38 Estratégias para Vencer Qualquer Debate: A Arte de Ter Razão

12 - Uso sutil dos vocábulos — renomeie as mesmas palavras

ESTRATÉG IA 12

Uso sutil dos vocábulos — renomeie as mesmas palavras

 

SE A DISCUSSÃO for sobre um conceito geral, que não tem um nom e específico e precisa ser descrito por m eio de um a parábola, deve-se escolher a parábola que favorece nossa afirm ação. Por exem plo, m encionam -se os nom es que descrevem os dois partidos políticos da Espanha: servis e liberais, nom es escolhidos obviam ente pelos últim os. O nom e “protestantes” é escolhido por eles m esm os, assim com o “evangélicos”, m as a palavra herege foi escolhida pelos católicos. Isso se aplica tam bém aos nom es de coisas, no que faz m ais sentido: por exem plo, o oponente propõe algum a alteração, então a cham am os de “subversão”, pois a palavra tem conotação negativa. Fazem os o contrário quando nós m esm os é que fazem os a sugestão. No prim eiro caso, pode-se cham ar a contraposição de “ordem existente”, no segundo de “ordem opressora”. O que pode ser cham ado de m aneira im parcial e involuntária de “culto” ou “ensinam ento público da fé” é cham ado de “devoção”, “religiosidade” por um seguidor; e de “fanatism o” ou “superstição” por um oponente. No fundo, esse é um petitio principii perfeito: o que alguém quer provar é afirm ado no início da definição, da qual resulta um sim ples j ulgam ento analítico. O que alguém cham a de “garantir a segurança de um a pessoa” ou “colocar sob custódia”, seu oponente cham a de “prender”. Um orador m uitas vezes revela sua intenção pelos nom es que dá às coisas. Um diz “o clero” e o outro diz “os padres”. De todos os truques, esse é o m ais utilizado, de m aneira instintiva. Excesso de fé = fanatism o; passo em falso ou caso am oroso = adultério; am biguidade = obscenidade; desequilíbrio econôm ico = bancarrota; pela influência e pela ligação = pela corrupção e pelo nepotism o; reconhecim ento sincero = bom pagam ento. ESTRATÉG IA 13