Superdotação, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e dupla excepcionalidade: um estudo de indicadores e habilidades sociais
Anexos
Anexo A – MTA-SNAP IV
Para cada item, escolha a coluna que melhor descreve o(a) aluno(a) (MARQUE UM X):
NEM UM SÓ UM BASTANTE DEMAIS POUCO POUCO
1. Não consegue
prestar muita
atenção a detalhes
ou comete erros por
descuido nos
trabalhos de escola
ou tarefas.
2. Tem dificuldade de
manter a atenção em
tarefas ou atividades
de lazer.
3. Parece não estar
ouvindo quando se
fala diretamente com
ele.
4. Não segue
instruções até o fim
e não termina
deveres de escola,
tarefas ou
obrigações.
Fonte: Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA, 2017).
NEM UM SÓ UM
BASTANTE DEMAIS
POUCO POUCO
5. Tem dificuldade
para organizar
tarefas e atividades.
6. Evita, não gosta
ou não se envolve
contra a vontade em
tarefas que exigem
esforço mental
prolongado.
7. Perde coisas
necessárias para
atividades (ex:
brinquedos, deveres
da escola, lápis ou
livros).
8. Distrai-se com
estímulos externos.
9. É esquecido em
atividades do dia-a-
dia.
10. Mexe com as
mãos ou os pés ou
se remexe na
cadeira.
11. Sai do lugar na
sala de aula ou em
outras situações em
que se espera que
fique sentado.
Fonte: Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA, 2017).
NEM UM SÓ UM
BASTANTE DEMAIS
POUCO POUCO
12. Corre de um lado
para outro ou sobe
demais nas coisas
em situações em que
isso é inapropriado.
13. Tem dificuldade
em brincar ou
envolver-se em
atividades de forma
calma.
14. Não para ou
frequentemente está
a “mil por hora”.
15. Fala em excesso.
16. Responde as
perguntas de forma
precipitada antes
delas terem sido
terminadas.
17. Tem dificuldade
de esperar sua vez.
18. Interrompe os
outros ou se
intromete (por
exemplo: intromete-
se nas conversas,
jogos, etc.)
Fonte: Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA, 2017).
Anexo B – Checklist de
Características Associadas à Superdotação (CCAS)
Assinale os itens que você percebe frequentemente no(a) seu(ua) filho(a).
1. Gosta ou prefere trabalhar e
SIM NÃO
brincar independentemente.
2. Consegue se concentrar em duas
SIM NÃO
ou três atividades ao mesmo tempo.
3. Prefere a companhia de crianças
SIM NÃO
mais velhas e de adultos.
4. Lê livros e revistas direcionadas a SIM NÃO crianças mais velhas e adultos .
5. Interessa-se por relações de causa
e efeito, isto e, entender o porquê das SIM NÃO “coisas”.
6. Aprende rapidamente e aplica o SIM NÃO conhecimento com facilidade .
7. Apresenta uma capacidade SIM NÃO incomum de raciocínio lógico .
8. Tem um vocabulário avançado para SIM NÃO a idade .
9. Gosta de fazer descobertas de uma
maneira própria e resolver problemas SIM NÃO de seu modo.
10. Gosta de “brincar com palavras”,
isto é, inventar novas palavras e/ou SIM NÃO expressões, usar palavras com duplo sentido.
Fonte: Barbosa et al. (2008).
11. Apresenta um descompasso no
desenvolvimento (Por exemplo: com
seis anos compreendia e tentava
explicar o papel da clorofila no SIM NÃO processo da fotossíntese, porém
tinha dificuldade de se vestir pela
manhã e/ou para amarrar os sapatos).
12. Gosta muito de jogos de
matemática, “brincando” com
conceitos numéricos e SIM NÃO desenvolvendo formas próprias para
resolver problemas matemáticos.
13. Quer saber as razões para as
regras e as razões por atrás das SIM NÃO razões.
14. Discute ou elabora ideias de
SIM NÃO
forma complexa e incomum.
15. Tem muitas respostas para
perguntas ou soluções para os SIM NÃO problemas.
16. É extremamente curioso, faz
muitas perguntas e questiona as SIM NÃO respostas.
17. Apresenta liderança na
organização de jogos, atividades e na SIM NÃO resolução de conflitos.
18. Fica muito tempo atento as coisas SIM NÃO que lhe interessam .
19. Fica tão envolvido com o que tem SIM NÃO interesse que não percebe mais nada .
20. Tem muitos passatempos ou SIM NÃO interesses incomuns .
21. Tem coleções elaboradas e é SIM NÃO dedicado a elas .
Fonte: Barbosa et al. (2008).
22. Demonstra uma imaginação
SIM NÃO
vívida.
23. Inventa jogos, brinquedos e
SIM NÃO
outros dispositivos.
24. Pensa novas maneiras de fazer as
SIM NÃO
coisas.
25. Gosta de criar, desenhando,
pintando, escrevendo, construindo,
SIM NÃO
experimentando, contando histórias e
inventando.
26. Gosta de cantar, tocar um
instrumento, dançar ou mover-se SIM NÃO ritmicamente.
27. É sensível a música e é hábil para
compor canções ou improvisar tons e SIM NÃO ritmos.
28. Percebe padrões e conexões que
outros não veem, mesmo entre
SIM NÃO
coisas que aparentemente não se
relacionam.
29. Argumenta ou debate sobre a
lógica das ideias, das regras ou das SIM NÃO ações.
30. Tende a se rebelar contra o que é
SIM NÃO
rotineiro ou previsível.
31. Tem um senso de humor bem
SIM NÃO
desenvolvido.
32. Aprende padrões do discurso e
do vocabulário dos diferentes povos,
isto é, sotaques, forma de falar, etc. e SIM NÃO imita-os em suas histórias, piadas,
músicas ou jogos.
33. É muito ativo e não consegue
SIM NÃO
ficar quieto por muito tempo.
Fonte: Barbosa et al. (2008).
34. Gosta de discutir ideias abstratas,
tais como Deus, o amor, a justiça e a SIM NÃO igualdade.
35. Tem uma sensibilidade incomum
para o que e visto, ouvido, tocado, SIM NÃO provado e cheirado.
36. Mostra sensibilidade em relação
aos sentimentos dos outros e SIM NÃO empatia (“compreensão”) para com os problemas dos outros.
37. Interessa-se pelos problemas do
mundo, tais como, animais em SIM NÃO extinção, racismo, poluição e pobreza.
38. Mostra disposição para seguir sua
intuição, mesmo se ela não puder ser SIM NÃO imediatamente justificada.
39. Demonstra energia elevada, foco SIM NÃO e empenho .
40. Frustra-se com a própria
imperfeição ou imperfeição dos SIM NÃO outros.
41. É muito sensível as críticas. SIM NÃO
42. Demonstra sensibilidade em
relação aos valores e crenças SIM NÃO espirituais e às reflexões filosóficas.
Fonte: Barbosa et al. (2008).
Pareceristas
Este livro foi submetido ao Edital 01/2020 do Programa de Pósgraduação em Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, câmpus de Marília e financiado pelo auxílio nº 0798/2018, Processo Nº 23038.000985/2018-89, Programa PROEX/CAPES. Contamos com o apoio dos seguintes pareceristas que avaliaram as propostas recomendando a publicação. Agradecemos a cada um pelo trabalho realizado:
Adriana Pastorello Buim Arena
Alessandra Arce Hai
Alexandre Filordi de Carvalho
Amanda Valiengo
Ana Crelia Dias
Ana Maria Esteves Bortolanza
Ana Maria Klein
Angélica Pall Oriani
Eliana Marques Zanata
Eliane Maria Vani Ortega
Fabiana de Cássia Rodrigues
Fernando Rodrigues de Oliveira
Francisco José Brabo Bezerra
Genivaldo de Souza Santos
Igor de Moraes Paim
Irineu Aliprando Tuim Viotto Filho
José Deribaldo Gomes dos Santos
Jussara Cristina Barboza Tortella
Lenir Maristela Silva
Livia Maria Turra Bassetto
Luciana Aparecida Nogueira da Cruz
Márcia Lopes Reis
Maria Rosa Rodrigues Martins de Camargo Marilene Proença Rebello de Souza
Mauro Castilho Gonçalves
Monica Abrantes Galindo
Nadja Hermann
Pedro Laudinor Goergen
Tânia Barbosa Martins
Tony Honorato
Comissão de Publicação de Livros do Edital 001/2020 do Programa
de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia e
Ciências da UNESP, campus de Marília
Graziela Zambão Abdian, Patricia Unger Raphael Bataglia, Eduardo
José Manzini e Rodrigo Pelloso Gelamo
Notes
1. Pesquisa resultante de apoio FAPESP processo número
2018/01362-7. "As opiniões, hipóteses e conclusões ou recomendações expressas neste material são de responsabilidade do autor(es) e não necessariamente refletem a visão da FAPESP”.
↩
2. Programa de enriquecimento vinculado à Faculdade de
Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), que exerceu suas atividades até 2018, sob a coordenação do Professor Dr. Miguel Claudio Moriel Chacon. No programa, eram oferececidos atendimentos gratuitos aos estudantes precoces com comportamento superdotado das escolas públicas e privadas de Marília e região. Através de oficinas inter e multidisciplinares, os estudantes participavam de atividades de enriquecimento e caminhavam na busca do conhecimento, de acordo com suas potencialidades e áreas de domínio. Também os pais/responsáveis participavam de um grupo à parte e eram integrados às atividades oferecidas pelo programa, sendo discutidas informações ligadas ao manejo e enriquecimento desses estudantes. Os estudantes eram encaminhados para o projeto, por meio da Secretaria de Educação de Marília ou por demanda espontânea dos pais. Após uma primeira avaliação com os estudantes e as famílias, feita pelo coordenador, os estudantes passavam a integrar as oficinas semanalmente e, nessas, era observada a presença dos indicadores da Superdotação.
↩
3. Justifica-se o emprego de diversos descritores em português,
pelo fato de, no Brasil, não haver consenso teórico com relação à temática, de modo que, dependendo do referencial teórico adotado, essa nomenclatura varia.
↩
4. Levantamento atualizado em 08 de dezembro de 2019.
↩
5. Ressaltamos aqui que o número de produções por categoria é
maior que o número de produções levantadas. Esse fato é justificado porque algumas produções se inserem em mais de uma categoria.
↩
6. A Mensa é maior e mais antiga sociedade de alto QI do mundo.
↩
7. No DSM-IV, a idade de manifestação dos indicadores era de
sete anos, evidenciando que essa revisão flexibiliza o diagnóstico e revela a “[…] importância de uma manifestação clínica substancial na infância” (APA, 2014, p. 61). Também no DSM-V, depois dos 17 anos de idade, deve-se considerar cinco e não seis indicadores como nota de corte para diagnóstico (APA, 2014).
↩
8. UNESCO (1994); BRASIL (1996, 1998, 2013).
↩
9. Vale ressaltar que “lesão cerebral mínima” foi umas das
nomenclaturas utilizadas para descrever o estudante com comportamentos que hoje expressam o TDAH.
↩
10. Embora o autoconceito e a autoestima tenham sido apontados
como baixos, por muitos autores (LEROUX; LEVITT-PEARLMAN, 2000; WEBB et al., 2005; FOLEY-NICPON et al., 2012; GARCÍA, 2015), Ourofino (2007) argumenta que os estudantes com dupla excepcionalidade apresentam um autoconceito e autoestima muitas vezes considerado oscilante, enquanto Lee e Olenchack (2015) assinalam que eles têm uma autoestima positiva autorrelatada e bom autoconceito, o que parece variar de acordo com o atendimento de suas necessidades emocionais e acadêmicas e suas habilidades cognitivas e socioemocionais.
↩
11. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são instituições
destinadas a acolher pacientes com transtornos mentais,
estimular sua integração social e familiar e apoiá-los na busca da autonomia, oferecendo-lhes atendimento médico e psicossocial (APDM, 2015). Assim, são disponibilizados tratamentos específicos para cada sujeito, com um plano de trabalho determinado por uma equipe multidisciplinar da área da saúde. Além das consultas, são implementadas oficinas terapêuticas e culturais, rodas de conversa e orientações individuais ou em grupo, para os estudantes e suas famílias.
↩
12. Quadro de análise apresentado e discutido, durante a disciplina
“Análise de dados por meio de entrevistas e diálogos”, ministrada pelo Prof. Dr. Eduardo José Manzini, na FFC/UNESP de Marília.
↩
13. Aqui caracterizada como comportamento inato ou aprendido,
ação ou reação, força impulsiva ou violência condicionada (LANDAU, 2002).
↩
14. Tradução usual em português, “tempestade de ideias”, é uma
dinâmica de grupo ou atividade individual na qual, a partir de temas geradores, é desencadeado o processo criativo de livre associação, com vistas à avaliação da criatividade e/ou, organização das ideias.
↩
Você terminou Superdotação, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e dupla excepcionalidade: um estudo de indicadores e habilidades sociais
Clarissa Maria Marques Ogeda
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