan) não está bem
Visão enfraquecida ou turva, olhos secos, conjuntivite, glaucoma, labirintite, miopia, tontura, tremores, má digestão, distúrbios ginecológicos, unhas fracas, cefaleias intensas, menstruação dolorosa, artrite, artrose, convulsão, intolerância, irritabilidade, raiva, frustração, falta de planejamento e de estratégia, controle excessivo, falta de criatividade, entre outros.
Coração (xin)
Governar e sintetizar o sangue e controlar os vasos
O coração (xin) bombeia o sangue (xue) e o direciona para todo o corpo através dos vasos (xue mai), regendo a circulação sanguínea. A transformação final da formação do qi oriundo dos alimentos em sangue (xue) acontece no coração (xin).
Manifestar-se na face
Os chineses entendem que a face revela o estado de espírito das pessoas e que o espírito humano está alojado no coração (xin). Na prática da Medicina Chinesa, também se observam o olhar do indivíduo e a cor da face, se está pálida, avermelhada, arroxeada ou amarelada: “quando o sangue está deficiente, a compleição é pálida” (Maciocia, 1996).
Abrir-se na língua e controlar a sudorese
O coração (xin) rege a fala e influencia todos os processos de comunicação. Falar demais pode indicar fogo de coração (xin) e mente (shén) absolutamente inquieta. Falar pouco pode indicar tristeza, introversão ou deficiência nas funções do coração (xin).
Na Medicina Chinesa, o suor é estreitamente relacionado ao coração
(xin), pois o calor mobiliza a circulação sanguínea, regida pelo coração (xin), que promove a sudorese para manter a harmonia corporal, ou seja, “sob certas circunstâncias, os fluidos podem ser retirados do próprio sangue (xue) para se tornar suor” (Clavey, 2000). A transpiração noturna e a hiperidrose estão relacionadas a desequilíbrios entre coração (xin) e rins (shèn).
Abrigar a mente (shén) e enraizar o espírito
Entre suas funções energéticas, o coração (xin) nutre a mente e abriga o espírito, promovendo a consciência dos indivíduos. É ele que dá a qualidade da presença, de tempo e espaço e impulsiona, junto com o cérebro, as funções cognitivas e a fala. Por isso, o coração (xin) rege a língua e auxilia todos os processos da comunicação. Na Medicina Chinesa, todos os desequilíbrios da fala são tratados com a harmonia das funções do coração (xin), e os alimentos que o beneficiam também mobilizam a mente (shén).
Assim, enquanto durante o dia o shén se manifesta na compleição, na
face das pessoas, durante a noite a consciência “repousa” no coração (xin). Por isso, os pesadelos estão relacionados a perturbações mentais, que envolvem o coração (xin). Estimulantes, como o café, são contraindicados no período da noite, pois o café tem o sabor amargo e é de natureza yang, atuando diretamente nas funções do coração (xin). Desse modo, ele impulsiona a circulação de sangue e de energia, estimula as atividades cerebrais e acelera o ritmo do coração (xin). Quando o coração (xin) é afetado, a mente se agita e o sono é perdido. Isso também acontece com as dificuldades de ordem afetiva.
Abrigar os sentimentos e reger o tato
O shén faz a ponte entre o cérebro e o corpo e está por trás de todas as emoções. O coração (xin) relaciona-se com o tato; a sensibilidade e as emoções também estão sob o comando dele. Não é por acaso que o ser humano expressa a afetividade por meio de carinhos, abraços e beijos. O toque, portanto, é uma expressão do coração (xin).
Sinais de que o coração (xin) não está bem
Palpitações, sudorese excessiva, insônia, ansiedade, distúrbios da fala, memória fraca, vulnerabilidade, hipertensão, confusão mental, insuficiência cardíaca, má circulação, angina, distúrbios psiquiátricos.
Baço (pi)
Antes de apresentar as funções do baço (pi), é importante esclarecer que suas funções na Medicina Tradicional Chinesa são distintas da Medicina Ocidental. De acordo com Peter Mole (2007):
a compreensão chinesa das funções do baço difere muito do ponto de vista ocidental. As funções do baço (pi), de acordo com a Medicina Chinesa, são mais amplas e fundamentais para o funcionamento saudável do corpo, da mente e do espírito, essas funções incluem algumas funções do pâncreas.
Realizar a transformação, o transporte e a ascendência do qi O baço (pi) envolve as funções do pâncreas e controla o sistema digestivo. Enquanto o estômago (wei) matura os alimentos, a força da transformação do alimento em energia depende do impulso energético do baço (yang pi). Depois de transformar o alimento em gu qi, essa essência nutritiva sobe em ascendência para o pulmão (fei) e o coração (xin).
A dificuldade em transformar os alimentos e manter uma digestão
saudável está relacionada ao baço (pi) e pode resultar em acúmulo de resíduos que se convertem em fatores patogênicos, como a umidade (shi). De modo semelhante, se a terra está úmida demais, não produz um solo fértil. O ganho de peso, os edemas, o muco e a diarreia são exemplos de presença de umidade patogênica (shi).
Controlar os músculos e os quatro membros
Entre as funções do baço (pi) está a nutrição dos músculos, dos quatro membros e dos lábios. Se o qi não tem força suficiente, os músculos se tornam enfraquecidos, pois não estão suficientemente nutridos, causando flacidez e atrofia. Da mesma maneira que o baço (pi) mobiliza para cima a essência dos alimentos (gu qi), o aspecto yang (funcional) do baço (pi) mantém os órgãos em seu devido lugar. Por isso, todos os prolapsos e a flacidez são fraquezas oriundas da deficiência de baço (pi).
Os alimentos de natureza doce, como os grãos e as leguminosas,
contribuem para tonificar o qi e auxiliam as funções do baço (pi).
Abrir-se na boca
O baço (pi) é o responsável pelo paladar, e a mastigação não somente facilita a digestão como é essencial para a percepção do alimento. O sabor doce tonifica as funções do baço (pi), mas a fraqueza do estômago (wei) e do baço (pi) causa desejos intensos por alimentos doces. É importante ter
discernimento para fazer boas escolhas. Isso será descrito no Passo 7 –
Escolha os alimentos adequados.
Os chineses também atribuem ao baço (pi) a função de governar o
metabolismo e o paladar, conforme descreve Yamamura (2001):
o baço (pi) também é o responsável pela recepção e pelo reconhecimento do sabor ingerido. Portanto, quando o baço (pi) encontra-se fraco, a pessoa não sente o gosto do alimento, não consegue discriminar o sabor e, às vezes, limita-se a alimentar-se com apenas um determinado alimento, como, por exemplo, comer somente arroz e feijão.
Nesse caso, é importante ingerir alimentos bastante nutritivos e de sabor
doce, como beterraba, abóbora, cenoura, inhame, batata-doce, cará e leguminosas, como grão-de-bico e ervilha. O fortalecimento do baço (pi) contribui para o ganho de massa magra, favorecendo a musculatura.
Abrigar o pensamento e o yi
Com o baço (pi) enfraquecido, a capacidade de raciocínio lógico diminui, faltam nutrientes e a energia necessária à concentração e ao pensamento fica embotada, dando espaço para a preocupação, a ruminação de pensamentos ou até a obsessão. O baço (pi) abriga a alma (yi), traduzido como intenção ou reflexão, conforme descreve Mole (2007): “Esse caractere é formado pela junção de dois radicais, li e yue, que significa falar. De modo geral, significa falar com o coração, ou com a intenção”.
O relacionamento entre baço (pi) e coração (xin) é entendido
fisiologicamente pela formação do sangue (xue), como explicado anteriormente. No entanto, essa relação também ocorre no âmbito do intelecto. O baço (pi) é responsável pelo pensamento analítico, pelos estudos, concentração, memória e foco para materializar as coisas, enquanto o coração (xin) auxilia nas funções cerebrais.
Sinais de que o baço (pi) não está bem
Falta de apetite, anemia, fraqueza, má digestão, distensão abdominal, diarreia, disenteria, letargia, obesidade, celulite, flacidez, gastrite, edema, leucorreia, prolapsos, constipação intestinal, hemorroidas, náuseas, cefaleias fracas na região frontal, mucosidade, diabetes, dificuldade para racionalizar e tornar as coisas práticas, dificuldade em promover mudanças, carência afetiva e de vitaminas.
Pulmão (fei)
Governar o qi e a respiração e abrir-se no nariz
Os pulmões (fei) dirigem a respiração. Nas palavras de Maciocia (1996): “A troca e a renovação constantes do qi realizadas pelo pulmão (fei) asseguram o funcionamento adequado de todos os processos fisiológicos do organismo, os quais têm o qi como base”. E acrescenta: “Por conta da sua função de extrair o qi do ar, o pulmão (fei) é o sistema yin mais externo: é a conexão entre o organismo e o mundo exterior”.
O olfato também depende das funções dos pulmões (fei), e o nariz é a
porta de entrada e saída para o oxigênio e o qi. Por isso, os pulmões (fei) possibilitam sentir os cheiros e coordenam o olfato. Eles também nutrem a pele e os pelos. Dessa maneira, os pulmões (fei) atuam como ministros da defesa, fazendo a conexão entre o meio interno e o externo; a energia de defesa (wei qi) se localiza sob a pele. Com a exposição a súbitas alterações climáticas, por exemplo, o frio invade a pele e, então, surgem o espirro e o resfriado, e o olfato é momentaneamente perdido. Os pulmões (fei) saudáveis fortalecem a pele e os pelos e aguçam o olfato.
Controlar a dispersão e a descendência
Os pulmões (fei) mantêm a respiração com o auxílio do diafragma e dos músculos na região abdominal, a fim de promover a contração e a expansão; por isso, “esta função assegura que o qi seja distribuído igualmente por todo o organismo sob a pele, desempenhando a função de aquecer a pele e os músculos, protegendo o organismo contra os fatores patogênicos externos” (Maciocia, 1996).
Regular a passagem das águas
“Os pulmões (fei) pulverizam os fluidos por toda a área sob a pele e direcionam os fluidos corpóreos para os rins e a bexiga” (Maciocia, 1996). O pulmão (fei) é um órgão que não gosta de secura e clama pela presença de fluidos, pois estes facilitam seu trabalho na regulação da via das águas.
Controlar a pele e os pelos
Por difundir os fluidos corporais, os pulmões (fei) também são responsáveis por nutrir e umedecer a pele e os pelos, além de controlar a abertura e o fechamento dos poros. Dessa maneira, a ingestão de líquidos promove a saúde dos pulmões. O sabor picante faz bem aos pulmões (fei) congestionados e auxilia na eliminação de muco. “Os alimentos com sabor picante movem o qi e também produzem, com frequência, a transpiração, que é uma das formas de expulsão dos fatores patogênicos” (Mole, 2007). Entretanto, a transpiração excessiva pode enfraquecer o indivíduo e ressecar a pele.
Abrigar a alma corpórea
Po é entendido como a alma corpórea, que reside nos pulmões (fei). “Po dá ao indivíduo a capacidade de movimento, agilidade, equilíbrio e coordenação motora” (Maciocia, 1996). Lorie Dechar (2006) acrescenta que Po “está relacionado ao sistema nervoso autônomo, às percepções sensoriais e aos receptores internos nas vísceras”.
Sinais de que os pulmões (fei) não estão bem Doenças respiratórias, falta de ar, constipação intestinal crônica, alergias, pele seca, angústia e apego excessivo.
Rins (shèn)
Armazenar o jing e governar o nascimento, o crescimento, a reprodução e o desenvolvimento
Como mencionado anteriormente, os rins (shèn) armazenam o jing, a herança transmitida pelos pais, o que determina nossa força e longevidade. Sobre o declínio da energia dos rins (shèn) e o processo de envelhecimento, Peter Mole (2007) relata: “O envelhecimento é em parte um processo de desidratação, um sinal de que estamos enfraquecendo e perdendo nossos reservatórios de água”.
Os rins (shèn) abrigam o portão da vitalidade (ming men): “A essência
do rim proporciona o material básico tanto para o yin quanto para o yang” (Maciocia, 1996). Por isso, é necessário buscar o equilíbrio entre a atividade (yang) e o descanso adequado (yin), uma vez que o excesso de um ou de outro não faz bem ao organismo. Para prolongar a vida, é preciso saber quando parar.
Abrigar o medo e controlar os orifícios inferiores
A atitude de paralisar é vista nas situações de medo. Essa paralisação está relacionada às glândulas suprarrenais, que liberam hormônios, como a epinefrina e o cortisol, em momentos de estresse. Este é o momento em que a pessoa está pronta para se defender.
Paralisar é uma característica yin, por isso “o medo é uma contração yin
oposta à expansão yang do amor” (Chia, 2011). Além disso, quando há medo, os orifícios inferiores fecham e por isso diz-se que os rins (shèn) também os controlam.
Governar a medula, abastecer o cérebro e controlar os ossos
O conceito de medula (sui) entendido no âmbito da Medicina Tradicional Chinesa difere do conceito ocidental. “A medula (sui) é uma substância que é a matriz comum dos ossos, da medula óssea, do cérebro e da medula espinal. Assim, a essência do rim (shèn) produz a medula, que gera a medula espinal e abastece o cérebro” (Maciocia, 1996).
Abrir-se nos ouvidos e manifestar-se nos cabelos
Os ouvidos dependem da nutrição dos rins (shèn) e do jing para seu funcionamento adequado, e os cabelos também dependem dessa mesma nutrição: “Se a essência estiver debilitada, o cabelo será fino e acinzentado” (Maciocia, 1996).
Os chineses atribuem aos rins (shèn) a função de nutrir os ossos, o
cérebro, os dentes, a memória, os cabelos e a coluna vertebral. Ao nutrir o cérebro, os rins (shèn) comandam também a audição. Eles (shèn) são a base do yin e do yang geral do corpo e são abastecidos pelo jing. Por isso, com seu declínio, no final da vida, a audição piora e os cabelos enfraquecem e se tornam esbranquiçados.
Abrigar a força de vontade
Os rins (shèn) abrigam a alma, chamada zhi, que confere força de vontade e coragem ao indivíduo, como confirma Mole (2007): “Zhi fornece às pessoas um sentido de movimento em direção ao seu destino, sem haver um processo muito consciente. Essa vontade despercebida é o resultado de um qi do rim saudável”.
Sinais de que os rins (shèn) não estão bem
Disfunções sexuais, disfunções endócrinas, senilidade, osteoporose, artrose, hipertensão, cálculos renais, fadiga crônica, lombalgia, nefrite, edemas, diabetes, prostatite, fraqueza na coluna, especialmente a lombar, infertilidade, transtornos urinários, sentimento de culpa, medo, pânico, perda da força de vontade e da libido.
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