Saúde e Longevidade na Mesa: Dez Passos para a Escolha Diária dos Alimentos com a Dietoterapia Chinesa

Passo 3 | Entenda os Sinais

Introdução

No Passo 2 – Conheça seu Corpo, foi abordada a importância de entender o funcionamento do corpo e, principalmente, as funções dos cinco órgãos que o nutrem, conforme a visão dos orientais. Quando um órgão não funciona bem, ele revela a desarmonia por meio de sintomas que, eventualmente, trazem desconforto e comprometem a saúde do indivíduo. Uma das maneiras de compreender os sintomas que o corpo revela diariamente é por meio da teoria dos Oito Princípios da Medicina Tradicional Chinesa.

 

Os Oito Princípios

Os Oito Princípios (ba gang) são os primeiros passos para a identificação dos padrões de desequilíbrio da Medicina Tradicional Chinesa. A partir deles, é possível entender a natureza da doença e, inicialmente, escolher os alimentos adequados para a alimentação. Trata-se de um método de fácil entendimento e muito utilizado pelos profissionais de Medicina Tradicional Chinesa. São eles: yin, yang, superfície, interior, frio, calor, excesso e deficiência. Segundo Maciocia (1996), “nenhuma condição é tão complexa a ponto de estar fora do âmbito da identificação de acordo com os Oito Princípios”.

Para facilitar o entendimento, este capítulo será apresentado em forma de

perguntas e respostas, com exemplos da natureza da doença ou do desequilíbrio, bem como dos sinais e sintomas. É importante associar todas as informações relacionadas aos Oito Princípios, a fim de escolher os alimentos corretos para o tratamento. Na Medicina Tradicional Chinesa, as etapas de identificação podem ser separadas, mas o início do tratamento deve envolver o todo, para não prejudicar o restante. Portanto, os alimentos devem ser escolhidos conforme seus princípios energéticos, após a identificação do tipo da doença, sua natureza, sua localização, a região comprometida e se é eventual ou crônica. Aos poucos, esse processo se torna bastante evidente.

 

Qual é o tipo de doença: yin ou yang? As doenças podem ser classificadas como yin ou yang, mas precisam ser entendidas em sua totalidade. Quando o indivíduo está forte e saudável, não há desequilíbrio significativo entre yin e yang. Em equilíbrio, o indivíduo não apresenta sintomas ou queixas sobre sua saúde, porém, quanto mais desequilibradas estão suas polaridades, mais próximo ele está da doença.

Quando o yin diminui no organismo, surgem as doenças de natureza yang. O

yin representa a estrutura, os fluidos corpóreos, a nutrição, o resfriamento e tudo de consistência sólida. Na falta do yin, o calor predomina. Na velhice, por exemplo, é comum o yin diminuir e as estruturas enfraquecerem, como declínio natural da saúde e da vitalidade do indivíduo. Com a perda da nutrição e dos fluidos, o calor predomina e seca as substâncias fundamentais, impedindo sua devida nutrição, por isso as artroses (processo degenerativo da cartilagem das articulações) são comuns nessa fase da vida, pois falta yin (nutrientes e minerais) para nutrir as estruturas, acarretando também debilidade óssea e cognitiva.

Quando o yang diminui no organismo, surgem as doenças de frio, chamadas de

natureza yin. O yang caracteriza as funções, o calor e todas as atividades metabólicas. Na infância, o yang é abundante, por isso as crianças são ativas. Quando falta yang, porém, o frio predomina e o metabolismo se torna lento – esta é a origem da obesidade, por exemplo, pois onde não há transformação, o acúmulo predomina.

Características de cada doença

Doenças de natureza yang. Apresentam aspecto quente, ardência e aparência avermelhada. Podem se intensificar rapidamente ou surgir de maneira súbita. Doenças de natureza yin. Apresentam aspecto frio e pálido ou azulado. Elas lentificam o organismo e atrasam as atividades metabólicas. Surgem lentamente e podem ser crônicas e de difícil tratamento.

 

Em doenças de natureza yin, o consumo de alimentos mornos deve ser incentivado, para criar calor no organismo e potencializar as transformações. Em doenças de natureza yang, o consumo de alimentos crus é sugerido para refrescar e hidratar o organismo. A atuação de yin e yang como complementares em sua natureza é aplicada constantemente na dietoterapia chinesa para restabelecer o equilíbrio.

 

Onde se localiza a doença: na superfície ou nas profundezas?

Quando a doença está na superfície, ela fica localizada no nível da pele, dos músculos, tendões ou articulações. Esse é o caso das doenças de caráter agudo, de curta duração, como febres, resfriados e alguns tipos de alergias, dores e lesões.

As doenças superficiais são acompanhadas de agentes patogênicos, oriundos de

condições climáticas, como frio, calor ou vento, que penetram na pele e se instalam na superfície, mas não chegam a acometer o funcionamento dos órgãos internos. Entretanto, se essa condição não for rapidamente tratada, ela pode se aprofundar e tornar-se uma condição de doença crônica. Por exemplo, um indivíduo sai para trabalhar e não leva o guarda-chuva; o clima esfria, chove e ele chega em casa com a roupa molhada da chuva. No dia seguinte, acorda com dores no corpo e espirrando com frequência. O vento e o frio penetraram e estão na camada entre a pele e os músculos, e o organismo tenta se defender por meio de febre ou calafrios.

Segundo o pensamento da Medicina Tradicional Chinesa, enquanto a doença

está na superfície, ela deve ser tratada nesse local. Assim, fortalecer o organismo com alimentos nutritivos ou medicamentos não contribui para expelir o fator patogênico que está na superfície, e os tratamentos devem ser diferenciados, empregando-se a diaforese. Essa técnica consiste em provocar a abertura dos poros e induzir o indivíduo à transpiração, o que os chineses chamam de “libertar o exterior”. Em geral, isso é feito por meio do uso de fórmulas magistrais da fitoterapia chinesa. Entretanto, também é possível fazer em casa, a partir de dicas simples:

• Quando a doença se localiza na superfície e está acompanhada de agentes

patogênicos, como vento (friagem comum) ou frio (quando o corpo se resfria), os alimentos indicados são os de natureza quente e, de preferência, de sabor picante, como o anis, o alho, as pimentas e o gengibre, pois estimulam a sudorese e ajudam a expelir os agentes patogênicos através da pele

• Deve-se dar preferência ao consumo de sopas, que são de fácil digestão.

Quando a doença está na superfície, o indivíduo precisa transpirar, e a força de defesa precisa estar no nível da pele. Logo, ele não deve gastar energia comendo muito, esforçando-se ou trabalhando demais, o que lhe tiraria a força de defesa. Por isso, qualquer condição de resfriado ou gripe exige repouso adequado

• Após o consumo de alimentos quentes, à noite, o indivíduo deve deitar-se na

cama com muitos cobertores, até que a transpiração inicie, dormir e descansar até o dia seguinte

• Chás e sopas com alimentos de natureza quente devem ser consumidos ao

longo dos dias, tão logo a condição se instale.

 

Para a prevenção de resfriados, é possível fazer escalda-pés quente para levar calor ao organismo. Para o preparo do escalda-pés, deve-se fazer um chá com gengibre seco (em pó ou pedaços) e despejá-lo em uma bacia (de madeira ou de plástico), completando boa parte com água. A quantidade deve ser su ciente para mergulhar os pés até a altura do tornozelo, e a temperatura deve estar morna. Os pés devem car imersos por 15 min.

O escalda-pés ajudará a levar o calor, através da circulação, até a cabeça e os membros,

melhorando as condições de frio. Em seguida, o indivíduo deve secar os pés com uma toalha limpa, colocar meias e se deitar. Essa técnica mantém o corpo aquecido no inverno e o fortalece em condições de frio.

Quando a doença se localiza na superfície e está acompanhada de calor, com

coceira, tosse aguda, inquietação ou infecção, ela pode ter várias causas. Nessas condições, é preciso investigar. Condições de calor na superfície, que são leves, estão relacionadas a agentes patogênicos que podem ser relativos a fatores climáticos, alimentação inadequada ou mesmo vírus, bactérias e fungos. Entretanto, muitas condições de calor na superfície são oriundas de condições internas relacionadas ao mau funcionamento dos órgãos e também a fatores emocionais. Isso será explicado adiante, no Passo 5 – Equilibre sua Constituição, que abordará as condições de deficiência e excesso.

Quando a doença está localizada no interior, ela atinge e acomete as funções

dos órgãos, dos tecidos, do sangue e até mesmo dos ossos. Nesse caso, é necessário harmonizar o interior para que a doença não evolua.

As doenças localizadas na superfície, quando não tratadas, podem evoluir e se

aprofundar até atingir os órgãos internos. Da mesma maneira, as doenças localizadas no interior podem emergir para a superfície, acometendo a pele, como o

herpes-zóster ou a acne (Figura 3.1).

 

Qual é a natureza da doença: frio ou calor? Os sintomas de calor refletem “um aumento da atividade funcional do organismo” (Auteroche, 1992) e, quando estão no interior, sente-se sede e a face, a língua e a pele ficam avermelhadas. A urina tende a ser escassa e acompanhada de cheiro forte, pois o calor tende a secar os fluidos corporais, diminuindo a hidratação, a lubrificação e a excreção. O calor também tende a subir, podendo agitar a mente, perturbar a consciência, oprimir o peito e aumentar a fala e a transpiração.

Os sintomas de frio refletem a diminuição das atividades do organismo. Há

ausência de sede e a face, a língua e a pele tornam-se pálidas ou, em casos mais avançados, de coloração azulada. A urina tende a ser abundante, clara e sem cheiro. Há, sobretudo, contração muscular, desejo de se recolher e aversão ao frio.

A natureza da doença, seja por frio, seja por calor, deve ser analisada quanto ao

aspecto de deficiência ou excesso, conforme explicado a seguir. É importante notar se os sintomas de frio ou de calor são constantes ou eventuais. Quando são frequentes, designam quadros de deficiência que acarretam sensações constantes de frio ou de calor. Quando são eventuais, surgem em regiões específicas do corpo, por curtos períodos, e melhoram com tratamentos específicos para condições de excesso.

 

Figura 3.1 Tai ji e o movimento das doenças entre a superfície e o interior.

 

Qual é a condição da doença: deficiência ou excesso? Os quadros de deficiência são caracterizados por fraqueza, que pode envolver diretamente a função ou a estrutura dos órgãos internos. De modo geral, as deficiências podem ser de yang ou de yin; por isso, doenças em estados de deficiência já estão na profundidade, envolvendo órgãos internos, substâncias fundamentais, vísceras e estruturas. A deficiência também pode estar relacionada a qualquer substância fundamental (yin, yang, qi, xue, jin ye ou jing) e acomete a fisiologia e a anatomia de um ou mais órgãos internos (zang fu), comprometendo a saúde do indivíduo.

Os estados de deficiência podem ter várias causas:

• Alimentação inadequada ou desnutrição • Emoções destrutivas vivenciadas constantemente • Insuficiência congênita ou hereditariedade • Agravos e internalização de condições de excesso • Estilo de vida inadequado, que sobrecarrega as funções dos órgãos internos.

Quando há deficiência de yang, as funções estão diminuídas e há lentidão na

circulação e no metabolismo, dando espaço para sensações constantes de frio e propensão a acúmulos, como muco e edema. Quando há deficiência de yin, as estruturas estão enfraquecidas, falta nutrição (em algum nível) e os órgãos precisam trabalhar mais para realizar suas atividades e consomem as substâncias fundamentais. Isso gera sensações constantes de calor, provocando transpiração e inquietação.

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, todas as pessoas apresentam algum

nível de deficiência, de yin ou de yang, o que caracteriza a constituição física e emocional dos indivíduos. As orientações e recomendações para melhorar as condições de deficiência serão explicadas com detalhes no Passo 5 – Equilibre sua Constituição.

Já nas condições de excesso, os sinais são eventuais. O excesso, como o nome

diz, é algo a mais que compromete a saúde do indivíduo, a qual depende do equilíbrio, e não do excesso. Por isso, tanto a hiper quanto a hipofunção dos órgãos são prejudiciais.

As condições de excesso estão sempre relacionadas a fatores patogênicos e

podem ter duas causas:

• Agentes patogênicos originários de condições externas: são agentes

patogênicos oriundos de condições climáticas, como frio (biao han), calor (biao re), vento (biao feng), secura ou calor de verão, e surgem quando o indivíduo se submete excessivamente e sem proteção a tais condições. Os sintomas de excesso oriundos de fatores climáticos são sentidos na superfície,

ou seja, no nível da pele ou dos músculos, e estão descritos na Tabela 3.1. Deve-se observar que a localização muda conforme a origem do agente patogênico: externa ou interna

• Agentes patogênicos originários de condições internas: são agentes patogênicos

causados por acúmulos, resíduos que não foram eliminados nem transformados pelo organismo, como mucosidade (tan yin) e umidade (shi), ou formados por diversas causas, como calor interno (li re), frio interno (li han) e estase de sangue. Podem ter origem na alimentação inadequada que gerou resíduos e

toxinas, na medicação, no contato com substâncias tóxicas ou na deficiência dos órgãos internos envolvendo emoções nocivas, que prejudicam sua função natural quando vivenciadas por longos períodos. Os sintomas de excesso oriundos de acúmulos são sentidos no interior do organismo e, em geral, comprometem o funcionamento das vísceras, como a bexiga, a vesícula biliar, os intestinos grosso e delgado e o útero. As condições de excesso por agentes

patogênicos internos e seus respectivos sinais estão descritos na Tabela 3.2.

Tabela 3.1 Sinais das condições de excesso por agente patogênico externo.

Excesso Sinais do agente patogênico externo*

 

Calor externo Região quente, cheiro forte, erupções cutâneas, sensação de

queimação e ardência, vermelhidão, dor intensa

 

Frio externo Região fria, sem cheiro, contração muscular, aparência azulada

ou pálida, dor surda

 

Secura externa Pele seca com rachaduras ou escamação

 

Umidade externa Inchaço, sensação de peso e dor leve

 

Vento externo Dores migratórias de origem súbita, coceira

* Todas essas condições podem acompanhar vento externo (biao feng) com dores migratórias e de surgimento repentino.

Tabela 3.2 Sinais das condições de excesso por agente patogênico interno.

Excesso Sinais do agente patogênico interno*

 

Calor interno Sensação de calor, urina escassa, cheiro forte, transpiração

excessiva ou noturna. Sensação de queimação no interior,

maçãs do rosto avermelhadas

 

Frio interno Sensação de frio, urina abundante, clara e sem cheiro, contração

muscular, face pálida, lassitude, lábios cianóticos

 

Secura interna Pele, boca e cabelos secos, desidratação, desnutrição,

constipação intestinal com fezes secas

 

Umidade interna Inchaço e sensação de peso, presença de massas, tumores,

furúnculos ou carbúnculos, diarreia e fezes amolecidas, sem cheiro

* A condição de vento interno não foi incluída por se tratar de uma síndrome específica do desequilíbrio das funções do fígado. Para acalmar as condições de vento interno, é necessário tonificar o yin com fitoterapia chinesa e dar preferência a uma alimentação com alimentos frescos e refrescantes, evitando alimentos de natureza quente.

Os quadros de excesso normalmente se apresentam em caráter agudo e são

rapidamente percebidos pelos indivíduos, que costumam sentir incômodo, dor ou malestar. No entanto, pode acontecer de as condições de excesso se instalarem lentamente no organismo, agravando doenças já instaladas, como é o caso do colesterol ruim em condições de obesidade. O colesterol ruim é uma condição de umidade (shi) e pode se instalar na parede dos vasos sanguíneos, desencadeando arteriosclerose.

Desse modo, toda condição de excesso deve ser eliminada o quanto antes, seja

por meio de alimentos, fitoterapia, ações específicas ou, se necessário, uso de medicamentos. As condições de excesso e deficiência podem ser identificadas sobretudo na língua, o que será explicado no Passo 4 – Remova os Excessos.

É importante ressaltar que os tratamentos das condições de excesso e de

deficiência são profundamente diferentes na visão da Medicina Tradicional Chinesa. As condições de excesso priorizam a remoção dos agentes patogênicos, sejam de origem externa ou interna, e as condições de deficiência visam ao fortalecimento do indivíduo ou mesmo do órgão e da estrutura afetada. É muito comum que as condições sejam mistas, especialmente nas doenças crônicas. Nesse caso, o indivíduo deve passar por uma fase de remoção dos agentes patogênicos, com alimentação desintoxicante por pelo menos 1 semana, e, posteriormente, consumir alimentos para o fortalecimento dos órgãos internos. Além disso, os sinais e sintomas devem ser observados diariamente – antes, durante e depois do tratamento.

Pela dietoterapia chinesa, qualquer condição de excesso deve ser expelida antes

de a constituição ser fortalecida. Os excessos sempre revelam a presença de agentes patogênicos, que podem ser de frio, calor, secura ou umidade. Naturalmente, as condições de excesso oriundas de fatores climáticos, como frio, calor e vento, localizam-se na superfície (pele ou músculos) e não respondem diretamente ao tratamento por dietoterapia chinesa. Nessas condições, a acupuntura, a moxabustão, a ventosa e a massagem tui na devem ser utilizadas, pois promovem resultados efetivos.

A propósito, o vento (feng) também é uma condição de excesso; entretanto, é

um excesso que sempre acompanha algum dos demais agentes patogênicos, como calor, frio, umidade ou secura.

 

Em condições de vento externo, como torcicolos e contraturas musculares por hiperexposição à friagem, é importante escolher alimentos picantes e mornos, como o gengibre e o alho, para impulsionar a circulação e mobilizar o vento instalado abaixo da pele. Entretanto, trata-se de uma condição em que outras técnicas da Medicina Tradicional Chinesa devem ser empregadas. Em condições de vento externo acompanhado de calor, como herpes, dermatites ou alergias, é importante escolher alimentos crus e frescos, como o rabanete e o pepino, para dispersar o calor, e evitar alimentos quentes, para não agravar tais casos.

 

O tratamento por dietoterapia chinesa para condições de excesso oriundas de

agentes patogênicos internos está descrito na Tabela 3.3. A lista referente à natureza dos alimentos pode ser consultada no Passo 5 – Equilibre sua Constituição.

Tabela 3.3 Dietoterapia chinesa para condições de excesso oriundas de agentes patogênicos internos.

Dietoterapia Excesso de calor Excesso de frio Excesso de Excesso de

chinesa secura umidade

 

Alimentos Suspensos Frequentemente Suspensos Frequentemente

quentes

 

Alimentos Moderadamente Diariamente Moderadamente Diariamente

mornos

 

Alimentos Diariamente Moderadamente Diariamente Moderadamente

refrescantes

 

Alimentos Frequentemente Suspensos Frequentemente Suspensos

frios

 

Antes de seguir a dietoterapia, não se deve esquecer de que:

• O alimento suspenso, em condições de excesso, pode voltar ao cardápio depois

que o fator patogênico for eliminado

• O alimento para consumo moderado pode ser ingerido quinzenal ou

mensalmente

• O alimento para consumo diário deve ser ingerido no almoço e/ou no jantar

• O alimento para consumo frequente deve ser consumido quase todos os dias da

semana

• O alimento para consumo semanal deve ser ingerido até 1 vez/semana.

Os Oito Princípios, portanto, mostram o passo a passo para o entendimento da

doença ou do desequilíbrio que compromete a saúde de todos os seres humanos.

 

Os Oito princípios (ba gang):

Yin – Yang Super cial – Profundo Frio – Calor De ciência – Excesso

Assim, devem-se analisar os sintomas apresentados, diferenciando-os dentro

 

dos Oito Princípios. Ao responder às quatro perguntas feitas no decorrer deste capítulo, devem-se anotar as respostas em uma folha de papel. Com as informações em mãos, o próximo passo é relacionar o sintoma ao funcionamento do órgão. Por exemplo, sabe-se que o fígado nutre os olhos e proporciona a visão. O surgimento de terçol em um dos olhos é repentino (yang) e gera coceira (calor), e o cuidado deve ser redobrado, pois o terçol pode se espalhar para o outro olho (vento). Dessa maneira, existe uma condição aguda de vento e calor no olho. Trata-se de uma condição repentina (excesso). Ao saber que o fígado rege os olhos, deve-se escolher alimentos que removam o calor e o vento (alimentos refrescantes) e que, sobretudo, atuem no fígado, como espinafre, limão, brócolis e aspargos. O aumento no consumo desses alimentos refrescará o calor presente no fígado e nos olhos, melhorando o terçol.

Enfim, deve-se associar os conhecimentos, o que possibilitará identificar a

constituição natural a fim de escolher e diferenciar os melhores alimentos para a saúde no dia a dia.

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